Projetos de Pesquisa

 

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Rosângela Alves de Oliveira

Ciências Sociais Aplicadas

Serviço Social
  • economia solidária e comunidades tradicionais: a autogestão como tecnologia social apropriada pelas comunidades tradicionais no rio grande do norte
  • O projeto “Economia solidária e comunidades tradicionais: a autogestão como tecnologia social apropriada pelas comunidades tradicionais no Rio Grande do Norte”, nasce da constatação de que em meio a uma das maiores crises do sistema hegemonizado pelo capital, os setores populares procuram criar alternativas como forma de resistência. Entre estas alternativas estão as iniciativas de geração de trabalho e renda caracterizada pela posse coletiva dos meios de produção e pelo controle dos processos de trabalho através da autogestão, cooperação e solidariedade sob controle dos trabalhadores associados em diversos empreendimentos econômicos solidários. Paradoxalmente, são perceptíveis enormes avanços tecnológicos na base material do atual sistema hegemônico, ao mesmo tempo em que milhões de pessoas são atiradas em situação de vulnerabilidade alimentar. É um sistema que não conseguiu resolver a questão mais elementar dos seres vivos que é a garantia do alimento necessário para manter a espécie. No atual estagio de desenvolvimento, a natureza reage à condição de mero “recurso” subordinado ao crescimento econômico e isso exige novas estratégias para enfrentamento da velha “questão social.” É nesse cenário que os Povos e Comunidades Tradicionais podem desempenhar um papel preponderante nos movimentos de resistências ao sistema do capital. Por serem possuidores de uma memória ecológica, por estar nas suas terras de origem, conhecer processos de trabalho e tecnologias apropriadas para suas reais necessidades, por terem identidade cultural. Isso nos faz desconfiar que aí resida elementos que se forem potencializados, podem apontar para um outro processo de sociabilidade. A Universidade é um espaço privilegiado para a produção do conhecimento. Este conhecimento deve ser pautado pelo principio da pluralidade. Com base nessa compreensão, entendemos que a Incubadora de Inciativas e Empreendimentos Solidários – INICIES/UFRN pode dialogar com o mundo do trabalho, realizar um processo de mudança cultural, ser um espaço do pensamento, da produção do conhecimento que busca no real, suas explicações. A partir disso, INICIES apresenta três comunidades tradicionais com as quais já desenvolve ações e precisam ser potencializadas:a)Associação de Maricultura e Beneficiamento de Algas de Pitangui: as mulheres e o processo de autogestão no cultivo e beneficiamento de macroalgas no litoral norte do Rio Grande do Norte; b) O Cercado Tapiocaria: Trabalho, renda e economia solidaria em dialogo com a Jurema Sagrada e; c) Reserva de Desenvolvimento Sustentável Ponta do Tubarão: Banco comunitário como tecnologia social apropriada na comunidade pesqueira de Macau. Pela condição de vulnerabilidade a que são expostas, os integrantes desses projetos estão incluídos no cadastro único, muitas delas usuárias dos benefícios sociais. É sabido que os programas sociais devem ser a porta de entrada para que essas pessoas possam garantir o mínimo necessário para sobrevivência, mas que é necessário construir alternativas que as levem ao mundo do trabalho, a inclusão produtiva. Desta forma, é possível afirmar que este projeto da forma que foi planejado dialoga com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) na medida em que poderá conservar e usar sustentavelmente os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável, reduzir a desigualdade dentro dos países e alcançar a igualdade de gênero empoderando as mulheres. As tecnologias sociais apropriadas/adaptadas para essas populações devem primar pelo fortalecimento das comunidades envolvidas, de forma que o conhecimento sobre a realidade que lhe afeta seja objeto de seu processo emancipatório. Por isso, as tecnologias sociais que promovam o diálogo e a participação entre os sujeitos são indispensáveis na construção da realidade objetiva e na formação de novos conhecimentos. A INICIES entende que o desenvolvimento sustentável e solidário precisa interagir com a realidade das trabalhadoras e trabalhadores, entranhando-se no seu cotidiano, tornando-se ponto de articulação e reflexão da diversidade de experiências, culturais, simbólicas, econômicas e políticas, vivenciadas pelas comunidades rurais e urbanas. O projeto ora apresentado expõe a preocupação da UFRN, enquanto universidade pública, de contribuir e apoiar o desenvolvimento regional sustentável e solidário, por meio de ações de intervenção junto e em conjunto com as comunidades, ao mesmo tempo em que busca a sua excelência no tripé Ensino-Pesquisa-Extensão. Quanto aos resultados do projeto, no campo acadêmico, a INICIES propiciará aos discentes envolvidos, o desenvolvimento das habilidades e competências profissionais, complementares ao ensino da universidade, a partir das experiências cotidianas junto às comunidades tradicionais. Levando em conta a relação dialética que deve existir entre a universidade e a sociedade, é perceptível que o desenvolvimento das atividades acadêmicas precisa gerar benefícios sociais, econômicos, ambientais e culturais para a comunidade. A expectativa é que as ações possam contribuir de forma efetiva para o aumento de renda e melhoria da qualidade de vida das famílias envolvidas. Quanto à organização social espera-se que os atores envolvidos nas ações possam exercitar a autogestão, que tenham controle e se apropriem de seus processos organizativos, que possam também estar inseridos nos diversos espaços de controle social das políticas públicas de Economia solidária. No que se refere aos resultados ambientais espera-se fortalecer a preservação ambiental, o aumento na compreensão da preservação e manutenção de áreas ameaçadas. No que se refere aos resultados tecnológicos espera-se que as tecnologias sociais sejam apropriadas e disseminadas entre outros povos e comunidades dando maior solidez para a viabilização econômica e social dos povos e comunidades tradicionais envolvidas.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 01/12/2018-30/05/2021
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Rosângela Assis Jacques

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • utilização da espectrometria de massas de alta resolução no estudo da influência do tipo de plantio e etapas do processo de industrialização sobre os compostos fenólicos e metilxantinas da erva-mate
  • A erva-mate é conhecida por terem sido identificados um grande número de compostos bioativos, os quais são responsáveis por seus benefícios, tornando-a um ótimo produto para ser explorado. Com o aumento do desenvolvimento de produtos nos mercados de bebidas, cosméticos, medicamentos e higiene derivados da erva-mate, seu potencial tornou-se visível, aumentando o número estudos fitoquímicos para conhecer e explorar ainda mais o potencial da planta. No Ministério da Saúde no Brasil há o registro de 14 preparações derivadas da planta e na Alemanha existem 452 produtos comerciais à base desta espécie. De vários compostos conhecidos e responsáveis pelas propriedades benéficas da erva-mate, destacam-se dois em maior quantidade, os polifenóis (derivados do ácido clorogênico) e as metilxantinas (teobromina e cafeína). As etapas do processamento da erva-mate têm influência direta na sua composição físico-química e, consequentemente, nos teores desses compostos. Neste projeto pretende-se estudar a influência do tipo de plantio (crescimento a pleno sol e sombra) e etapas do processamento industrial (secagem, sapeco e torrefação) sobre duas classes de compostos (metilxantinas e compostos fenólicos) e potencial antioxidante da erva-mate provenientes da indústria ervateira. A extração dos compostos será realizada pela técnica de ultrassom e extração acelerada por solventes utilizando os solventes etanol,metanol e acetato de etila. . Estas técnicas serão comparadas com a extração supercrítica (ESC) aplicada em diferentes condições de pressão (100, 200 e 300 bar) e temperatura (40, 50 e 60°C) empregando o dióxido de carbono (CO2) como solvente. O etanol será utilizado como cossolvente na ESC em proporções de 2,5, 5,0 e 7,5% na condição de 300 bar e 50°C. A melhor condição de extração será utilizada para todas as amostras de erva-mate. A técnica analítica da cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas de alta resolução (HPLC-DAD-ESI-qTOF-MS) será utilizada para a caracterização e quantificação dos extratos e a atividade antioxidante pelo método ORAC (oxygen radical absorbance capacity). Após a análise quantitativa será investigada as semelhanças e diferenças dos perfis químicos das amostras de erva mate estudadas, mediante o emprego de análise de componentes principais (PCA, do inglês Principal Component Analysis).
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Rosangela Bergamasco

Engenharias

Engenharia Sanitária
  • utilização de materiais bioadsorventes funcionalizados para tratamento de águas contaminadas
  • Desastres ambientais são raros, mas sua ocorrência impressiona especialmente pelo grande impacto ecológico que o mesmo é capaz de ocasionar a uma determinada área e população. Há exatamente um ano atrás, a nação assistiu por meio da imprensa televisiva o maior desastre ambiental já visto no Brasil, que ocorreu graças ao rompimento de barreiras que armazenavam cerca de 62 milhões de m3 de lama formada por dejetos oriundos da extração de minério de ferro em Mariana, Minas Gerais. A tecnologia convencional de tratamento de água de abastecimento e efluentes que, em geral, envolve as etapas de neutralização, coagulação, floculação, decantação e filtração em adição as plantas de tratamento biológicos, aeróbias ou anaeróbias convencionais, apresentam limitações, em especial, a dificuldade de atingir os valores dos limites residuais de alguns contaminantes estabelecidos pela legislação vigente, como metais e pesticidas. O tratamento convencional de água e efluentes se limita a processos que visam propor uma solução para o tratamento após desastres, que podem ser ocasionados por inúmeros acidentes envolvendo transporte (tombamento de cargas), resíduos industriais, enchentes, entre outras formas de acidentes que tenham impacto ao meio ambiente. Assim, estudos que visem o tratamento alternativo de água são importantes. Um processo que tem apresentado resultados promissores na remoção de contaminantes da água é a adsorção. O grupo de pesquisa do Laboratório de Gestão, Controle e Preservação Ambiental (LGCPA) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) vem estudando materiais bioadsorventes como as sementes, cascas e vagens da Moringa oleifera para remoção de contaminantes da água. Dessa forma, a presente proposta será focada na utilização de bioadsorventes provenientes de resíduos agroindustriais para remoção de contaminantes presentes em águas, visando o desenvolvimento de um processo de tratamento funcional e de baixo custo, reduzindo o risco de impacto na população e no meio ambiente.
  • Universidade Estadual de Maringá - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Rosângela Custodio Cortez Thomaz

Ciências Sociais Aplicadas

Turismo
  • observatório turístico intermunicipal da estância turística de avaré e do município de interesse turístico de rosana (estado de são paulo).
  • Este projeto tem por objetivo a criação de um Observatório Turístico Intermunicipal que atuará em duas localidades do Estado de São Paulo: a Estância Turística de Avaré e o Município de Interesse Turístico (MIT) de Rosana, o primeiro considerado Estância Turística desde 2002 e o outro nomeado MIT em 2017. Ambos municípios foram escolhidos como objeto de estudo do Observatório por sediarem instituições com grupos de pesquisa na área de Turismo; respectivamente, o Instituto Federal de São Paulo (Campus Avaré) com o Grupo de Estudos em Hospitalidade e Lazer (GEHLA) e a Universidade Estadual Paulista (Campus Rosana) com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Turismo Rural (GEPTER). O trabalho se centrará na pesquisa de oferta e demanda turística, identidade turística dos municípios, capacitação do trade, conscientização para o turismo e consolidação da rede. O projeto será desenvolvido pelos pesquisadores do GEPTER e do GEHLA sob a liderança das Profas. Dras. Rosângela Custodio Cortez Thomaz e Luciana Pereira de Moura Carneiro, a partir do know-how do Centro de Estudos e Investigacións Turísticas (CETUR) da Universidade de Santiago de Compostela, na pessoa do Prof. Dr. Xosé Manuel Santos Solla.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Rosangela Ferreira Rodrigues

Ciências Biológicas

Morfologia
  • portas abertas para a ciência e a inclusão – recursos tecnológicos no estudo da anatomia
  • A proposta consiste em divulgar para a comunidade que a ciência pode ser propriedade de todos, independente das limitações que apresentem de forma temporária ou permanente. A divulgação será realizada através da disponibilização, de forma virtual, de parte dos laboratórios e acervo de peças anatômicas do Departamento de Morfologia, do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas, a alunos do ensino básico e comunidade em geral. Neste público alvo estão incluídos alunos da educação especial, que possuem limitações visuais e auditivas, e que conhecerão um projeto desenvolvido no departamento que evidenciará, através de modelos biológicos sensoriados, o potencial das tecnologias assistivas em possibilitar alternativas para a inclusão. A proposta, em concordância com o edital, vai contemplar o evento denominado PORTAS ABERTAS PARA A CIÊNCIA E A INCLUSÃO – RECURSOS TECNOLÓGICOS NO ESTUDO DA ANATOMIA, que será realizado, de forma virtual, devido a situação que o país enfrenta e que, possivelmente, não terá sido completamente regularizada até a semana em questão. Participarão das atividades professores e alunos da UFPel, UFSM e IFSul, assim como também outros colaboradores externos. As atividades ocorrerão nas dependências do Departamento de Morfologia, pertencente ao instituto de Biologia da UFPEL, localizado no município de Pelotas, e nas dependências do Departamento de Morfologia, localizado no município de Capão do Leão. A unidade do Departamento de Morfologia, localizado no município de Pelotas, fica na Faculdade de Medicina e possui o acervo referente a Anatomia Humana, que será utilizado para evidenciar as peculiaridades de cada órgão que compõe os diferentes sistemas orgânicos, assim como destacar algumas condições patológicas. O acervo consiste de modelos artificiais e naturais, tendo cada uma das peças sido preparadas com a finalidade de explorar a morfologia de determinada região ou estrutura anatômica. O acervo possui modelos de todos os sistemas e órgãos estudados nas disciplinas de Anatomia Humana, possibilitando explorar todo o corpo humano e seus aspectos anatomofuncionais. A visita se estenderá às dependências da anatomia microscópica, que contém em seu acervo uma coleção de modelos, representativo das diversas fases da fecundação. Neste local fica também o laboratório de preparo de lâminas histológicas, onde se poderá ver ou ouvir através da audiodescrição as etapas do processamento dos órgãos, para a obtenção de lâminas histológicas. Posteriormente também será possível observar as lâminas obtidas de fatias do órgão em um microscópio virtual ou escutar sua descrição. Nesta visita virtual, serão apresentados o projeto de um curso de técnicas histológicas para alunos surdos, realizado pelo DM, e o projeto atual, Museu de Ciências Morfológicas. Para o projeto atual, sensores com ativadores de audiodescrição e ativadores de legenda serão colocados em modelos biológicos fabricados em impressora 3D, para serem usados tanto por deficientes visuais quanto surdos, mostrando que o conhecimento científico pode estar disponível para todos, quando as ferramentas apropriadas são utilizadas. As atividades no município do Capão do Leão ocorrerão nas dependências do Departamento de Morfologia, referentes a disciplina de Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres, onde já há, no corredor central, uma exposição permanente de peças anatômicas. Será filmado o acervo composto por vários materiais biológicos preservados e associados a sintéticos, pertencentes a várias espécies de animais domésticos, silvestres e marinhos. Os visitantes virtuais durante a semana e futuramente terão a oportunidade de conhecer esqueletos de bovinos, cavalos, gatos, cães, ovelhas, galinhas, assim como de diversas aves e mamíferos selvagens pertencentes ao Bioma Pampa. Também serão filmados, de forma comparativa, esqueletos de golfinho, leão-marinho e tartaruga-marinha. Nesta área de Morfologia animal há várias propostas que contemplam situações com visitações limitadas a grupos pequenos, quando possível, pós pandemia, além de visitas virtuais para a divulgação e informação das atividades realizadas no setor, durante o período da pandemia. Abaixo estão descritos os materiais da referida proposta: 1. Materiais biológicos conservados por empregos de técnicas anatômicas (sem riscos biológicos na manipulação); 2. Apreciação visual de esqueletos de aves, mamíferos e répteis do Bioma Pampa e ambiente marinho com acessibilidade por QR Codes para informações complementares; 3. Apreciação visual de estruturas anatômicas de forma topográfica em material crio desidratado e resinado; 4. Peças para avaliação de texturas e variações topográficas através do toque (osso, cascos, chifres, pelagens, plumagens, esqueleto e partes de grandes animais, equino, bubalino, bovino). Todos os vídeos, tanto os referentes a anatomia humana como animal, serão apresentados com audiodescrição, de acordo com as recomendações referentes a inclusão de pessoas cegas e com legendas e presença de intérpretes em libras, para inclusão de pessoas surdas. Os vídeos ficarão disponíveis na plataforma YouTube e, através de QR Codes, será possível a visitação as dependências do Departamento de Morfologia, modelos anatômicos e peças anatômicas. Posteriormente, os modelos biológicos apresentados no evento serão reunidos em um local, constituindo o espaço físico do Museu de Ciências Morfológicas, onde ficarão disponíveis para visitação presencial. Considerando que 90% das informações que chegam ao cérebro o fazem pela visão e que o cérebro leva apenas um décimo de segundo para assimilar uma imagem, percebemos que o ensino visual tem um enorme potencial. E na ausência da visão, a disponibilidade da audiodescrição, para proporcionar um mapa mental do objeto descrito. Por isso cada vez mais urge a necessidade de uma educação que amplie o entendimento, dialogando com a tecnologia e os avanços na ciência.
  • Universidade Federal de Pelotas - RS - Brasil
  • 03/11/2020-31/05/2021