Projetos de Pesquisa

 

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Vítor Ennes Vidal

Ciências Biológicas

Parasitologia
  • leishmania tarentolae como potencial modelo de superexpressão de fatores de virulência – estudo da gp63
  • O parasitismo é um dos principais problemas de Saúde Pública nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. No caso das leishmanioses, atualmente existem cerca de 12 milhões de indivíduos infectados, com uma estimativa de 2 milhões de novos casos por ano e 350 milhões de pessoas vivendo em condições de risco de infecção (Alvar et al. 2012). O tratamento das leishmanioses apresenta sérios efeitos colaterais e em alguns casos é ineficaz em virtude do surgimento de cepas resistentes (Machado-Silva et al., 2014; Ennes-Vidal et al., 2017). Nesse contexto, alguns importantes fatores de virulência do gênero Leishmania vêm sendo apontados como alvos promissores para o desenvolvimento de quimioterápicos, ou até mesmo de uma vacina. Dentre estes podemos destacar a GP63 (leishmanolisina), uma glicoproteína de peso molecular em torno de 63 kDa abundante nas formas promastigotas do gênero Leishmania, ancorada na membrana do parasito através de glicosilfosfatidilinositol (GPI). A GP63 possui atividade proteolítica de metalopeptidase dependente de zinco e está relacionada tanto com etapas básicas do ciclo de vida, como a degradação proteica com fins nutricionais, quanto com a patogenicidade de espécies do gênero Leishmania (d’Avila-Levy et al. 2014). Em 2012, Raymond e colaboradores relataram que a GP63 se apresenta altamente expandida no genoma de Leishmania tarentolae, um parasito isolado de lagarto não patogênico ao homem. Curiosamente, os autores detectaram a expressão da proteína em torno de 63 kDa, mas não conseguiram detectar nenhuma atividade proteolítica de GP63 em L. tarentolae. Devido seu fácil manuseio, rápido crescimento e baixo custo de manutenção, L. tarentolae vem sendo utilizada como um modelo experimental para estudos de amplificação de genes (Ouellette et al., 1991), edição de RNA (Simpson et al., 2004), produção heteróloga de proteínas eucarióticas (Basile & Peticca, 2009) e desenvolvimento de vacinas (Breton et al., 2007). Entretanto, sua utilização para expressão de fatores de virulência da própria leishmania tem sido pouco abordada. Portanto, o grande avanço obtido através do desenvolvimento de ferramentas de manipulação genética – como knockdown, knockout, superexpressão e RNAi – tem permitido estudos funcionais que visem a melhor compreensão do papel desempenhado por fatores de virulência, como a GP63 das leishmanias. Deste modo, o objetivo desse estudo consiste em superexpressar uma GP63 de L. tarentolae e expressar de forma heteróloga uma GP63 de espécies patogênicas de leishmania na própria L. tarentolae. Através de ensaios de infectividade in vitro dos mutantes gerados, da purificação da enzima para caracterização enzimática e da imunolocalização dessa molécula pretendemos melhor compreender as funções da GP63 e sua relação com a infecção. Estudos preliminares do nosso grupo voltados a caracterizar a GP63 das cepas de L. tarentolae mantidas em cultura axênica na Coleção de Protozoários da Fiocruz vêm demonstrando que a atividade proteolítica da GP63 está consideravelmente diminuída quando comparada às leishmanias patogênicas, o que pode justificar a ausência de patogenicidade dessa espécie de lagarto ao homem (Lopes, disseratação em andamento). Além disso, 4 clones de L. tarentolae mutantes de GP63 já foram gerados e validados para o desenvolvimento das demais etapas do presente projeto. For fim, este trabalho pretende também validar um modelo de expressão de fatores de virulência de parasitos eucariotos, o que poderia inclusive funcionar como uma plataforma institucional de expressão heteróloga de proteínas.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Vítor Estêvão Silva Souza

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • evolução de software baseada em requisitos e ontologias
  • Evolução é um tema de grande importância na Engenharia de Software e os requisitos de software possuem papel central neste âmbito. No contexto de GORE (Goal-Oriented Requirements Engineering), muitas abordagens e ferramentas já foram propostas, no entanto falta-lhes um arcabouço semântico para lidar com problemas conceituais, como, por exemplo, sobrecarga, excesso, redundância e incompletude de construtos. Esses problemas levam a não compreensão e mal uso das linguagem GORE, além de comprometer sua expressividade. Este projeto tem por objetivo utilizar ontologias como ferramentas conceituais no domínio da Engenharia de Requisitos de Software, particularmente no contexto da Engenharia de Requisitos Orientada a Objetivos (GORE) e com foco em questões relacionadas à Evolução de Software. Dentre os resultados esperados, destacam-se: interoperabilidade semântica entre linguagens GORE e abordagens para desenvolvimento de sistemas adaptativos, proposta de linguagem GORE unificada, métodos e ferramentas para gerência de configuração e evolução de software, bem como para o desenvolvimento de sistemas adaptativos, além das ontologias de núcleo e de domínio associadas. Acredita-se que esses resultados terão forte impacto em futuras pesquisas nos domínios analisados.
  • Universidade Federal do Espírito Santo - ES - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022