Projetos de Pesquisa

 

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Silvia Cristina Dotta

Outra

Divulgação Científica
  • apropriação de gêneros e linguagens audiovisuais na produção de vídeos para educação científicavídeo para para a popularização da ciência antártica
  • Desde o início do século XXI, o tema popularização da ciência tem ganhado destaque nas agendas governamentais (Caldas, 2011), o que pode ser notado, por exemplo, pelo crescente número de conferências nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação. Apesar desses esforços, o conhecimento acerca da Antártica e como ela influencia e é influenciada pelo ambiente global ainda é ínfimo. A distância e isolamento geográficos podem ser motivos da falta de conhecimento e desinteresse do público pelo continente inóspito e gelado. A falsa impressão de que não há nenhuma relação entre a Antártica e países como o Brasil acentua esse efeito e, muitas vezes, o tema sequer perpassa pelo currículo escolar, e raramente é tema de matérias da grande imprensa. Além disso, há uma significativa carência de materiais midiáticos (textos, vídeos, sites etc.) com linguagem acessível ao público geral. “Traduzir” a linguagem acadêmica para uma linguagem mais acessível não é tarefa trivial. Muitas vezes o pesquisador se depara com limitações relacionadas ao rigor científico das informações que pretende divulgar, e, não raro, falta-lhe competência comunicacional para realizar essa “tradução” garantindo a precisão conceitual. O desafio se intensifica quando se pretende divulgar a ciência por meio de vídeos. A linguagem audiovisual para a produção de vídeos há muito está consolidada e os aspectos técnicos, estéticos e comunicacionais são amplamente difundidos. Entretanto, no campo da Educação e da popularização da ciência, docentes e pesquisadores ainda não se apropriaram dessas técnicas e, comumente, ao aventurar-se na criação de vídeos para disseminar seus conhecimentos, acabam por executar a gravação de aulas convencionais, ministradas por um professor ou especialista no assunto. (Aronchi de Souza, 2004). O vídeo de divulgação científica, se produzido de acordo com aspectos técnicos e estéticos já consolidados pela área da Comunicação Social, pode ser um importante material para a educação científica com grande poder de comunicação e sensibilização a respeito da Ciência. O objetivo deste projeto é investigar os gêneros, tipos e linguagens audiovisuais mais adequados para a produção de vídeos com fins de divulgação científica das pesquisas realizadas na Antártica. A pesquisa-ação será a abordagem metodológica adotada, pois ao final deste trabalho pretende-se aprimorar as práticas de produção de vídeos educativos, em especial para a popularização da ciência. Serão produzidos 24 vídeos em colaboração com pesquisadores antárticos, utilizando material audiovisual fornecido por esses pesquisadores e coletado pela equipe do projeto. Ao final espera-se consolidar indicadores de qualidade para a produção de vídeos de divulgação científica; criar processos colaborativos e ágeis para a produção de vídeos em equipes multidisciplinares; formar pesquisadores “multimidiáticos”, desenvolver as bases metodológicas para a produção de vídeos em contextos de educação formal e não-formal e definição as diretrizes para processos de formação de cientistas para o desenvolvimento de competências comunicativas.
  • Universidade Federal do ABC - SP - Brasil
  • 01/06/2017-28/02/2021
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Silvia Eloiza Priore

Ciências da Saúde

Nutrição
  • fatores associados à deficiência de iodo na população rural
  • O iodo é um micronutriente essencial para o organismo humano, e é utilizado para a síntese de hormônios tireoidianos. Estes hormônios desempenham papéis importantes, pois atuam no crescimento físico e neurológico e na manutenção do fluxo normal de energia. Populações que vivem em áreas deficientes em iodo apresentam maior risco de desenvolver distúrbios causados pela deficiência desse mineral, e cujo impacto sobre os níveis de desenvolvimento humano, social e econômico são muito graves. A Pesquisa Nacional para Avaliação do Impacto da Iodação do Sal (PNAISAL) realizada com escolares com idade entre seis e 14 anos, detectou maior prevalência de deficiência de iodo em escolares do meio rural, cerca de 14,1% contra 8,1% de escolares da área urbana. Ademais, poucos estudos abordam a prevalência de deficiência de iodo na população acima dos 20 anos de idade. Neste sentido, este estudo tem o objetivo de analisar os fatores associados à deficiência de iodo na população adulta e idosa do meio rural. Trata-se de um estudo transversal a ser desenvolvido no meio rural da Zona da Mata Mineira, tem como público envolvido adultos e idosos. Será realizada uma descrição deste público com base nas características sociodemográficas, antropométricas, bioquímicas, de disponibilidade e consumo alimentar. As informações socioeconômicas e demográficas serão obtidas a partir da aplicação de questionário semiestruturado. A avaliação antropométrica constará da aferição das medidas de peso, altura e perímetro da cintura. O estado nutricional de adultos e idosos será avaliado por meio do índice de massa corporal, segundo World Health Organization (1998) e Lipschitz (1994), respectivamente. Será calculada a relação cintura estatura (RCE), com a finalidade de verificar presença de risco cardiometabólico, e valores de RCE ≥0,50 serão considerados como presença de risco cardiometabólico, independentemente de sexo e idade. Para avaliar a composição corporal será utilizada a densitometria óssea de dupla energia (Dual-Energy X-Ray Absortiometry, DEXA) para quantificar a massa gorda, óssea, muscular, corporal total e livre de gordura, percentual de gordura e tecido adiposo visceral. Será avaliada a quantidade calórica disponível no domicílio referente aos últimos trinta dias e para o cálculo dessa disponibilidade domiciliar será utilizada uma lista de alimentos comuns ao consumo alimentar da população analisada. Investigar-se-á o consumo alimentar deste público a partir da aplicação do recordatório de ingestão habitual com a finalidade de se determinar o hábito alimentar e verificar o consumo de alimentos processados e ultraprocessados. A partir dos dados de ingestão será calculado o teor de energia, carboidratos, proteínas, lipídios totais, ácidos graxos saturados, fibras, cálcio, ferro, zinco e iodo dos alimentos informados. A adequação dos nutrientes será avaliada segundo Dietary Reference Intakes (DRI), sendo sódio e fibra avaliados por Adequate Intake (AI), demais micronutrientes por Estimated Average Requiments (EAR) e proteína em grama/kg de peso. A distribuição de carboidratos e lipídios será avaliada pela Acceptable Macronutrients Distribuition Range (AMDR). A prevalência de deficiência de iodo será determinada a partir da excreção urinária do mineral que reflete a ingestão do iodo, e serão adotados os pontos de corte dos valores medianos de concentração urinária de iodo estabelecidos pela World Health Organization (2007). Também será analisado o teor de iodo no sal de consumo alimentar e em temperos industrializados e caseiros a partir da técnica recomendada pelo Ministério da Saúde, e as amostras que apresentarem níveis de iodo entre 15 e 45 mg/kg serão consideradas adequadas, de acordo com a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A análise do conteúdo de iodo nos alimentos mais consumidos pela população será realizada por espectrofotometria utilizando-se o método proposto por Sveikina e modificado por Moxon e Dixon (1980). Nesta população do meio rural também será realizada uma caracterização referente à exposição ocupacional e uma avaliação bioquímica da exposição aos agrotóxicos. Sendo realizados exames bioquímicos para avaliação de alterações no plasma, na atividade de enzimas hepáticas e em marcadores inflamatórios para avaliação de possível contaminação por agrotóxicos sendo elas colinesterases totais (ChEs) e acetilcolinesterase (AChE), enzimas que encontram-se diminuídas quando expostas a agrotóxicos organofosforados; aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), fosfatase alcalina (ALP) e gamaglutamiltranspeptidase (GGT); enzimas marcadoras de lesão hepática; creatinina e uréia para avaliar a função renal; albumina, como marcador inflamatório; proteína total, como marcador de lesão hepática e renal e hemograma completo, para identificação de anemia e infecções. O estudo será submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Viçosa e a participação dos voluntários na pesquisa somente ocorrerá após a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados serão digitados em duplicata no Microsoft Excel®, e validados pelo programa Excel para conferência dos dados. A análise dos dados será realizada no programa estatístico Statistical Program for Social Science (SPSS) versão 20.0 e no STATA. Para verificar a normalidade dos dados será utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov. Será realizada análise descritiva dos dados, testes de associações e construídos modelos de regressão para verificar os fatores associados à deficiência de iodo. Será adotado nível de significância menor que 0,05.
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvia Galvão de Souza Cervantes

Engenharias

Engenharia Elétrica
  • techninas - ciências e tecnologia para meninas
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Estadual de Londrina - PR - Brasil
  • 12/08/2019-31/01/2022
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Silvia Gonzalez Monteiro

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • nanovacina nasal contra trypanosoma evansi
  • Este projeto objetiva testar uma nanovacina nasal em Rattus norvegicus infectados com Trypanosoma evansi. As nanopartículas além de serem utilizadas em técnicas para o diagnóstico e tratamento de doenças, podem ser usadas como vacinas para a entrega de antígenos às células do sistema imunológico, aumentando assim a resposta imune aos patógenos, pois devido ao seu reduzido tamanho, aumentam a interação do antígeno com as células e os fluidos biológicos do hospedeiro e incrementam o período de entrega e liberação desses antígenos. Essas nanopartículas podem ser aplicadas por diferentes vias como a subcutânea e a intramuscular, porém, a forma nasal, além de ser de fácil manuseio, é interessante pois mimetiza a infecção já que a maioria dos patógenos que invadem o organismo de pessoas e animais utiliza a via mucosa e o Trypanosoma pode infectar os hospedeiros dessa maneira. Serão desenvolvidas nanopartículas de PGLA (Ácido lático-co-ácido glicólico) que é um polímero biocompatível e biodegradável carregadas com antígenos do T. evansi obtidos da forma tripomastigota. Um segundo componente, um adjuvante imunodulador chamado de CpG ODN considerado um potente estimulador de TH1 mediador da resposta imune das células T CD8+, será adicionado a vacina para a produção de uma resposta imune protetiva. Após a administração intranasal, acompanharemos por esfregaço sanguíneo diário a parasitemia e no final do experimento os animais serão eutanasiados para coleta de material a fim de verificar se a administração desses antígenos nas vias aéreas foi capaz de induzir resposta humoral com e sem o uso de adjuvantes imunomoduladores. Dessa forma iremos verificar se o uso da vacina nasal com antígeno de T. evansi protege o animal da infecção, se estimula a imunidade dos animais e se há a necessidade do adjuvante para a melhora da resposta imune. Além disso, serão realizados o acompanhamento da parasitemia diária, do período pré-patente, dos parâmetros bioquímicos e hematológicos, da resposta humoral e será realizado o PCR para verificar se houve ou não a eliminação do parasito nos roedores. Este projeto será importante para a continuidade de nossas pesquisas que vem sendo desenvolvidas desde 2005 com esse parasito.
  • Universidade Federal de Santa Maria - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022