Projetos de Pesquisa

 

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Sílvia Cristina Alves França

Engenharias

Engenharia de Minas
  • desenvolvimento de processos de beneficiamento mineral com redução no consumo de água e produção de rejeitos pastosos para eliminação de barragens
  • A demanda crescente por bens de consumo pelas sociedades, somada à queda na qualidade das jazidas, com minérios de menor aproveitamento promove a geração de quantidades cada vez maiores de rejeitos, assim como a necessidade de expansão das estruturas de armazenamento/disposição dos mesmos. Ao mesmo tempo, cresce a frequência dos acidentes ocorridos com as barragens, o que desperta a atenção da comunidade técnico-científica e Governo para a questão da segurança dessas obras e sua operação. Estudiosos e especialistas em construção e monitoramento de barragens apontam para as necessidade de modificação no processo de produção dos rejeitos, destacando que: i) a redução do teor de umidade dos rejeitos para disposição com baixo grau de saturação é o processo mais promissor para redução de riscos e isso se dará pela utilização de operações de desaguamento (espessamento e filtragem), para produção de polpas com alta densidade antes de disposição nas barragens de rejeito; ii) a disposição de rejeitos em forma de pastas é uma vertente relativamente nova, que vem sendo defendida por muitos estudiosos e técnicos, devido à maior segurança operacional; porém, a produção de pastas minerais por espessamento requer, ainda, estudos mais aprofundados de reologia e modelos matemáticas que consigam prever o seu comportamento ante ao bombeamento e empilhamento nas barragens ou áreas de disposição; iii) as operações de desaguamento são importantes, ainda, na recuperação de água de processo e redução do consumo de água nova nas operações de beneficiamento, conferindo maior sustentabilidade à atividade de mineração; além do mais, iv) 47% dos acidentes ocorridos com barragens tiveram como causa principal a liquefação, que é a perda de resistência por deformação, acarretada, principalmente, pela presença de água na massa de rejeito. A produção de rejeitos pastosos e não saturados leva à possibilidade de empilhamento dos mesmos, adotando-se a forma seca de disposição, minimizando a necessidade de barragens de rejeitos convencionais. A vantagem desse tipo de disposição vai além da segurança, atingindo, especialmente, a maximização na recuperação da água contida nos rejeitos. Dessa forma, vislumbra-se nesse projeto uma oportunidade para o Brasil encetar ações de PD&I, de forma a fortalecer a prática do uso de operações de desaguamento nos rejeitos da mineração, para sua disposição de maneira mais segura e ambientalmente mais amigável.
  • Centro de Tecnologia Mineral - RJ - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
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Sílvia Cristina de Aguiar

Ciências Agrárias

Zootecnia
  • própolis verde oriunda do alecrim do campo (baccharis dracunculifolia) como aditivo nutricional na ração de ovinos.
  • A própolis é um material resinoso coletado pelas abelhas operárias de brotos e secreções de árvores de inúmeras espécies com comprovada ações antimicrobiana e antioxidante. Na nutrição de ruminantes, alguns estudos mostram que a própolis atua de forma semelhante aos aditivos ionóforos, com a vantagem de ser um produto natural. Desta forma, busca-se estudar os efeitos da adição de diferentes doses de extrato seco de própolis verde à ração de ovinos, a fim de estimar o consumo, digestibilidade total, parâmetros ruminais, parâmetros fisiológicos e sanguíneos bem como avaliar o comportamento ingestivo dos animais. Serão utilizados quatro ovinos, machos, castrados, sem raça definida (SRD) com peso vivo médio de 26,0 kg, em delineamento experimental quadrado latino 4×4. A ração experimental será composta de 65% de volumoso (feno de capim Tamani) e 35% de concentrado. Os tratamentos experimentais diferirão com a inclusão ou não da própolis verde na ração dos animais constituindo-se, portanto, em quatro tratamentos: sem adição de própolis (Controle, CON), adição de 200 mg/dia de própolis (PRO2), adição de 400 mg/dia de própolis verde (PRO4) e adição de 600 mg/dia de própolis verde (PRO6). Os ovinos serão submetidos a um ensaio de digestibilidade, adotando-se o método de coleta total das fezes e urina. Para avaliação dos efeitos dos aditivos nos parâmetros ruminais, no último dia de coleta de cada período experimental será realizada a amostragem do líquido ruminal, com cinco coletas por animal, nos seguintes horários: 0 (antes da primeira alimentação), 3, 6, 9 e 12 horas (após a primeira alimentação da manhã). O comportamento ingestivo de cada ovino será determinado, visualmente, em intervalos de cinco minutos (amostragem scan), durante 24 horas, para determinação do tempo despendido em ócio, alimentação e ruminação. Para a avaliação dos parâmetros fisiológicos e variáveis climáticas, estas serão realizadas durante três dias de coleta e em dois horários no período matutino (07 h e as 11 h) e no período vespertino (13 h e 17 h). Para a avaliação dos parâmetros sanguíneos, serão coletadas amostras de sangue em cinco horários diferentes (0, 3, 6, 9 e 12 horas após a 1ª alimentação) para determinação do hemograma completo, glicose e ureia. As variáveis estudadas serão submetidas a análise de variância e regressão considerando 5% de probabilidade. Assim sendo, o uso de um aditivo nutricional natural na alimentação de ruminantes poderá ter um impacto positivo no desenvolvimento do agronegócio nacional, pela melhoria do status da saúde dos animais, como também na produção e qualidade e na inocuidade de seus produtos, atendendo as exigências dos consumidores e colaborar futuramente com uma participação mais efetiva no mercado internacional.
  • Universidade do Estado de Mato Grosso - MT - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022