Projetos de Pesquisa

 

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Adejardo Francisco da Silva Filho

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • “evolução crustal do domínio pernambuco-alagoas entre o toniano e o ediacarano, província borborema, avaliada com utilização de litogeoquímica e geologia isotópica de u-th-pb e lu-hf em zircão de granitos e ortognaisses”
  • A Província Borborema, é a parte oeste de um importante cinturão móvel Brasiliano que se estende do Brasil até a parte NW da África, nas reconstruções pré-drift (Van Schmus et al., 2008). Ela resulta da convergência e colisão entre os crátons do Oeste da África, Congo - São Francisco e Amazônia, a cerca de 600 Ma. As maiores partes do cinturão Neoproterozóico estão localizadas na África; Dahomey, Pharusian-Hoggar, Cinturão da África Central e a Província da Nigéria. O completo entendimento da ancestralidade e do amalgamento da parte norte de Gondwana Ocidental não é possível sem o entendimento da evolução da Província Borborema e das regiões adjacentes localizadas em ambos os lados do Atlântico. A Província Borborema tem sido dividida em cinco domínios crustais (Van Schmus et al. 2008); Setentrional, Central, Pernambuco-Alagoas (PEAL), Riacho do Pontal e Sergipano. O Domínio PEAL ocorre ao longo da parte SE da Província Borborema, em contato com o Domínio Sergipano. Trabalhos recentes sobre o Domínio PEAL, com utilização de isótopos de Nd, têm demonstrado similaridades entre a parte norte do mesmo e o Domínio Central, e, por outro lado, forte contraste entre estes dois e o domínio setentrional. A parte sul do PEAL, por outro lado, se assemelha ao Domínio Sergipano (Silva Filho et al., 2014). O Domínio PEAL foi subdividido por Silva Filho et al. (2006, 2014) em três subdomínios, Garanhuns, Água Branca e Palmares. O presente projeto visa lançar luz sobre a evolução dos subdomínios Água Branca e Palmares, especificamente os Batólitos Aguas Belas-Canindé, Ipojuca-Atalaia, com utilização de geologia isotópica de U-Th-Pb, principalmente em zircão, e de estudos de isótopos de oxigênio e háfnio também em zircão, de granitos relacionados à orogênese Brasiliana (Idades Criogeniana e Ediacarana), e de metassedimentos Criogenianos. Os dados a serem obtidos também auxiliarão nas correlações com o Cinturão da África Central e suas conexões com o cinturão Trans-Sahara. Hipótese levantada recentemente por De Wit et al. (2008), e por Oliveira et al. (2010), considera que o conjunto destas três províncias constituem uma margem tipo-Andina, ativa durante o amalgamento de Gondwana Ocidental. A caracterização deste processo de amalgamento ainda carece de detalhamento, principalmente com relação ao estágio colisional, para o Domínio PEAL. Acreditamos que a caracterização geológica, geoquímica isotópica e geocronológica dos batólitos graníticos Ipojuca-Atalaia e Águas Belas-Canindé do domínio PEAL, com foco nos principais plútons graníticos que ocorrem no mesmo, juntamente com a Sequência Inhapi , poderá contribuir para o teste desta hipótese, pois os mesmos apresentam algumas características de arco magmático.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Adélia Aziz Alexandre Pozza

Ciências Agrárias

Agronomia
  • interação entre nutrição mineral de cafeeiros, ferrugem e qualidade da bebida
  • Ao reduzir uma única pulverização de fungicidas para ferrugem durante a safra do cafeeiro com o uso da nutrição mineral, já é uma grande contribuição para a saúde humana e para a sustentabilidade ambiental. Dessa forma, objetivou-se avaliar o efeito de diferentes doses de nitrogênio e de potássio na incidência e na severidade da ferrugem alaranjada (Hemileia vastatrix) em mudas de cafeeiro cultivadas em solução nutritiva e no campo. Para tanto serão implantados dois experimentos, um em solução nutritiva e outro no campo. O experimento em solução nutritiva em casa de vegetação será em delineamento experimental inteiramente casualizado, com 25 tratamentos e três repetições. Os tratamentos consistirão de cinco doses de N (3, 7, 11, 15 e 19 mmol/L) combinadas com cinco doses de K (3, 5, 7, 9 e 11 mmol/L) em esquema fatorial 5 x 5. As mudas, obtidas de semeadura em areia lavada, serão selecionadas de acordo com a uniformidade de tamanho e transferidas para vasos contendo a solução de Hoagland com os tratamentos especificados. Quando as plantas atingirem 70% da concentração inicial (medidor Cardy ions meter) será feita a troca da solução. As variáveis ambientais serão obtidas por abrigo meteorológico dentro da câmara de crescimento. Os esporos obtidos de folhas infectadas no campo serão colocados em suspensão e calibrada em hemacitômeto e ajustada 1,0 x 105 urediniósporos/mL. A suspensão será aplicada com atomizador ‘De Vilbiss’ n° 15 na face abaxial das folhas de café a partir do ápice até o ponto de escorrimento. Após o inicio dos sintomas da doença serão realizadas sete avaliações da intensidade da ferrugem nas folhas do cafeeiro em intervalos de 7 dias. A incidência será avaliada pelo número de folhas com lesão sobre o número total de folhas avaliadas por planta. A severidade será avaliada utilizando-se uma escala com notas variando de 1 a 6 sendo: 1 – de 0 a 3% de severidade; 2 – de 3 a 6% de severidade; 3 – de 6 a 12% de severidade; 4 – de 12 a 25% de severidade; 5 – de 25 a 50% de severidade; 6 – mais de 50% de severidade. Os resultados referentes aos índices médios de incidência e de severidade para ferrugem serão plotados em gráficos da curva de progresso da doença, durante o período de avaliação. Serão avaliados também a quantidade de clorofila e da fotossíntese com medidores SPAD e com o IRGA (Infrared Gas Analyze). Após o termino das avaliações, será coletada a parte aérea de plantas para análise nutricional. Para isso, serão lavadas em água destilada, acondicionadas em sacos de papel e secas em estufa, a 60°C, até atingirem peso constante. Após secagem, serão realizadas a pesagem e a moagem da matéria seca da parte aérea e das raízes das plantas e as amostras serão encaminhadas ao Departamento de Ciência do Solo, para determinar os teores de macro e micronutrientes. A analise estatística será realizada no programa SAS v. 8.1 (SAS Institute, Cary, NC). Será realizada análise de variância da AACPDI e da AACPDS, da matéria seca, da quantidade da clorofila e da fotossíntese, além dos nutrientes determinados. Em seguida, as médias entre os tratamentos serão comparadas pelo teste de F (P < 0,05). As variáveis quantitativas serão submetidas a analise de regressão, ajustando-se o modelo estatístico adequado para explicar o comportamento do patossistema. Caso haja interação entre o N e o K serão calculadas as superfícies de resposta das variáveis citadas acima. Experimento 2 - Será realizado em cafezais já implantados do Departamento de Agronomia da universidade Federal de Lavras. O delineamento experimental será inteiramente casualizado, com 16 tratamentos e três repetições. Cada parcela experimental ou repetição será constituída de três linhas com sete plantas em cada linha e como parcela útil será considerada as cinco plantas centrais. Os tratamentos consistirão de quatro doses de N (0, 15, 45 e 90 g/cova/aplicação) combinadas com quatro doses de K (0, 10, 30 e 60 g/cova/aplicação) em esquema fatorial 4 x 4. A calagem e a adubação fosfatada e com micronutrientes serão realizadas de acordo com a recomendação de Guimarães et al (1999). Após a ocorrência natural da ferrugem no campo, serão iniciadas as avaliações de incidência e severidade, totalizando 6 a 7 avaliações que serão integralizadas em área abaixo da curva de progresso da doença. Serão avaliados também a quantidade de clorofila e da fotossíntese com medidores SPAD e com o IRGA (Infrared Gas Analyze). Após o termino das avaliações, será coletada a parte aérea de plantas para análise nutricional. Para isso, serão lavadas em água destilada, acondicionadas em sacos de papel e secas em estufa, a 60°C, até atingirem peso constante. Após secagem, serão realizadas a pesagem e a moagem da matéria seca da parte aérea e das raízes das plantas e as amostras serão encaminhadas ao Laboratório, para determinar os teores de macro e micronutrientes. Quando os frutos estiverem maduros, no estádio de maturação cereja, serão colhidos e processados no Depto de Fitotecnia da UFLA e enviados para o Centro Agroecologico del Café A.C. Xalapa, Ver. Mex. Serão feitas três repetições por cada unidade experimental, por cada provador. Eles darão notas de 0 a 10 para os quesitos de qualidade. As folhas com os tratamentos no campo e em casa-de-vegetação serão levadas ao microscópio eletrônico de varredura para verificar possíveis alterações anatômicas. A analise estatística será realizada no programa SAS v. 8.1 (SAS Institute, Cary, NC). Será realizada análise de variância da AACPDI e da AACPDS, da matéria seca, da quantidade da clorofila e da fotossíntese, além dos nutrientes determinados. Em seguida, as médias entre os tratamentos serão comparadas pelo teste de F. As variáveis quantitativas serão submetidas a analise de regressão, ajustando-se o modelo estatístico adequado para explicar o comportamento do patossistema. Caso haja interação entre o N e o K serão calculadas as sup
  • Universidade Federal de Lavras - MG - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020