Projetos de Pesquisa

 

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Silvânia Lucas dos Santos

Engenharias

Engenharia Sanitária
  • caracterização das condições operacionais e do fitoplâncton em lagoas de polimento tratando efluente de reatores uasb em escala unifamiliar e piloto para as condições do nordeste brasileiro
  • O Projeto de Pesquisa ora apresentado visa à conjugação de esforços entre as Universidades Federais do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte, objetivando caracterizar e analisar as condições operacionais e do fitoplâncton em lagoas de polimento tratando efluentes de reatores UASB em diferentes escalas para as condições do nordeste brasileiro. Para tal serão monitorados os desempenhos de lagoas de polimento (escala unifamiliar), já em implantação no município de Cubati, na região semiárida do estado da Paraíba, os sistemas de tratamento são compostos por UASB e lagoas de polimento operando em regime de bateladas sequenciais para fins de reúso. Sistemas unifamiliares compostos por reatores UASB e lagoas de polimento ainda são pouco utilizados, principalmente na zona rural. Paralelamente ao monitoramento destes sistemas será instalado na estação experimental do campus central da UFRN-Natal, um sistema semelhante, que tratará o esgoto doméstico do campus (residências universitárias e refeitório). Os sistemas terão como variáveis analisadas o monitoramento do efluente tratado nas distintas lagoas e a caracterização de condições operacionais e do fitoplâncton sobre a fotossíntese, processo principal que influencia toda a dinâmica da lagoa. Espera-se ao final da pesquisa informações contundentes sobre as algas e as cianobactérias que afetam a taxa de fotossíntese, a taxa de produção de oxigênio, e a determinação dos fatores climáticos que influenciam a taxa de produção de oxigênio nas lagoas, bem como sua influência sobre a remoção de material orgânico, sólidos, microrganismos patogênicos, nutrientes e a dinâmica da lagoa, e as características ambientais preponderantes para o perfeito desenvolvimento deste sistema nas diferentes condições e regiões em que os mesmos serão testados.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sílvia Altmann

Ciências Humanas

Filosofia
  • representação sensível e funções do entendimento em kant
  • A Dedução transcendental apresenta-se como uma justificação da validade objetiva dos conceitos puros do entendimento, ou categorias, parte essencial da investigação da possibilidade do conhecimento a priori (donde seu caráter “transcendental”). A fim de demonstrar a necessária aplicação das categorias a objetos, o argumento pretende estabelecer que “apenas mediante elas é a experiência possível” (A93/B126), o que, se provaria o uso legítimo de tais conceitos, fixaria, em contrapartida, os seus limites. O problema mesmo ao qual essa prova visa dar uma solução possui, incontroversamente, alguns pressupostos. Todavia, há maneiras de conceber tais pressupostos que se mostram em aparente tensão com a conclusão da Dedução (dada certa compreensão razoável dela). A inteligibilidade mesma da questão que a Dedução pretende responder – têm as categorias uso legítimo, ou validade objetiva? – depende da distinção fundamental entre sensibilidade e entendimento, “os dois troncos do conhecimento humano” (A29/B45). O primeiro capítulo da Analítica Transcendental teria mostrado que possuímos certos conceitos originados no entendimento puro, mais exatamente nas funções lógicas de unificação de conceitos em juízos – no pensamento –, consideradas como regras de unificação de múltiplos pelos quais objetos são dados na intuição. Tal seria, em poucas palavras, o resultado do que Kant chama de “dedução metafísica” (B159). Ora, toda intuição de que somos capazes, como seres finitos, é sensível. Assim, se sua origem no entendimento puro garante que estamos, de fato, de posse desses conceitos a priori de objetos – das categorias –, a irredutibilidade de nossa sensibilidade importaria na possibilidade de desacordo entre eles, de um lado, e o que nos aparece segundo as formas dela, de outro. Como escreve Kant no §13 da Crítica, logo antes de iniciar o argumento da Dedução Transcendental, trata-se de “uma dificuldade (...) que não encontrávamos no campo da sensibilidade, a saber, como as condições subjetivas do pensamento haveriam de ter validade objetiva, (...) pois fenômenos certamente podem ser dados na intuição sem as funções do entendimento” (A89-90/B122). Ou como ele acrescenta em seguida: “os fenômenos poderiam afinal ser de tal modo constituídos que o entendimento não os encontrasse em conformidade com as condições de sua unidade” (A90/B123), embora ainda assim “oferecessem objetos à nossa intuição, pois a intuição de maneira alguma requer as funções do pensamento” (A90-91/B123). Ora, se o ponto de partida da Dedução parece depender de que seja possível um desacordo entre o que é dado aos sentidos e as regras de unificação de representações que são as categorias, o ponto de chegada da Dedução parece ir de encontro a essa possibilidade. Com efeito, a conclusão do argumento corresponde à tese da necessária conformidade do sensivelmente dado a tais conceitos: “todas as percepções possíveis, por conseguinte tudo o que possa porventura chegar à consciência empírica, i. e., todos os fenômenos da natureza, no que concerne à sua ligação, encontram-se sob as categorias” (B164-5). O tratamento e a eventual resolução dessa tensão é essencial a qualquer compreensão sistemática da Dedução Transcendental – e, com isso, da relação entre representações sensíveis e funções do entendimento em Kant. Não deve surpreender que se trate, historicamente, de um polo de controvérsia na literatura. Nas duas últimas décadas, em particular, sua interpretação tem recebido renovada atenção no contexto do debate entre leitores “conceitualistas” e “não-conceitualistas” da teoria kantiana da intuição e da percepção (enquanto algo distinto da mera intuição, mas mais básico do que a experiência ou cognição empírica). De acordo com conceitualistas, a Dedução concebe a intuição ou percepção de objetos como pressupondo uma síntese do múltiplo da sensibilidade governada por conceitos a priori. Nessa medida, eles tendem a abordar as passagens do §13 citadas acima como envolvendo uma hipótese ou suposição que a Dedução Transcendental viria a demonstrar posteriormente como falsa (ainda que uma possibilidade lógica). Em contrapartida, não-conceitualistas interpretam aquelas passagens – ao lado de outras passagens da Crítica e do corpus kantiano – atribuindo a Kant a tese da independência da percepção ou da intuição com respeito a qualquer atualização de capacidades conceituais. Reputando às representações sensíveis uma unidade anterior a operações do entendimento, não-conceitualistas interpretam a síntese categorial de que se ocupa a Dedução Transcendental como relativa ao conhecimento de objetos mediante tais representações, por conseguinte como algo que opera sobre elas. Tanto conceitualistas quanto não-conceitualistas exploram passagens da Crítica e de outras obras do corpus kantiano cuja consideração é essencial a uma visão abrangente da filosofia teórica de Kant. O debate entre esses dois campos interpretativos favorece, ao menos em seus melhores momentos, uma compreensão enriquecida de noções fundamentais da epistemologia transcendental, como sensação, intuição, percepção, experiência, funções, síntese, conhecimento, objeto e consciência, colocando em relevo suas nuances e múltiplos vínculos. Todavia, uma compreensão adequada da relação entre representações sensíveis e funções do entendimento em Kant não pode dispensar, para além do confronto entre diferentes passagens, a reconstrução sistemática do argumento kantiano em um texto central como a Dedução B. Nossa pesquisa pretende dedicar-se a essa tarefa, tendo em vista a compreensão dessa relação e atendendo ao debate em tela, para o qual almeja dar uma contribuição.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvia Aparecida Zimmermann

Ciências Humanas

Ciência Política
  • arenas públicas – um estudo da reunião especializada sobre a agricultura familiar (reaf)
  • A democracia latino-americana tem experimentado inovações institucionais que buscam ampliar a participação popular nos espaços decisórios, como é o caso dos orçamentos participativos, os conselhos de políticas públicas e as conferências nacionais. Estes mecanismos democráticos promovem a aproximação entre o Estado, por meio de representantes do governo, e a sociedade civil, através dos representantes dos mais diferentes grupos sociais organizados, instituindo novas arenas públicas. Diferentes pesquisas buscam identificar estes espaços, caracterizá-los e interpretá-los, resultando em estudos sobre a efetividade da participação dessas experiências empíricas a partir da teoria da democracia deliberativa, com destaque para os quatro D’s da participação: Densidade, Diversidade, Durabilidade e potencial Deliberativo; e pesquisas sobre participação enquanto categoria social e histórica, de caráter multidimensional e polissêmico de sentidos práticos, teóricos e institucionais, ou mesmo de aprendizagem institucional e comunicativa. De modo geral, as arenas públicas criadas para a promoção da participação social são baseadas em regras que determinam representantes elegíveis e asseguram a participação da sociedade civil. Ao mesmo tempo, apresentam uma imbricada relação entre diferentes instâncias governamentais e distintas políticas e programas públicos, algumas vezes sobrepondo os próprios espaços públicos e as representações que participam destes espaços. O resultado é uma intrincada “engenharia da participação” que tem impacto sobre as políticas públicas. A Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar (REAF), espaço oficial do Conselho Mercado Comum (CMC), é destinada ao fortalecimento das políticas voltadas à agricultura familiar da região, tendo surgido no ano de 2004, a partir da articulação entre os atores sociais da Agricultura Familiar dos países do Mercosul Ampliado, organizados na Confederação de Produtores Familiares do Mercosul Ampliado (COPROFAM) e os governos dos países membros do Mercosul. As seções regionais da REAF acontecem duas vezes por ano, e cada uma é sediada de forma rotativa entre os Países-membro do Mercosul, reunindo delegações da Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela, além de países convidados Bolívia, Chile e Equador. Embora existam outras Reuniões Especializadas do MERCOSUL, a REAF se destaca por ter sido o primeiro espaço oficial no âmbito de um Bloco Regional a debater o tema agricultura familiar, em vista à inserir esta temática no processo de integração regional, promovendo a visibilidade do tema no cenário político institucional dos países que compõem o MERCOSUL. A intenção é extrapolar as proposições voltadas às negociações exclusivamente econômicas entre os países. A REAF, conforme indicam alguns autores, é um espaço especificamente interessante tendo em vista que é uma das instâncias mais abertas à participação da sociedade civil do Mercosul, que não somente acompanha os debates, mas é sujeito central na construção a agenda. Estes autores sinalizam para formas de uso da REAF pelas instituições, ao que denominam forma “bumerangue”, formato que permite as instituições influenciar atores e processos em escala doméstica; e a forma “trampolim”, que permite elevar temas e ideias do nível doméstico para o nível transnacional. Em 2015 a REAF completou onze anos, estando em sua vigésima quarta edição regional ordinária. O último evento ocorreu em novembro de 2015, em Assunção, Paraguai, envolvendo um significativo número de representantes de governo, sociedade civil e parlamentares da região. A crescente participação neste espaço evidencia a adesão regional ao projeto de fortalecimento político do tema da agricultura familiar, tornando a REAF palco de uma mobilização significativa de representantes governamentais, do executivo e legislativo, além de representantes da sociedade civil latino-americana. Um avanço importante conquistado pelos países do MERCOSUL foi a instituição da Resolução GMC 25/07, aprovada em 27 de setembro de 2007, que estipula as diretrizes comuns para o reconhecimento da Agricultura Familiar no âmbito do MERCOSUL. Destaca-se, também, que Argentina, Brasil e Uruguai já instituíram um marco jurídico próprio para a agricultura familiar, sendo que estes mesmos países também apresentam hoje órgãos específicos para tratar de ações e políticas públicas voltadas ao tema em seus países. A instauração da REAF vem contribuindo, ainda, com a preocupação de países membros do MERCOSUL em promover políticas locais para atender questões de gênero e juventude rural. Dado os fatos mencionados, a presente pesquisa tem o propósito de realizar uma análise da conformação da arena pública institucionalizada pela REAF e identificar a noção de público que permeia as percepções dos diferentes atores sociais que participam deste espaço, bem como as políticas para agricultura familiar desencadeadas por esta arena. Para tal, pretende-se observar com mais profundidade as organizações da sociedade civil que discutem agricultura familiar nos países membros (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e convidados (Bolívia, Chile e Equador), bem como a relação que estabelecem com os governos locais e entre os países mencionados.
  • Universidade Federal da Integração Latino-Americana - PR - Brasil
  • 01/06/2017-28/02/2021
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Silvia Azucena Nebra de Pérez

Engenharias

Engenharia Mecânica
  • produção de biocombustíveis de primeira e segunda geração a partir de cana-de-açúcar - avaliação energética, exergética, ambiental e dos possíveis impactos do programa renovabio no setor de biocombustíveis
  • Na década de 70 a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar no Brasil foi alavancada através de políticas públicas como o Pro-Álcool. Com isso, o país apresenta-se hoje como o segundo maior produtor de biocombustíveis no mundo sendo uma referência tecnológica e política para outros países nesse setor. Contudo, nos últimos anos o setor sucroalcooleiro no Brasil vem passando por um período de estagnação. Visando a maior participação dos biocombustíveis na matriz energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), o Brasil, em 2017 lançou o programa RenovaBio na COP 23 que tem como objetivo aumentar a competividade econômica dos biocombustíveis em relação a seus concorrentes fosseis através do melhor desempenho ambiental. Introduzindo monetariamente os benefícios ambientais, a produção de biocombustíveis de segunda geração poderá ser favorecida por esta política. A produção de biocombustíveis de segunda geração a partir dos resíduos lignocelulósicos (bagaço e palha) e dos resíduos líquidos da usina (vinhaça) se apresenta como uma alternativa desejável uma vez que permitiria aumentar a produção de biocombustíveis sem a necessidade de aumentar área plantada de cana, diversificar a matriz energética brasileira e contribuir com a redução de emissões de gases de efeito estufa (GHG). Assim, o objetivo principal desta proposta é a modelagem e avaliação energética e ambiental dos processos de produção de biocombustíveis de primeira e segunda geração a partir da cana-de-açúcar e a verificação dos possíveis impactos do programa RenovaBio no setor de biocombustíveis. Dentre as rotas tecnológicas preliminarmente selecionadas podem-se citar: i) Hidrólise enzimática dos resíduos lignocelulósicos: bagaço e palha para produção de etanol; ii) Biodigestão anaeróbia da vinhaça e outros resíduos da indústria seguida do beneficiamento do biogás para produção de biometano e outros biocombustíveis e iii) Pirólise do bagaço e da palha de cana-de-açúcar para produção de biodiesel. A metodologia adotada para o desenvolvimento inclui o levantamento bibliográfico, modelagem e simulação dos processos através de balanços de massa e energia, integração térmica dos casos selecionados incluindo a determinação das metas de energia, avaliação exergética e de custo exergético e ambiental através da Avaliação do Ciclo de Vida. Além disso, serão realizadas análises laboratoriais de caracterização físico-química e termofísica de amostras de vinhaça (in natura e concentrada) e de água residuária obtida em sistemas industriais de concentração de vinhaça. Espera-se obter resultados experimentais primordiais para alavancar tecnologias de recuperação energética de vinhaça, bem como destinação final ambientalmente adequada de água residuária de sistemas evaporativos.
  • Universidade Federal do ABC - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022