Projetos de Pesquisa

 

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Fernando Mendonça Heck

Ciências Humanas

Geografia
  • cartografia da saúde do(a) trabalhador(a) em frigoríficos no brasil (2012-2018)
  • Compreende-se que o Brasil nestas duas primeiras décadas do século XXI intensificou suas características seculares de uma formação espacial de capitalismo periférico e dependente da qual a expansão das commodities agrominerais (soja, milho, cana de açúcar, eucalipto, minérios etc.) é um exemplo fundamental. Esta inserção dependente na divisão internacional e territorial do trabalho centrada na agroexportação, além do saque aos recursos naturais e dos conflitos territoriais que dela resultam (pilhagem territorial), também tem sido significado de agravos à saúde do(a) trabalhador(a) que se expressa nos inúmeros circuitos produtivos das commodities agrominerais espalhados pelo território nacional. Neste quesito particular, o setor de frigorificação de carnes assume posição de destaque, pois as condições de trabalho impostas nas linhas de produção relacionam-se aos agravos à saúde dos(as) trabalhadores(as). Deste modo, o objetivo da pesquisa é demonstrar, a partir da leitura cartográfica, que o setor de frigoríficos se baseia num processo de trabalho degradante que, no limite, descarta força de trabalho, pois leva a significativos casos de agravos à saúde. Metodologicamente a pesquisa está embasada na coleta, sistematização e organização de dados secundários, bem como na realização de trabalhos de campo nas regiões Oeste do Paraná e Oeste Catarinense (principais empregadoras do setor no Brasil). As atividades de campo levarão em conta a possibilidade de construção de um mapeamento participativo junto às organizações coletivas da classe trabalhadora (sindicatos, associações etc.), no qual, além de apontar para os problemas de saúde decorrentes das condições de trabalho, o intuito é ressaltar as lutas e resistências frente ao processo de trabalho degradante dos frigoríficos.
  • Instituto Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Nobre Cunha

Ciências Agrárias

Engenharia Agrícola
  • distribuição dos componentes químicos da vinhaça aplicada via gotejamento subsuperficial na cultura do feijão submetido aos regimes de sequeiro e irrigado em latossolo vermelho de cerrado: acúmulo de nutrientes, rendimento e eficiência de uso da água
  • O cultivo do feijão encontra-se em plena expansão no Brasil, abrangendo áreas consideradas marginais, em especial no que diz respeito à fertilidade natural do solo e à disponibilidade hídrica. A expansão do feijão para novas áreas exige o uso de tecnologias que permitem obter alta produtividade de maneira sustentável. Nesse sentido, nos últimos anos, o emprego da vinhaça como fertirrigação nas culturas vem merecendo papel de destaque principalmente quando se pensa na produção de efluentes do setor agroindustrial. A vinhaça quando depositada no solo, pode promover melhoria em sua fertilidade; todavia, as quantidades não devem ultrapassar sua capacidade de retenção de íons, portanto, o conhecimento da composição da vinhaça e dos mecanismos de deslocamento dos seus componentes químicos no solo é de fundamental relevância, principalmente para orientação quanto às dosagens a serem aplicadas a campo. Dependendo da sua composição, a vinhaça pode substituir parcial ou totalmente a adubação mineral da cultura, especialmente em solos que não respondem ao nitrogênio, mesmo que esta substituição seja parcial, a economia de adubos é importante. Os objetivos deste estudo serão avaliar a distribuição dos componentes químicos da vinhaça e seus efeitos nos atributos físicos e químicos de um Latossolo Vermelho de Cerrado, bem como, avaliar o crescimento, desenvolvimento e componentes do rendimento do feijão fertirrigado com vinhaça submetido aos regimes hídricos de sequeiro e irrigado; monitorar os componentes químicos da vinhaça em um Latossolo Vermelho de Cerrado, por extratores de solução; avaliar as características morfológicas, o acúmulo de massa seca, índices morfofisiológicos e fisiológicos das plantas do feijão em função do emprego de doses de fertirrigação com vinhaça e do regime hídrico (irrigado e sequeiro); avaliar o estado nutricional, os componentes de rendimento e os teores de nutrientes dos grãos de feijão fertirrigado com vinhaça; identificar a melhor dose de vinhaça, que propicie a maior produtividade na cultura do feijão submetida ao regime de sequeiro e irrigado; quantificar a extração, a exportação (caules) e o retorno ao solo (restos culturais) de macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg e S) e micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn, Mo e Zn) pelo feijão, em função de doses de vinhaça e do regime hídrico (irrigado e sequeiro); avaliar a influência da fertirrigação com vinhaça na eficiência de uso da água pelo feijão. O delineamento experimental utilizado será em blocos ao acaso, analisado em esquema de parcelas sub-subdivididas 4 x 2 x 4, com três repetições. Os tratamentos consistirão em quatro doses de vinhaça (0, 100, 200 e 300 m3 ha-1); e dois regimes hídricos (irrigado e de sequeiro) e quatro épocas de avaliações (24, 48, 72 e 96 dias após o plantio); nos três anos agrícolas. Será utilizado um sistema de irrigação localizada, o método de irrigação será o subsuperficial e a lâmina de irrigação aplicada será a de 100% da reposição hídrica. A fertirrigação com vinhaça será realizada 50% da dose antes do plantio e os outros 50%, de acordo com os tratamentos, aos 50 dias após o plantio. Serão utilizadas sementes de feijão da cultivar BRS Estilo. Ao final do experimento, pretende-se obter dados referentes à distribuição dos componentes químicos da vinhaça em Latossolo Vermelho de Cerrado, ao crescimento, ao desenvolvimento, aos componentes de rendimento e à quantidade de macronutrientes extraída, exportada (caules) e retornada ao solo (folha), considerando-se as doses de vinhaça, bem como os regimes hídricos empregados. O estudo possibilitará, ainda, fazer inferências sobre as variáveis de respostas avaliadas relativas ao feijão cultivado em condições de sequeiro, sistema bastante utilizado na região Sudoeste de Goiás e em outras regiões brasileiras, que será igualmente avaliado dentro das diferentes doses de fertirrigação com vinhaça.
  • Instituto Federal Goiano - GO - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Nogueira de Souza

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • proliferação de linfócitos b, t cd4, t cd8 e t γδ por distintas espécies e estirpes de estafilococos em novilhas e vacas leiteiras primíparas e multíparas
  • As abordagens imunológicas têm o potencial de intervenção preventiva e terapêutica para a mastite estafilocócica e, consequentemente, para cadeia produtiva do leite. Embora o esforço por uma eliminação completa do uso de antimicrobianos em gado leiteiro não é realista, uma redução é recomendada e viável. Desse ponto de vista, ferramentas inovadoras que permitem aumento na capacidade dos animais de resistir às infecções intramamárias (IIM) podem ser de grande valor. O maior obstáculo ao estabelecer esse tipo de estratégia é a falta de compreensão da resposta imune do hospedeiro. Embora os linfócitos T e B sejam capazes de eliminar patógenos através da citotoxicidade direta, produção de anticorpos e citocinas, ativação macrófagos ou recrutamento de neutrófilos, existe uma grande lacuna na nossa compreensão do papel dos linfócitos durante as IIM por distintas de espécies e estirpes de estafilococos. Além disso, até onde sabemos, a proliferação de distintas populações de linfócitos nunca foi investigada em bovinos leiteiros de diferentes categorias (novilhas, vacas primíparas e multíparas). Assim, este estudo investigará a proliferação de linfócitos B, T CD4+, T CD8+ e T γδ por vacas leiteiras nulíparas, primíparas e multíparas sob estímulos de diferentes espécies e estirpes de estafilococos. Além disso, a produção das citocinas interleucina-17 A e interferon-γ por células mononucleares do sangue periférico sob desafio com diferentes espécies e estirpes de estafilococos em vacas leiteiras nulíparas, primíparas e multíparas será avaliada.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Pandolfo Bortolozzo

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • idade ao desmame dos leitões: uma nova perspectiva sobre produtividade, uso de antimicrobianos e lucratividade
  • A carne suína é a carne mais consumida no mundo. No Brasil, são consumidos quase 16 kg por pessoa por ano e cerca de 600 mil empregos diretos e indiretos são gerados através da suinocultura (ABPA, 2016). A produção em múltiplos sítios, em locais de produção independentes, permitiu uma maior especialização das atividades por categoria animal. O advento de programas nutricionais para atender as necessidades de leitões recém-desmamados e também a preparação das instalações de creche com ambiente adequado e controlado, possibilitaram a realização de desmames comerciais com idades mais precoces. Desta forma, a idade de desmame utilizada comercialmente reduziu drasticamente nas últimas décadas, passando para cerca de 21 a 23 dias de vida no Brasil, 25 a 28 dias na Europa. Nos Estados Unidos e Canadá reduziu-se ainda mais, entre 17 a 19 dias, porém, a viabilidade financeira não sustentou esta prática, logo aumentando para 21 dias. Se considerarmos que o desmame natural dos suínos ocorre entre 70 a 84 dias de idade (ENGLISH et al., 1977; HARRIS, 2000) fica nítido o despreparo do leitão para seguir seu desenvolvimento longe da porca e muitas vezes, recorre-se a práticas como uso de antimicrobianos em massa buscando reduzir os efeitos negativos do desmame não natural. Em estudos recentes, os efeitos do desmame precoce no trato gastrointestinal (TGI) tornaram-se mais evidentes e fortemente associados ao estresse desta fase. A liberação do fator de liberação de corticotrofinas e a ativação de receptores de glicocorticoides induzem um aumento da secreção da mucosa, permeabilidade (TEITELBAUM et al., 2008), e motilidade. A duração e a gravidade dos distúrbios no TGI estão relacionadas com o momento da vida em que o estresse do desmame ocorre (MOESER et al. 2017). A idade ao desmame está relacionada com o percentual de leitões mortos nas fases de creche e terminação. Isso porque dentro de uma amplitude de idade ao desmame de 12 a 21 dias, para cada dia a mais que os leitões permanecem com a matriz suína, é possível reduzir em 0,5% a taxa de mortalidade (MAIN et al, 2004). Através de uma perspectiva de necessidade de aumento da idade ao desmame, é imprescindível avaliar o sistema como um todo. A lucratividade da produção interage diretamente com o desempenho zootécnico do plantel, sendo esta essencialmente dependente da idade com que os leitões são desmamados. Recentes crises relacionadas ao preço dos insumos estimulam os sistemas de produção buscar ações que visem uma margem financeira positiva. A ideia de aumentar a idade ao desmame já foi comprovada por Main et al., (2005b) que pode ser uma destas ações, no entanto, no cenário norte americano, há mais de 10 anos atrás e somente com idades inferiores a 21 dias. Cada vez mais próxima a suinocultura está de um cenário de redução drástica ou até banimento da utilização de antimicrobianos. A preocupação com inúmeros e recentes casos de “superbactérias”, relacionadas à resistência destes microrganismos à muitos antimicrobianos, acionou um sinal de alerta à produção de proteína animal em nível mundial. Portanto, pesquisar alternativas para a criação de suínos com reduzido ou nenhum uso destes fármacos é uma ação muito oportuna quando se discute bem estar social de um país. Desta forma, facilitar a adaptação à creche e reduzir o estresse do desmame através do aumento da idade dos leitões pode atenuar a necessidade de se recorrer ao uso de antimicrobianos preventivos e terapêuticos. Portanto levando em conta a grande importância da idade ao desmame, é relevante que tenhamos mais informações relacionadas ao tema. Com isso, se mostra muito oportuna a busca de alternativas para uma suinocultura mais rentável aos produtores e essencialmente associada à preocupação das consequências geradas pelo uso excessivo de antimicrobianos na produção de suínos.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Paulo Caneschi

Engenharias

Engenharia Civil
  • aplicação do phased array na inspeção de trilhos ferroviários
  • O trilho constitui o elemento fundamental da estrutura da via permanente e deve cumprir os seguintes propósitos: (i) resistir diretamente às tensões que recebe do trem e transmití-las aos outros elementos que compõem a estrutura da via (placa de apoio, dormente, lastro, sublastro); (ii) guiar as rodas dos veículos ferroviários, em seu movimento; e (iii) servir de condutor da corrente elétrica para a sinalização e à tração nas linhas eletrificadas. É necessário que a superfície do trilho seja a mais homogênea possível, tenha uma elevada rigidez e que possa converter a energia do tráfego em deformação elástica. Os defeitos nos trilhos são uma realidade no transporte ferroviário podendo gerar acidentes de grande proporção, o que desperta o interesse e a necessidade de um estudo. Este projeto visa à o desenvolvimento de uma nova técnica de inspeção por ultrassom de trilhos ferroviários, utilizando a técnica de Phased array, para isso será utilizado o equipamento de ultrassom Phasor XS da GE (General Electric) com transdutor Phased Array 16 elementos 4MHz Pitch 0,5mm, com ângulo de 36 graus. As amostras de trilhos com defeitos serão desenvolvidas a partir de trilhos presente no antigo pátio da RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima), denominado 4º Depósito. Dentre os parâmetros avaliados estão: posição do transdutor, acoplante, entre outros. Com esse projeto espera-se o desenvolvimento de uma nova técnica de inspeção de trilhos com melhor probabilidade de detecção e maior produtividade em relação aos métodos atuais.
  • Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Pelisser

Engenharias

Engenharia Civil
  • desenvolvimento de concreto geopolimérico de alta resistência utilizando microfibras metálicas
  • A crescente demanda por concretos de alta eficiência, baixo custo e reduzido impacto ambiental, principalmente quando comparados aos concretos produzidos com cimento Portland, tem promovido o desenvolvimento de materiais cimentícios sem clínquer, dentre os quais estão incluídos os cimentos geopoliméricos, também denominados álcali-ativados, cuja utilização pode contribuir para redução das emissões de CO2 em projetos de construção. Considerando a elevada resistência à tração dos cimentos geopoliméricos e sua eficiência quando aplicado em elementos estruturais, uma das formas de contribuir para o seu desenvolvimento e aplicação, seria a incorporação de fibras. As fibras metálicas podem ser utilizadas em concretos geopoliméricos para melhorar suas propriedades de resistência à flexão, tração e ductilidade, uma vez que não sofrem problemas de degradação em meio alcalino, e, no geral, apresentam boa aderência fibra-matriz. Considerando o exposto, neste projeto de pesquisa, pretende avaliar o efeito da relação molar Si/Al e da adição de microfibras metálicas em uma matriz de geopolímero composta por metacaulim (mais uma fonte de alumina) ativado com silicato e hidróxido de sódio. Também serão utilizadas três composições de concreto. Serão avaliadas as propriedades mecânicas, desde o comportamento micro-nanomecânico da matriz e interface com a microfibra até o comportamento mecânico do concreto à compressão, flexão, tenacidade e módulo de elasticidade. Em função dos resultados obtidos, nos quais pretende-se atingir resistências superiores a 100 MPa, será testado o concreto em um elemento estrutural (viga) reduzindo a armadura de tração e avaliando a eficiência do concreto. Através de ensaios realizados após o período de um ano, será avaliada a evolução da aderência fibra-matriz e sua durabilidade.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Rodolfo Espinoza Quiñones

Engenharias

Engenharia Sanitária
  • integração de processos otimizados no tratamento de águas residuárias contendo poluentes emergentes
  • Neste projeto de pesquisa, será investigada a otimização de sistemas de tratamento de efluentes contendo contaminantes emergentes, tais como fármacos de indústria farmacêutica ou de hospitais, utilizando processos eletroquímicos e oxidativos avançados de forma híbrida e integrada, seguidos por processos de tratamento biológico. Os processos oxidativos avançados e processos eletroquímicos oferecem vantagens peculiares na desestabilização de poluentes com boa eficiência de remoção; no entanto, em muitos casos, cada um deles como processo isolado pode apresentar certa limitação em seu potencial para remover poluentes recalcitrantes, quando é necessário atingir baixos níveis de toxicidade dentro do contexto de seus possíveis impactos ambientais. A integração ou hibridização de processos pode ser uma alternativa para aumentar substancialmente a eficiência de remoção, juntamente com a obtenção de níveis de toxicidade ambientalmente aceitáveis. Assim, a técnica de eletrocoagulação pode ser aplicada previamente ou conjuntamente como forma de auxiliar ou potencializar a eficiência do tratamento posterior por meio de processos oxidativos avançados. A otimização dos sistemas de tratamento com base na integração de processos e/ou hibridização será feita aplicando projetos experimentais específicos dentro do contexto da metodologia de superfície de resposta, procurando a melhor faixa de trabalho das variáveis de processo, seja no contexto individual, híbrido ou integrado, em que o índice de toxicidade torna-se mínimo e ambos os índices de toxicidade e biodegradabilidade são adequados para uma possível integração com processos biológicos ou outro processo de purificação. Para o estudo da integração e/ou hibridização de processos, efluentes residuárias e/ou sintéticas, contendo diferentes composições e efeitos no meio aquático, serão preparadas ou coletadas sem qualquer tratamento prévio, devidamente armazenadas e amplamente caracterizadas. Importantes parâmetros físico-químicos, como carbono orgânico dissolvido, demanda química de oxigênio, cor, pH, demanda biológica de oxigênio, compostos aromáticos simples e conjugados, turbidez, sólidos suspensos e totais, índice volumétrico de lodo, composição de elementos químicos, entre outros, serão determinados a fim de inferir e monitorar a eficiência de remoção de quaisquer materiais orgânicos e inorgânicos existentes. Para testar o impacto ambiental do efluente bruto e tratado, o índice de toxicidade será inferido e monitorado através da aplicação de bioensaios. Além disso, o índice de biodegradabilidade nos efluentes brutos e tratados será avaliado pelo teste de Zahn-Wellens, monitorando-se uma integração possível ou necessária com um processo biológico. Após a aplicação da série de processos integrados ou hibridizados, propõe-se a obtenção de uma qualidade aceitável de águas residuárias tratadas que atenda aos padrões ambientais atuais para o descarte de efluentes em corpos d'água, além de ser capaz de reutilizá-los na cadeia produtiva industrial ou outros usos.
  • Universidade Estadual do Oeste do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Rogério de Carvalho

Ciências Biológicas

Zoologia
  • diversidade ictiofaunística do alto rio paraguai, brasil
  • Os peixes dulcícolas da região Neotropical são os mais numerosos em número de espécie do mundo, No entanto, há grandes lacunas no conhecimento, entendimento e registro em bases de dados desta diversidade. Dessa forma, esforços para suprir essas carências se tornam iminentes, face às inúmeras alterações antrópicas deletérias que estamos vivenciando na atualidade, sobretudo a conversão de ambientes naturais em agrícolas e pastoril, além da poluição urbana. Com o objetivo de conhecer o estado da arte da ictiofauna da bacia do alto rio Paraguai, inexistente até o momento, serão levantadas e certificadas todas as espécies de peixes dessa área, com registro de exemplares-testemunhos em coleção, além de curadoria nas principais coleções ictiológicas dessa área: ZUFMS e CPUFMT. Todos os dados gerados serão prontamente divulgados por meio de trabalhos científicos e os das coleções científicas disponibilizados na rede de informações biológicas do speciesLink/CRIA, além de formação sólida de recursos humanos em ictiofauna, carentes na região.
  • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - MS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Rogério Pavan

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • análise da atividade in vitro, in vivo e do mecanismo de ação de compostos benzofuroxanos frente ao mycobacterium tuberculosis
  • No último relatório da Organização Mundial da Saúde 12 bactérias com alta incidência de resistência e mais o Mycobacterium tuberculosis foram determinantes na urgência em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos antimicrobianos. Em 2016 houveram 10,4 milhões de novos casos de tuberculose (TB) no mundo, os quais apenas 6 milhões foram diagnosticados e notificados. A resistência aos antimicrobianos contra TB só cresce. Atualmente a TB causa mais óbitos do que a AIDS e é estimado que em 2050 as mortes por infecções bacterianas resistentes serão a causa número 1 de mortes no mundo. Há mais de 10 anos nosso grupo vem desenvolvendo novas estratégias de busca de novos antimicrobianos contra TB. Mais de 5.000 compostos de todas as origens foram triados em nosso laboratório e menos de 5% mostraram-se promissores. Dentre esses, conseguimos encontrar um composto líder derivado de benzofuroxano que mostrou excelente atividade tanto in vitro quanto in vivo e um possível novo mecanismo de ação. Como molécula líder, verificamos a necessidade de melhorar sua atividade em bactérias resistentes sendo essa uma das propostas desse projeto. A necessidade de novos antimicrobianos é urgente, nossa equipe está se esforçando e propondo diferentes estratégias para no final poder apresentar um novo composto em potencial para estudos clínicos.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Schnaid

Engenharias

Engenharia Civil
  • estudo do comportamento de estacas instrumentadas em solos arenosos do campo experimental de araquari
  • RESUMO A fim de proporcionar ao meio científico e geotécnico inovações e maior conhecimento na área de fundações profundas, esta pesquisa propõe estudar e melhor compreender o comportamento e os mecanismos de interação entre solos arenosos e estacas escavadas instrumentadas submetidas a carregamentos verticais e horizontais. Para isso, ensaios de campo, de laboratório e modelos em escala reduzida serão desenvolvidos e implementados, considerando como local de pesquisa o Campo Experimental de Araquari, maior campo experimental destinado a estudos em solos arenosos do mundo, pertencente à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e situado ao norte do estado de Santa Catarina. Para o êxito desta pesquisa, o projeto contará com a colaboração das instituições UFPR, UDESC, IFPR e Purdue University, bem como de diversas empresas e parcerias já estabelecidas para a implantação do Campo Experimental em sua origem. Considerando as estacas escavadas de grande diâmetro já executadas no local do estudo, assim como das sondagens e ensaios previamente realizados no local, propõe-se realizar: novos ensaios de caracterização, para total conhecimento do comportamento do solo de Araquari; prova de carga estática in loco, permitindo uma avaliação em escala real do comportamento solo-estaca; estudo da transferência de carga na interface solo-concreto de estacas em solos arenosos, a partir de ensaios em laboratório e da interpretação da prova de carga; simulação analítica e numérica dos ensaios de prova de carga do Campo Experimental de Araquari; e uma modelagem em escala reduzida em laboratório, com o intuito de melhor compreender a interação solo-estaca para problemas de esforços transversais. Com isso, pretende-se obter um conjunto completo de resultados geo-mecânicos e de comportamento do solo de Araquari, possibilitando maiores estudos e descobertas futuras na área da Geotecnia de solos arenosos e fortalecendo e otimizando conceitos, métodos e previsões relacionados aos mecanismos de interação entre estaca escavada e solo arenoso.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Vojniak

Ciências Humanas

História
  • jacques rancière e a história: temporalidades, desidentificação e dessubjetivação
  • As considerações sobre estética e política que marcam profundamente a obra do filósofo francês Jacques Rancière (1940), Professor Emérito da Universidade Paris VIII, são substancialmente estudadas, principalmente nos campos da filosofia e da arte. Menos conhecida, porém, é sua relação com a história. Não obstante pouco tratada, essa relação com a história é antiga, remete aos seus primeiros escritos do final dos anos 1960 e começos dos anos 1970, quando passou a se ocupar em publicar severas críticas ao pensamento de Louis Althusser (1918-1990), seu antigo mestre na École Normale Supérieure. Ali, entre outras, estavam em jogo questões sobre o sujeito da história. Embora menos aparentes nos estudos sobre o pensamento de Rancière, suas considerações no campo da escrita da história não são apenas antigas, mas também persistentes, pois atravessam toda sua obra e aparecem em, pelo menos, duas formas distintas e complementares: de um lado, de forma mais explícita, os problemas historiográficos estão em questão principalmente na sua “militância” acadêmica no coletivo Les Révoltes Logiques que ajudou a fundar e que fez circular periódico homônimo entre 1975 e 1981 e nos textos Les noms de l’histoire (1992), Le concept d’anachronisme et la vérité de l’historien (1996) e Figures de l’histoire (2012); de outro, de forma pontual e contextual no interior de textos sobre outros temas, os problemas filosóficos da história estão distribuídos em boa parte de sua obra, tornando-se, pois, necessário, o seu mapeamento e a sua análise. Assim, com base no estudo do arquivo bibliográfico de Jacques Rancière (compreendendo livros, capítulos, artigos, entrevistas e o comentário de sua obra), o objetivo principal da pesquisa em proposição consiste em apresentar os principais conceitos e considerações teóricas de Jacques Rancière no campo da história com especial atenção às noções de temporalidade, dessubjetivação e desidentificação.
  • Universidade Federal da Fronteira Sul - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Willyan Trevisan Leivas

Ciências Biológicas

Zoologia
  • sistemática de hololeptini hope, 1840 (coleoptera: histeridae: histerinae): um grupo de interesse aplicado
  • Histeridae possui aproximadamente 4.300 espécies descritas, incluídas em 391 gêneros, pertencentes a 16 tribos e 11 subfamílias, sendo que para o Brasil são registrados 85 gêneros e 352 espécies. Hololeptini (Histerinae) é constituída por 131 espécies distribuídas em seis gêneros: Hololepta Paykull, Iliotona Carnochan, Eutidium Lewis, Dimalus Marseul, Petalosoma Lewis e Oxysternus Dejean, todos com distribuição na região Neotropical. Os Hololepitini possuem importância nas Ciências Aplicadas, sendo que algumas espécies são citadas como potenciais controladoras de pragas de cultivo de banana e de coqueiro, outras registradas como inimigos naturais de meliponíneos, e ainda algumas possuem relevância na Entomologia Forense. Entretanto, há carência de ferramentas para o reconhecimento das espécies, e estudos taxonômicos e filogenéticos têm sugerido que Hololeptini representa um grupo artificial. Esse panorama atual inviabiliza a real compreensão da importância e uso das espécies nas Ciências Aplicadas. O projeto tem como objetivo estudar, sob a luz da Sistemática, a tribo Hololeptini e gerar ferramentas de identificação para táxons de importância aplicada. Mais especificamente, pretende-se: i) testar a monofila de Hololeptini e estabelecer uma classificação para tribo; ii) propor uma hipótese de relacionamento filogenético para os gêneros que compõe Hololeptini; iii) elaborar uma chave de identificação para os gêneros de Hololeptini; iv) revisar taxonomicamente os gêneros monoespecíficos (Dimalus, Petalosoma e Oxysternus) e as espécies brasileiras de Hololepta (totalizando 22 espécies); v) elaborar uma chave de identificação para as espécies brasileiras de Hololepta, a fim de solucionar uma demanda imediata de reconhecimento das espécies de interesse nas áreas aplicadas. A pesquisa será conduzida no Laboratório de Pesquisas em Coleoptera (LAPCOL), na Universidade Federal do Paraná. Será solicitado empréstimo de material para diversas instituições nacionais e estrangeiras, entretanto, uma viagem será programada para estudar parte do material-tipo nas coleções europeias. Dentre outros impactos dos resultados espera-se: i) contribuir para a classificação e reconhecimento dos Hololeptini; ii) fornecer a informação base para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas com as espécies de Hololeptini, e consequentemente afetar positivamente o desenvolvimento socioeconômico do país; iii) contribuir na formação de recursos humanos pela capacitação de estudantes de graduação e pós-graduação.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernando Zagury Vaz de Mello

Ciências Biológicas

Zoologia
  • atlas dos scarabaeoidea do brasil: distribuição geográfica de scarabaeinae e ferramentas de identificação dos demais grupos
  • Os coleópteros da superfamília Scarabaeoidea, incluindo mais de 30 mil espécies em nível mundial e mais de 2500 conhecidamente ocorrentes no Brasil (ver CTFB). Os pertencentes à subfamília Scarabaeinae (Scarabaeidae) são um importante grupo indicador de biodiversidade e de serviços e funções ambientais, sendo estudado em áreas terrestres tropicais em todo o mundo, e os da família Melolonthidae incluem a maior parte das pragas rizófagas reportadas na América do Sul. Atualmente cerca de 30 diferentes equipes de pesquisa trabalham na América Latina usando o grupo em estudos ecológicos relacionados principalmente a Ecologia de Comunidades e a Funções Ambientais. O principal entrave ao completo entendimento dos padrões encontrados, inclusive em termos econômicos e biogeográficos, é a identidade das espécies envolvidas, sobretudo quanto a trabalhos comparando faunas de diferentes localidades. A presente proposta visa expandir e consolidar os dados para a primeira parte do Atlas dos Scarabaeoidea do Brasil. O Catálogo Taxonômico da Fauna Brasileira será completado em termos de sinonímias e distribuição estatal para todo o grupo (mais de 2000 espécies). A distribuição geográfica dos Scarabaeinae (mais de 800 espécies) será revista e detalhada, e fotografias preparadas representativas das espécies já descritas. Para os demais grupos de Scarabaeoidea serão preparadas e compiladas chaves e outras ferramentas de identificação em nível genérico, e preparadas fotografias representativas dos gêneros presentes no Brasil. Os resultados serão publicados na forma de revisões taxonômicas e preparados para o primeiro volume de um atlas que poderá ser disponibilizado online ou em forma de livro.
  • Universidade Federal de Mato Grosso - MT - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Fernão Castro Braga

Ciências da Saúde

Farmácia
  • desenvolvimento de fitoterápico de echinodorus macrophyllus para o tratamento por via oral de artrite reumatoide pelo sus
  • A presente proposta de PD&I refere-se ao desenvolvimento de um produto fitoterápico de partes aéreas de Echinodorus macrophyllus (chapéu-de-couro) para o tratamento da artrite reumatoide pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune sistêmica, de etiologia desconhecida, que leva à destruição das articulações e deformidades por erosão do osso e cartilagem, resultando em limitações severas para o paciente e impacto econômico para a sociedade. Os fármacos biológicos, como os inibidores de TNF-alfa, uma citocina pró-inflamatória importante fisiopatologia da AR, constituem a abordagem terapêutica mais atual para tratar a doença. Todos eles são de administração parenteral e seu uso está associado a efeitos adversos graves, além de apresentarem altos custos, com grande impacto financeiro para os pacientes e para o SUS. Um agravante neste cenário é a expectativa de crescimento no número de pacientes artríticos nos próximos anos, decorrente da epidemia de Chikungunya em algumas regiões do país, especialmente no Nordeste, que deverá aumentar a demanda por fármacos antiartríticos. Portanto, é necessário desenvolver novos agentes antiartríticos para o tratamento de AR por via oral, com custo compatível com sua utilização pelo SUS. A presente proposta baseia-se em dados farmacológicos e de fitoquímica obtidos anteriormente por nosso grupo de pesquisa com espécies de chapéu-de-couro, que atestam a eficácia pré-clínica de extratos e frações em diferentes modelos murinos de artrite. Os resultados obtidos por nós indicam C-glicosídeos flavônicos (como isoorientina, isovitexina e swertisina) e os ácidos cis- e trans-aconítico como os principais constituintes anti-inflamatórios de E. macrophyllus. Alguns desses constituintes, isoladamente ou em mistura, reduziram o recrutamento de neutrófilos para a cavidade articular e/ou tecido periarticular, a produção da quimiocina CXCL-1 e/ou das citocinas TNF-alfa e IL-1beta em modelo murino de artrite aguda e/ou de artrite induzida por antígeno. Com base nesses resultados anteriores, nossa proposta tem como objetivo desenvolver um produto fitoterápico, para administração por via oral, a partir de partes aéreas de E. macrophyllus, baseado em um extrato padronizado enriquecido em C-glicosídeos flavônicos e ácidos aconítico. Para tanto, realizaremos ensaios extrativos para obter extratos enriquecidos em C-glicosídeos flavônicos e ácidos aconíticos com diferentes teores e proporções dos marcadores ativos (isoorientina, isovitexina, swertisina, ácidos cis- e trans-aconítico), os quais serão quantificados por HPLC e por espectrofotometria no UV-Vis (flavonoides totais). Os extratos padronizados serão avaliados em modelos pré-clínicos de artrite de complexidade crescente, a fim de selecionar o extrato com maior atividade. Inicialmente, os extratos serão ensaiados em modelo de artrite aguda induzida por LPS e, posteriormente, os três extratos mais ativos serão avaliados em modelo de artrite crônica induzida por antígeno (AIA crônica). Por fim, o extrato mais ativo no modelo de AIA crônica será avaliado em modelo de artrite induzido por transferência de soro artritogênico. Na sequência, realizaremos o desenvolvimento farmacotécnico do extrato padronizado selecionado. Para tanto, serão avaliadas técnicas de secagem (evaporação sob pressão reduzida associada à liofilização ou spray-drying) e adição de excipientes e/ou estabilizantes para obter a formulação. A formulação obtida (extrato padronizado contendo excipientes e/ou agentes estabilizantes) será incorporada em cápsulas gelatinosas. Em seguida, realizaremos estudos de escalonamento com a formulação, realizando ajustes no processo, caso necessário. O lote piloto da formulação será então obtido, produzido de acordo com GMP internacionais, e terá sua qualidade atestada a partir de análises químicas, físico-químicas e morfológicas, segundo normativos da Farmacopeia Brasileira e da ANVISA. A eficácia do lote piloto da formulação será avaliada em modelo de artrite induzida por transferência de soro artritogênico, bem como suas respostas e mecanismos celulares e moleculares no sistema imunológico. Tendo em vista que E. macrophyllus tem propriedades anti-hipertensivas relatadas, e que pacientes artríticos apresentam maior incidência de doenças cardiovasculares, avaliaremos o efeito do tratamento com o lote piloto da formulação sobre a função vascular e cardíaca de animais artríticos e saudáveis, visando identificar reações adversas e/ou benefícios para o sistema cardiovascular e quadro inflamatório artrítico. Também investigaremos o efeito do lote piloto da formulação em modelo de artrite induzida pela infecção por Chikungunya vírus (CHIKV), já que dados anteriores de nosso grupo de pesquisa indicam similaridades no perfil inflamatório da AR e da artrite por CHIKV. A fim de avaliar a estabilidade dos marcadores ativos, realizaremos estudos de degradação forçada com o lote piloto da formulação. A segurança do lote pilo da formulação será avaliada em estudos de toxicidade pré-clínica aguda, subcrônica e crônica em laboratório certificado, segundo protocolos da ANVISA e de agências internacionais (EMA, OECD). Também investigaremos a farmacocinética dos marcadores ativos (C-glicosídeos flavônicos e ácidos aconíticos), presentes no lote piloto da formulação. Por fim, baseado nos resultados pré-clínicos obtidos, propomos elaborar um protocolo para estudo clínico de fase I para avaliação do lote piloto da formulação em pacientes sadios. O fitoterápico de E. macrophyllus desenvolvido representará um ganho significativo para os pacientes artríticos, devido a via de administração oral, além de redução significativa de custos para o SUS, em substituição aos fármacos biológicos. A proposta se insere nas linhas prioritárias definidas pelo Ministério da Saúde por meio da Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde, que lista artrites e artroses não especificadas como prioritárias para estudo.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 02/01/2019-31/01/2022
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Fernão Castro Braga

Ciências da Saúde

Farmácia
  • produtos naturais de espécies vegetais brasileiras com atividade sobre o zika vírus: estudos integrados de fitoquímica e farmacologia
  • A infecção por Zika vírus (ZIKV) é um dos grandes problemas de saúde pública no mundo, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, com graves implicações sociais e econômicas. Apesar de seu impacto adverso na saúde humana, ainda não há vacina ou fármacos disponíveis para tratar as infecções por ZIKV, ou as complicações neurológicas decorrentes como microcefalia de recém-nascidos e síndrome de Guillain-Barré. O Brasil concentra o maior número de casos suspeitos e confirmados de infecção por ZIKV (346.475 casos), sendo que 17% das mulheres infectadas no país estavam grávidas. Por essa razão, a Organização Mundial de Saúde considera a infecção por ZIKV uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”. Portanto, é urgente identificar novos agentes antivirais ativos frente ao ZIKV e produtos naturais de plantas apresentam-se como uma estratégia válida para este fim. A revisão da literatura sobre o tema indica um número reduzido de extratos vegetais e produtos naturais já ensaiados frente ao ZIKV. Estudos in silico de ancoragem molecular indicam polifenóis de diferentes classes como os melhores ligantes para as proteínas ZIKV protease, ZIKV helicase e ZIKV metiltransferase. A atividade antiviral dos polifenóis delfinidina, galato de epigalocatequina e soforoflavanona G foi demonstrada em ensaios in vitro frente ao ZIKV. Esteroides são outra classe de produtos naturais potencialmente ativos frente ao ZIKV. O 25-hidroxicolesterol (25-HC), administrado a camundongos prenhes, reduziu a infecção pelo ZIKV no cérebro fetal e protegeu contra a microcefalia induzida pelo vírus. Macacos tratados com 25-HC tiveram carga de ZIKV reduzida no sangue e na urina. Nesse contexto, o objetivo geral do presente projeto é identificar produtos naturais com potencial atividade frente ao Zika vírus, a partir da triagem de extratos vegetais e estudos fitoquímico e farmacológico das espécies ativas selecionadas. Tendo em vista os dados da literatura que indicam polifenóis e esteroides como produtos naturais potencialmente ativos, nosso estudo buscará identificar constituintes dessas classes. Para tanto, iremos obter extratos brutos (etanol 96 °GL) e extratos enriquecidos em polifenóis (acetona / água 7:3) ou triterpenos e esteroides (diclorometano), a partir de espécies vegetais ocorrentes na Estação Ecológica da UFMG e/ou disponíveis em nosso laboratório, fontes das classes de metabólitos supracitadas, para avaliação da atividade frente ao ZIKV. Inicialmente foram selecionadas espécies das famílias Apocynaceae (Hancornia speciosa), Combretacae (Terminalia argentea, Terminalia glabrescens, Terminalia catappa, Combretum fruticosum, Combretum leprosum), Erytroxylaceae (Erythroxylum cuneifolium, Erythroxylum tortuosum, Erythroxylum suberosum, Erythroxylum gonocladum), Malvaceae (Sida acrantha, Sida caudata, Sida glaziovii, Sida linifolia, Sida rhombifolia), Celastraceae (Maytenus floribunda, Maytenus salicifolia), Asteraceae (Baccharis dracunculifolia, Baccharis flexuosa, Baccharis intermixta, Baccharis ramosissima, Baccharis serrulata, Baccharis trimera, Baccharis trinervis) e Myrtaceae (Psidium irmum, Psidium guineense, Psidium rufum), e outras espécies também poderão ser incluídas na triagem. A atividade antiviral dos extratos será avaliada em ensaios de complexidade crescente. Inicialmente avaliaremos a citotoxicidade de todos os extratos em células Vero. Os extratos não citotóxicos serão então avaliados in vitro em cultura de células Vero infectadas por Zika vírus, ensaiados em uma concentração única (30 µg/mL). Aqueles que apresentarem atividade antiviral significativa serão avaliados em concentrações inferiores. Na sequência, avaliaremos a atividade dos extratos ativos no ensaio anterior em cultura primária de neurônios infectados com ZIKV, obtida de embriões de camundongos C57BL/6. Os extratos ativos nesse ensaio serão submetidos a estudos de desreplicação por cromatografia líquida de ultra eficiência acoplada a espectrômetro de massas com ionização por electrospray (UPLC-ESI-MS/MS). Para tanto, buscaremos identificar a presença de constituintes previamente relatados para a espécies e/ou gêneros, a partir dos perfis de fragmentação e comparação com substâncias de referência analisadas nas mesmas condições e/ou com dados da literatura. Em seguida, selecionaremos os três extratos com maior atividade antiviral nos ensaios em cultura de neurônios infectados para avaliação in vivo. Os ensaios serão realizados em camundongos deficientes para o receptor de IFN tipo 1 infectados com ZIKV, sendo a administração dos extratos realizada por via oral, em esquema de tratamento pré- e pós-infecção. A partir dos resultados obtidos nesse ensaio, selecionaremos o extrato com maior atividade in vivo frente ao Zika vírus e realizaremos seu estudo fitoquímico, visando isolar e identificar os constituintes bioativos, utilizando métodos cromatográficos e espectrométricos usuais. A atividade antiviral dos constituintes isolados será avaliada in vitro (cultura de neurônios infectados com ZIKV) ou in vivo (modelo murino de infecção por ZIKV), dependendo da disponibilidade de massa. Todas essas atividades serão realizadas com a participação de alunos de pós-graduação e graduação e, portanto, a proposta também objetiva formar recursos humanos especializados na pesquisa pré-clínica de potenciais agentes anti-ZIKV. Os resultados obtidos no projeto serão divulgados para a comunidade científica e o público leigo. Pelo exposto, os impactos econômico-social, de saúde pública e técnico-científico da proposta são inegáveis, visto que resultará na identificação de potenciais agentes ativos frente ao Zika vírus.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Filipe Camargo Dalmatti Alves Lima

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • estudo computacional de mecanismos de transferência de carga em sistemas nanotecnológicos
  • A literatura vem indicando uma crescente demanda no estudo de novos dispositivos eletrônicos em escala nanométrica, com a finalidade de aplicações nas mais diversas áreas do conhecimento. Dentro desta grande área, um conjunto de sistemas, formado por complexos metálicos e funcionalizados com moléculas orgânicas, tem se mostrado potenciais candidatos por conta de suas propriedades como capacidade de auto-organização, flexibilidade e capacidade de transferência de carga. Entretanto, muitas das propriedades destes sistemas ainda é discutida na literatura. A proposta do presente projeto consiste em investigar tais sistemas por meio de cálculos de primeiros. Os resultados aqui obtidos possuem um potencial para contribuir no entendimento de dispositivos eletrônicos, bioeletroquímica e eletrônica orgânica.
  • Instituto Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Filipe Dantas-Torres

Ciências Biológicas

Parasitologia
  • detecção e caracterização molecular de riquétsias em carrapatos procedentes de focos de febre maculosa do estado de pernambuco
  • A febre maculosa é uma doença infecciosa grave causada por bactérias do gênero Rickettsia, tais como R. rickettsii e R. parkeri (= Rickettsia sp. cepa Mata Atlântica). Essas bactérias são primariamente transmitidas por carrapatos do gênero Amblyomma, principalmente A. sculptum (principal vetor de R. rickettsii) e A. ovale (principal vetor de R. parkeri). Apesar de ser majoritariamente registrada nas regiões sudeste e sul do Brasil, a febre maculosa tem sido cada vez mais diagnosticada na região nordeste. Contudo, pouco se sabe sobre a epidemiologia da doença nessa região do país. Um caso fatal de febre maculosa foi recentemente relatado em Pernambuco, sendo o primeiro caso fatal da doença no nordeste brasileiro. Contudo, a espécie de riquétsia envolvida, bem como a espécie de carrapato responsável pela transmissão não foram reveladas. Isso reforça a importância de novas pesquisas a fim de identificar as espécies de carrapatos potencialmente envolvidas na transmissão de riquétsias em Pernambuco. Diante do cenário emergente da febre maculosa em Pernambuco, o objetivo geral do presente estudo é investigar a presença de riquétsias do grupo da febre maculosa em carrapatos coletados em áreas onde foram notificados casos de febre maculosa e em uma área onde foi detectada a presença de Rickettsia sp. em A. sculptum.
  • Fundação Oswaldo Cruz - PE - Brasil
  • 15/05/2019-31/05/2022
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Filipe de Carvalho Victoria

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • brio-tecnologia e myco-tecnologia como alternativa para produção de medicamentos
  • Na busca para atender demanda mundial de alimentos e expansão agrícola, a cobertura de vegetação própria das áreas naturais de todo o planeta estão sendo modificadas. Seja no Pampa, Sibéria e Índia, os impactos antrópicos vêm pondo em risco uma diversidade ainda pouco conhecida, principalmente pelo seu potencial biotecnológico, algo semelhante acontecendo com a Antártica, porém devido a mudanças climáticas. Com o advento da exploração de produtos naturais, incluindo toxinas, enzimas e metabolitos secundários extraídos de animais, bactérias, fungos ou plantas, os cientistas conseguiram compreender fenômenos complexos relacionados à biologia desses organismos. A compreensão de como eles crescem, desenvolvem, se alimentam e se reproduzem é o que motivou os cientistas a aplicar o conhecimento da biologia geral dos seres vivos a uma fonte de recursos biotecnológicos. Desta forma, é possível capturar a informação disponível na natureza e identificar espécies a serem usadas como modelo para a produção de medicamentos. O grande desafio é selecionar aqueles organismos capazes de serem usados nesses processos. O ponto crucial é obter biomassa (quantidade do organismo selecionado) suficiente para o uso do organismo na produção de produtos em grande escala. Muitas das espécies de musgo se desenvolvem em quantidades incríveis para dominar toda a paisagem antártica. Este não é o caso das espécies encontradas no Brasil, na Sibéria ou na Índia, por exemplo. Os cogumelos comestíveis também se destacam neste sentido. A fungicultura hoje é uma das atividades do agronegócio em destaque, principalmente pela facilidade e praticidade do processo produtivo. Cogumelos como Pleurotus spp. e Agaricus spp. estão entre os organismos mais cultivados nas Américas e Ásia. Assim, poderíamos selecionar espécies de musgos e cogumelos adaptados para desenvolver em grande quantidade de biomassa para seu uso no laboratório como vetores de produção de drogas. A produção de medicamentos torna-se uma alternativa interessante porque as plantas e os fungos são reconhecidas por serem facilmente modificadas para a produção de proteínas de qualidade, sendo apenas necessária a transformação do organismo com o gene de interesse, para que ela possa produzir produtos de interesse, esse conceito é chamado de biofábricas. Por exemplo, pode-se aplicar informações genéticas de identidade conhecida, como o gene que expressa insulina humana, e fazer com que uma planta ou cogumelo com grande desenvolvimento de biomassa em laboratório faça todo o trabalho de síntese desta informação, em grande quantidade e baixo custo. Isso implicará produtos mais baratos para a indústria farmacêutica e, conseqüentemente, para a população. Nesta proposta, objetivamos testar espécies distintas de musgos da Antártica e do Pampa brasileiro, e cogumelos do gênero Pleurotus para produção de biomassa utilizando técnicas de cultivo in vitro, utilizando as instalações do Central Siberian Botanical Garden, UniFreiburg e do Núcleo de Estudos da Vegetação Antártica (UNIPAMPA). As espécies escolhidas terão seus genomas seqüenciados em laboratórios UNIPAMPA para permitir estratégias para a expressão heteróloga L-Asparaginase, substância esta de importância para o tratamento de pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA), utilizando a experiência ICGB INDIA e da Freiburg University em engenharia genética. Assim, a presente proposta visa identificar e selecionar uma espécie de musgos e cogumelos que produzem biomassa suficiente em laboratório para sua aplicação em biofábricas para produção de medicamentos, bem como avaliar a viabilidade dos peptídeos expressos de forma heteróloga no tratamento de doenças como LLA.
  • Universidade Federal do Pampa - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Filipe de Carvalho Victoria

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • brio-tecnologia antártica como alternativa para produção de medicamentos.
  • Na busca para atender demanda mundial de alimentos e expansão agrícola, a cobertura de vegetação própria das áreas naturais de todo o planeta estão sendo modificadas. Seja no Pampa, Sibéria e Índia, os impactos antrópicos vêm pondo em risco uma diversidade ainda pouco conhecida, principalmente pelo seu potencial biotecnológico, algo semelhante acontecendo com a Antártica, porém devido a mudanças climáticas. Com o advento da exploração de produtos naturais, incluindo toxinas, enzimas e metabolitos secundários extraídos de animais, bactérias, fungos ou plantas, os cientistas conseguiram compreender fenômenos complexos relacionados à biologia desses organismos. A compreensão de como eles crescem, desenvolvem, se alimentam e se reproduzem é o que motivou os cientistas a aplicar o conhecimento da biologia geral dos seres vivos a uma fonte de recursos biotecnológicos. Desta forma, é possível capturar a informação disponível na natureza e identificar espécies a serem usadas como modelo para a produção de medicamentos. O grande desafio é selecionar aqueles organismos capazes de serem usados nesses processos. O ponto crucial é obter biomassa (quantidade do organismo selecionado) suficiente para o uso do organismo na produção de produtos em grande escala. Muitas das espécies de musgo se desenvolvem em quantidades incríveis para dominar toda a paisagem das áreas de degelo da Antártica. Este não é o caso das espécies encontradas no Brasil, na Alamenha, na Sibéria ou na Índia, por exemplo. A produção de medicamentos torna-se uma alternativa interessante porque as plantas são reconhecidas por serem facilmente modificadas para a produção de proteínas de qualidade, sendo apenas necessária a transformação do organismo com o gene de interesse, para que ela possa produzir produtos de interesse, esse conceito é chamado de biofábricas. Por exemplo, pode-se aplicar informações genéticas de identidade conhecida, como o gene que expressa insulina humana, e fazer com que uma planta com grande desenvolvimento de biomassa em laboratório faça todo o trabalho de síntese desta informação, em grande quantidade e baixo custo. Isso implicará produtos mais baratos para a indústria farmacêutica e, conseqüentemente, para a população. Nesta proposta, objetivamos testar quatro espécies de musgos mais frequentes na Antártica, para produção de biomassa utilizando técnicas de cultivo in vitro, utilizando as instalações do Central Siberian Botanical Garden, UniFreiburg e do Núcleo de Estudos da Vegetação Antártica (UNIPAMPA). As espécies escolhidas terão seus genomas seqüenciados em laboratórios UNIPAMPA para permitir estratégias para a expressão heteróloga de L-Asparaginase, substância esta de importância para o tratamento de pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA), utilizando a experiência ICGB INDIA e da Freiburg University em engenharia genética. Assim, a presente proposta visa identificar e selecionar uma espécie de musgos que produzem biomassa suficiente em laboratório para sua aplicação em biofábricas para produção de medicamentos, bem como avaliar a viabilidade dos peptídeos expressos de forma heteróloga no tratamento de doenças como LLA.
  • Universidade Federal do Pampa - RS - Brasil
  • 25/12/2018-31/12/2022
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Filipe de Carvalho Victoria

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • geno-island: adaptações moleculares das plantas aos ambientes insulares
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal do Pampa - RS - Brasil
  • 28/11/2019-30/11/2022