Projetos de Pesquisa

 

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Adriano do Nascimento Simoes

Ciências Agrárias

Agronomia
  • desenvolvimento de um biofilme natural, biodegradável e comestível com palma forrageira
  • Estudos preliminares estão evidenciando que subprodutos da palma forrageira, pode servir de componentes de biofilme, natural, biodegradável, e com potencial aplicação em raízes minimamente processadas. Em geral, o revestimento comestível pode ter como base polímeros como polissacarídeos, proteínas e lipídeos, no qual são obtidos de diferentes fontes, incluindo industrializados. Esses revestimentos, geralmente, têm sido aplicados em frutas e hortaliças inteiras para minimzar a desidratação, garantir brilho e extender a qualidade. A palma forrageira que também tem diferentes usos no Nordeste do Brasil, como na produção de doces, geléias, sucos, dentre outros. Mas, com a alimentação animal como principal uso, diferente do México, no qual o principal uso é para alimentação humana. Além disso, é evidente atualmente que mucilagem de palma forrageira possui biopolímeros que vêm sendo aplicados nas indústrias de alimentos, farmacéuticas e de cosméticos. Recentes estudos mostraram-se promissores com aplicação de mucilagem de palma forrageira em morango e kiwi inteiros, como também, aplicada em raízes de inhame minimamente processadas. Porém, para uso em produtos que escurecem, o desafio é ainda maior, pois, além do revestimento ter propriedades de barreira a vapor de água, deve ter também para O2, um dos substratos para ativar rotas bioquímicas envolvidas no escurecimento, ao mesmo tempo não resultar em anaerobiose. Sabe-se que as propriedades fisico-químicas da mucilagem de palma, podem mudar em função de tratos agronômicos, métodos de extração, dentre outros fatores. Assim, é necessário estudos para adequar técnicas agronômicas, métodos de extração e adição de coadjuvantes à mucilagem, que possa permitir uma melhor propriedade do biofilme. Portanto, o objetivo com esta proposta é desenvolver um biofilme natural, comestível e biodegradável utilizando palma forrageira como matéria-prima abundante no Sertão do Brasil. Ao mesmo tempo, agregar valor à palma forrageira, como mais um uso comercial, como também, servir de ferramenta para aplicação em raízes regionais cortadas que escurecem. Para isso, serão abordados três frentes (temas): 1- Obtenção, caracterização e estabilidade físico-química de mucilagem de palma submetidas a manejos agronômicos/ambientais; 2- Ensaios para formulação e adequação do biofilme; 3- Aplicação do biofilme em raízes minimamente processadas. No estudo referente à obentção, caracterização e estabilidade da mucilagem, serão estudados: horário de colheita e tamanho do cladódio, clone de palma, sistema de cultivo, irrigado e sequeiro. Neste estudo será medido a composição físico-química da mucilagem e composição bromatológica. No estudo referente à elaboração do biofilme, serão adicionados à mucilagem plastificantes como glicerol e polietileno glicol, em diferentes concentrações, assim como, ácidos orgânicos. Serão estudados as propriedades físicas, estruturais e mecânicas do biofilme desenvolvido. No último estudo, será aplicado o biofilme nas raízes de inhame, mandioca de mesa e batata-doce, minimamente processado. Serão realizadas medidas bioquímicas e fisiológicas referente ao escurecimento enzimático e esbranquecimento e outras medidas de qualidade. Para cada estudo será adequado um delineamento experimental. Serão feitos teste de média quando adequado. Os gráficos serão elaborados com auxílio do SigmaPlot. Ao final da pesquisa proposta, espera-se desenvolver um biorrevestimento natural e sustentável a partir de palma forrageira, de fácil obtenção e baixo custo que possa ser amplamente usado em raízes, frutas e hortaliças minimamente processadas; publicar no mínimo 20 resumos em eventos científicos; 6 artigos, livros e capítulo de livros e material de extensão tecnológica; auxiliar na formação de estudantes de graduação e Pós-graduação. No mínimo 05 estudantes de graduação e 06 em Nível de Mestrado Acadêmico e fortalecer o Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal por meio de parcerias de outros Programas Interestitucionais, além de fortalecer Grupo de Pesquisa em Pós-colheita no Nordeste Brasileiro. O conhecimento e a inovação gerados poderão ser compartilhados com produtores e demais agentes da cadeia produtiva de palma forrageira agregando valor, e em raízes regionais no Semiárido Brasileiro, no sentido de ampliar o período de conservação do produto para o mercado consumidor.
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022