Projetos de Pesquisa

 

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Simone Patrícia Aranha da Paz

Engenharias

Engenharia de Materiais e Metalúrgica
  • fertilizante de liberação lenta formulado a partir de termofosfato com aditivo de cinzas vegetais e aglomerados com bentonita magnesiana
  • O Brasil é reconhecido mundialmente por seu sucesso no agronegócio e por sua aptidão florestal, com condições edafoclimáticas favoráveis, disponibilidade de solos e tecnologia avançada. Porém, a sua produção de fertilizantes e o fornecimento de insumos agrícolas estabelecem um sistema antagônico, fazendo com que se recorra a importações, limitando assim a sustentabilidade do agronegócio e geração de energia limpa. Esses fatores colocam o Brasil entre os maiores consumidores mundiais de fertilizantes; sua taxa de crescimento anual de demanda por agrominerais tem superado a média mundial, sendo o quarto maior consumidor do chamado NPK. Quando o seu percentual de consumo é analisado com relação a cada nutriente, o K, N, P e S apresentam uma taxa de importação de 90, 75, 45 e 82%, respectivamente. A dependência do país por fertilizante só tem sido agravada, pois, além da agricultura, a demanda agroflorestal por fertilizante tem aumentado em detrimento da expansão do uso de biomassa tanto para a produção de biocombustíveis quanto para a produção de carvão vegetal para abastecer o setor siderúrgico e energético. Embora a utilização de biocombustíveis possibilite a compensação de emissão do gás carbônico (CO2) para a atmosfera, o seu uso crescente, principalmente sob a forma de carvão vegetal, tem contribuído para a geração de grandes volumes de cinzas, comumente não aproveitada. Historicamente, mais precisamente desde a revolução agrícola, as cinzas vegetais são utilizadas como fontes alternativas de nutrientes para a agricultura, porém a sua variabilidade composicional limita sua aplicação. Nesse contexto, com o objetivo de atender à demanda produtiva e redução de custos do agronegócio brasileiro, bem como, contribuir com a sustentabilidade da produção de fertilizante, o presente projeto objetivará: 1) qualificar as cinzas vegetais como fonte alternativa de macronutrientes (P, K, Ca, Mg) e, eventualmente, micronutrientes para uso na produção agrícola; e 2) testar uma Mg-bentonita como aglomerante do fertilizante fosfático calcinado juntamente com as cinzas, com foco na boa resistência à compressão dos grânulos, diminuição de higroscopicidade, aumento da capacidade de retenção de água e liberação lenta de nutrientes. Para tal serão utilizadas: 1) cinzas produzidas a partir de duas variedades de biomassa, caroços de açaí e cavacos, as quais são empregadas na geração de energia para produção de fertilizante fosfático calcinado; e 2) bentonita Formosa, uma variedade catiônica do tipo magnesiana, que ocorre no sul do Maranhão. Estes materiais serão submetidos a caracterização química, física e mineralógica, com posteriores análises de fertilidade.
  • Universidade Federal do Pará - PA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Simone Raposo Cotta

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • o uso de comunidades microbianas sintéticas (syncom) na melhoria da eficiência da fertilização fosfatada de plantas
  • A cobrança por parte da sociedade pelo desenvolvimento de tecnologias que promovam uma agricultura sustentável e economicamente viável vem crescendo nos últimos anos. Nesse contexto, novas pesquisas estão sendo desenvolvidas com o intuito de compreender as interações que são estabelecidas entre as plantas e os microrganismos no ambiente da rizosfera e, dessa forma, manipular esse microbioma com a finalidade de aumentar a produtividade agrícola. Partindo da premissa que quanto mais diverso e ativo for o sistema biológico dos solos melhor será o desenvolvimento da planta (utilizando o conceito de biodiversity-ecosystem functioning), o objetivo principal desse projeto consiste em avaliar o efeito da diversidade microbiana do solo e da rizosfera sobre os mecanismos microbianos de disponibilização de fósforo para a planta (solubilização e mineralização) e estabelecer qual seria o microbioma mínimo necessário para que o processo de disponibilização desse nutriente não seja comprometido. Utilizando esse “microbioma mínimo” como referência, será construída uma comunidade sintética (SynCom) com o intuito de promover a fertilização fosfatada para a planta. Essa comunidade sintética será avaliada em relação a sua sobrevivência, estabilidade, funcionalidade e eficiência na disponibilização de fósforo em experimentos que serão desenvolvidos em casa de vegetação. Desta forma, o presente projeto propõe-se a gerar conhecimento fundamental para a formulação de bioinoculantes mais eficientes, pois leva em consideração a diversidade biológica do sistema e as interações estabelecidas entre microrganismos e microrganismos x plantas para a melhora na nutrição vegetal.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022