Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Suzana Guimaraes Leitao

Ciências da Saúde

Farmácia
  • plantas da biodiversidade amazônica com potencial para o desenvolvimento de fármacos a partir do conhecimento tradicional associado
  • Este projeto pretende dar continuidade às pesquisas iniciadas em 2007 quando nosso grupo de pesquisa na UFRJ obteve a primeira autorização do Brasil junto ao CGEN para acesso ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA) com fins de bioprospecção. Desde então, vimos desenvolvendo estudos etnobotânicos/etnofarmacológicos de espécies medicinais utilizadas por comunidades quilombolas de Oriximiná-PA. Dentre as etnoespécies de interesse, destacam-se, a Saracura-mirá (Ampelozizyphus amazonicus Ducke); a Salva-de-Marajó (Lippia origanoides Kunth, Verbenaceae) e o Breu (diferentes espécies dos gêneros Protium, Trattinnikia e Tetragastris – família Burseraceae). Nosso grupo de pesquisa tem se interessado pelo estudo da Lippia origanoides desde 2003, quando a mesma foi apontada como uma das espécies de maior importância para as comunidades quilombolas de Oriximiná, onde é conhecida como “Salva-de-Marajó”, e a espécie mais utilizada por parteiras da região para cólica menstrual, “inflamação de útero”, para descer o sangue pós-parto, dentre outras. Desde então vimos estudadando seu potencial medicinal e aromático, tendo descrito na literatura suas propriedades anti-inflamatórias, aromáticas, antimicrobianas e, mais recentemente, dados sobre seus constituintes não voláteis (flavonoides e fenilpropanóides glicosilados). Tendo em vista o valor medicinal da L. origanoides, consideramos que a espécie possui grande potencial para desenvolvimento tecnológico de um fitoterápico anti-endometriose. A outra espécie que já vem sendo estudada pelo nosso grupo há cerca de 8 anos é a Saracura-mirá - Ampelozizyphus amazonicus Ducke, para a qual temos produzido estudos químicos e biológicos. A planta é utilizada nas comunidades e em toda Amazônia como fortificante, afrodisíaca e estimulante, e consumida na forma de uma bebida aquosa, para a qual nosso grupo pôde demonstrar propriedades imunomoduladoras e adaptógenas. A complexa química desta espécie, para a qual havia apenas dois trabalhos publicados nos últimos 20 anos, tem sido desvendada pelo nosso grupo desde 2013. Outro produto que tem despertado o interesse do grupo nos últimos anos é o breu, que apresentou 100% de concordância de uso entre os entrevistados em Oriximiná, que o citaram para o combate à dor de cabeça e enxaqueca, por inalação. Estudos realizados por nós com amostras de breu coletadas em Oriximiná, em modelo de analgesia in vivo, demonstraram que a inalação por nebulização de uma dispersão do óleo essencial do breu em propilenoglicol (10%) e água diminuiu, significativamente, o número de contorções abdominais em camundongos. Nesse projeto, nos propomos a continuar os estudos com as espécies propostas, e contribuir com conhecimentos acerca da etnobotânica, química, biotecnologia e farmacologia das mesmas.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
Foto de perfil

Suzana Leitão Russo

Engenharias

Engenharia de Produção
  • indução da cooperação universidade-inústria para o desenvolvimento tecnológico
  • O desenvolvimento científico e o desenvolvimento tecnológico desempenham um papel importante nos sistemas de inovação, e a existência de facilitadores na relação universidade-indústria é essencial para um aumento nessa relação. Incentivar e promover as essas parcerias é um dos desafios da nossa atualidade. Nesse contexto, esse estudo pretende um produto (aplicativo/software) que modele e avalie a relação de cooperação universidade-indústria possibilitando identificar o perfil dessa relação atualmente. Também, pela importância da união de conhecimentos científicos e tecnológicos, pretende-se avaliar a produção acadêmica dos pesquisadores que possuem interação com indústrias e comparar com os demais pesquisadores. Para isso serão utilizados dados da Web of Science Direct, da Scopus e do Google Acadêmico, no período entre 2005 a 2016. Além disso, compreender e realizar uma avaliação temporal dessas relações, e avaliar o impacto da Lei de Inovação Brasileira no aumento das produções tecnológicas e no número de parcerias, utilizando como base os dados do INPI. Assim como, o presente estudo buscará modelar a série histórica da produção, tecnológica e acadêmica, de pesquisadores de universidades federais, com a utilização de modelos de séries temporais (Box e Jenkins). Isso é importante, uma vez que a existência de sistemas de parcerias entre pesquisadores e indústrias, onde há fluxos de informação e de conhecimento são trocados por todos os agentes é uma das ferramentas fundamentais para o desenvolvimento do país.
  • Universidade Federal de Sergipe - SE - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
Foto de perfil

Suzana Maria De Conto

Ciências Sociais Aplicadas

Turismo
  • indicadores de sustentabilidade em restaurantes como requisito para a gestão da sustentabilidade no turismo
  • A atividade turística se consolida por meio da mobilidade proporcionada pelos sistemas e redes de transporte, como também pelos serviços oferecidos pelos setores gastronômicos. Assim, cabe a esses setores oferecer serviços de qualidade aos turistas respeitando os princípios da sustentabilidade. Considerando a importância dos indicadores de sustentabilidade para avaliar o desempenho da gestão de restaurantes, a pesquisa tem por objetivo analisar os indicadores de sustentabilidade implantados em restaurantes e sua relação com os princípios da gestão e do turismo sustentável. A pesquisa caracteriza-se como exploratória/descritiva e bibliográfica. A investigação, primeiramente, consiste na análise das dissertações e teses sobre sustentabilidade em restaurantes que se encontram disponibilizadas no Banco de teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES. Este tipo de pesquisa tem por objetivo mapear e analisar a produção acadêmica em diferentes campos do conhecimento, em diferentes instituições do país, em especial na área do turismo. Na segunda etapa, de abordagem qualiquantitativa, a pesquisa centra-se nas informações de clientes de restaurantes, de gestores, observação de práticas sustentáveis implantadas em restaurantes e determinação de indicadores de sustentabilidade nesses empreendimentos. A Região Uva e Vinho e Região das Hortênsias serão as regiões turísticas da Serra Gaúcha selecionadas para pesquisa. Serão selecionados dois restaurantes para a determinação dos indicadores. Também, está previsto, via Sindicatos da gastronomia das duas regiões, o envio de questionários para seus restaurantes associados no sentido de identificar a implantação de indicadores de sustentabilidade. Para a definição dos clientes de restaurantes serão selecionados os participantes de dois eventos científicos (Seminário de Pesquisa em Turismo do Mercosul – SeminTUR e Seminário da Associação Nacional de Pesquisa e Pós?Graduação em Turismo - ANPTUR), hóspedes de dois meios de hospedagem e os professores do corpo permanente dos programas de Pós-Graduação Stricto Sensu no Brasil na área do Turismo. Utilizar-se-á um Questionário, estruturado com perguntas abertas e fechadas, que conterá perguntas relacionadas a dados gerais do participante e relacionadas a critérios sustentáveis de seleção de restaurantes e ações sustentáveis implantadas nesses empreendimentos (Questionário 1 com hóspedes e clientes de restaurantes). A coleta de dados será realizada em diferentes momentos e forma: para os meios de hospedagem os questionários serão aplicados em duas semanas de alta temporada; para os participantes da ANPTUR e SEMINTUR e professores dos programas de Pós-Graduação, será utilizado o Google Forms (ferramenta online). Serão realizados três pré-testes no instrumento de coleta de dados com pessoas que costumam viajar e frequentar restaurantes e que não participarão da pesquisa, no sentido de validar as perguntas do questionário antes de sua aplicação. O Questionário 2 (gestores de restaurantes), trata-se de um questionário estruturado com perguntas abertas e fechadas sobre indicadores de sustentabilidade adotados nos restaurantes. Os mesmos serão encaminhados on line por meio dos sindicatos da gastronomia das duas regiões selecionadas. A identificação das ações sustentáveis implantadas nos restaurantes será realizada via Website e in loco. Os seguintes indicadores são alvo da pesquisa: Indicadores da dimensão ambiental: a) Consumo de água/cliente/refeição; b) Consumo de água/usuário/mês; c) Consumo de energia/cliente/refeição; d) Consumo de energia/usuário/mês; e) Geração de resíduos/cliente/refeição; f) Geração de resíduos/usuário/mês; g) Percentual de receita bruta aplicado em iniciativas socioambientais; h) Número de ações de conservação de áreas naturais, flora e fauna; i) Quantidade de vegetação nativa removida e j) Quantidade de vegetação nativa plantada. Indicadores da dimensão socioambiental: a) Percentual de receita aplicada em iniciativas socioculturais; b) Quantidade de ações socioculturais; c) Percentual de satisfação dos clientes; d) Quantidade de ações de apoio à divulgação e promoção da cultura local e e) Quantidade de ações de apoio à capacitação. Indicadores de dimensão econômica: a) Número de clientes/dia; b) Percentual de satisfação do cliente; c) Quantidade de horas de capacitação/colaborador; d) Número de acidentes de trabalho (sem afastamento/com afastamento); e) Número de acidentes com clientes; f) Margem de contribuição; g) Lucratividade; h) Taxa de retorno sobre o investimento e i) Quantidade de fornecedores locais contratados.
  • Universidade de Caxias do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
Foto de perfil

Suzana Maria Gico Lima Montenegro

Engenharias

Engenharia Sanitária
  • estudo de atributos hidrológicos como suporte à gestão de recursos hídricos no estado de pernambuco
  • Atualmente, cerca de metade da população mundial vive em áreas que apresentam uma potencial escassez de água pelo menos uma vez ao ano, e essa quantidade de pessoas atingidas pela indisponibilidade hídrica poderá aumentar consideravelmente até 2050, com um total de até 5,7 bilhões de indivíduos sendo afetados. Nesse sentido, o setor de Ciência e Tecnologia mundial vem sendo instigado a fornecer subsídios para a análise de cenários de planejamento de setores como abastecimento, produção de energia, alimentos, desenvolvimento urbano e rural etc., considerando os efeitos que as mudanças climáticas poderiam causar, a curto e longo prazo, nos recursos naturais e os impactos sociais e econômicos resultantes desse processo. De acordo com o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), em seu quinto e mais recente relatório, lançado em 2013, as regiões áridas e semiáridas são, particularmente, as mais expostas às mudanças climáticas e devem ser sensivelmente afetadas pela redução de disponibilidade dos recursos hídricos. Processos hidrológicos serão alterados e problemas como salinização da água subterrânea superficial, redução de vazão e consequentes prejuízos de geração de energia em bacias hidrográficas poderão ser comuns. Em consequência disso, a manutenção de projetos de irrigação e abastecimento da população poderão ser severamente afetados. Dentro desse contexto, deve-se considerar que, no Brasil, Pernambuco é o estado com maior limitação em quantidade de água por habitante. Além disso, cerca de 89% do estado encontra-se inserido no semiárido, onde as chuvas são escassas e irregulares. A precipitação no estado pode variar de 500 mm/ano no sertão a 2000 mm/ano no litoral. Contraditoriamente, é nas bacias litorâneas que 80% dos volumes aproveitáveis de água precipitada estão localizados, visto que no semiárido, características morfológicas não permitem a construção de grandes reservatórios. É importante destacar, ainda, que desde 2012 o Nordeste vem passando pela sua maior crise hídrica nos últimos 30 anos. Nesse período, a seca vem afetando severamente a região, com mais de 1.400 municípios impactados em diferentes graus. Diante disso, cresce a necessidade de compreender adequadamente os diversos fatores que regulam o balanço hídrico e interferem na disponibilidade hídrica e sua qualidade, como forma de adaptar ou implantar soluções permanentes de convivência com a seca. Nos últimos anos, em virtude da problemática relacionada ao uso e gerenciamento racional dos recursos hídricos, surgiu com maior força a necessidade de estudos focados na modelagem hidrológica, com a previsão de cenários futuros baseados nos impactos de modificações no uso e ocupação do solo e mudanças climáticas sobre a dinâmica de recursos hídricos ao longo do tempo na região. Aliado a isso, há poderosas ferramentas baseadas em geoprocessamento e sensoriamento remoto, que permitem a detecção e mapeamento de áreas mais vulneráveis, além de permitir, com maior precisão, estimar processos essenciais ao balanço de radiação, com impactos diretos nos recursos hídricos, como o albedo e evapotranspiração. Não se deve desconsiderar, no entanto, estudos em bacias experimentais e representativas, que fornecem a principal fonte de dados e ponto de partida para a modelagem e geoprocessamento. Nesse sentido, o monitoramento de variáveis hidrológicas, escoamento superficial e produção de sedimentos é essencial. Considerando a quantidade de processos que podem alterar, quantitativamente e qualitativamente, a disponibilidade dos recursos hídricos, especialmente em Pernambuco, situado em área de grande risco, fica claro que compreender a dinâmica desses processos e como eles alteram o ambiente é essencial na adoção de ações e políticas de mitigação e convivência com as secas como forma de evitar problemas de ordem social e econômica.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022