Projetos de Pesquisa

 

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Tacio Mauro Pereira de Campos

Engenharias

Engenharia Civil
  • uso de técnicas de monitoramento geotécnico no desenvolvimento sustentável de hortas eco-urbanas
  • Nas últimas décadas, a agricultura urbana e peri-urbana vem se desenvolvendo no bojo do incremento populacional das cidades, que serão moradia de mais de 50% da população mundial até 2030 segundo a FAO. No caso brasileiro, tal projeção já alcança mais de 70 % da população. Adicionalmente, o incremento de ações de baixo impacto ambiental, tanto pela diminuição da distância entre produtor e consumidor, como pelo uso intensivo de matéria orgânica nas práticas agrícolas sem emprego de agrotóxicos, agrega fatores relevantes a esse desenvolvimento. Há que se notar aqui a enorme possibilidade de produção de matéria orgânica, em diferentes ambientes urbanos, por meio do emprego de técnicas sustentáveis de compostagem de resíduos verdes e alimentares. As práticas do cultivo urbano de produção são bastante diferentes das práticas utilizadas na agricultura tradicional, onde tanto as culturas, suas épocas de cultivo e práticas de manejo, são monoculturais e sazonais, relacionadas a condições climáticas e edáficas ótimas. Estas áreas são distribuídas geograficamente de forma especializada, muitas vezes distantes dos centros urbanos, com características e formas de produção diferenciadas, principalmente em relação às hortaliças, que envolvem muitas culturas de rápido crescimento e de consumo quase imediato. Um conjunto robusto de tecnologias de monitoramento geo-ambientais, envolvendo o que se denomina como agricultura de precisão, vem incrementando a produção em áreas rurais, diminuindo os impactos ambientais tanto pelo uso inteligente de sistemas finos de irrigação empregando diferentes sensores de campo, como por meio do uso de imagens com abertura para o infravermelho próximo, permitindo identificar, de forma indireta, o excesso ou falta de umidade no solo, fator que interfere, fundamentalmente, no desenvolvimento ou não de pragas e doenças nas hortaliças. No contexto especifico do cultivo de hortas de auto abastecimento familiar, uma série de desafios são encontrados para que estas unidades tenham condições efetivas de suprir uma determinada demanda de produção. Primeiramente, esta horta tem que produzir, semanalmente, um conjunto diverso de hortaliças com números precisos de produção, de acordo com o consumo esperado. Em segundo lugar, há que serem utilizadas técnicas orgânicas de cultivo. Neste contexto, torna-se necessário reavaliar os parâmetros tradicionais de cultivo rural de hortaliças, de forma a permitir que a produção em ambientes urbanos se distribua de forma mais constante pelo ano. Atualmente, estes sistemas de auto abastecimento têm sido desenvolvidos de forma empírica, o que gera falhas naturais de produção e ineficiência na adequação às condições microclimáticas locais, muito variantes em ambientes urbanos. Este problema se amplia quando se considera a complexidade do cultivo diversificado e multitemporal, em particular no que se refere à irrigação requerida, variável de acordo com o tipo de hortaliça considerada. Em outras palavras, a umidade do solo adequada será dependente do tipo de cultura e de sua idade em semanas, ou seja, das condições meteorológicas da horta, que é muito dinâmica em função da exigência de uma produção continua. Um modelo urbano e ecológico de produção contínua de olerícolas, em desenvolvimento na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) desde 2010, busca a elaboração de ferramentas que permitam gerenciar o planejamento de produção de hortaliças. Este modelo se expressa através de um software que visa instrumentalizar o planejamento de plantio de hortaliças, de tal forma que, como resultado, se obtenha, a partir de uma área de plantio definida, uma produção contínua e diversificada que permita o auto abastecimento ou uma relação de abastecimento entre um grupo de hortas e um determinado grupo de consumidores urbanos. Essa tecnologia está sendo implantada num projeto piloto denominado Horta Familiar, que pode ser acessado em http://www.hortelar.com/ecoHortaLayoutHorta.php, e que permitirá que qualquer hortelão urbano se cadastre num sistema online, onde será possível desenhar sua horta de acordo com a área disponível e definir a quantidade de hortaliças desejada por semana. O sistema mantém uma horta virtual (matriz) acessada pelo hortelão, a qual orientará a localização dos módulos que precisam ser manejados em determinada semana para se obter a produção contínua das hortaliças planejadas em função do gosto do hortelão, da área disponível e das condições microclimáticas locais. Hortas familiares urbanas tais como as em desenvolvimento na PUC-Rio, que se baseiam exclusivamente em implementações de ordens empíricas, podem, em muito, se beneficiar do uso de tecnologias oriundas da agricultura de precisão, dentro do contexto familiar de auto abastecimento. Tais tecnologias, cuja origem advém da área de Ciência dos Solos, se baseiam no emprego de técnicas de monitoramento solo-clima-vegetação que, dentro do contexto da Engenharia Geotécnica, têm sido particularmente utilizadas na avaliação de problemas geo-ambientais envolvendo, por exemplo, aspectos relacionados ao desenvolvimento de processos erosivos e ruptura de encostas em solos não saturados. No presente Projeto as hortas existentes na PUC-Rio serão instrumentadas utilizando sensores de umidade e de sucção. Para cada tipo de hortaliça, curvas de retenção de umidade serão desenvolvidas. A qualidade das hortaliças em produção será avaliada a partir da análise de imagens digitais de alta resolução obtidas utilizando câmeras fotográficas e VANT e de análises químicas. Um sistema automatizado de irrigação de cada tipo de hortaliça será desenvolvido. Condições climáticas serão monitoradas utilizando estações climáticas. A partir de análises estatísticas dos conjuntos de dados solo-clima-vegetação obtidos, serão definidas melhores formas de produção contínua em uma horta eco-urbana.
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tadeu Gomes Teixeira

Ciências Humanas

Sociologia
  • mercado de trabalho feminino e políticas públicas de trabalho, emprego e renda no maranhão: formação, características e tendências
  • O objetivo deste projeto de pesquisa é analisar a participação feminina no mercado de trabalho no Estado do Maranhão, indicando suas configurações e características e, simultaneamente, analisar as políticas públicas de trabalho, emprego e renda adotadas pelos governos estadual e em municípios selecionados (São Luís, Barreirinhas, Imperatriz, Balsas e Açailândia). A pesquisa buscará responder às seguintes questões: Como foi o processo de constituição, e as características, do mercado de trabalho no Maranhão a partir da década de 1960? Quais as características e dinâmicas de inserção e participação feminina no mercado de trabalho e, especialmente, das mulheres negras, no contexto socioeconômico atual? Concomitante a isso, as políticas públicas serão analisadas. Quais políticas e instituições foram criadas pelo Governo do Estado e nos municípios selecionados para fomentar a participação feminina no mercado de trabalho e propiciar a geração de emprego e renda? Como tais ações repercutiram no mercado de trabalho e na inserção feminina no mercado de trabalho em suas respectivas regiões? Para a realização da pesquisa, haverá uma articulação de métodos quantitativos e qualitativos. Além de dados das pesquisas domiciliares do IBGE (Censos Demográficos, PNAD Contínua e PNAD Contínua Trimestral), registros administrativos do Ministério do Trabalho também serão consultados (RAIS e CAGED), bem como uma análise documental e entrevistas com gestores públicos do Estado e dos municípios selecionados na etapa qualitativa.
  • Universidade Federal do Maranhão - MA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022