Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Victor Marcelo Deflon

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • compostos de coordenação como potenciais agentes quimioterápicos e radiofármacos
  • O progresso no desenvolvimento de novos fármacos contra doenças negligenciadas têm sido muito lento, principalmente devido à falta de investimento por parte das indústrias farmacêuticas. Soma-se a esta situação o fato de muitas drogas estarem se tornando menos eficazes contra certas doenças devido ao desenvolvimento de resistência, além de que a grande maioria dos agentes antineoplásicos não atuam em alvos terapêuticos seletivamente, causando severos efeitos colaterais. Neste sentido, o uso de compostos de coordenação aparece como uma boa estratégia para superar alguns problemas da terapia convencional e também para obtenção de fármacos com maior especificidade. Este projeto consiste desenvolvimento de novos compostos de coordenação baseados em ligantes bioativos do tipo tiossemicarbazonas e ligantes correlatos do tipo ditiocarbazatos, semicarbazonas e hidrazonas, que possuam potencial para uso como quimioterápicos em duas vertentes, sendo estas: I) tratamento de tuberculose, doença de Chagas e/ou tumores resistentes à cisplatina, para os quais serão utilizados complexos com os metais da primeira série de transição como Co, Cu, Fe, Mn, Ni e V, e outros da segunda e terceira séries, como Au, Pd, Pt, Ru e Re, como centros metálicos; II) servir como novos modelos para radiofármacos para uso em diagnóstico e/ou terapia, os quais incluem os radionucídeos 99mTc, 188Re e 68Ga. Deste modo, este projeto visa à obtenção de fármacos mais eficientes e com biodistribuição favorável para uso no tratamento e/ou diagnóstico de doenças como câncer, tuberculose e doença de Chagas.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
Foto de perfil

Victor Martins Maia

Ciências Agrárias

Agronomia
  • cultivo do cacau em regiões não tradicionais: consórcio com macadâmia e controle da floração
  • Apesar do aumento da demanda mundial, as áreas cultivadas com cacau no Brasil têm se limitado a microclimas da região amazônica, as regiões sul da Bahia e norte do Espírito Santo. Esta limitação se dá devido ao conceito preestabelecido que o cacaueiro necessita de sombreamento e ambiente com elevada temperatura e umidade do ar para produzir bem. Porém, algumas áreas experimentais e comerciais estão estabelecidas em regiões mais secas com irrigação, principalmente no Equador e Malásia. As regiões do semiárido brasileiro, que se encontram localizadas na área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE (incluindo municípios de Minas Gerais conforme Lei Complementar 125, de 03/01/2007), apresentam pluviosidade variando de 200 a 800 mm por ano, 60% de umidade relativa do ar, alta luminosidade e solos férteis. Estas condições associadas à fertirrigação e manejo diferenciado podem favorecer a viabilidade agroeconômica do cultivo do cacaueiro tornando-se mais uma opção para os produtores rurais desta região com potencial de criação de novos polos de produção de cacau no Brasil. Além de servirem como áreas de escape para a maioria das doenças, nestas regiões o cacaueiro apresenta alto potencial de produtividade e qualidade, com maior facilidade de beneficiamento, principalmente na secagem. A possibilidade de expansão da cacauicultura para áreas não tradicionais pode gerar divisas para o país pela redução da importação ou até mesmo, possibilitando ao Brasil retornar a condição de exportador. Algumas iniciativas de produtores e pesquisadores, mesmo que em pequena escala, têm apresentado resultados promissores. Contudo, há necessidade de avaliação científica de longo prazo da viabilidade agroeconômica da implantação do cacaueiro e de tecnologias associadas e/ou modificadas para as condições do semiárido. Portanto, este projeto tem como objetivo avaliar a viabilidade agronômica e econômica da cacauicultura irrigada em região não tradicional e verificar o comportamento fenológico, crescimento, produção e qualidade de clones de cacaueiro produzidos na condição de pleno sol e em consórcio com macadâmia em região de clima semiárido. Serão realizados de forma concomitante 2 experimentos. O primeiro será implantado em área já cultivada previamente a banana ‘Grande Naine’. O Segundo será realizado em área de cacau já implantada com 3,7 anos de idade (considerando o mês de setembro de 2018) onde estão sendo cultivados 8 diferentes clones. Será utilizado, no primeiro experimento, o delineamento em blocos casualizados (DBC) no esquema fatorial 5 x 4, sendo 5 clones de cacau e 4 porta-enxertos e 3 repetições. De forma concomitante ao plantio do cacau, serão plantadas as mudas de macadâmia. A cada três meses, a partir do plantio das mudas de cacau, serão avaliadas as seguintes características: determinação da radiação e índice de área foliar (IAF), índice SPAD nas folhas, trocas gasosas (características fisiológicas), diâmetro de tronco, comportamento fenológico, produção e qualidade dos frutos e das amêndoas. Anualmente será realizada a coleta de folhas para análise laboratorial. Também serão coletadas amostras de solo para análises físicas e químicas, estoque de carbono e nitrogênio no solo e teor de nutrientes nas amêndoas secas e na casca dos frutos. Ao final dos 3 anos de avaliação será realizada a análise econômica e financeira do sistema de produção. No segundo experimento, será utilizado o delineamento em blocos casualizados (DBC) no esquema de parcelas subdivididas (8 x 2), tendo nas parcelas oito tratamentos (clones de cacau) e nas subparcelas duas condições de irrigação relacionadas a ausência de estresse hídrico e estresse hídrico controlado, com três repetições. Serão avaliadas as seguintes características: determinação da radiação e índice de área foliar (IAF), índice SPAD nas folhas, trocas gasosas (características fisiológicas), potencial hídrico do solo e da folha, atividade no tecido foliar das enzimas relacionadas ao estresse, diâmetro de tronco, comportamento fenológico, produção e qualidade dos frutos e das amêndoas. Anualmente será realizada a coleta de folhas para análise laboratorial. Também serão coletadas amostras de solo para análises físicas e químicas, estoque de carbono e nitrogênio no solo e teor de nutrientes nas amêndoas secas e na casca dos frutos. Os dados coletados serão submetidos à análise de variância, e quando significativos pelo teste F (p < 0,05), serão submetidos ao teste de Scott-Knott ao nível de 5% de probabilidade com auxílio do software estatístico R.
  • Universidade Estadual de Montes Claros - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022