Projetos de Pesquisa

 

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Adalberto Fazzio

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • big data na física da matéria condensada: construção de descritores para propriedades de materiais
  • A modelagem computacional de materiais teve um desenvolvimento exponencial nas últimas décadas, se tornando uma das ferramentas mais importantes para o entendimento de sólidos e líquidos. Já é possível simular, através de métodos quânticos, estruturas iguais às que ocorrem no laboratório. Isso se deve principalmente ao desenvolvimento de algoritmos mais eficientes e à construção de computadores cada vez mais potentes. Dado este avanço, vários grupos da comunidade científica internacional estão avançando na direção de simular quantidades cada vez maiores de dados, criando bancos de dados gigantescos de propriedades de materiais nunca antes observados. O desafio passa ser então a construção de modelos físicos, os chamados descritores, para buscar propriedades específicas de interesse nesses bancos de dados. Este projeto visa iniciar o desenvolvimento da área de ‘big data’ relacionado à materiais no Brasil, focando em problemas de interesse para a ciência e o desenvolvimento brasileiro, principalmente relacionados à energia
  • Universidade Federal do ABC - SP - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Adalberto José dos Santos

Ciências Biológicas

Zoologia
  • sistemática filogenética e taxonomia de aranhas lycosoidea neotropicais
  • A superfamília Lycosoidea é um grupo monofilético, composto atualmente por 10 famílias de aranhas, na sua maioria caçadoras errantes. Embora as relações entre as famílias do grupo sejam ainda controversas, sua composição taxonômica mudou pouco desde sua proposição inicial. A exceção é o recente acúmulo de evidências, morfológicas e moleculares, que apontam para o posicionamento de Thomisidae dentro da superfamília. Apesar dos avanços recentes no conhecimento filogenético sobre o grupo, a taxonomia de seus representantes é ainda deficiente em muitas partes do mundo, principalmente nos neotrópicos. Esta situação é agravada pelo conhecimento ainda incipiente sobre a filogenia interna das famílias de Lycosoidea, o que dificulta a amostragem de táxons para estudos filogenéticos amplos. Neste projeto propomos estudos de sistemática filogenética e taxonomia de três grupos de Lycosoidea particularmente diversificados e amplamente distribuídos na região neotropical. O primeiro subprojeto envolverá uma análise filogenética da família Trechaleidae, um grupo praticamente restrito às Américas. Serão amostrados representantes de todos os gêneros da família, de modo a levantar caracteres morfológicos e sequências de marcadores moleculares. Esses táxons serão analisados de forma combinada, juntamente com uma ampla amostragem de representantes de Lycosoidea como grupo externo. Com isto, esperamos esclarecer o posicionamento filogenético da família, principalmente com relação às famílias Lycosidae e Pisauridae, testar o monofiletismo de Trechaleidae e descrever as relações entre seus gêneros. O segundo subprojeto trará uma análise filogenética, baseada em dados morfológicos e moleculares, da tribo Misumenini (Thomisidae). O principal objetivo desta análise será delimitar apropriadamente o gênero Misumenops, um grupo particularmente abundante de aranhas associadas à vegetação, amplamente diversificado e distribuído na região neotropical. A partir dos resultados das análises filogenéticas, pretendemos delimitar o gênero como um grupo monofilético. Pretendemos também apresentar uma revisão taxonômica completa para as espécies neotropicais do gênero, que atualmente são pobremente conhecidas e, na sua maioria, impossíveis de se identificar com a literatura disponível. Finalmente, o terceiro projeto será uma continuação da tese de doutorado do coordenador, que propôs a primeira hipótese filogenética interna para a família Oxyopidae. A partir das evidências obtidas naquele estudo, serão revisadas as espécies sul-americanas dos gêneros Hamataliwa e Oxyopes. Esses gêneros são polifiléticos em sua delimitação atual, e reúnem respectivamente 16 e 26 espécies sul-americanas. Resultados preliminares obtidos pelo coordenador mostram que muitas das espécies sul-americanas de Oxyopes deveriam ser transferidas para Hamataliwa, e que várias espécies de ambos os gêneros deveriam ser consideradas sinônimas. Além disso, pelo menos 60 espécies não-descritas já foram descobertas, a partir de uma amostragem preliminar do material disponível em coleções científicas. Diante do potencial desses gêneros, que se mostram particularmente diversificados e amplamente distribuídos, este subprojeto trará uma ampla revisão taxonômica para ambos.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Adalberto Koiti Miura

Ciências Agrárias

Recursos Florestais e Engenharia Florestal
  • nexo pampa: valorização, manejo e restauração da vegetação nativa como estratégia para as seguranças alimentar, hídrica e energética
  • Localizado no extremo Sul do Brasil, o Bioma Pampa ocupa aproximadamente 63% da área do estado do Rio Grande do Sul. O avanço de diferentes culturas agrícolas (e.g. soja, arroz, etc.) representam potenciais perigos para a segurança alimentar, hídrica e energética de agricultores familiares. Além da pressão da grande mudança do uso do solo nos últimos anos, grande parte dos remanescentes de vegetação nativa, florestal ou campestre, estão localizados em unidades de produção agrícola familiar, o que ressalta a importância do modelo de produção familiar na conservação de biodiversidade. Partindo-se da premissa de que só é protegido e valorizado aquilo que se conhece e compreende, a presente proposta tem como principal objetivo construir e articular com técnicos de assistência técnica e extensão rural, professores, estudantes e agricultores familiares, um conjunto de estratégias de pesquisa e transferência de tecnologias, comunicação e intercâmbio de conhecimentos voltados ao manejo e restauração da vegetação nativa como forma de geração de renda, segurança alimentar, hídrica e energétca. O projeto está dividio em três grandes eixos denominados: i) Comunicação Social Para o Nexo Pampa (segurança alimentar, segurança energética, segurança hídrica e geração de renda); ii) Boas Práticas em Manejo e Restauração da Vegetação Nativa, voltadas ao Nexo Pampa; e iii) Capacitação e Educação ambiental para o Nexo Pampa, sendo seu objetivo geral construir e articular com atores sociais da agricultura familiar do Bioma Pampa, em especial do Território Zona Sul do Rio Grande do Sul, um conjunto de estratégias de transferência de tecnologias, comunicação e intercâmbio de conhecimentos voltados à valorização, manejo e restauração da vegetação nativa como forma de se propiciar o nexo das seguranças alimentar, hídrica e energética, além de geração de renda e regularização ambiental das unidades de produção agrícola, em acordo com a Lei de Proteção da Vegetação Nativa (n° 12.651, de maio de 2012). O grande eixo Articulação e Comunicação Social, visa articular, por meio dos recursos de comunicação e de interação, as diferentes atividades do projeto e criar plataformas de interação que permitam dar visibilidade aos mesmos. Além disso, pretende apoiar a articulação interinstitucional e a gestão do projeto, proporcionando um ambiente de diálogo e participação na construção de estratégias conjuntas entre os diferentes parceiros. O grande eixo Boas Práticas em Manejo e Restauração da Vegetação Nativa tem como objetivo gerar medidas capazes de fomentar a produção agrícola, conciliada à proteção dos ecossistemas naturais, garantindo a segurança alimentar, hídrica e energética por meio da criação de uma rede de Unidades de Referência Tecnlógicas (URTs), que visam gerar e/ou aprimorar informações sobre manejo e restauração da vegetação nativa de forma vínculada a produção de alimentos seguros (sistemas agroflorestais, quintais orgânicos), energia de biomassa (tradicional e biogás) e proteção de recursos hídricos (restauração ecológica de APPs hídricas, indicadores de monitoramento, saneamento báscio rural). As URTs servirão de dispositivos de pesquisa de médio e de longo prazo, e ainda, como ferramenta para ações de capacitação e educação ambiental visando oportunizar aos agricultores, técnicos, professores, estudantes e pesquisadores, a troca de experiências e aprendizados. Por último, o grande eixo Capacitação e Educação ambiental terá como público-alvo adultos e, sobretudo, estudantes do meio rural focando em diferentes ações voltadas para a extensão e repartição dos benefícios da segurança alimentar, energética e hídrica e em estratégias de geração de renda e inclusão social. Grande parte da biodiversidade natural é manejada diretamente pelos agricultores familiares nos diferentes agroecossistemas, por meio de suas práticas ecológicas, sociais e econômicas. Nesse contexto, a capacitação e educação ambiental visa articular estratégias de transferência de tecnologias, de comunicação e de intercâmbio de conhecimentos, visando qualificar as experiências dos agricultores familiares e das redes sociotécnicas dirigidas à conservação, manejo sustentável e restauração ecológica da vegetação nativa em nível local e territorial com vistas às seguranças alimentar, energética e hídrica. Todas as atividades serão discutidas, definidas e organizadas no ambiente do Fórum da Agricultura Familiar do Territitório Zona Sul do Rio Grande do Sul.
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - RS - Brasil
  • 05/12/2017-31/12/2020
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Adalberto Luis Val

Ciências Biológicas

Biologia Geral
  • inct para adaptações da biota aquática da amazônia - adapta-ii
  • A diversidade biológica existente nos diversos ambientes aquáticos da Amazônia é uma “mina de ouro” biológica. São milhares de espécies de mamíferos, peixes, crustáceos, insetos, plantas, algas, fungos e microrganismos que se espalham desde os grupos ancestrais até os grupos mais especializados. Entre os peixes, por exemplo, encontram-se arraias e acarás vivendo em simpatria; enquanto aquelas pertencem ao grupo dos peixes cartilaginosos que apareceram há cerca de 400 milhões de anos, os acarás constituem um grupo altamente especializado que apareceu mais recentemente. O genoma dessas espécies encerra um conjunto especial de informações que, a despeito de dar origem a uma “marcante unidade bioquímica”, possibilita a geração da diversidade biológica que marca a Amazônia, em particular o ambiente aquático. Estamos muito longe de conhecer a diversidade que podemos ver a olho nu ou sob as lentes de um microscópio, e mais distante ainda, de conhecer o rol de informações que o genoma de cada animal ou planta encerra. Por isso, não raras vezes, temos colocado a Amazônia aos lado de sistemas também desconhecidos como o Mar e o Espaço Sideral. No entanto, o processo de ocupação desordenado que ocorre desde o “descobrimento” do continente americano, em conjunto com a ação do homem moderno no planeta, que divide o ônus do desenvolvimento, como, por exemplo, os efeitos das mudanças climáticas, coloca em risco essa “mina de ouro” biológica aquática, já que os corpos d’água são os receptores finais dessas atividades. Cabe à ciência antecipar-se e produzir informações robustas que permitam a mitigação de efeitos, ou a adaptação aos novos cenários ou, ainda, a compatibilização da expansão urbana, da construção de hidroelétricas, da abertura de estradas, da mineração, do aquecimento global com a conservação ambiental. O conhecimento adquirido na fase inicial do ADAPTA, veiculado em centenas de artigos científicos, dissertações e teses, permite-nos avançar de forma segura e contribuir com informações robustas para a conservação ambiental, para a mitigação dos efeitos das mudanças ambientais e, a partir da habilidade adaptativa de plantas e animais, desenhar processos e buscar novos produtos que permitam ampliar a inclusão social e a geração de renda. Evidentemente, um forte compromisso com a capacitação de pessoal em todos os níveis e a socialização da informação, por meio de unidades demonstrativas, vão permitir que a finalidade social da informação produzida se concretize. Para isso, a presente proposta, baseada no conjunto de informações produzido até aqui, utilizará desde ferramentas convencionais da biologia até tecnologias de última geração, como a genômica, a transcriptômica e a metabolômica, para alcançar os objetivos e será desenvolvida valendo-se das seguintes estratégias: a) experimentos em laboratório e sob condições controladas, com uso de microcosmos que simulam os cenários ambientais previstos pelo IPCC para o ano 2100, já em funcionamento; b) análise comparativa de peixes, plantas e invertebrados vivendo em ambientes naturais com diferentes características ou expostos a ambientes modificados pelo homem; c) avaliação de ação para recuperação de um trecho de igarapé poluído com vistas à produção de um processo a ser aplicado em outros sistemas; d) contribuição para o estabelecimento de uma espécie de peixe tropical amazônica para a aquicultura mundial; e) contribuição para a definição de uma espécie de peixe tropical modelo para experimentação laboratorial; f) capacitação de pessoal em todos os níveis acadêmicos; g) socialização da informação por diversos meios; h) cooperação técnico-científica e intercâmbio de estudantes para assegurar a continuidade dos estudos; e i) interação com INCTs envolvidos com recursos hídricos de outras regiões, incluindo a criação de um programa de doutorado internacional em recursos aquáticos. A presente proposta prevê a colaboração de mais de duas dezenas de laboratórios brasileiros associados, localizados em diferentes regiões do país, liderados por pesquisadores com destaque acadêmico, vários com bolsas de produtividade, bem como de mais de uma dezena de pesquisadores estrangeiros de destaque internacional (vide lista de participantes). A consecução da presente proposta resultará na produção de informações robustas, inéditas, que contribuirão de forma marcante com o avanço científico no que se refere a questões centrais da biologia, da bioquímica, da fisiologia e da ecologia, com o desenvolvimento sustentável da região, ao produzir informações que balizam a tomada de decisões, e com a capacitação de pessoal de alto nível para as instituições locais. Por fim, é importante destacar que a proposta alinha-se com as áreas estratégicas estabelecidas pelo Governo Federal do Brasil e envolve os seguintes temas considerados estratégicos pelo edital: Tecnologias ambientais e mitigação de mudanças climáticas, Biotecnologia e uso sustentável da biodiversidade, Agricultura (aquicultura), e Saúde e fármacos.
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - AM - Brasil
  • 25/11/2016-30/11/2022