Projetos de Pesquisa

 

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William Douglas Gomes Peres

Outra

Divulgação Científica
  • rede contestado para a redução da desigualdades: a inteligência artificial conectando presente, passado e futuro
  • A cultura que envolve a região do Contestado, exacerba a falta de acesso às cientificidades, tecnologias e demais outras áreas, propostas pela chamada, isto porque se faz necessário o apoio financeiro para realização deste evento visto as condições dos municípios e da região participante. Assim, em 2018 e 2019 foram possíveis diversas ações no Contestado, envolvendo inúmeras parcerias e instituições, e essa prática precisa ser continuada visando a redução das desigualdades em conjunto com o desenvolvimento da bioeconomia, da diversidade e da riqueza para o desenvolvimento sustentável local, agora conectada com a inteligência artificial como última fronteira: a de popularizar nos meios adequados o conhecimentos e saberes construídos neste território catarinense. . Com isso é preciso que aconteçam eventos e atividades que relacionem o acesso ao conhecimento e a redução das desigualdades de modo efetivo e atento, construindo uma agenda permanente de práticas de ciência e tecnologia, visando por si só democratizar o acesso e a popularização da educação e da ciência. Educação é instrumento para redução das desigualdades, de sobressalto, o mais importante, porque é a ferramenta de acesso desde os menos instruídos, aos altamente capacitados, conectando conhecimentos e assim, reduzindo fronteiras entre povos e coletividades, ampliando as conexões entre as escolas e as comunidades, seja na pesquisa, extensão ou pela função precípua de ensino das instituições. Diante deste contexto a “Rede Contestado para a redução da desigualdades: diversidade e riqueza para desenvolvimento sustentável”, é uma oportunidade para as pessoas que não tem acesso ao meio acadêmico ingressarem neste ambiente e revisitarem as lições da ciência e tecnologias populares, promovendo a inclusão social e econômica de uma parcela da comunidade através de um despertar comum, combatendo sobremodo as desigualdades sociais exacerbadas na região do Contestado, inclusive trazendo à tona novas visões no arranjo produtivo regional, objetivando o empoderamento e o protagonismo destas comunidades. Desta monta, visam-se ações como concursos de textos e desenhos na rede pública de ensino básico, construção de um seminário local para apresentação de banners sobre as temáticas da semana proposta, de modo a construir a continuidade de uma agenda de semanas acadêmicas do Contestado em forma de seminário ou equivalente construída em conjunto com a comunidade envolvida, para que os acadêmicos partilhem e debatam seus estudos sobre o tema, colocando a região na rota dos eventos científicos nacionais. Assim, o foco deste projeto é, promover eventos e ações de divulgação e popularização da ciência que, por meio da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, estimulem a curiosidade científica, o caráter inquiridor e o pensamento crítico dos cidadãos, sendo um dos caminhos a realização do Segundo Congresso Nacional do Contestado, tornando-se este um espaço de construção e vazão das discussões históricas, culturais, antropológicas, econômicas, sociais, entre tantas outras, oportunizadas através da implantação de um espaço acadêmico de debates e trocas não apenas regionais, mas nacionais que reflitam no Contestado. A preocupação com a qualidade de vida das famílias que vivem nesta região também justifica a inserção de aspectos ambientais na proposta. Saber gerenciar os materiais comprados e os resíduos produzidos, além de colaborar para a economia de dinheiro traz benefícios ambientais e sociais. Com foco nesta prática, pretende-se abordar na Semana do Contestado, atividades que reutilizem materiais, ou nas quais se usem insumos simples que se possui em casa para disseminação de práticas de ciência popular, como fazer sabão, hortas verticais, soro caseiro, dentre outros, e que estes possam também complementar a renda da família, seja na criação de produtos artesanais, dispostos a venda durante a semana, seja pela simples atitude de reutilizar e não precisar adquirir o produto novamente. Desta forma, ainda, celebrar a ciência medicinal popular, através do resgate histórico dos remédios caseiros, chás de plantas e ervas medicinais que visem, acima de tudo, dar condição caseira para tratar de patologias simples através destas ervas medicinais e dos conhecimentos populares é uma maneira de alicerçar a saúde pública, pelo conhecimento extra-muros. Fajardo, Calage e Joppert (2002) destacam que a pouca oferta de empregos para grupos específicos da população tem despertado nas pessoas o desejo de obter uma renda através do trabalho autônomo. As atividades visam movimentar os espaços públicos da comunidade de Caçador e região, visando estimular a livre circulação e apropriação do conhecimento a todas as camadas da sociedade, em especial as socialmente vulneráveis, trabalhando nas regiões mais pobres, com atividades nômades e concomitantes em várias comunidades da região, tais como oficinas, palestras, rodas de conversa, celebração de arte popular, fomento a religiosidade como fenômeno de estudo científico, instalação de hortas comunitárias e divulgação de ervas medicinais, entre outras, para estimular o desenvolvimento da economia solidária. As mulheres da região do Contestado sofrem em demasia com o preconceito e com a violência, doméstica principalmente. Os eventos em sua amplitude, pretendem também trazer as mulheres para o centro do debate, visando o fortalecimento e empoderamento das mesmas. Isto se dará através da apresentação de instituições de proteção, de discussões e explanações sobre seus direitos, buscando, desta maneira contribuir no acesso à informação e as possibilidades de ajuda oferecidas. É necessário destacar também que uma das maneiras de fortalecer os debates acerca de empoderamento feminino passa, sem sombra de dúvidas, pelo despertar científico das mesmas, e nisto o estabelecimento na região dos Institutos Federais e a parceria destes com as Universidades e as escolas da rede básica de ensino se tornam essenciais.
  • Instituto Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 22/10/2020-30/04/2021
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William Ernest Magnusson

Ciências Biológicas

Ecologia
  • monitoramento ambiental da biodiversidade de áreas de conservação na amazonia e na flona tapajós - pa, brasil.
  • A Amazônia é considerada o bioma de maior diversidade biológica do planeta. Dentro deste bioma, em território nacional, se encontram Unidades de Conservação enquadradas em diversas categorias. Muitas dessa UCs carecem de conhecimento científico acerca dos diversos grupos taxonômicos nelas presentes devido à grande extensão geográfica do bioma amazônico, bem como a imensa biodiversidade presente. Uma das alternativas para o melhor conhecimento da biodiversidade ocorrente nas muitas UCs amazônicas do Brasil é o monitoramento participativo por pessoas locais. Lançando mão do esforço amostral auxiliado por pessoas residentes nas comunidades locais, este tipo de monitoramento, além de auxiliar o monitoramento científico clássico realizado por especialistas, contribuindo para a ampliação de levantamentos faunísticos e florísticos das localidades em questão, também é muito importante do ponto de vista da conservação ambiental, pois fomenta e incentiva o interesse e a atuação de pessoas locais na preservação dos muitos ambientes presentes nas UCs, fornecendo subsídios para estudos ecológicos de comunidades e populações, e gerando dados para futuras tomadas de decisões estratégicas. Além disso, a aquisição de conhecimento sobre os diversos grupos taxonômicos pode auxiliar as comunidades locais a desenvolverem alternativas de renda baseadas em atividades como turismo ecológico e científico. Com base nesses conceitos, o presente projeto apresente três alternativas de pesquisa científica que integram monitoramento de grupos taxonômicos em Unidades de Conservação, de diferentes categorias, com produção de conteúdo a ser utilizado pelas comunidades locais, bem como treinamento desses comunitários em técnicas básicas de identificação e amostragem. A primeira pesquisa será desenvolvida na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, onde haverá levantamento faunístico e florístico, iniciando avifauna, com a finalidade de relacionar a assembleias de aves de sub-bosque com a estrutura florestal, utilizando o auxílio de moradores locais que simultaneamente receberão treinamento, concluindo com a confecção de um guia de identificação das espécies encontradas na localidade. A segunda pesquisa ocorrerá na Floresta Nacional do Tapajós onde haverá o levantamento da anurofauna e posterior correlação desta com diversas variáveis ambientais, com o objetivo, entre outros de maior complexidade científica, de criar de um aplicativo digital de identificação das espécies locais. A terceira pesquisa procura estudar os padrões de diversidade da ictiofauna no interflúvio Purus-Madeira, região onde há um mosaico de UCs, e posterior criação de ferramentas de identificação de espécies que auxiliem no monitoramento participativo.
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - AM - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022