Projetos de Pesquisa

 

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Ana Lucia Kassouf

Ciências Sociais Aplicadas

Economia
  • examinando o impacto da gravidez na adolescência no mercado de trabalho e na educação de mulheres no brasil.
  • De acordo com a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 21 milhões de meninas de 15 a 19 anos e quase 2 milhões abaixo de 15 anos ficam grávidas todo ano, sendo a maioria em países de renda baixa e média. O Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos. O índice brasileiro está acima da média latino-americana, estimada em 65,5. No mundo, a média é de 46 nascimentos a cada mil. Assim sendo, analisaremos o efeito da gravidez na adolescência sobre a educação e o mercado de trabalho, isto é, participação no mercado de trabalho, participação no mercado remunerado e rendimento das mulheres. A literatura mostra que em países desenvolvidos as adolescentes que são mães têm maior probabilidade de abandonar o ensino médio e fazer faculdade, o que impactará negativamente na participação no mercado de trabalho e nos seus rendimentos. A decisão da mulher quanto a ficar grávida e ao número de filhos que terá é uma escolha influenciada por fatores como motivação para mudar de vida e retornos no mercado de trabalho. Ciente do problema de endogeneidade existente na relação entre gravidez na adolescência e mercado de trabalho e educação, exploraremos variáveis instrumentais, incluindo idade da primeira menstruação e aborto involuntário, variáveis essas disponíveis na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Os resultados auxiliarão no entendimento da relação entre gravidez na adolescência e educação e trabalho e assim permitirão análises e sugestões de políticas públicas para reduzir o problema e aumentar o bem estar das mulheres.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2023
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Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • risco e sustentabilidade ambiental nas metrópoles brasileiras
  • Eventos naturais de nossa história recente têm demonstrado que o planeta está passando por transformações climáticas. Os impactos podem ser sentidos através da intensidade de tempestades, secas e ondas de calor que afetam negativamente a disponibilidade de água potável, a distribuição de energia e alimentos para nossa civilização. Evidências científicas apresentadas no quarto Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas de 2007 não deixam dúvidas que a ação humana é um dos fatores mais relevantes neste processo. Os fenômenos ambientais decorrentes das mudanças climáticas impactam de maneira diversa o território brasileiro, sobretudo considerando sua dimensão continental. Regiões costeiras ou interioranas, com maior ou menor precipitação pluviométrica, banhadas ou não por rios, mais ou menos adensadas, com solos mais ou menos permeáveis, reagirão diferentemente às alterações ambientais. Considerando os efeitos sistêmicos do padrão de produção e consumo em uma sociedade globalizada, o enfrentamento dos problemas oriundos dos eventos naturais deve ser pensado em múltiplas escalas, apesar de grande parte dos reflexos serem sentidos no âmbito local. As áreas urbanas tem sofrido impactos que envolve ameaças materiais e de vidas de uma parcela considerável de seus habitantes. Nas metrópoles se concentram o maior número de vítimas que um evento natural pode alcançar, assim como reflete o potencial dos impactos, positivos ou negativos, em todo o ecossistema caso haja uma permanência ou mudança de postura dos habitantes e governantes relativo à cidade e ao meio ambiente. A complexidade de se tratar o espaço urbano sob aspectos ecológicos também diz respeito à visibilidade que o ser humano tem dos processos sistêmicos de forma a estabelecer uma lógica causal. Com isso, constata-se que a produção de informações espacializadas ajuda na compreensão da realidade concreta e subsidia a elaboração de estratégias e ações para mitigação do risco imposto aos grupos sociais, assim como influencia na construção de mecanismos que possam lidar com o cenário de mudanças climáticas. Ao definirmos o ambiente urbano-metropolitano como setor estratégico de pesquisa em sustentabilidade urbana e regional, o Observatório das Metrópoles busca produzir subsídios para construção das políticas nacionais de desenvolvimento urbano e regional, assim como contribuir na definição de diretrizes à atuação dos entes federativos, em especial dos governos locais, no que diz respeitos a ações que promovam a adaptação das cidades ao impactos dos eventos naturais. A investigação relatada nesta proposta de pesquisa parte de uma perspectiva que considera as metrópoles brasileiras diante das mudanças climáticas em curso, sendo impositiva a reconexão com as forças do ambiente amplificadas no momento pelas mudanças climáticas. Esta reconexão deve considerar os fatores naturais à luz das questões que envolvem a desigualdade social, os mecanismos de adaptação e as potencialidades de uso do solo que minimizem a degradação dos ecossistemas. O uso de indicadores facilita uma visão de todo o processo enquanto a investigação desagregada das várias dimensões que compreendem o debate do ambiente urbano propicia a construção de estratégias em várias escalas. Os indicadores se colocam como instrumento disponível à diversos atores sociais para a avaliação do habitat e para o enfrentamento dos problemas decorrentes da ocupação humana, de forma a produzir um espaço urbano adequado às dinâmicas naturais. Se por um lado as metrópoles apresentam espaços com população sujeita a riscos ambientais que devem ser objeto de políticas sociais, de infraestrutra urbana e de recuperação ambiental, por outro, territórios adequados à ocupação devido a disponibilidade de serviços urbanos têm sido subutilizados, gerando um padrão disperso de ocupação. Para contribuir no avanço das análises dos impactos observados e projetados da mudança do clima no território nacional, o objetivo deste projeto busca apresentar um quadro compreensivo das condições ambientais das metrópoles brasileiras, bem como subsidiar a elaboração de estratégias e ações para a mitigação de riscos ambientais relacionados às mudanças climáticas para setores públicos e privados. Esta meta será alcançada pela coleta, sistematização e processamento de dados relativos às principais dimensões que compõem o debate acerca da sustentabilidade urbana e regional, dentre elas: o risco ambiental considerando os aspectos de suscetibilidade a desastres naturais, a vulnerabilidade social, os arranjos institucionais responsáveis por ações adaptativas, assim como o potencial de desenvolvimento de um ambiente construído mais sustentável. Retomando a perspectiva relativa à visibilidade e cognição das ameaças ambientais comentada anteriormente, o resultado a pesquisa será disponibilizado em um portal de visualização de mapas o qual possibilitará o usuário gerar análises acerca de cada componente e dimensão que compõe os índices gerados ao longo do desenvolvimento do projeto, contribuindo para a identificação de oportunidades e custos para os setores econômicos do país de diferentes trajetórias de desenvolvimento sustentável.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 16/12/2020-31/12/2022
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Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • acesso à água e aos serviços de saneamento básico na metrópole do rio de janeiro: perspectivas para enfrentamento das desigualdades e da escassez
  • A pesquisa se trata da gestão das águas e dos serviços de saneamento básico na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Busca-se associar os dois conceitos - direito humano à água e segurança hídrica- entendendo que a segurança da água ameaçada pela escassez, pela inequidade no acesso, pelo risco de inundação. Estes fatores podem ser atribuídos a uma incapacidade de implementar uma gestão adequada das águas. Nosso ponto de partida é, portanto, assumir que os obstáculos mais importantes a serem enfrentados na ação pública que visa a redução da desigualdade e da insegurança no acesso à água não são de caráter físico-natural nem técnico. Pelo contrário, sugerimos que as assimetrias no acesso aos benefícios da água e os problemas decorrentes de escassez hídrica derivam principalmente de processos de caráter socioeconômico, político, cultural e institucional, incluindo-se aí a formulação e implementação de políticas públicas. Este projeto busca, portanto: (i) analisar as políticas públicas que envolvem gestão das águas e a provisão de serviços de saneamento básico na área metropolitana (iii) diagnosticar situações de precariedade no acesso aos serviços (ii) indicar caminhos para a superação dos impasses hoje enfrentados, no sentido de garantir o direito humano à água e a segurança hídrica, repensando os sistemas sócio técnicos hegemônicos e valores sociais e econômicos que orientam a provisão e a gestão dos serviços. O projeto será desenvolvido no LEAU – Laboratório de Estudos de Águas Urbanas, grupo de pesquisa sediado no PROURB, Programa de Pós Graduação em Urbanismo da UFRJ, sob a coordenação da proponente do projeto, associado ao INCT Observatório das Metrópoles. Participam do LEAU professores, pesquisadores, doutorandos, mestrandos e alunos da graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e do Instituto de Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional. A pesquisa visa trazer subsídios para a formulação de políticas públicas, para o desenvolvimento de planos e projetos, e para que movimentos sociais organizados possam ter instrumentos para reivindicar seus direitos,associando direito humano à água e direito à cidade.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Lúcia Severo Rodrigues

Ciências Biológicas

Farmacologia
  • avaliação de possíveis mecanismos anti-inflamatórios e antioxidantes da vitamina d3 em um modelo animal de depressão associado ao estresse
  • O transtorno depressivo maior (TDM) representa um dos transtornos psiquiátricos mais prevalentes na população, acarretando em perda considerável de produtividade e qualidade de vida, déficits no relacionamento social, além de estar associada com um alto índice de suicídio. O tratamento com antidepressivos convencionais proporciona uma completa remissão para apenas cerca de metade dos indivíduos além de gerar inúmeros efeitos colaterais, reduzindo a adesão dos pacientes ao tratamento. Tendo em vista essas limitações, a busca por novos agentes antidepressivos de baixo custo e seguros e que apresentem eficácia e menores efeitos adversos é de grande relevância. Nesse sentido, a vitamina D, além de participar na homeostasia do cálcio e do fosfato, apresenta efeitos pleiotrópicos. Dentre estes, destaca-se sua propriedade neuroprotetora, antioxidante e anti-inflamatória, bem como seu potencial antidepressivo indicado por alguns estudos pré-clínicos e reforçado por estudos clínicos. Vale ressaltar que baixos níveis de vitamina D estão associados com o aparecimento de sintomas depressivos e que a suplementação com essa vitamina é capaz de melhorar tais sintomas em pacientes. A enzima responsável pela síntese da forma ativa de vitamina D e receptores de vitamina D são encontrados no Sistema Nervoso Central, principalmente em regiões encefálicas relacionas à modulação do humor como o hipocampo, mas os mecanismos através dos quais a vitamina D pode proporcionar efeito antidepressivo ainda são pouco explorados e esclarecidos. Portanto, neste projeto, utilizando um modelo de depressão induzida por estresse crônico imprevisível, pretende-se investigar o possível efeito tipo-antidepressivo decorrente da administração repetida de colecalciferol (vitamina D3), bem como avaliar se o mecanismo pelo qual a vitamina D exerce seus efeitos envolve a modulação de vias associadas à inflamação e seu efeito antioxidante. Além de contribuir para o avanço no conhecimento dos mecanismos neurobiológicos do TDM, os resultados deste projeto poderão proporcionar uma associação entre os conhecimentos pré-clínicos e clínicos, auxiliando na busca de estratégias terapêuticas que reduzam os sintomas depressivos.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Lúcia Tasca Gois Ruiz

Ciências Biológicas

Farmacologia
  • óleo essencial de mentha aquatica e carotenoides obtidos do pedúnculo do caju – potenciais efeitos benéficos sobre o trato gastrointestinal e avaliação inicial de toxicidade.
  • As doenças ulcerativas pépticas e doenças inflamatórias do trato gastrointestinal podem surgir devido a diversos fatores, podendo-se destacar o uso crescente e contínuo de anti-inflamatórios não esteroidais e o envelhecimento populacional. Diante disso, muitas plantas medicinais, tais como Mentha aquatica (familia Lamiaceae), assim como muitos alimentos, como por exemplo Anacardium occidentale L. (família Anacardiaceae) apresentam-se como promissoras opções terapêuticas para o tratamento de distúrbios gastrointestinais. Estudos anteriores de nosso grupo de pesquisa demonstraram que o óleo essencial de M. aquatica com alto teor de carvona apresenta efeitos preventivo e curativo em modelos de úlcera gástrica induzida por diferentes agentes. Por outro lado, estudos realizados pela Embrapa em parceria com o CIRAD/França (Centre de Coopération Internationale em Resecherche Agronomique pourle Développement) entre 2008 – 2012, com as fibras residuais do processamento do pedunculo do caju resultaram na obtenção de um extrato bruto com alto teor de carotenoides. Neste contexto, este projeto tem por objetivo avaliar a eficiência do óleo essencial (OE) de M. aquatica e do seu principal componente, a carvona, assim como do extrato concentrado em carotenóides (ECC) obtido a partir do pedúnculo do caju em modelos in vitro (cicatrização e atividades antiproliferativa, antimutagênica e antioxidante) e in vivo (úlcera gástrica induzida por doses repetidas de ácido acetilsalicílico, colite induzida por DSS). De maneira complementar, será iniciada a avaliação de toxicidade oral desses insumos através de protocolos in vitro (indução de micronúcleo) e in vivo (toxicidade oral e indução de micronúcleo).
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022