Projetos de Pesquisa

 

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Carlos Eduardo Franciscato

Ciências Sociais Aplicadas

Comunicação
  • agências de inovação em jornalismo: estudo de experiências no ecossistema brasileiro e desenvolvimento de modelo para interação entre universidades, empresas e atores sociais
  • O panorama contemporâneo do jornalismo atravessado por discursos de crise institucional, organizacional, mercadológica e profissional do jornalismo é o cenário em que este projeto de pesquisa foi elaborado. A partir do reconhecimento de transformações graves nos modelos jornalísticos, esta investigação direciona-se para pensar o lugar da Universidade como proponente de novos cenários, reconhecendo ser ela um agente relevante desta nova sociedade do conhecimento baseada crescentemente em tecnologias digitais da informação em rede. O objetivo é analisar as experiências de agências de inovação tecnológica, organizacional e social realizadas por universidades brasileiras, assim como as ações de incubação de projetos na área da comunicação e da cultura, com vistas a construir um modelo de agência de inovação em jornalismo que acolha, dê suporte e contribua para o desenvolvimento de projetos inovadores em jornalismo, de base tecnológica e aplicação social, buscando potencializar o surgimento de novas formas, modelos e práticas de atuação jornalística na sociedade. A pesquisa irá se realizar em duas etapas e estará sustentada em dois procedimentos: a) pesquisa exploratória nas universidades brasileiras e uma universidade portuguesa (Universidade do Minho) com o objetivo de descrever ambientes, procedimentos e ferramental teórico e logístico para desenvolvimento de ações inovativas nas universidades, atendendo-se a requisitos de ecossistema de inovação e de interações entre universidade-empresa-atores sociais; b) pesquisa aplicada no desenvolvimento de um modelo de agência de inovação em jornalismo estruturado em universidades.
  • Universidade Federal de Sergipe - SE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Eduardo Guerra Schrago

Ciências Biológicas

Genética
  • bioinformática aplicada à epidemiologia e vigilância do vírus zika: desenvolvimento de modelos realistas para inferência da dinâmica evolutiva viral
  • Análises evolutivas recentes sugerem que a diversidade genética de ZIKV é composta de três clados principais, dois africanos (leste e oeste) e um asiático. A idade estimada do ancestral comum de ZIKV utilizando os genes E, NS5 e 3’NCR variaram entre 1851 e 1959, quando os intervalos de credibilidade são considerados. Essa variância significativa da idade pode ser influenciada não apenas pela quantidade de dados (erro estocástico), mas também pelos modelos evolutivos e métodos de inferência utilizados. Neste sentido, os métodos Bayesiano constituem hoje a abordagem padrão para estudo de problemas evolutivos em vírus. Entretanto, estes métodos necessitam da especificação de funções prior para todos os parâmetros estimados. Além disso, como os modelos evolutivos utilizados são complexos e o universo de topologias possíveis é grande, métodos Bayesianos em evolução molecular frequentemente utilizam de simulação estocástica via cadeias de Markov (MCMC) para a viabilização computacional da inferência paramétrica. Quando um algoritmo de MCMC é aplicado, invariavelmente o programa utilizará funções proposal para alimentar a cadeia de Markov que está sendo contruída. Essas funções de proposta têm uma grande influência na performance do algoritmo de MCMC em atingir uma fase estacionária. Além disto, análises evolutivas do ZIKV são complicadas pela incapacidade dos métodos de lidar adequadamente com o polimorfismo populacional intra-indivíduo que os vírus frequentemente apresentam. É comum que a dinâmica evolutiva das populações virais se aproxime de um modelo matemático de quasi-espécies. Esse problema não era tão evidente quando o sequenciamento do DNA era feito por método Sanger, mas com o advento das tecnologias de NGS, o sequenciamento de várias moléculas de DNA é comum. Este projeto, portanto, tem como objetivo geral a avaliação estatística dos modelos frequentemente empregados para análise de evolução de vírus, especialmente o ZIKV. Esses modelos são fundamentais para inferência de parâmetros relevantes para a vigilância epidemiológica, e.g., tamanho efetivo da população viral, taxas de evolução do vírus e da epidemia, tempo de entrada da linhagem viral numa determinada região geográfica e idade do ancestral comum do ZIKV. Essa análise vai ser realizada através da investigação dos modelos frequentemente empregados, além da proposição de novos modelos realistas que incorporam uma dinâmica evolutiva realista para as populações virais.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 01/11/2016-31/10/2020
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Carlos Eduardo Leite Ferreira

Ciências Biológicas

Ecologia
  • monitoramento de longa duração das comunidades recifais das ilhas oceânicas brasileiras
  • Quatro conjuntos de ilhas oceânicas fazem parte do território brasileiro: o Arquipélago de São Pedro e São Paulo (0o55'N; 29o21'W), a ilha de Fernando de Noronha (3o54'S; 32o25'W), o Atol das Rocas (3o50 S '; 33o49'W) e o complexo insular de Trindade (20o30'S; 29o20'W) e Martin Vaz (20o30'S; 28o52'W). Estas pequenas ilhas são responsáveis por um grande percentual de endemismo para a Província do Brasil (Floeter et al., 2008). Todas as ilhas e o Atol das Rocas (considerado nessa proposta nominalmente como ilha visto apresentar todas as características de tal) possuem afinidades tropicais, sustentando recifes rochosos ou biogênicos (no caso do Atol somente) recoberto por fauna e flora recifal diversa (Ferreira et al, 2009; Krajewski & Floeter, 2011; Pinheiro et al, 2011). Os ambientes recifais da costa brasileira sofrem pressão exponencial e deletéria do aumento da urbanização (Leão et al, 2003; Leão & Kikuchi, 2005). A sobrepesca, no entanto, é provavelmente o fator mais importante e generalizado alterando a função e estrutura desses sistemas (Ferreira & Gonçalves, 1999; Floeter et al, 2006; Francini-Filho & Moura, 2008). Apesar de comparativamente todas as ilhas oceânicas brasileiras apresentarem maior biomassa e abundância de espécies de peixes de topo de cadeia em relação à costa, a pesca comercial e recreativa é muitas vezes permitida. Tais indicativos foram recentemente reportados, sendo claramente evidenciados como efeitos conseqüentes de sobreexploração por diferentes artes de pesca (Ferreira et al, 2009; Krajewski & Floeter, 2011; Pinheiro et al, 2011; Luiz & Edwards, 2011). De fato, para algumas dessas ilhas, os efeitos da pesca datam de muitas décadas (Luiz & Edwards, 2011). Mesmo possuindo algum grau de proteção legal estabelecido pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) (Brasil, 2000), e existindo hoje programas de pesquisa contínuos financiados pelas agências nacionais de fomento e apoiado pelas agências ambientais e pela Marinha do Brasil, as ilhas oceânicas brasileiras não estão totalmente protegidas. Os componentes bióticos monitorados nos primeiros anos do PELD-ILOC incluíram compartimentos do bentos e nécton, além de fatores oceanográficos analisados por meio de dados de satélites. Especificamente, as amostragens para o monitoramento possuem objetivos para estimar a dinâmica de comunidades e populações, mas também processos, incluindo: Abundância de peixes, a porcentagem de cobertura de organismos bentônicos, a incidência de doenças e quantificação de bioerodidores em corais, a dinâmica populacional de Grapsus grapsus, a diversidade genética de zooxantelas de corais e a variação temporal destas, e o efeito de peixes sobre as comunidades bentônicas. Na atual proposta além dos componentes citados acima, estão sendo propostos os seguintes novos objetivos: a) monitorar a diversidade e abundância de dinoflagelados tóxicos e b) de ouriços, além da c) ictiofauna de profundidade por meio de vídeos remotos com uso de iscas (BRUVs).
  • Universidade Federal Fluminense - RJ - Brasil
  • 01/01/2017-31/12/2020
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Carlos Eduardo Leite Ferreira

Ciências Biológicas

Ecologia
  • efeito sazonal da produção planctônica e bentônica sobre a biomassa de peixes recifais no arquipélago de são pedro e são paulo.
  • Ambientes recifais tropicais provêm diversos serviços ecossistêmicos para populações humanas. Isso é possível devido à alta diversidade de organismos que compõe esses ambientes. Dentre as muitas questões ecológicas envolvendo os ambientes recifais, ainda é pouco compreendido como esses sistemas mantém essa elevada diversidade de espécies estando, geralmente, em águas com baixa produtividade primária na coluna d’água. Conhecido como “Paradoxo de Darwin”, esse é um dos questionamentos primordiais para se entender o funcionamento desses ecossistemas complexos. A cadeia de consumidores, nos recifes rasos, é sustentada por produtores fotossintetizantes em dois compartimentos. O compartimento bentônico é composto por organismos sésseis, como macroalgas, enquanto o compartimento planctônico é composto por microalgas e bactérias na coluna d’água. Devido sua importância, entender a variação de fontes de produção planctônico e bentônicas no tempo e no espaço, é vital de modo a prever impactos antrópicos e climáticos sobre o funcionamento das cadeias tróficas recifais. O grupo dos peixes é um dos mais conhecidos e explorados pelos humanos nos ambientes recifais, são elementos intrínsecos a cadeia trófica interagindo em diversos níveis tróficos de consumidores. Dentre os diferentes grupos tróficos, os peixes planctívoros são aqueles que se alimentam indiretamente do compartimento planctônico de produtores. Esses peixes planctívoros apresentam uma das maiores densidades (indivíduos / área) comparativamente com os outros grupos tróficos. Logo, servem de modelo para entender a entrada e fluxo de energia nesses ambientes. No Brasil, os ambientes recifais ocupam tanto a costa quanto ilhas oceânicas sendo uma dessas ilhas o Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Esse arquipélago é caracterizado como o menor e com menos diversidade de espécies devido a escassa área recifal rasa e ao alto isolamento. Essas características fazem com que as funções chaves no sistema sejam realizadas por poucas espécies, caracterizando uma baixa redundância ecológica. Essas características podem tornar o sistema mais frágil a distúrbios de origem humana e climática. Neste sentido, em vista de potenciais e variados impactos antrópicos e consequente perda de espécies, é fundamental estudar processos de base da cadeia (bottom-up), analisando a proporção de contribuição de cada fonte de produção primária para a cadeia trófica recifal. A presente proposta engloba métodos multiespecíficos que visam responder três perguntas principais: 1) Qual é a contribuição sazonal da produção planctônica versus bentônica para o sistema recifal em questão? 2) Qual a relação da produção planctônica sazonal com a biomassa de peixes planctívoros recifais? 3) Existe sobreposição ou partição de nicho trófico e isotópico das espécies de peixes planctívoras? Com os dados gerados serão construídos modelos de teias tróficas capazes de responder quais são as possíveis influências de mudanças climáticas globais e antropogênicas sobre a cadeia trófica recifal desse arquipélago.
  • Universidade Federal Fluminense - RJ - Brasil
  • 01/01/2020-30/06/2022
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Carlos Eduardo Leite Ferreira

Ciências Exatas e da Terra

Oceanografia
  • padrões latitudinais de seletividade alimentar e redundância funcional em peixes recifais herbívoros
  • O processo de herbivoria é de extrema importância nos mais diversos ecossistemas. Em ambientes recifais, peixes herbívoros são responsáveis por controlar o crescimento e a expansão de diversos tipos de algas, desde algas filamentosas que compõem a matriz de algas epilíticas, até algas típicas de estágios de sucessão mais avançados, como Sargassum. Através da sua intensa atividade alimentar, diferentes espécies de peixes removem uma grande variedade de algas dos recifes, auxiliando dessa forma a manutenção da saúde dos recifes e promovendo sua resiliência. Esse papel-chave desempenhado por peixes herbívoros se torna mais importante na medida em que mudanças climáticas globais estão ameaçando os recifes de coral ao redor do mundo promovendo eventos de branqueamento e um aumento na cobertura de algas. Entretanto, diversas espécies de peixes recifais herbívoros vêm sendo pescados de forma intensa nos últimos anos, em especial budiões (Labridae, Scarini). A soma de mudanças climáticas globais (aumento na temperatura da água do mar promovendo o aumento na frequência e intensidade dos eventos de branqueamento e acidificação dos oceanos) com impactos locais (pesca sem controle de espécies com importantes funções ecológicas) pode gerar uma enorme desestabilização nos ambientes recifais sem precedentes. Nesse cenário, torna-se vital reconhecer o papel que as diversas espécies de peixes herbívoros desempenham nos sistemas recifais de forma manejar e ordenar a pesca sobre tais espécies de forma a minimizar o impacto da pesca na funcionalidade desses ambientes. Esta proposta tem como objetivo quantificar a capacidade das assembleias de peixes recifais controlarem macroalgas, além de avaliar a seletividade alimentar de cada umas das espécies e identificar padrões de redundância funcional ao longo de um gradiente latitudinal em duas regiões biogeográficas distintas: Caribe (Curaçao) e Brasil (RN e RJ). Para isso, serão realizados experimentos de herbivoria em campo utilizando diversas macroalgas associado a filmagens remotas. As algas terão seu peso determinado antes e após os experimentos de forma a quantificar a biomassa consumida em cada ensaio e, a partir dos vídeos, será determinado quais espécies de peixes se alimentam preferencialmente de cada uma das algas. Análises de nutrientes e metabólitos secundários serão realizadas de forma a determinar os fatores que determinam os padrões de seletividade observados. A partir dessas informações será possível determinar o nível de redundância funcional das espécies de peixes herbívoros em cada um dos locais estudados e determinar os fatores que determinam essa redundância em uma ampla escala latitudinal. Os dados gerados a partir deste projeto têm como objetivo ampliar o conhecimento da ecologia dos peixes recifais herbívoros e seus variados papeis funcionais em recifes do Atlântico. Além disso, espera-se que tais informações sejam utilizadas por gestores locais para melhorar o manejo das espécies capturadas nas pescarias, principalmente tendo em vista que muitas dessas espécies apresentam variados níveis de ameaça.
  • Universidade Federal Fluminense - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Eduardo Martins Torcato

Ciências Humanas

História
  • ébrios, loucos e arruaceiros: produção de saberes sobre os usos de substâncias inebriantes na imprensa nordestina (1932-1964)
  • O projeto visa compreender as práticas cotidianas e as relações interpessoais dos sujeitos que utilizavam substâncias inebriantes, assim como a produção de saberes e as ações promovidas pelos poderes públicos dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Maranhão para o enquadramento desses sujeitos nas normativas antidrogas. A historiografia das drogas e da alimentação ainda é recente no Brasil, concentrando-se na região sudeste e sul. Além disso, mesmo em âmbito nacional, são escassos os trabalhos científicos que abordam o período coberto por essa proposta. Os materiais de pesquisa utilizados serão: acervos digitais, mormente, os da Fundação Biblioteca Nacional, por meio da Hemeroteca Digital Brasileira; e digitalização de jornais do estado do Rio Grande do Norte via Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica - NUDOPH, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. A partir desse mapeamento, será constituído um banco de dados com referências relativas à região nordeste para a produção de materiais críticos com os resultados da pesquisa a fim de incluir a região nordeste no mapa da historiografia e consolidar esse incipiente campo de pesquisa.
  • Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Eduardo Mounic Silva

Ciências Agrárias

Agronomia
  • mostra de ciências e semana nacional de ciência e tecnologia do ifro/campus ariquemes – 2020: “ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável do vale do jamari, amazônia ocidental, brasil”
  • Esta proposta pretende trazer ao IFRO/Campus Ariquemes o primeiro evento científico desta instituição, com a realização da I Mostra Científica do IFRO/Campus Ariquemes, que contará com a apresentação dos trabalhos científicos realizados pelos alunos dos cursos técnicos e de graduação deste Campus. Em paralelo à mostra científica ocorrerá o I Ciclo de Palestras do IFRO/Campus Ariquemes intitulado: "Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento sustentável do Vale do Jamari, Amazônia Ocidental, Brasil”, com palestras de pesquisadores, professores e profissionais altamente qualificados externos ao IFRO/Campus Ariquemes. O evento ocorrerá entre os dias 21 e 23 de outubro de 2020, em alusão à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), nas dependências do IFRO/Campus Ariquemes. O objetivo é trazer à comunidade da região do Vale do Jamari, uma região com IDH abaixo da média brasileira, a oportunidade de vivenciar um evento científico e aproximá-la das ações de ensino e pesquisa desenvolvidas pelo IFRO/Campus Ariquemes. A I Mostra Científica do IFRO/Campus Ariquemes terá a apresentação de 40 trabalhos científicos desenvolvidos por alunos dos cursos técnicos do Campus, tanto integrados como subsequentes. Além disso, será realizada a apresentação de 20 trabalhos científicos desenvolvidos por alunos de graduação deste Campus. Os cinco melhores trabalhos de ensino médio técnico e o melhor de graduação serão agraciados com bolsas de pesquisa de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para ensino médio técnico e Iniciação Científica (IC) para graduação, com duração de 12 meses, a partir da implantação das bolsas. Em paralelo à I Mostra Científica do IFRO/Campus Ariquemes será realizado o I Ciclo de Palestras do IFRO/Campus Ariquemes com a presença de cinco pesquisadores e/ou profissionais externos ao IFRO/Campus Ariquemes, convidados para contribuir com as cinco temáticas de ensino técnico deste Campus, sendo elas: Agronomia; Aquicultura; Biologia; Ciências dos Alimentos e Informática. Os palestrantes serão convidados a incluir em suas palestras assuntos relacionados à temática do evento (Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento sustentável do Vale do Jamari, Amazônia Ocidental, Brasil), trazendo abordagens que a tangencie com suas áreas de atuação. Espera-se que com estes eventos seja criada uma cultura de divulgação científica no Campus Ariquemes, trazendo uma maior aproximação da ciência com os discentes e com toda a comunidade acadêmica desta instituição. Além disso, com a implantação de seis bolsas de iniciação científica (5 ICJ + 1 IC), espera-se um aumento no número de trabalhos científicos e posteriores publicações do IFRO/Campus Ariquemes.
  • Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Rondônia - RO - Brasil
  • 07/01/2020-31/01/2021
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Carlos Eduardo Poli de Figueiredo

Ciências da Saúde

Medicina
  • universal 2018 - hipertensão na gestação e pré-eclâmpsia: aspectos clínicos e fisiopatológicos.
  • A pré-eclâmpsia(PE) é uma das complicações mais frequentes da gestação, é a principal causa de morte materna e tem impacto na taxa de prematuridade no Brasil, sendo importante problema de saúde pública. Há anos o nosso grupo tem estudado pacientes gestantes com e sem pré-eclâmpsia e avaliado vários aspectos originais desta doença buscando entender os aspectos fisiopatológicos e as suas relações com a clínica. Este projeto é uma proposta “guarda-chuva” visando seguir os estudos desta linha de pesquisa e o apoio solicitado é referente a material de consumo. Avalia diversos aspectos da pré-eclâmpsia e demais distúrbios hipertensivos da gestação, e os estudos são realizados para agregar conhecimento aos trabalhos que já fizemos a medida que são viabilizados. Esta estratégia, há anos, tem funcionado com sucesso resultando em várias publicações, projetos, colaborações internacionais e formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação. Objetivo geral: Estudar aspectos dos mecanismos fisiopatológicos da pré-eclâmpsia, avaliando o papel destes no seu diagnóstico, manifestação, etiologia e prognóstico. Objetivos específicos: Avaliar potenciais biomarcadores de hipertensão na gestação (especialmente pré-eclâmpsia). Avaliar aspectos clínicos e desfechos materno e fetais nas gestantes com hipertensão na gestação. Relacionar os aspectos fisiopatológicos com os aspectos clínicos. Métodos: Estudo de marcadores (citocinas, fosfodieterases, PlGF (placental growth fator), FullPIERS e outros eventualmente identificados ao longo do projeto. Acompanhamento clínico e identificação de evolução clínica e desfechos materno e fetais. Na parte experimental em animais avaliaremos o modelo RUPP para estudar a pré-eclâmpsia e a PRES. Metas: Produção científica através de publicações, formação de recursos humanos, e a interação com grupos nacionais e internacionais. Resultados: Os dados do nosso trabalho podem auxiliar na melhor diferenciação dos distúrbios hipertensivos (atualmente o diagnóstico é equivocado em uma significativa percentagem das pacientes). É possível que alterações nos sistemas em estudo possam servir como marcadores diagnósticos ou alvos terapêuticos nesta síndrome.
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Eduardo Schaedler

Ciências Agrárias

Agronomia
  • dispersão endozoocórica de sementes de espécies daninhas resistentes a herbicidas
  • Plantas daninhas causam grandes limitações aos cultivos agrícolas mundialmente, e a principal forma de controle das espécies daninhas tem sido o método químico. O uso contínuo de herbicidas de mesmo mecanismo de ação tem selecionado biótipos de plantas daninhas resistentes aos herbicidas. A constatação da resistência de plantas daninhas traz grande preocupação, pois inviabiliza o controle químico de forma seletiva, forçando o produtor a utilizar diferentes estratégias para manejo. Uma estratégia que vem sendo adotada é o sistema integrado de produção (lavoura e pecuária), em áreas cultivadas com o arroz irrigado e também destinadas à produção animal, especialmente a bovinocultura de corte. Neste caso, os animais são mantidos na resteva da cultura no período pós-colheita, até o preparo do solo para a safra seguinte, ou durante o pousio da área. A presença dos animais na área de arroz após a colheita pode reduzir o banco de sementes de plantas daninhas presentes no solo, e/ou potencializar sua disseminação, através da chamada dispersão endozóica destas espécies. Neste sentido, o objetivo deste projeto será avaliar a dispersão endozoocórica de sementes de arroz daninho (Oryza sativa L.), capim-arroz (Echinochloa crusgalli L.) e azevém (Lolium multiflorum L.) resistentes a herbicidas. Para isso, serão conduzidos quatro estudos, a saber: Estudo 1 - Dispersão endozoocórica, germinação e controle de O. sativa e Echinochloa spp. resistentes aos herbicidas inibidores da enzima ALS; Estudo 2 - Dispersão endozoocórica, germinação e controle de L. multiflorum resistente a herbicida inibidor da enzima EPSPs; Estudo 3 - Germinação de sementes de arroz daninho, capim-arroz e azevém em função da passagem pelo trato digestivo e substrato; e Estudo 4 - Valor adaptativo de biótipos de arroz daninho, capim-arroz e azevém em função da passagem pelo trato digestivo de bovinos. Utilizar-se-á seis novilhos, mantidos em gaiolas para ensaios metabólicos devidamente alimentados e hidratados. A coleta das fezes será realizada em bolsões específico para animais. Cada animal representará uma repetição, sendo fornecida quantidade de sementes estimada em 3,5 plantas para cada novilho, e os tratamentos serão baseados em épocas de recuperação (dias). É possível que sementes de plantas daninhas sobrevivam à passagem pelo trato digestivo dos animais e, posteriormente, sejam dispersas em diferentes áreas. Sendo assim, quantificar e conhecer aspectos relacionados à dispersão de plantas daninhas por ruminantes torna-se necessário, pois a sobrevivência de sementes após passagem pelo trato digestivo dos ruminantes é fator relevante para a dinâmica populacional de plantas daninhas, em mesmas ou diferentes áreas.
  • Instituto Federal Sul-Rio-Grandense - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Eduardo Soares da Cruz

Lingüística, Letras e Artes

Letras
  • escritoras portuguesas na imprensa periódica do brasil: laços transatlânticos de ação (1890-1930)
  • Trata-se de projeto de pesquisa sobre a presença de escritoras portuguesas na imprensa periódica brasileira durante a primeira onda feminista (1890-1930). Mesmo com a independência (1822) e a república (1889), as relações culturais entre Brasil e Portugal continuaram muito fortes, em parte pela chegada contínua de imigrantes lusos e também por uma presença editorial de escritores portugueses publicando livros e textos variados em jornais de mesma língua. A ascensão da presença de autoras no campo cultural ao longo do século XIX levou a uma maior participação de escritoras portuguesas na imprensa em português, sobretudo com a inserção de muitas delas em associações e lutas femininas e feministas nas primeiras décadas do século XX, mesmo daquelas não declaradas feministas. A vinda de algumas à ex-colônia para morar, trabalhar ou proferir conferências aumentou o intercâmbio entre essas escritoras e o sistema literário brasileiro. Pretende-se resgatar as obras de autoras portuguesas publicadas no Brasil, na imprensa dos imigrantes, mas não só, e também rastrear sua recepção e as redes de sociabilidade que articularam ligando intelectuais, homens e mulheres, nos dois lados do Atlântico.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Eduardo Velasquez Cabrera

Engenharias

Engenharia Nuclear
  • estudos econômicos para desenvolvimento de energia nuclear e prospectiva futuras
  • A meados dos anos 50, países como Estados Unidos, Grã Bretanha, França e Rússia, começaram a usar a energia nuclear para geração de energia elétrica. Estes países tinham em comum uma grande necessidade de geração de energia elétrica para o desenvolvimento industrial e investiram nessa tecnologia para fornecer energia elétrica. Isto gerou uma necessidade da fonte de energia e o desenvolvimento de diferentes tecnologias de reatores nucleares que foi avançando nas décadas seguintes. Outros países industrializados viram uma forma de produzir energia elétrica de forma confiável e de baixa poluição perante uma demanda crescente de energia. Com a demanda crescente da energia nuclear, nas seguintes duas décadas diferentes propostas de reatores começaram a ser desenvolvidos (PWR, PHWR, BWR, RMBK, GCR, AGR e FBR) considerando a melhor eficiência térmica, a melhoria do ciclo do combustível nuclear e as dimensões, otimizando os custos de construção. A demanda de urânio cresceu, assim como, a prospecção e exploração deste recurso, bem como o domínio dos processos de conversão, enriquecimento e fabricação. Países industrializados, com pouca disponibilidade de recursos de urânio, investiram nessa tecnologia confiando no fator de capacidade das usinas nucleares serem maiores em relação a outras fontes de energia e nos preços do mercado internacional do urânio para continuar com seus programas nucleares. Países com poucos recursos como França e Reino Unido adotaram uma política de ciclo fechado do combustível, enquanto Estados Unidos e Canadáa, países com grandes recursos, optaram por um ciclo aberto. Dentro deste panorama, o Brasil possui reservas de urânio para ser autossuficiente por várias décadas, se agregada a utilização do tório e um ciclo fechado de combustível, até séculos. Neste contexto, a proposta do presente trabalho visa utilizar códigos de planejamento energético com ênfase na parte nuclear fundamentando-se na inserção de reatores nucleares dentro do planejamento energético considerando as políticas, limitações econômicas e de recursos, usando dados obtidos nas pesquisas realizadas no DEN/UFMG e criar diferentes cenários de inserção de reatores nucleares e seus respectivos ciclos de combustível viabilizando o estudo econômico de utilização dos diferentes reatores usados e os que são projetados na IV geração (GIF – Generation IV International Forum) e os aspectos do planejamento das diferentes propostas de reatores de pequeno e médio porte. Os sistemas nucleares seriam modelados no MESSAGE (The Model for Energy Supply Strategy Alternative and their General Environmental impacts), software já utilizado no departamento.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Eduardo Veloso de Almeida

Engenharias

Engenharia Nuclear
  • investigação sobre o uso da dosimetria fricke - padrão primário de dose absorvida na água em feixes de fotons de alta energia
  • A solução Fricke é um dosímetro químico que se baseia na oxidação de íons ferrosos a íons férricos após interação da radiação ionizante com a solução. A dosimetria química, com a solução Fricke, vem mostrando-se um método eficaz para contornar dificuldades clínicas e laboratoriais de dosimetria até então bem resolvidas principalmente com o uso das câmaras de ionização. Primeiramente, os resultados são obtidos com a leitura das absorbâncias após a solução Fricke ser submetida a radiação. A partir dessas leituras, obtém-se a dose na solução Fricke e em seguida, a dose absorvida em água. A fim de auxiliar a dosimetria no Brasil, o Laboratório de Ciências Radiológicas (LCR/UERJ) implementou o dosímetro Fricke com o auxílio de projetos de pesquisa. A solução é produzida no laboratório e para realização das leituras de absorbância, adquiriu-se um espectrofotômetro de alta resolução. Este projeto tem como objetivo realizar a dosimetria Fricke em diferentes áreas: clínicas, acadêmicas e aeroespacial. Desta forma, haverá um aumento da acurácia e diminuição das incertezas envolvidas na realização da grandeza dose absorvida na água gerando resultados de alta qualidade metrológica. Para garantir os resultados propostos, torna-se necessário o uso como testes em diversos feixes e energias no Rio de Janeiro, mas em diversos centros de radioterapia no Brasil. Como resultado final deste projeto, espera-se ampliar o uso do dosímetro Fricke para diferentes energias e aplicações. Este trabalho possibilita o laboratório LCR, e outros, a não mais utilizar o padrão kerma no ar, e sim, como proposto pela Agência Internacional de Energia Atômica, utilizar como padrão de dose absorvida na água. Este padrão será implementado em aplicações clínicas de terapia com fótons e elétrons, dosimetria aeroespacial e para irradiadores de sangue utilizando a dosimetria Fricke com resultados esperados de alta qualidade metrológica.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Emilio Levy

Ciências da Saúde

Medicina
  • resposta imune inata e adaptativa na persistência da infecção pulmonar por pseudomonas aeruginosa produtora de biofilme na fibrose cística
  • A Fibrose Cística (FC) é uma doença genética decorrente da ausência ou disfunção da proteína reguladora da condutância transmembrana (CFTR), levando à desidratação das secreções produzidas em órgãos epiteliais. A maior causa de morbidade e mortalidade na FC é a doença pulmonar, onde boa parte dos pacientes desenvolve infecção crônica por uma série de patógenos, sendo a Pseudomonas aeruginosa o patógeno predominante. A infecção crônica por P. aeruginosa é caracterizada pela formação de biofilme pela bactéria, conferindo-a um aspecto mucoide, protegendo-a da ação de antibióticos e de fagócitos do sistema imune. A infecção crônica é acompanhada por uma resposta exacerbada de anticorpos IgG específicos, porém, sem eliminação da infecção. Isso pode ser devido ao comprometimento da formação de memória imunológica contra o patógeno, apesar da exposição repetida aos seus antígenos. A interação entre resposta imune inata e adaptiva no contexto da infecção crônica por P. aeruginosa e o desenvolvimento de memória imunológica não são relatados na literatura especializada. Aqui, propomos estabelecer um perfil da resposta imune inata e adaptativa em diferentes grupos de pacientes com FC, classificados de acordo com seu perfil de colonização/infecção por P. aeruginosa – nunca colonizados, livres de infecção, colonização intermitente e infecção crônica. Isso ajudará a entender melhor as bases das falhas imunes na FC e, possivelmente, os mecanismos que a P. aeruginosa utiliza para evadir as respostas imunes, podendo servir de base, também, para outros casos de infecções crônicas. Tal conhecimento fornecerá, potencialmente, subsídios para o estudo de abordagens imunoterápicas na infecção pulmonar crônica da fibrose cística, visando a preservação funcional e a melhora da sobrevida. Este projeto faz parte da continuação da cooperação internacional já estabelecida entre os Grupos de Estudos em Fibrose Cística da Unicamp e do Departamento de Microbiologia Clínica, Hospital Universitário de Copenhague (Rigshospitalet), Universidade de Copenhague, Dinamarca.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Ernesto Garrido Salmon

Engenharias

Engenharia Biomédica
  • quantificação de íons paramagnéticos no cérebro humano
  • Algumas doenças neurodegenerativas têm sido associadas com um aumento na concentração de metais em regiões dos núcleos da base a partir de estudos post-mortem. Dessa forma, métodos não invasivos in vivo para quantificar esses metais e seus estados iônicos se tornam necessários para um estudo fisiológico da progressão dessas doenças. Mapas quantitativos de Ressonância Magnética têm sido propostos na literatura como novas abordagens no estudo de tais doenças por fornecerem informações quantitativas do cérebro. A técnica QSM (Quantitative Susceptibility Mapping), especificamente, mostra grande potencial no estudo in vivo por ser capaz de diferenciar sujeitos saudáveis de pacientes. Porém, as origens moleculares do mecanismo de contraste na QSM não têm sido totalmente elucidadas. A técnica espectroscópica EPR (Electron Paramagnetic Resonance) possibilita uma análise mais aprofundada do conteúdo de íons paramagnéticos em estruturas do cérebro (post-mortem), em especial sobre a molécula de ferritina. Nossos estudos preliminares com relativamente poucas amostras e em equipamento de 3T mostram altas correlações entre os valores de susceptibilidade e o conteúdo do íon Fe3+ sob a forma de ferrihidrita nucleada na ferritina. No entanto, estudos com maior número de amostras e em equipamento de campo mais alto são necessários para uma certeira validação in vitro. Neste projeto é proposta a combinação das técnicas de QSM e EPR procurando obter uma maior informação a respeito do conteúdo de metais no cérebro bem como um maior entendimento do contraste subjacente ao mapa obtido no QSM.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer

Ciências Agrárias

Agronomia
  • rede terrantar: permafrost, solos, mudanças climáticas e teleconexões na antártica e andes meridionais
  • Nos últimos cem anos do Antropoceno, a civilização humana passou a ocupar a última fronteira de ecossistemas prístinos, de elevada fragilidade: a Criosfera Antártica, maior repositório de água doce do Planeta. Desde então, a dinâmica da paisagem Antártica passou a ser influenciada por fatores complexos, dependentes das transições climáticas naturais ou induzidas pelo homem, redirecionando processos então existentes para novos cenários. A Criosfera, definida como um subsistema caracterizado pela presença de água congelada (neve, gelo ou permafrost), desempenha um papel-chave nas mudanças ambientais atuais. No PROANTAR, o grupo TERRANTAR, alcançou, na última década, um notável legado de pesquisas e publicações sobre permafrost, solos e mudanças climáticas na Antártica e nos Andes, sintonizado com os objetivos definidos pelo SCAR (programas AntClim, ANTPAS, AntECO). Uma ampla e moderna rede de monitoramento estabelecida nos últimos 12 anos, e pesquisas de ponta derivadas, vêm demostrando a importância crucial do permafrost na Antártica, componente-chave da criosfera, na regulação climática global, elevação do nível dos mares e ciclos de vida e do carbono. Criossolos armazenam cerca de 27 % do total de C orgânico estocado nos ecossistemas terrestres do planeta, e sabe-se que até a década de 70 estes solos funcionavam como depósitos de C, em função da estabilidade do permafrost. Com o aumento da temperatura média global e desestabilização do permafrost, observou-se uma inversão do fluxo de C nas ultimas décadas, transformando-se em áreas fontes de C para a atmosfera. As mais recentes avaliações das alterações climáticas pelo IPCC já incluem as respostas atuais e futuras dos solos com permafrost ao clima, e ressaltam a necessidade urgente de consolidação e ampliação de pesquisas integradas para Antártica, no qual o grupo TERRANTAR é ator qualificado e produtivo. Com a tendência geral de aumento das temperaturas do solo/permafrost de alta montanha e na Antártica, há repercussões significativas no clima (fluxos de carbono), estabilidade geomórfica, ecologia e hidrologia. Estudos sobre ecossistemas terrestres periglaciais, afetados por permafrost, são bem desenvolvidos no hemisfério norte, mas comparativamente menos intensos na região Antártica e nos Andes, onde desenvolvemos as pesquisas brasileiras. Para 2022, o TERRANTAR busca fortalecimento e consolidação como grupo de excelência nacional em pesquisa antártica centrada em estudos de modelagem climática do permafrost, solos, geoecossistemas periglaciais em transição. Há forte destaque na formação de recursos humanos no âmbito do Programa Antártico Brasileiro, e contamos com 13 instituições nacionais já ativamente envolvidas em diferentes fases e eixos do projeto, bem como 10 instituições estrangeiras formando uma rede de parcerias multi-institucionais que mesclam grupos de pesquisa emergentes em ciência antártica com grupos consolidados do mundo todo, visando sinergia e agregação. Desde 2002, o Núcleo TERRANTAR, pioneiro em pesquisas de solos afetados por permafrost e dinâmica climática, ecológica e geoambiental nesse importante setor da criosfera, construiu vasta publicação internacional, e uma rede de monitoramento climático dos solos e permafrost na Antártica Marítima e Peninsular que é parte do programa ANTPAS - Antarctic Permafrost, periglacial environments and soils, do SCAR. Todo esse legado é parte do INCT da Criosfera, e representa a mais sólida e extensa rede atual de monitoramento do permafrost na Antártica, em sitios sob forte impacto de mudanças globais. Em 2018, contamos 32 sítios de monitoramento climático contínuo de solos e permafrost, com utilização de tecnologia de ponta na aquisição e armazenamento de dados horários, na Antártica e nos Andes. São considerados sítios “cold spots”, com prioridade para pesquisa em teleconexões, para a WMO. Alinhados ao Plano de Ações da Ciência Antártica Brasileira para 2022, há forte necessidade de consolidação e aprofundamento dos conhecimentos gerados até o momento pela REDE TERRANTAR, buscando ampliar e consolidar a rede física de monitoramento e estudos de ecossistemas terrestres na Antártica e nos Andes, em todo o gradiente latitudinal do permafrost. Com caracterização detalhada dos solos, geomorfologia e ecossistemas associados, e instalação de novos sítios de monitoramento permanente em locais estratégicos, a estratégia do TERRANTAR é garantir a formação continuada de pesquisadores em nível de pós-graduação e estabelecer sólidas parcerias internacionais para consolidar o patamar de qualidade alcançado. O TERRANTAR é orientado pelo espírito da integração, buscando a sinergia necessária para alavancar a pesquisa de campo, otimizar recursos logísticos e operacionais e potencializar a formação de recursos humanos. Em síntese, o projeto proposto dá suporte, amplia, automatiza e consolida a Rede, justificando todo o esforço humano e financeiro até hoje realizado. A partir de um eixo central (ecossistemas terrestres em transição, permafrost e mudanças climáticas), pretende-se desenvolver e ampliar projetos-satélite já em andamento, conforme a metodologia. Abrangem estudos dos ecossistemas terrestres transientes, associados às mudanças climáticas regionais, papel da ecologia de comunidades, dinâmica de carbono e biogeoquímica terrestre. Há forte integração de diversos egressos do TERRANTAR, hoje docentes e pesquisadores em instituições públicas do Brasil. Com base em todo legado e infraestrutura existente, buscar-se-á incrementar a qualidade da pesquisa antártica no âmbito das instituições associados, com forte inserção da APECS-Brasil na produção de material de divulgação científica do TERRANTAR, sob a forma de videoaulas, monólitos de exposição, livretos e mapas, além de novas técnicas para ampliar a difusão do conhecimento científico para a juventude brasileira, em escolas públicas, com novas formas de sensibilizar o público não especializado.
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 25/12/2018-31/12/2022
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Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • paisagens naturais e antropogênicas da baia de marajó: geoambientes, biogeoquímica e geoarqueologia
  • A Baia de Marajó abriga um dos maiores e mais ricos sistemas fluvio-marinhos do mundo, e constitui a maior área de manguezais do Brasil, e nosso maior arquipélago, tendo sido ocupada por sociedades pré-históricas desde o Holoceno, deixando um legado geoarqueológico de sambaquis, tesos e sítios de terra preta de índio de grande relevância cultural e científica. A Baia possui uma imensa diversidade de geoambientes fluvio-marinhos e continentais, abrangendo desde restingas, dunas, manguezais, até florestas inundáveis, campos alagados e cerrados. Com maior extensão e importância ecológica, destacam-se os manguezais, que representam a maior e mais importante área do Brasil. Serão realizados estudos integrados de Geoarqueologia para uma compreensão mais ampla do entrelaçamento ecológico-cultural entre o ambiente natural na Baia de Marajó, sua evolução dinâmica e a ocupação por sociedades humanas pré-históricas na região. Pesquisas com a abordagem geoarqueológica são interdisciplinares por definição e amplamente utilizadas no exterior com grandes contribuições para o avanço de pesquisas arqueológicas. No entanto tal abordagem ainda é incipiente no Brasil , em especial na Amazonia. O desenvolvimento de pesquisa interdisciplinar com o foco na diversidade dos sítios geoarqueológicos e em novas técnicas de estudos e datação geoarqueológica pode trazer contribuições científicas para diversos ramos do conhecimento para a região da Foz do Amazonas. O avanço contínuo dos conhecimentos regionais requer uma inter e transdisciplinaridade que abarca diversas áreas do conhecimento, em estudos que transitam desde a evolução ecológica e climática na foz do Amazonas até a marcha da ocupação humana primitiva dos manguezais e áreas lindeiras, tendo como meta final a preservação do bioma Amazonia. Neste projeto, serão caracterizados todos os geoambientes presentes na Baia de Marajó, desde os manguezais de macromaré, até a borda dos tabuleiros terciários bem drenados, bem como diversos sítios geoarqueológicos, como sambaquis e Terras Pretas, visando elucidar a cronologia de ocupação pré-histórica da Foz do Amazonas, com enfoque multidisciplinar. O projeto tem por objetivo a identificação, caracterização e valoração dos sítios de sambaquis, tesos e terras pretas regionais, estudando sua evolução cultural e cronológica durante o Quaternário. O foco da pesquisa é uma abordagem geoarqueológica, geoambiental, pedológica e geoquímica interdisciplinar, com apoio de diversas áreas da ciência (solos, ecologia) para melhor elucidar as relações homem-paisagem na Baia de Marajó, e apontar caminhos para sua preservação cultural e ecológica
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 01/01/2018-31/07/2021
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Carlos Ernesto Santos Ferreira

Ciências da Saúde

Educação Física
  • efeitos de diferentes velocidades de execução do treinamento de força na cinética das vesículas extracelulares, capacidade funcional e hipertrofia muscular em idosos sarcopenicos.
  • Com o passar da idade o organismo humano perde naturalmente várias de suas qualidades, de forma geral, e o sistema muscular não se exclui deste processo (ORDWAY et al. 2006; DESCHENES, 2004; DOHERTY, 2003). Essa ação do envelhecimento sobre o sistema muscular induz a redução da massa magra também conhecida como sarcopenia e consequentemente diminuição da capacidade de gerar força, desencadeando uma série de eventos como perda das habilidades funcionais, dependência, diminuição da densidade mineral óssea que, por sua vez, aumenta o risco de quedas e fraturas. Neste contexto, várias formas de intervenção têm sido propostas, mas ao que tudo indica, o treinamento de força é o método mais eficaz e sem efeito colateral. O treinamento de força sistematizado, pode ser aplicado em diferentes velocidades, tanto voltado para hipertrofia (velocidades mais baixas) quanto para potencia (velocidades maiores) musculares (CELES et al, 2017; IZQUIERDO et al. 2004). Estudos recentes têm focado nos mecanismos relacionados à sarcopenia, mais especificamente nos processos que modulam esse caminho, dos quais se destacam as vesículas extacelulares (EVs) (LOVETT et al; 2018; ZANG E CHEN, 2018) por estarem relacionadas tanto na manutenção quanto no reparo tecidual (POLAKOVICOVA et al, 2016). Dentre as moléculas bioativas que as EVs possuem, os microRNAs são as mais investigadas. Em se tratando de tecido muscular, maior antenção é dada ao microRNA-206 (mir-206), pois sabe-se que este tem papel importantíssimo no controle da plasticidade muscular esquelética, influenciando alterações no tipo de fibra e massa muscular em resposta aos estímulos que este sistema esta sendo imposto. O processo de reparo muscular é complexo e necessário para a manutenção da homeostase, em especial para adaptação ao estresse. Contudo, pouco se conhece sobre esse mecanismo em idosos em especial quando diferentes modelos de treinamentos de força são aplicados. Neste sentido, investigar o comportamento das EVs relacionadas a sistema muscular pode auxiliar na compreensão do treinamento resistido como ferramenta no combate a doenças que interferem diretamente o referido sistema, em especial à sarcopenia, bem como viabilizar a estruturação de um novo marcador para identificar vias de sinalização associada à redução da massa muscular e possibilidades de diagnóstico associados a esta condição são necessários e urgentes.
  • Universidade Católica de Brasília - DF - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Fausto

Ciências Humanas

Antropologia
  • donos demais: investigações acerca das relações assimétricas na amazônia e adjacências
  • Este projeto visa reunir uma série de pesquisas cujo objeto comum é uma forma relacional específica, que denominamos “maestria”, de modo a refinar e ampliar um modelo das relações assimétricas na América do Sul não-andina, com uma concentração na Amazônia legal. O projeto comum é a "relação de maestria”, esteja ela expressa no parentesco, no trato de animais e vegetais, no xamanismo, na guerra, no ritual ou nas relações com missionários e agentes públicos. O objetivo é ampliar etnograficamente e consolidar teoricamente uma reflexão e uma linha de trabalho que vimos perseguindo há duas décadas. Nos últimos anos, a relação de maestria ganhou a atenção de vários autores no Brasil e no exterior, sendo hora de consolidar essa contribuição pioneira, por meio de um investimento coletivo em pesquisa e produção bibliográfica.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Fernando Pereira da Silva Herrero

Ciências da Saúde

Medicina
  • avaliação do impacto da lista de espera para procedimento cirúrgico em indivíduos diagnosticados com escoliose idiopática do adolescente (eia) e suas repercussões para o sistema único de saúde: revisão sistemática com metanálise.
  • A escoliose se caracteriza por um desvio lateral da coluna no plano coronal com um ângulo de Cobb superior a 10 graus, associado a um componente rotacional das vértebras. A Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA) geralmente acomete adolescentes dos 10 aos 18 anos, sendo a mais comum e é a forma encontrada em 90% dos casos de escoliose idiopática e será o tema de foco desse estudo. Os critérios para confirmação do diagnóstico de EIA devem ser feitos através do exame físico e do exame de imagem. Devido à demanda crescente e ao difícil acesso a recursos essenciais para a cirurgia o tratamento cirúrgico de deformidades da coluna vertebral em sistemas de saúde com financiamento público, foi submetido a lista de espera cada vez maiores, esse longos períodos de espera para demonstraram ser prejudicial aos indivíduos diagnosticados com EIA de várias maneiras diferentes, durante a espera a condição de saúde do indivíduo pode progredir, acarretando aumento dos sintomas. Além disso, também pode afetar negativamente a saúde mental e a qualidade de vida do indivíduo. O objetivo desse estudi é estimar os efeitos da espera pela cirurgia na fila do SUS, relacionados a maiores complicações cirúrgicas pelo aumento da curva e pelo efeito financeiro para o sistema de saúde, por meio de uma revisão sistemática com metanálise. O presente estudo será realizado através de uma revisão sistemática da literatura norteada conforme as recomendações do Manual Joanna Briggs Institute Reviewers, das diretrizes da Colaboração Cochrane e do relatório MOOSE. Foram conduzidas buscas preliminares nas bases de dados LILACS, PEDro, SciELO, Science Direct, e Web of Science e PubMed. Os termos utilizados foram: “scoliosis” [AND] “waiting list”. Dois avaliadores, de forma independente, selecionarão os estudos potencialmente relevantes a partir dos títulos, resumos e texto completo. Os avaliadores irão obter os dados dos estudos de forma independente e em formulário padronizado. Os dados obtidos serão submetidos aos tratamentos estatísticos adequados.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 01/01/2020-31/12/2022
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Carlos Frederico Deluqui Gurgel

Ciências Biológicas

Botânica
  • sistemática molecular das espécies de macroalgas marinhas do gênero jania (corallinales, rhodophyta) com ênfase na flora brasileira
  • Algas marinhas vermelhas calcárias e articuladas são componentes essenciais dos ecossistemas costeiros desempenhando diversos serviços ambientais tais como: produção de oxigênio, biomassa vegetal (comida para herbívoros), e servindo de abrigo ou substrato para invertebrados e outras espécies de algas. Um dos gêneros mais comuns de algas calcáreas bentônicas articuladas na costa do Brasil é o gênero Jania (Corallinales, Rhodophyta). Recentemente estudos demonstram o potencial uso econômico das espécies de Jania. São reportados sua utilização como matéria prima na produção de biodiesel, bioestimulantes agrícola, na correção de salinidade e pH do solo, e na nutrição humana e animal devido aos seus perfis de ácidos graxos, proteínas e íons essenciais à alimentação. Testes laboratoriais demonstraram que extratos naturais de Jania apresentam atividade antitumoral (anti-hepatocarcinogênese e antiangiogênese), e potencial uso na biossíntese de nanopartículas de biomateriais com propriedades antimicrobiana. Este projeto tem como objetivo fazer uma revisão da sistemática do gênero Jania no Brasil. Esta revisão se baseará em análises comparadas de dados moleculares (i.e. filogenética molecular de pelo menos dois marcadores, rbcL e cox1), morfológicos, biogeográficos, incluindo a produção de modelos preditivos de distribuição atual e futuro das principais espécies encontradas.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022