Projetos de Pesquisa

 

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Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis

Ciências Sociais Aplicadas

Direito
  • examinando a pobreza multidimensional em municípios da rmc utilizando a abordagem consensual
  • Pobreza e desigualdade são problemas que estão profundamente enraizados no país, o qual também se encontra em uma encruzilhada política sendo necessárias mudanças para direcionamento de políticas públicas sociais. Nesse contexto, compreender a extrema pobreza no Brasil, como ela pode ser melhor medida e se diferentes grupos sociais compartilham de um entendimento comum sobre pobreza, é essencial. Os dados sobre pobreza no Brasil são definidos de forma bastante restrita, com estimativas oficiais baseadas, em sua grande maioria, em informações sobre renda e gastos familiares. Entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável está o objetivo 1, “Erradicação da Pobreza”, exigindo que os Estados erradiquem a pobreza extrema, devendo até 2030, reduzir pelo menos à metade a proporção de homens, mulheres e crianças, de todas as idades, que vivem na pobreza, em suas diversas dimensões. Isso requer métodos novos e inovadores para a coleta de dados. A Abordagem Consensual é considerada um dos poucos métodos eficazes para avaliação da pobreza multidimensional. Desenvolvida no Reino Unido, e reforçada como “boa prática” pelo Grupo de Especialistas das Nações Unidas sobre Estatísticas de Pobreza (Rio Group), tem como premissa a ideia de que os indicadores de padrão de vida (e de pobreza) devem incorporar os pontos de vista dos membros daquela sociedade. Assim, o problema norteador da pesquisa é: Como diferentes grupos sociais em dois municípios díspares da RMC compreendem a natureza e as causas da pobreza e da privação? A pesquisa trabalha com a hipótese geral de que, independente da cultura, do grupo social e da região, há um consenso sobre o que as pessoas creem ser um padrão de vida minimamente aceitável, por exemplo, que as necessidades básicas das pessoas devem ser atendidas. A plausibilidade do problema de pesquisa e da hipótese restam nos estudos já desenvolvidos entre os anos de 2019 e 2021, no Brasil com resultados publicados.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025
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Ana Elisa Toscano Meneses da Silva Castro

Ciências da Saúde

Nutrição
  • desnutrição perinatal, plasticidade fenotípica e fator de crescimento fibloblástico 19 : uma abordagem experimental promissora para a terapia da paralisia cerebral
  • Após permanecer praticamente inalterada durante cinco anos, a prevalência de desnutrição aumentou 1,5% em 2020. A desnutrição associada à Paralisia Cerebral (PC) apresenta alta incidência na infância (46 a 90%). Ademais, crianças com PC apresentam dificuldades na alimentação, levando a um quadro de desnutrição. No Brasil, sete a cada 1.000 crianças nascidas vivas são portadoras de PC. O Brasil também reúne condições favoráveis para a má-nutrição, agravando o quadro dos indivíduos acometidos pela PC. A PC ocorre durante um período crítico do desenvolvimento neuromuscular, onde pode ocorrer os mecanismos inerentes à plasticidade fenotípica. Em parceria com colaboradores mexicanos observamos que atrofia muscular compromete a atividade locomotora e é agravada pela desnutrição perinatal na PC. Colaboradores franceses desse projeto publicaram na revista Nature Medicine que o tratamento com o fator de crescimento fibroblático 19(FGF19) causou hipertrofia do músculo esquelético em camundongos, e em humanos aumentou substancialmente o tamanho dos miotubos in vitro. Nós postulamos que o FGF19 reverte a atrofia do músculo já instalada, protegendo o indivíduo com PC associada ou não à desnutrição perinatal, assim podemos observar a resposta adaptativa imediata ao FGF19. Portanto, em ratos submetidos paralisia cerebral experimental associada à desnutrição perinatal analisaremos a maturação somática e reflexa, a ingestão alimentar, a calorimetria indireta, a atividade locomotora, características da marcha, a força muscular, a coordenação motora, a mobilidade articular, a atividade enzimática e tipos de fibras musculares, além da análise molecular das vias de síntese e degradação proteica muscular, a morfologia óssea e cerebral e a proliferação de células neurais precursoras e perfil das micróglias. Esse projeto inovador favorecerá a formação de recursos humanos, a produção científica e o intercâmbio acadêmico e científico.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025
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Ana Estela Haddad

Ciências da Saúde

Odontologia
  • abordagens inovadoras na implantação da teletriagem: estudo comparado entre rede de atenção à saúde bucal e serviços isolados de alta vulnerabilidade social.
  • A teletriagem é definida como a avaliação de sintomas realizada virtualmente, capaz de direcionar o paciente à especialidade ou definir o melhor momento para o atendimento presencial. É capaz de diminuir as filas de atendimento e os riscos de contaminação. Em regiões de vazios assistenciais , situações de urgência são críticas. Outra lacuna é a ausência de um protocolo de classificação de risco nas UBS. Diante da pandemia de COVID-19, locais como o Instituto para cegos Benjamin Constant (IBC) tiveram as atividades clínicas paralisadas devido ao risco de contaminação, somado às especificidades da população com deficiência visual. Faltam protocolos e estudos que comprovem a eficácia e os limites da Teleodontologia em diferentes situações clínicas. A hipótese desse estudo é que a teletriagem de urgência possa favorecer o correto manejo do paciente, a orientação e planejamento do atendimento presencial mais resolutivo. Espera-se identificar nós críticos na implementação da Teletriagem em diferentes modelos de serviços de atenção à saúde bucal. Trata-se de um estudo de implementação da teletriagem em três serviços distintos: nas Unidades Básicas de Saúde do município de Carangola/MG, no Barco Hospital Papa Francisco – que atende populações ribeirinhas no estado do Pará, vinculado ao SUS – e no Instituto Benjamin Constant (RJ), sob coordenação do Núcleo de Telessaúde e Teleodontologia FOUSP-SAITE (NuTes FOUSP-SAITE). Serão incluídas crianças entre 03 e 13 anos, todos os participantes serão avaliados por teleconsulta utilizando um questionário validado, classificados e alocados em dois grupos, acompanhados por dois anos: G1: TRATAMENTO DE URGÊNCIA e G2: TRATAMENTO ELETIVO (critérios da ADA e CFO). Serão mensurados dados de qualidade de vida, dor e desconforto e satisfação. Análise de Regressão de Poisson poderá ser utilizada para avaliar a influência de algumas variáveis.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025