Projetos de Pesquisa

 

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Adaíses Simone Maciel da Silva

Ciências Biológicas

Botânica
  • briófitas em habitats com elevadas concentrações de elementos tóxicos: diversidade taxonômica, fenotípica e epigenômica
  • Apesar dos esforços recentes para gerar produtos de uma forma limpa e sustentável, o nível de resíduos tóxicos produzidos por indústrias e pela agricultura, que contaminam os solos e as bacias hídricas, continuam aumentando no Brasil e no mundo. Por outro lado, estes mesmos solos contaminados podem ser colonizados por crostas biológicas (biocrusts) que reúnem diferentes organismos, tais como, briófitas, líquens, fungos, algas e cianobactérias, constituindo um verdadeiro microcosmo extremamente importante para retenção da umidade e ciclagem de nutrientes. Neste contexto, as briófitas, plantas antigas com ciclo de vida curto e adaptações surpreendentes para dessecação, surgem como excelentes modelos para estudos de tolerância, plasticidade e adaptação a condições de estresses abióticos. Visto que o desenvolvimento vegetal é amplamente governado por mecanismos genéticos e epigenéticos, os quais ativam programas fisiológicos e alteram o fenótipo em resposta a sinais ambientais, nossos principais objetivos neste projeto são: 1) Identificar espécies de briófitas estabelecidas em ambientes com alta concentração de metais e metaloides; 2) avaliar o potencial de tolerância dessas espécies a metais e metalóides em condições controladas e seu potencial para modificar características físico-químicas de solos contaminados; 3) caracterizar a plasticidade fenotípica de algumas dessas espécies em resposta a metais; 4) determinar a variabilidade epigenética possivelmente associada a mecanismos de tolerância. Importante ressaltar que este projeto pretende abordar três aspectos de inovação relevantes e correlacionados, ou seja, um inventário taxonômico e florístico de briófitas associadas a áreas com contaminação de metais (metais/metalóides), um estudo da tolerância e plasticidade de briófitas em resposta a diferentes níveis de contaminantes, e a investigação dos mecanismos moleculares associados a adaptação a esses estresses abióticos. Assim, as perspectivas envolvem a descoberta de novas espécies com potencial fitorremediador bem como a compreensão de mecanismos de plasticidade e adaptação em resposta a estresses em plantas.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Adalberto Corrêa Café Filho

Ciências Agrárias

Agronomia
  • prospecção de resistência a fungicidas em populações de magnaporthe oryzae associados ao arroz no brasil
  • Dentre os fatores limitantes à produtividade do arroz no Brasil, as doenças contribuem significativamente para a redução do rendimento e da qualidade do produto. A brusone, causada por Magnaporthe oryzae (anamorfo = Pyricularia oryzae), é a principal doença da cultura e para o seu manejo é preconizado o uso de táticas múltiplas. No entanto, atualmente, o uso de fungicidas é o principal método de controle utilizado, visto que as cultivares melhoradas para resistência à doença têm reduzido período de vida últil dada a alta variabilidade genética e adaptabilidade do patógeno. Nesse sentido, o monitoramento de populações do patógeno quanto à mudança de padrões de virulência, resistência a fungicidas e adaptabilidade, se faz necessário para orientar a tomada de decisão no manejo da doença. Mudanças nos padrões de virulência e sensibilidade a fungicidas ao longo dos anos são esperados em função de pressões de seleção exercida pelo amplo uso de determinados fungicidas, em sua maioria com o mecanismo de ação semelhante, bem como as condições ambientais que predispõem à ocorrência de epidemias, o que contribui na geração de variabilidade. Os estudos nessa área tem se baseado na mensuração da DE50, onde o desenvolvimento dos isolados é testado na presença de fungicidas em diferentes dosagens. Alternativamente, o uso de técnicas moleculares tem levado a identificação de mutações com base em amplificação de regiões genômicas. No mundo, estudos utilizando a metodologia clássica, combinados ou não com análises moleculares, tem evidenciado alto índice de resistência entre isolados de M. oryzae. Por outro lado, no Brasil, não existem estudos de monitoramento de resistência a fungicidas de populações deste importante patógeno do arroz. Apenas um estudo foi conduzido no Brasil com M. oryzae, porém com isolados associados ao trigo e outras gramíneas, onde foram identificados mais de 90% de resistência dos isolados amostrados. Desta forma, a proposta tem por objetivo caracterizar populações de Magnaporthe oryzae das principais regiões produtoras do Brasil quanto à sensibilidade aos principais fungicidas utilizados, identificar possíveis mutações relacionadas a resistência a estrobilurinas, e, por fim, detectar e mensurar através de parâmetros epidemiológicos se há custo adaptativo em populações resistentes. Uma extensa coleção de isolados será submetida a ensaios de sensibilidade in vitro (crescimento micelial, germinação de esporos e DE50). O DNA de todos isolados será extraído e serão procedidas reações de PCR com digestão enzimática para detecção das mutações, conforme literatura. Ensaios de parâmetros epidemiológicos visando quantificar o ¨fitness¨ dessas populações serão conduzidos in planta, em condições controladas. Por fim, o seqüenciamento da região do cit b de uma sub-amostra representativa da coleção de isolados será realizado. Em sua estratégia de ação o projeto será coordenado pelo Laboratório de Epidemiologia Botânica da Universidade de Brasília (UnB), mas com colaboração expressiva da equipe de Fitopatologia da Embrapa Arroz e Feijão, especialmente na execução e treinamento nas análises moleculares pelos alunos de pós-graduação envolvidos. O projeto conta com a parceria do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (EPAGRI), da Embrapa Trigo e Clima Temperado e de outras Universidades: UFRGS, Unesp-Ilha Solteira e UFT. Nas instalações da Embrapa Arroz e Feijão serão conduzidos os ensaios em casa de vegetação e análises moleculares. As instituições do IRGA, EPAGRI e Embrapa contribuirão com acesso a isolados de áreas comerciais, análise de dados e discussão de resultados. Espera-se que se possa conhecer o padrão de sensibilidade à fungicidas em populações brasileiras do patógeno, validando técnicas para o monitoramento da resistência fungicida, subsidiando assim com informações úteis para o manejo sustentável da brusone do arroz tanto no controle químico quanto para o melhoramento genético.
  • Universidade de Brasília - DF - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020