Projetos de Pesquisa

 

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Angelo Fraga Bernardino

Ciências Exatas e da Terra

Oceanografia
  • peld habitats costeiros do espirito santo
  • Ecossistemas marinhos possuem importância econômica, ecológica e social únicas mas poucos ecossistemas costeiros em regiões tropicais e subtropicais se encontram em situações próximas ao seu estado natural. Estuários, florestas de manguezal, recifes costeiros e outros ecossistemas costeiros são amplamente alterados por atividades antrópicas resultantes do rápido crescimento populacional, da urbanização desordenada e mais recentemente, por rápidas mudanças no clima. Esta proposta do PELD Hábitats Costeiros do Espírito Santo (PELD HCES) foi iniciada em 2016 (2016-2020) e propõe continuar seu segundo ciclo de estudos de efeitos climáticos e degradação humana em ecossistemas costeiros localizados no litoral do Espírito Santo em um mosaico de áreas de proteção federal e municipal. Dados do primeiro ciclo do PELD HCES mostraram que oscilações e extremos de temperatura costeiros influenciam os processos de recrutamento e modulação das assembleias bênticas recifais. Períodos prolongados de seca, associados a El Niño em 2015-16, provocaram também drástica mudança em assembleias bênticas estuarinas, e a perda de cerca de 30% de florestas de manguezais nas UC’s do sítio PELD HCES. Esses eventos foram monitorados desde o início do PELD HCES e trouxeram enorme oportunidade para a descrição de seus efeitos na ecologia destes ecossistemas, e mostram o valor dos investimentos em redes de observação de longo prazo. Nesse sentido, o PELD HCES propõe a continuidade da investigação de questões centrais para o monitoramento climático que resultem em melhorias do manejo sustentável de recursos costeiros (Década do Oceano 2021-2030) e no aprimoramento das boas práticas para conservação da vida costeira e marinha. O PELD HCES tem procurado fortalecer as parcerias com a gestão das UC's através de participação em conselhos e fornecendo apoio aos órgãos de gestão municipais e estaduais. Além de produzir dados inéditos sobre a dinâmica do carbono e a vulnerabilidade de florestas de manguezais e recifes tropicais no Brasil frente às mudanças climáticas, os monitoramentos biológicos do PELD HCES utilizam protocolos compatíveis com os utilizados por pesquisadores da ReBentos, e com PELDs já existentes em outras regiões costeiras favorecendo comparações ecológicas latitudinais. O PELD HCES também proporciona a comparação de dados por outros grupos de pesquisa nacionais e internacionais (rede ILTER), pois vem disponibilizando seus dados brutos abertamente em repositórios de dados internacionais (GBIF, OBIS) e na plataforma brasileira do programa PELD no Sibbr (https://ipt.sibbr.gov.br/peld/). O PELD HCES continuará a investigar processos de curto e longo prazo relacionados a impactos na biodiversidade de ecossistemas costeiros, mantendo portanto sua relevância ecológica e socioambiental na região de estudo. Nesse segundo ciclo, iremos intensificar as ações socioambientais através do acesso as transformações na sociedade civil e nas relações com o Estado nos contextos de desastre e riscos ao meio ambiente, identificando as implicações desses padrões de interação para política ambiental no município de Aracruz-ES, com vistas a implementar dinâmicas de participação das comunidades tradicionais no desenvolvimento do PELD. No eixo de comunicação, iremos promover a efetiva integração de outros setores da sociedade ao longo de todo o projeto, promovendo a disseminação das informações geradas e a co-construção de novas perguntas. Esta interação apresenta produtos de impacto de curto prazo, como a disseminação dos resultados; de médio prazo, como a maior participação e reconhecimento da sociedade sobre a importância das pesquisas e uso dos resultados; e longo prazo, como a tomada de decisão em níveis institucionais e individuais que promovam o a conservação, restauração dos ambientes e ações de desenvolvimento sustentável na região do PELD HCES.
  • Universidade Federal do Espírito Santo - ES - Brasil
  • 04/01/2021-31/10/2025
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Aníbal Coutinho do Rêgo

Ciências Agrárias

Zootecnia
  • avaliação econômica e ambiental da mandioca e seus derivados na alimentação de ruminantes
  • A mandioca é uma cultura difundida em todo o mundo, com produtos e derivados utilizados na alimentação humana e na fabricação de diversos produtos. Além das raízes, consideradas o produto principal, outros derivados (parte aérea, folha, casca) podem ser aproveitados na alimentação animal, como diversificação uso da cultura e reduzir custos nos sistemas pecuários. Além disso, a utilização dos derivados da mandioca trás benefícios sociais e ambientais por reduzir a contaminação do solo e cursos d’água. Nesse contexto, a geração de produtos a partir da mandioca e seus derivados diversifica a renda do produtor e fortalece a cadeia produtiva de forma sustentável. Durante o período de colheita, os caules da mandioca são utilizados para propagação das plantas e as folhas e caules finos são descartados. A raiz e casca são susceptíveis à deterioração quando armazenados in natura devido ao teor elevado teor de umidade. Portanto, técnicas de conservação são necessárias quando o objetivo é a oferta desse tipo de alimento para os animais ao longo do ano. Nós hipotetizamos que os processos de conservação da mandioca e seus derivados transformam tais alimentos em ingredientes viáveis para nutrição de ruminantes. O conhecimento da composição química e do método de conservação auxiliarão no uso desses ingredientes para compor dietas de ruminantes. A utilização da mandioca e seus derivados sem a adequada conservação resulta em perdas nutricionais. Dessa forma, a geração e padronização desses produtos evidenciam que a hipótese em questão é plausível. Serão conduzidos cinco ensaios para identificar as melhores formas de conservação da folha, da casca e da raiz de mandioca, por meio da ensilagem e desidratação. Além desses, outros três ensaios serão realizados para avaliar a degradabilidade dos alimentos, consumo, digestibilidade e desempenho em ovinos.
  • Universidade Federal Rural da Amazônia - PA - Brasil
  • 02/05/2022-31/05/2025
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Aniel Silva de Morais

Outra

Robótica, Mecatrônica e Automação
  • controle cooperativo de enxame de veículos aéreos não tripulados especializados no monitoramento e detecção de falhas na indústria 4.0.
  • O principal preceito da Indústria 4.0 é a inserção de novas tecnologias na indústria, focando principalmente na interconectividade entre máquinas, na otimização de processos e personalização de produtos. No entanto, quanto maior o número de equipamentos operando de forma autônoma, maior é a frequência de ocorrências de falhas. Estratégias como o uso de redes de sensores, controle de qualidade e normas rígidas de segurança, são normalmente adotadas pela indústria. Contudo, há situações que escapam ao planejamento original e necessitam de uma rápida intervenção, o que muitas vezes acaba ocorrendo de forma manual. Valendo-se dos conceitos da indústria 4.0, é proposta uma solução de monitoramento para ambientes industriais utilizando um sistema de sensoriamento cooperativo baseado em enxame de veículos aéreos não tripulados. Esta solução apresenta como diferencial a total integração ao sistema de gerenciamento e controle da planta industrial. Os drones podem ser acionados por rotinas de prevenção de riscos, detecção de perturbações na produção, ou em caso de emergências que necessitem localizar de forma rápida e segura a falha. Eles serão utilizados em situações anômalas e transitórias, na qual poderia ser necessária uma readequação total da rede de sensores ou arcar com tempo de máquinas paradas. A escolha por VANTs foi motivada pelo sucesso alcançado no campo da Agricultura 4.0, mas que ainda enfrenta resistência para aplicações indoor na indústria. Para esta aplicação mini drones são ideais por serem leves, de baixo custo e pela possibilidade de poderem trabalhar de forma distribuída e cooperativa, diminuindo o tempo de inspeção e localização da falha. Drones com captura de imagens de alta resolução serão utilizados para o mapeamento, localização e planejamento de trajetórias no ambiente dinâmico industrial. Serão ainda o foco deste trabalho o controle cooperativo, a comunicação entre agentes, a capacitação e treinamento da equipe e a integração com a indústria.
  • Universidade Federal de Uberlândia - MG - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025
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Aniela Improta Franca

Lingüística, Letras e Artes

Lingüística
  • aferindo a especificidade semântica como um componente precoce do acesso lexical no pb: um teste de acoplamento de eeg-eyetracker em adultos e crianças do fundamental
  • O acesso a uma palavra que ouvimos ou lemos, como “copo”, leva cerca de 400ms. Mas quanto tempo leva para se acessar pares combinados do tipo “copo azul” [núcleo nominal + modificador]? Errou se disse 'mais tempo'. A literatura recente de imagem por magnetoencefalógrafo (MEG) detecta que se houver especificidade semântica na combinação, surge, já aos 250ms, uma ativação cortical no lobo temporal anterior esquerdo (LATL). Além de produzir parte do acesso lexical precocemente, o LATL é contíguo a áreas de funções executivas que ajudam a planejar uma ação, por exemplo, “localizar o copo azul”. Portanto, a especificidade semântica cria um ponto de interação entre a abstração linguística e as coisas palpáveis no mundo. Reforçando esses achados, há evidências de que idosos com diagnóstico de demência semântica sofrem um “silenciamento” do LATL e passam a abusar de hiperônimos: “Pega aí aquela coisa azul”. Com a expertise de termos introduzido no Brazil a eletroencefalografia aplicada aos estudos linguísticos desde 2002, técnica correlata ao MEG, agora neste projeto, vamos acoplar ineditamente o EEG a um eyetracker, buscando encontrar, primeiro em adultos,fixações oculares e assinaturas elétricas sutilmente moduladas por diferentes níveis de especificidade semântica. Com esses resultados, objetivamos então transladar da neurociência para a educação. Relatos de educadores sugerem que alunos do fundamental em situação de vulnerabilidade são propensos ao desengajamento cognitivo e à inespecificidade semântica. Aplicaremos o teste em crianças de diferentes perfis socioeconômicos com a hipótese de que, como nos idosos, engajamento atencional e especificidade semântica têm neurofisiologia relacionada. Finalmente a partir dos dados processados, criaremos material e atividades didáticos que impulsionem a expressão linguística com especificidade, apoiando assim, o florescer de capacidades que subservem à formação da cidadania e raciocínio lógico nos alunos do ensino fundamental
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 11/04/2022-30/04/2025
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Anísio Francisco Soares

Ciências Humanas

Educação
  • iv mostra de ciência, tecnologia e inovação - inova paudalho 2022.
  • A UFRPE em parceria com a Secretaria Municipal de Educação organizou no ano de 2018 a I Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação do município, realizada durante a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia – SNCT-2018, na ocasião foram apresentados 40 trabalhos científicos de escolas municipais, estaduais e privadas (contemplando todos os níveis de ensino), que passaram por uma fase de análise e aprovação. Sua realização se deu em espaço público, contando com a participação da sociedade. O evento fora divulgado nas escolas, em meios eletrônicos, banners e entre outros. O envolvimento dos estudantes na mostra foi fundamental, expondo seus trabalhos/pesquisas, suas ideias, criações e execuções. Os recursos recebidos do CNPq em 2018 foram essenciais para a realização do evento, uma vez que se desenvolveu uma estratégia de logística para suprir as necessidades das ações que ocorreram antes, durante e ao término do evento. Foram distribuídos certificados de participação, medalhas e os 3 (três) trabalhos mais bem avaliados a nível do ensino médio/técnico foram bonificados com uma bolsa de iniciação científica júnior, para que os estudantes dessem continuidade as pesquisas que estavam desenvolvendo com os seus professores orientadores. Em 2019 foi realizada a II edição da de Ciência, Tecnologia e Inovação - INOVA PAUDALHO, no entanto como não houve financiamento do CNPq, houve uma dificuldade a mais por ter havido bolsas de ICJ como premiação, no entanto foram apresentados 52 trabalhos. Para o ano de 2021, a organização do evento está nos preparativos finais para a chamada de submissão dos resumos da III edição da Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação - INOVA PAUDALHO, mais uma vez, neste ano de 2021 também não houve financiamento do CNPq, o INOVA PAUDALHO será realizado através da parceria da UFRPE com o município de Paudalho e será realizada durante a SNCT.
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - PE - Brasil
  • 23/12/2021-31/12/2023