Projetos de Pesquisa

 

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Albertina Xavier da Rosa Corrêa

Engenharias

Engenharia Sanitária
  • mulheres nas ciências exatas e engenharias: um despertar de competências para soluções ecológicas e sustentáveis
  • O lançamento de poluentes nos cursos hídricos é uma das principais causas de degradação dos ecossistemas naturais, e diretamente associado à veiculação de doenças. No Brasil, 40% da população não possui esgotamento sanitário, e grande parte que possui encontra-se na região sudeste. Ainda assim, apenas 45% do esgoto coletado é tratado adequadamente, agravando problemas urbanos, saúde pública e qualidade de vida. Nos últimos anos, profissionais das ciências exatas e engenharias vêm pesquisando tecnologias alternativas que solucionem ou minimizem os impactos gerados pela falta de saneamento básico. Apesar do número de mulheres cursando engenharia ter crescido 67,8% nos últimos 20 anos, ainda em 2018 as ciências exatas e engenharias são vistas como áreas predominantemente masculinas. Desta forma, o presente projeto tem como objetivo despertar a vocação profissional das alunas de escolas públicas, para as áreas de engenharias e ciências exatas, fortalecendo o aprendizado entre mulheres na resolução de questões socioambientais, com foco em saneamento básico. Para alcançar os resultados esperados serão realizadas ações junto às alunas e professoras de três escolas básicas dos municípios de Bombinhas (EEB Prefeito Leopoldo José Guerreiro), Camboriú (E.E.B. Terezinha Garcia) e Itajaí (E.E.B. Raul Bayer Laus), para a projeção de sistemas de tratamentos de efluentes utilizando técnicas de fitorremediação, ou seja, jardins flutuantes. Serão beneficiados, diretamente, mais de 1000 pessoas, entre alunos, professores e funcionários, e indiretamente toda a comunidade inserida no contexto das escolas. Em cada escola serão selecionadas as alunas que farão parte da equipe do projeto. Posteriormente, serão realizadas atividades teóricas e práticas, que proporcionem às alunas conhecimento científico sobre sistemas de tratamento de efluentes (fossa filtro, rede coletora e tratamento ecológico); parâmetros físicos da água e dos efluentes; jardins filtrantes; e vegetação aplicada às técnicas de fitorremediação. Serão também oportunizadas ações que permitam às alunas desenvolver técnicas de projeto nos softwares SketchUp e AutoCAD; construir os protótipos dos jardins flutuantes em ‘bancada’ manual – maquete, de acordo com a realidade de cada escola; e em impressora 3D. Durante o processo, serão ainda trabalhadas as competências acadêmicas das alunas por meio da elaboração de artigos científicos e apresentação dos resultados do projeto para a comunidade onde as escolas estão inseridas, bem como à comunidade acadêmica. As ações contemplarão atividades na Universidade, que propiciem a iniciação à pesquisa; atividades de divulgação das ações desenvolvidas no âmbito do projeto tanto nas escolas, quando para a comunidade acadêmica e por meio de redes sociais. Espera-se que, ao final do período de execução do projeto, as alunas das escolas estaduais contempladas, compreendam que possuem capacidade e competência para atuar nas ciências exatas e engenharias, utilizando o conhecimento científico no auxílio da resolução de problemas sócio ambientais causados pela própria ação humana. Além disso, espera-se que estas escolas sejam o início de ações locais para resolução de problemas que afetam toda a população, uma vez que as mesmas constituem espaços para a construção de soluções, aproximando a gestão pública e privada no comprometimento mútuo da resolução dos problemas ambientais e sociais.
  • Universidade do Vale do Itajaí - SC - Brasil
  • 22/03/2021-30/09/2022
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Alberto Colombo

Ciências Agrárias

Engenharia Agrícola
  • plataforma de análise da redução do consumo de energia e configuração do controle de pressão em sistemas de irrigação pivô central
  • Em terrenos de topografia acidentada, a adoção de unidades de bombeamento de rotação variável em sistemas pivô central possibilita redução significativa da energia elétrica requerida para o bombeamento. Unidades de bombeamento de rotação variável permitem adequar a rotação da bomba e seu consumo energético, de forma a atender a demanda específica de pressão em cada posição angular da lateral ao girar no terreno. A redução da energia em relação às unidades de rotação fixa é substancial, porque, em função da presença de válvulas reguladoras de pressão, as unidades de rotação fixa fornecem continuamente a quantidade de energia requerida pela posição de maior demanda energética. Apesar da simplicidade desta ideia, o controle da rotação da bomba de um pivô central operando em terreno acidentado ainda é um desafio a ser vencido. O panorama atual de crise hídrica prejudica o controle da rotação baseado na posição angular da lateral, porque as constantes variações nos níveis de água de rios e reservatórios requerem a reprogramação do valor de rotação de trabalho requerido em cada posição angular. Por outro lado, o controle da rotação com sensores de pressão, que é imune à variações do nível de água dos reservatórios, nem sempre é adequadamente implementado, em decorrência do deslocamento do ponto de mínima pressão que ocorre em uma lateral operando em terreno acidentado. Em função de diversos trabalhos já realizados no tema em questão, a equipe proponente acredita ser possível a integração de mapas digitais de terreno baseado em imagens de satélite e o software EPANET de simulação hidráulica, em uma plataforma digital de avaliação, que depois de validada em campo, possa servir de ferramenta de análise do potencial de economia de energia com a adoção de unidade de bombeamento com rotação variável. Além de indicar a configuração dos sensores de pressão (posicionamento e valor de controle), que assegurem que a economia prevista seja efetivamente alcançada.
  • Universidade Federal de Lavras - MG - Brasil
  • 06/02/2022-28/02/2025