Projetos de Pesquisa

 

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Adelia Ferreira de Faria Machado

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • valorização do bagaço de oliva resultante da extração de azeite produzido no brasil por meio da recuperação de compostos fenólicos e desenvolvimento de novos “phenolipids”
  • Embora os compostos fenólicos sejam reconhecidos por suas propriedades antioxidantes, a hidrofilicidade característica desses compostos dificulta a aplicação dos mesmos em muitos produtos. Recentemente, a lipofilização de compostos fenólicos tem sido estudada como uma alternativa para modificar as características de solubilidade de antioxidantes naturais, com o objetivo de torná-los mais adequados para aplicação em sistemas lipídicos e emulsões, tanto em produtos alimentícios como em cosméticos, sem alterar suas propriedades funcionais. Além disso, em muitos casos, os lipídeos fenólicos, ou “phenolipids” (esse termo foi introduzido por Laguerre et al. no final dos anos 2000 e refere-se hoje em dia mais geralmente a qualquer composto fenólico de origem natural ou sintético, exibindo propriedades hidrofóbicas ou anfifílicas), obtidos têm apresentado atividade antioxidante melhorada quando comparados aos compostos fenólicos originais. Nesse sentido, a obtenção de “phenolipids” a partir de compostos fenólicos extraídos de resíduos agroindustriais representa uma alternativa viável para expandir, por exemplo, o uso do bagaço de oliva, principal subproduto da extração de azeite de oliva extra virgem. A recuperação e caracterização dos compostos fenólicos de bagaço de oliva têm sido estudadas nos últimos anos. No entanto, de acordo com buscas realizadas em bases de dados internacionais (ISI Web of Knowledge, por exemplo), não há relatos na literatura científica sobre a aplicação destes antioxidantes naturais no desenvolvimento de novos produtos de alto valor agregado, como os “phenolipids” propostos neste projeto. Por outro lado, o Brasil, através de instituições de pesquisa como a Embrapa e a EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), vem incentivando a ampliação da olivicultura no país. Isto é especialmente verdadeiro para Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde se pode encontrar regiões com condições edafoclimáticas bastante favoráveis ao cultivo de oliveiras. O desenvolvimento dessa cultura representa, em especial para os produtores dessas regiões, uma oportunidade de ampliar e diversificar sua participação no agronegócio brasileiro, uma vez que a olivicultura está associada a produtos de elevado valor comercial cujo consumo no país tem aumentado nos últimos anos. Dentro deste contexto, este projeto tem como objetivo desenvolver novos “phenolipids” a serem aplicados como compostos biologicamente ativos ou como compostos antioxidantes melhorados em emulsões alimentícias ou cosméticas, usando como matéria-prima compostos fenólicos de bagaço de oliva obtidos a partir de cultivares de oliveira adaptadas às condições edafoclimáticas do Brasil.
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - DF - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Adelina de Oliveira Novaes

Ciências Humanas

Educação
  • subjetividade social docente e políticas de subjetividade: aportes de uma perspectiva psicossocial
  • O projeto ora proposto visa aprofundar a investigação acerca da conexão entre subjetividade social e representações sociais de modo a apresentar contributos aos estudos educacionais fundamentados em uma perspectiva psicossocial. O constructo subjetividade social foi anunciado por Serge Moscovici, no entanto, até o momento não é possível sustentar sua precisão teórica. Um investimento nesse sentido foi realizado em pesquisa anterior, desenvolvida em 2015, junto ao Department of Social Psychology - The London School of Economics and Political Science (LSE), Reino Unido. Ao investigar as subjetividades construídas por professores do ensino fundamental, pela via das representações sociais, a pesquisa que recebeu o título “Teacher subjectivity in pychosocial perspective: elements for educational policies’ promotion” permitiu discutir os objetos relativos à profissionalização docente, ao enfatizar tanto a viabilidade do acesso às subjetividades sociais por meio da contribuição da teoria das representações sociais, quanto indicar a importância de considerar as subjetividades docentes enquanto um ato político ao propor sua formação e seu desenvolvimento profissional por meio daquilo que Juan Carlos Tedesco cunhou como políticas de subjetividade. A análise das 500 respostas de professores do ensino fundamental (6o ao 9o ano), das cinco regiões brasileiras, incluindo 25 professores da Argentina (Buenos Aires) que compõem a base de dados construída pela Rede Internacional de Estudos sobre Profissionalização Docente, possibilitou a análise da constituição da subjetividade docente e a eleição de hipóteses que carecem de aprofundamento. Tais hipóteses estão relacionadas ao locus de controle das subjetividades sociais docentes, tendo sido considerado como locus de controle interno a relação dos professores com seus alunos e locus de controle externo os demais outros constituintes da subjetividade docente, a exemplo da rede de ensino, da mídia, da família e dos amigos. O estudo aqui proposto pretende realizar um aprofundamento teórico, a partir de ampla revisão de literatura, no que concerne à produção social da subjetividade docente, com um enfoque na abordagem dialógica das representações sociais, ao recorrer à tríade dialógica sistematizada por Ivana Marková. Complementarmente ao investimento teórico no sentido de cercar o constructo subjetividade social, serão realizados quatro grupos focais orientados pela proposta teórico-metodológica da dialogicidade e coletadas informações por meio da Metodologia Q junto a 50 docentes do ensino fundamental (6o ao 9o ano) da Cidade de São Paulo. Pretende-se, com a realização da pesquisa, obter elementos que ofereçam maior precisão ao constructo subjetividade social e contribuir para o debate acerca das políticas de subjetividade, sobretudo no que se refere à profissionalização docente.
  • Fundação Carlos Chagas - SP - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Adelino Vieira de Godoy Netto

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • compostos organometálicos de paládio(ii) contendo oximas: síntese, citotoxicidade e interação com o biomoléculas
  • Essa proposta tem como objetivo a síntese, caracterização e avaliação da atividade citotóxica contra células tumorais de novos ciclometalados de fórmula geral [Pd(C2,N-oximas)(Cl)(PR3)] {PR3 = fosfinas terciárias monodentadas). A caracterização dos complexos será realizada com base nos resultados obtidos pelas técnicas de análise elementar, espectroscopia no IV e de RMN, espectrometria de massas ESI/MS, termogravimetria (TG) e difração de raios X de monocristal. A estabilidade dos complexos em meio fisiológico será analisada por espectroscopia no UV-Vis. O ensaio do M.T.T. será utilizado para determinar a citotoxicidade dos complexos frente à células normais e linhagens de tumores sensíveis e resistentes à cisplatina. Os complexos com Fator de Resistência (FR) e Índice Terapêutico (IT) promissores com relação à cisplatina serão submetidos aos ensaios de interação com a catepsina B e CT-DNA. O potencial de indução de apoptose e a ação dos ciclopaladados sobre o crescimento celular serão avaliados por citometria de fluxo.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Ademar Arthur Chioro dos Reis

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • rede de atenção às urgências e a produção viva de mapas de cuidados
  • O SUS é definido como uma rede regionalizada e hierarquizada de ações e serviços de saúde, cuja materialização nas últimas décadas propicou avanços e desafios na estruturação do sistema (Chioro dos Reis et al, 2017). A implantação das Redes de Atenção à Saúde (RAS) a partir de 2010 representou uma nova etapa de organização do sistema, com o objetivo de garantir a integralidade e mudar os modos de produzir cuidado. As redes temáticas priorizadas foram: Cegonha, Urgência e Emergência, Psicossocial, da Pessoa com Deficiência e Doenças Crônicas (Brasil, 2011, 2012, 2014). As RAS propõem um novo modelo de estruturação do sistema com o objetivo de se obter melhores resultados epidemiológicos e de integralidade (Brasil, 2010), já utilizado em diversos países onde predominam condições crônicas, como o Canadá e a Europa Ocidental (Mendes, 2010), como estratégia para garantia da integralidade, economia de escala e de escopo. A Rede de Atenção às Urgências (RUE) foi proposta com a finalidade de articular e integrar os equipamentos de saúde, ampliar e qualificar o acesso dos usuários às urgências/emergências, de forma ágil e oportuna, a partir de pontos de atenção: UBS, serviços de atenção pré-hospitalar, hospitais e atenção domiciliar (Brasil, 2011). Avanços têm sido alcançados, mas há dificuldades a serem superadas para se engendrar novos arranjos de gestão e governança e instituir uma nova cultura institucional na saúde (Jorge, 2014). Na experiência de implementação das Redes Temáticas podemos identificar dois grandes campos conceituais que se interconectam: as Redes de Atenção à Saúde (Mendes, 2010) e as Redes Vivas de Saúde (Merhy et al, 2014), cujas relações não são determinísticas ou dicotômicas, mas imanentes e complementares. A definição das RAS como redes constituídas por diversos pontos de atenção à saúde, com centralidade da atenção básica, sistemas logísticos e de apoio (Mendes, 2010), contem elementos estrutural-funcionalistas e traz um novo modelo de financiamento (incentivos e/ou orçamentação global atrelados à metas) que busca superar a lógica de remuneração por procedimentos (Moreira et al, 2017). A proposta de implementação das RAS aposta no fortalecimento da da governança regional, mas as 438 regiões de saúde instituídas no país e os espaços regionais de gestão não garantem um processo vivo e potente de regionalização (Chioro dos Reis et al, 2017). A regionalização, mais do que um processo de organização das ações e dos serviços, é uma construção política que deve favorecer o diálogo entre os atores locais e os gestores para o reconhecimento e enfrentamento das necessidades de saúde dos territórios específicos (Mendes et al, 2015). A RUE, conduzida com forte indução financeira, baseada no planejamento regional e em instrumentos legais-normativos extensos aplicados em diferentes realidades, pode ter desencadeado processos meramente burocratizados, mas sem necessariamente obter os resultados propostos (Tofani, 2016). Já o conceito de Redes Vivas de Saúde é fundamentado no processo micropolítico de gestão e do trabalho em saúde. Chioro dos Reis et al (2017) propõem a Regionalização Viva como potencializador da gestão e governança regional sob a perspectiva micropolítica. Cecílo (2007) já alertava que não há arranjo institucional que consiga capturar ou circunscrever a complexidade das relações institucionais. Também o protagonismo dos usuários, ao construírem seus próprios itinerários terapêuticos, através do regime de “regulação leiga”, transcende as estruturas e processos rígidos (Cecílio, 2014). O estranhamento e a externalidade dos gestores com o espaço micropolítico traduz-se em práticas e modelos de implementação de políticas públicas que buscam normalizar e controlar este território (Cecílio, 2012). Ou seja, as políticas oficiais são reprocessadas e adquirem novos desenhos nem sempre “planejados” por seus formuladores (Chioro dos Reis, 2011). Questão central da pesquisa: quais mapas de cuidado tem sido produzidos a partir da implementação da RUE? Objetivo geral: analisar o processo de implementação e conformação dos modos de produção do cuidado da Rede de Atenção às Urgências (RUE) em duas regiões de saúde. Objetivos específicos: a) Identificar analisadores da produção micropolítica presentes no processo de pactuação e implementação da RUE; b) Analisar as diferentes produções no processo de gestão a partir de sua implementação nas regiões de saúde de Campinas (SP) e Passo Fundo (RS); c) Caracterizar as transformações ocorridas nos modos de produção do cuidado em saúde a partir da implementação da RUE nas regiões de saúde. Metodologia: A pesquisa terá caráter qualitativo, analítico, com abordagem micropolítica. Caracteriza-se como estudo de casos e fará uso do método biográfico. Fases da pesquisa: revisão bibliográfica e análise de documentos oficiais da formulação da RUE; coleta de depoimentos com informantes-chave identificados entre os gestores do SUS nas regiões de saúde; entrevistas com usuários-guia para a coleta de narrativas sobre o uso da rede; entrevistas em profundidade com gerentes de diferentes serviços que compõem a RUE. O material empírico será analisado por planos de visibilidade mediante as categorias identificadas, tendo como referência a “Abordagem do Ciclo de Políticas Públicas”, desenvolvido por Ball. Resultados esperados: O principal resultado é o aprofundamento de formulações teórico-conceituais em relação aos processos de formulação e implementação de políticas de saúde, contribuindo para o alargamento do pensamento teórico sobre as dinâmicas organizacionais e a superação de modelos teóricos demasiados simplificados e funcionalizantes, com baixa capacidade para compreender e intervir em complexas dinâmicas organizacionais. Produtos esperados: 2 mestrados acadêmicos e 1 doutorado; 1 livro; 3 artigos; 6 trabalhos em congressos; relatório técnico para compartilhamento com gestores do SUS.
  • Universidade Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022