Projetos de Pesquisa

 

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Aderbal Marcos de Azevêdo Silva

Ciências Agrárias

Zootecnia
  • microencapsulação de uréia pecuária com cera de carnaúba para liberação controlada na dieta de cabras em lactação
  • A alta atividade ureolítica do rúmen é uma preocupação quando se utiliza ureia na alimentação de ruminantes, devido à possibilidade de intoxicação e baixo aproveitamento de nitrogênio. O objetivo desse estudo será microencapsular ureia com cera de carnaúba para promover sua liberação lenta. A microencapsulação será feita por liofilização da emulsão contendo núcleo (ureia) e encapsulante (cera de carnaúba) nas proporções 1:2 e 1:4, respectivamente. O produto microencapsulado será caracterizado e sua influência será estudada in vitro (Rúmen artificial) e in vivo, no desempenho produtivo, eficiência do N-Ureia e parâmetros ruminais de cabras em lactação. Espera-se que essa pesquisa resulte em uma ureia microencapsulada com manejo mais viável na dieta de caprinos em relação à ureia convencional.
  • Universidade Federal de Campina Grande - PB - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Aderbal Silva Aguiar Junior

Ciências Biológicas

Fisiologia
  • o papel dos receptores adenosinérgicos a2a na fadiga central em modelos animais de doenças neurológicas
  • A fadiga central é um sintoma prevalente e debilitante nas doenças neurológicas, com mecanismos desconhecidos, assim como seu tratamento, por isso é essencial a melhor compreensão da neurobiologia da fadiga central. A fadiga está bem conservada entre as espécies, portanto, é possível aproveitar modelos animais para compreender seus mecanismos. A fadiga central pode ser descrita como uma disfunção transitória da neurotransmissão sináptica no sistema nervoso central (Acworth et al. 1986). De fato, a disfunção sináptica é um elemento-chave de muitas doenças neurológicas como as doenças de Alzheimer, doença de Parkinson, esclerose múltipla e depressão, onde o receptor adenosinérgico tipo A2A (A2AR) está envolvido no desenvolvimento e progressão destas doenças. Assim, o A2AR é um alvo farmacológico atual destas doenças neurológicas, pois seu bloqueio foi identificado como uma terapia eficaz para prevenir prejuízos motores, cognitivos e sinaptotoxicidade. Ratos com superexpressão A2AR no prosencéfalo exibem comportamento de tipo-depressivo, enquanto antagonistas A2AR como a cafeína ou outros mais seletivos (ex. SCH 58261) impedem as consequências do estresse crônico sobre humor e memória. Estas evidências convergem com estudos epidemiológicos sobre a associação entre a ingestão moderada de café e redução do risco de depressão e suicídio e doença de Parkinson. O café é a segunda bebida mais consumida no mundo depois da água, o que faz da cafeína a droga psicoestimulante mais consumida do mundo, com benefícios à atenção, alerta e cognição e diminuição do risco de doenças neurológicas. A cafeína também é uma substância ergogênica que prolonga a capacidade de realizar exercício em indivíduos saudáveis, com mecanismos biológicos ainda desconhecidos. Refletindo o café, é a substância ergogênica mais utilizada por atletas. Uma hipótese mecanística é o antagonismo A2AR no SNC (Aguiar 2018). No geral, estas evidências convergem nossa hipótese sobre o papel do A2AR na fadiga central de doenças neurológicas. Para demonstrar um potencial terapêutico da manipulação A2AR na fadiga central em diferentes modelos animais, é essencial demonstrar que o A2AR pode controlar a fadiga central. Isto implicará testar nos modelos animais de fadiga central: (i) o bloqueio farmacológico geral A2AR; (ii) o bloqueio regional (inativação farmacológica ou viral) do A2AR; e (iv) a ativação regional (optogenética) A2AR. Os objetivos gerais e específicos serão abordados em diferentes modelos animais e experimentos, descritos no item E desta proposta. Quanto à execução da proposta, a UFSC e equipe possuem experiência científica, infraestrutura e colaborações internacionais necessárias para seu desenvolvimento. A linha de pesquisa fadiga central desenvolveu-se com os pós-doutoramentos do Prof. Aderbal Aguiar, primeiro no PPG Bioquímica da UFSC quando desenvolveu projetos sobre a fadiga central em modelos de doença de Parkinson, depois no grupo Purinas do CNC (Centro de Neurociências) da Universidade de Coimbra, quando se aprofundou sobre mecanismos de fadiga. O Prof. Aderbal lidera o grupo de pesquisa Biologia Integrativa do Exercício Físico focado na neurobiologia do exercício físico e doenças neurológicas. Atualmente, o Prof. Aderbal é professor adjunto no Departamento de Ciências da Saúde da UFSC em Araranguá-SC, bolsista PQ-2 e jovem pesquisador pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) para investigar os efeitos do exercício na sinalização dopaminérgica aberrante da discinesias induzida pela Levodopa em modelos animais de doença de Parkinson, onde possui grande experiência. O pós-doutorado em Coimbra acendeu a hipótese do A2AR neste cenário, e o início da formação de recursos humanos nesta linha – alunos de mestrado e doutorado. Esta proposta ainda aproveita a infraestrutura e recursos humanos financiados pela União, como os LAMEB (Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia da UFSC – http://lameb.ccb.ufsc.br/) e o Centro de Neurociências Aplicadas (CeNAP). O LAMEB possui todos os equipamentos necessários para os ensaios bioquímicos, e o CeNAP possui a estrutura de eletrofisiologia; ambos financiados por recursos CT-INFRA. Além disso, as técnicas de optogenética, vanguarda nas neurociências, serão realizadas através de nossas colaborações internacionais com as Universidades de Coimbra e Barcelona, o que ainda fortalece na internacionalização dos PPG em Neurociências e Bioquímica da UFSC. Finalmente, esta proposta está alinhada com o nascimento e fortalecimento de um grupo de pesquisadores nacionais focados em café & saúde.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Aderson Farias do Nascimento

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • atividade sísmica, emissões bioacústicas e imageamento do assoalho oceânico na região do arquipélago de são pedro e são paulo, atlântico equatorial
  • A presente proposta é o resultado do esforço de um grupo motivado, multi e interdisciplinar de pesquisadores das áreas de geociências e biologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Brasil) de três departamentos acadêmicos distintos: Geofísica, Geologia, e Fisiologia, além da Universidade de Brest (Institut Universitaire Européen de la Mer, França). Esse grupo se propõe a investigar problemas de aspectos tectônicos, de comportamento animal e de caracterização fisiográfica da região do Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP), Atlântico Equatorial. O ASPSP é parte do Sistema Transformante de São Paulo (STSP) e, além de ser importante do ponto de vista geocientífico e geopolítico, inclui uma megafauna quase desconhecida e que potencialmente sofre influências das feições oceanográficas e cenários sísmicos (naturais e antropogênicos) que alteram sua ecologia e comportamento. Além de realizar imageamento do assoalho oceânico na região do ASPSP, o projeto lançará ao mar hidrofones através de embarcações oceanográficas brasileiras e francesas, para registrar terremotos, ruído antropogênico e vocalização de cetáceos. Adicionalmente, o projeto garantirá sustentabilidade à estação sismográfica já operando no ASPSP. Neste sentido, elaboramos um programa de pesquisa e desenvolvimento que possuem um enorme potencial de descobertas científicas inéditas na pesquisa oceanográfica, além de benefícios tais como: formação de RH, processos inovativos de detecção, processamento, integração de dados e interpretação do inventário (geofísico e biológico) obtidos através dos registros de sismômetros, hidrofones e imageamento usando multifeixe. Aspectos de divulgação científica e gestão também são abordados. A presente proposta também insere, através de colaboração com a U. de Brest (França), o Brasil num fórum restrito de países que realizam pesquisas neste importante e estratégico ramo científico, além contribuir para a internacionalização da pesquisa científica oceanográfica brasileira.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 28/11/2019-30/11/2022
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Aderval Severino Luna

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • adequação de técnicas computacionais para solução de problemas em química e engenharia química
  • Os pacotes computacionais empregados em química e engenharia química são, em sua maioria, baseados no software MatLab, onde alguns deles são desenvolvidos pelo usuário ou adquiridos no mercado de informática. Existem muitos pesquisadores, com dificuldade de compreender a linguagem de programação do MatLab, que utilizam pacotes amigáveis disponíveis no comércio com preços elevados. Em oposição a estas duas facilidades, recomenda-se ou sugere-se o emprego do software livre R. Neste software existem vários pacotes computacionais que podem ser aplicados em diretamente em química e engenharia química ou através de pequenas modificações na linguagem do seu script. Portanto, este projeto de pesquisa objetiva o desenvolvimento e a disponibilização de pacotes estatísticos do software R para aplicações em química e engenharia química.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022