Projetos de Pesquisa

 

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Victor Piana de Andrade

Ciências da Saúde

Medicina
  • caracterização genômica e lipidômica dos tumores bifásicos da mama por target sequencing e desi/mass spectrometry
  • As lesões bifásicas da mama são os fibroadenomas e os tumores Phyllodes, estes últimos são classificados como benigno, borderline ou maligno com base em características histopatológicas, porém essas características se sobrepõem, tornando o diagnóstico difícil. Portanto é necessário associar meios diagnósticos a fim de identificar melhor esses tumores. A imunohistoquímica e a biologia molecular são dois métodos que podem auxiliar no diagnóstico diferencial entre esses tumores. A expressão imunohistoquímica de p53 e CD117 está associada ao seu comportamento maligno. Estudos em biologia molecular mostram que esses tumores estão relacionados a mutações no promotor TERT, no éxon 2 do gene MED12 e em outros genes como o TP53 e o RB. A análise de amostras por espectrometria de massas é outro meio diagnóstico que pode auxiliar nesse diagnóstico diferencial. A espectrometria de massas tem alta sensibilidade e especificidade. Alguns autores diferenciaram tecido normal de tumoral em mama, cérebro e pâncreas utilizando DESI/MS. A técnica DESI/MS analisa os lipídeos através de ionização ambiente sem preparo das amostras. Quando esse método é aplicado em cortes histológicos adiciona dados que podem ser correlacionados à topografia, oferecendo novas informações sobre a composição molecular tecidual em cada área diferente da lâmina, permitindo diferenciar áreas normais de áreas tumorais, o que possibilita realizar uma interface com a anatomia patológica. Nesse contexto, esse projeto tem o propósito de estudar a genômica e lipidômica dos tumores bifásicos da mama, a fim de auxiliar patologistas, cirurgiões e oncologistas a decidirem melhor o tratamento desses pacientes.
  • Fundação Antônio Prudente - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Victor Rodrigues Santos

Ciências Biológicas

Fisiologia
  • estudo do efeito do tratamento com canabidiol (cbd) e drogas antiepilépticas (dae) sobre o desenvolvimento cerebral, comorbidades psiquiátricas e em modelos experimentais de epilepsia.
  • As epilepsias acometem entre 1-2% da população mundial. Estudos populacionais têm demonstrado que crises epilépticas são mais prevalentes em crianças e que crises neonatais podem levar ao desenvolvimento de epilepsia e desordens neurocognitivas na idade adulta. Dentre os pacientes com epilepsia, cerca de 30 a 40% apresentam resistência aos tratamentos farmacológicos atuais. Quanto se tratando de crises infantis, o controle das crises é ainda mais difícil, podendo chegar a 50% do pacientes sem resposta aos tratamentos. Adicionado a isso, as drogas que suprimem as crises na infância, em sua grande maioria, levam a diversos efeitos adversos. Nos tratamentos de crises neonatais, as drogas mais comumente utilizadas (fenobarbital, carbamazepina e fenitoina), provocam efeitos adversos permanentes podendo levar a transtornos de ansiedade, de humor, comprometimento da memória e aprendizado na infância e na idade adulta. Dessa maneira, a descoberta de novos compostos mais eficazes no controle de crises e com menos efeitos colaterais é de suma importância, e tem sido motivo de busca incansável na área de estudos de epilepsia. O canabidiol (CBD) se apresenta como importante alternativa e tem demonstrado resultados promissores em pacientes e em modelos animais de crises. Entretanto os mecanismos moleculares de ação, a sua interação com drogas antiepilépticas e os efeitos adversos provocados pelo tratamento do CBD no cérebro imaturo ainda não estão esclarecidos. Para responder essas perguntas, o objetivo desse projeto é investigar os possíveis efeitos colaterais dos tratamentos agudo e crônico com CBD, levando a alteração na morte neuronal e na neurogênse hipocampal no cérebro de roedores neonatos. Bem como, os efeitos da interação do tratamento do CBD e drogas antiepilépticas sobre a morte neuronal e neurogênese. Juntamente com isso, iremos testar se o tratamento com CBD é capaz de bloquear crises epilépticas em modelos de crises em neonatos. Finalmente, buscamos demonstrar se o tratamento com CBD e DAE na infância pode provocar alterações moleculares, morfológicas e comportamentais a longo prazo.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022