Projetos de Pesquisa

 

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Zoraide Souza Pessoa

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • gestão de riscos, vulnerabilidades socioambientais, sustentabilidade e capacidade adaptativa climática em cidades do semiárido do nordeste
  • A atualidade, é marcada por cenário de incertezas múltiplas e de riscos inéditos a manutenção da vida humana e não-humana estão relacionadas a complexidade da problemática ambiental e que tem na efetividade das mudanças climática, prognósticos de cenários também de incertezas e que podem contribuir para contextos inéditos de reprodução social, ampliando a vulnerabilidade em todas dimensões e resultando em situações de desastres naturais em escalas e frequências maiores, com maior exposição a ameaças e perigos naturais. Neste sentido, as cidades têm papel fundamental, com a inserção destas questões em seus modelos de gestão dos territórios. Com base, neste pressuposto e o fato do Brasil apresentar alto índice de vulnerabilidade às mudanças climáticas, atingindo suas grandes regiões, biomas e territórios. Nesse viés, possivelmente o Nordeste do Brasil (NEB) seja intensamente atingido em função de ser um território cujos níveis de vulnerabilidade socioambiental persistentes podem ampliar as potencialidades dos riscos das ameaças mudanças climáticas com a sobreposição de outras dimensões de vulnerabilidade (CUNHA et al., 2019; TORRES; MARENGO, 2014; DARELA FILHO et al., 2016). Assim,considerando os níveis de desenvolvimento e as diferenciações regionais existentes Brasil, para efeito desta proposta temos como recorte de análise o Nordeste do Brasil, em especial a região Semiárida brasileira, marcada pela vulnerabilidade social, cuja população é inserida em contextos de pobreza e de desigualdade.Todavia, como análise empírica de caso, a área semiárida aplicada será a bacia hidrográfica do rio Piancó-Piranha-Açu, que abrange um território de 42.900 km² distribuído entre os Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, onde vivem aproximadamente 1.280.000 mil habitantes e abrangem 147 municípios (ADESE, 2020; ANA, 2018). Trazer a perspectiva de pensar os cenários climáticos para o contexto de municípios do semiárido do Nordeste é essencial, pois os estudos já realizados no Brasil têm-se centrado nas grandes cidades (DI GIULIO et al., 2019; TEIXEIRA; PESSOA; DI GIULIO, 2020; TEIXEIRA; PESSOA, 2020). Nesta proposta, será enfocado o contexto de pequenas e médias cidades, muitas inseridas no contexto empírico desta proposta são enclaves econômicos regionais importantes e que contribuem para a manutenção de setores estratégicos nacionais, com o energético e o alimentar, entre outros. Ademais, a sua proposição envolve setores estratégicos à estruturação da governança climática no Brasil, voltada para o monitoramento e observação dos impactos das mudanças, conforme a Portaria MCTI nº 7217, de 27 de dezembro de 2019. Nesta perspectiva, a presente proposta incorpora, também, os marcos normativos nacionais para a fundamentação e o aprofundamento teórico-conceitual e aplicados dispostos na Lei no 12.187, de 29 de dezembro de 2009 (BRASIL,2009), que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), Portaria nº 150, de 10 de maio de 2016 (BRASIL, 2016), que podem favorecer a inovação nos processos e modelos de gestão das cidades com a incorporação destas temáticas; que possa repercutir na redução da emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE), contribuindo para o alcance das metas globais do clima assumidos pelo o país com o Acordo de Paris de 2015; potencializando setores estratégicos para adaptação climática. Levando em consideração as discussões supracitadas, temos enquanto questões deste projeto de pesquisa: gestões, cujo planejamento urbano leva em consideração a gestão de riscos (as questões do clima), têm maior capacidade de construção de uma agenda de adaptação climática? Quais as possíveis respostas a esta questão? Como hipótese, acreditamos que a construção de uma agenda de adaptação climática depende que governos locais (estaduais e municipais) priorizem as questões do clima em suas agendas urbanas e como essas agendas podem repercutir para reduzir as ameaças climáticas ligadas à questão hídrica. Na perspectiva de testar esta hipótese, a presente proposta pretende investigar o setor estratégico de percepção de risco: semiárido, e como os municípios inseridos na bacia hidrográfica do rio Piancó-Piranhas-Açu estão incorporando o tema da adaptação climática e da sustentabilidade em seus planejamentos e agendas urbanas locais.Desse modo, o objetivo geral da proposta, é analisar como os municípios do semiárido do Nordeste do Brasil (NEB) lidam com as questões do ambiente e do clima e constroem uma agenda de sustentabilidade climática adaptativa e resiliente, voltada para gestão de riscos socioambientais e de resposta às ameaças de desastres socioambientais e climáticos. Devido às ameaças climáticas terem uma origem difusa, a metodologia da presente proposta parte de uma orientação na interdisciplinaridade, pois trata-se de um objeto de estudo discutido por diferentes abordagens disciplinares (LEIS, 2005), carecendo, pois, de metodologias ancoradas em abordagens de natureza qualitativa e quantitativa. Ressaltamos que todo desenho metodológico desta proposta tem como setor estratégico de percepção de risco o semiárido do Nordeste do Brasil (Quadro 1), recortado para o território da bacia hidrográfica do Rio Piancó-Piranhas-Açu (RN e PB) e dos 147 municípios que estão inseridos na bacia. Nesse sentido, é fundamental entender como capacidades adaptativas podem ser ensejadas em cenários que já são mitigados em função do histórico de convivências com estiagens prolongadas. Com base nestes aspectos, em relação a ameaça climática, analisaremos os reflexões para as condições de segurança hídrica, energética, alimentar, bem-estar e qualidade de vida neste contexto e que podem se explicitar na problematização de estiagens, escassez hídrica, seca, saúde, população, deslocamentos humanos, desenvolvimento e na desertificação. Vide projeto anexo
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/12/2020-31/12/2023
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Zoraide Souza Pessoa

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • energias, riscos, vulnerabilidades e impactos socioambientais em cidades com empreendimentos energéticos renováveis no nordeste: o caso da energia eólica no rio grande do norte
  • A energia eólica considerada de baixo impacto socioambiental assume um papel de destaque no Brasil nas últimas décadas com as crescentes criação de usinas eólicos em todo território brasileiro, principalmente nas zonas costeiras e com destaque para a região Nordeste que concentra o maior número de parques construídos, em construção, licitados em leilões e ativos na produção de energia eólica. É possível observar que esse tipo de energia provoca impactos socioambientais importantes nas cidades onde são instalados, interferindo nas dinâmicas econômicas, sociais, políticas, culturais e ambientais desses territórios bem como ampliando as condições de vulnerabilidade de suas populações, tornando suscetíveis a situações de risco e de comprometimento de sua qualidade de vida. Assim sendo, esse projeto de pesquisa com orientação interdisciplinar com abordagem metodológica que integra análise quantitativa e qualitativa tendo como recorte de aplicação do estudo, o caso no Rio Grande do Norte. Sendo o problema de investigação compreender de que forma a exploração de energia eólica podem contribuir para a construção de cidades sustentáveis, tornando-as menos vulneráveis e mais adaptativas às mudanças climáticas.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022