Projetos de Pesquisa

 

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Adriano Nunes Nesi

Ciências Biológicas

Botânica
  • mudanças climáticas e a fisiologia do estresse em plantas
  • Devido as mudanças climáticas globais, e considerando-se que os principais avanços na agricultura foram concebidos para ambientes favoráveis, o desempenho de culturas em condições adversas constitui-se atualmente em tema de constante debate. Com efeito, as plantas são frequentemente expostas a várias condições ambientais adversas, potencialmente capazes de gerar estresses, afetando negativamente o crescimento e a produtividade. A compreensão das respostas fisiológicas dos cultivos a tais condições é, portanto, fundamental para minimizar os impactos deletérios dos estresses abióticos, com vistas à maximização da produtividade. Há necessidade de mais pesquisas para ampliar a compreensão do comportamento fisiológico das culturas em resposta a fatores de estresses múltiplos que se interagem. No Brasil, a maioria dos estudos sobre tolerância a estresses abióticos é observacional, sem a necessária exploração dos mecanismos envolvidos. Além disso, esses estudos têm sido centrados em aspectos singulares da tolerância a estresses, sem que se imponha uma visão holística de como se desenvolve o processo de tolerância. Considerando-se que a biomassa de uma planta é derivada da fotossíntese, e que esse processo é o principal integrador da fisiologia de uma planta, respondendo a praticamente qualquer situação de estresse, pode-se afirmar que a compreensão da fisiologia de uma planta em condições de estresse e os mecanismos pelos quais essa planta enfrenta condições adversas é fundamental para a sustentabilidade da produção agrícola. Assim, esse projeto pretende: (i) Estabelecer as bases fisiológicas e moleculares de mecanismos de tolerância a estresses abióticos em plantas-modelo e em espécies de interesse agrícola; (ii) identificar índices que permitam a caracterização da tolerância à seca em espécies de interesse agrícola; (iii) identificar materiais genéticos com potencial para a suportar situações de estresses múltiplos.
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Adriano Sakai Okamoto

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • avaliação proteômica e microbiômica na modulação da microbiota cecal de frangos de corte contra salmonella heidelberg induzida pela comunicação de bactérias ácido láticas
  • O Brasil é o maior exportador de carne de frango, conforme informativo da Associação Brasileira de Proteína Animal de 2019, o que aumenta sua preocupação com a qualidade e segurança alimentar. Por esse motivo, a disseminação de patógenos continua sendo um desafio, principalmente da Salmonella spp., bactéria causadora da salmonelose, uma enfermidade que pode atingir as aves, sendo considerada uma das zoonoses mais comuns e importantes. Assim, como prevenção à colonização da mucosa intestinal por enteropatógenos, produtos com a função de modular a microbiota intestinal da ave, tais como os probióticos, majoritariamente compostos por bactérias ácido láticas (BALs) foram desenvolvidos. Além do antagonismo direto sobre as salmonelas, as BALs exercem um mecanismo de comunicação bacteriana, o qual impele a microbiota intestinal a inibir o patógeno de forma coletiva. Ao alcançar uma densidade populacional mínima, esse comportamento é desencadeado, levando ao reconhecimento e secreção de peptídeos indutores. O objetivo desse estudo será avaliar a potencialização da inibição de Salmonella Heidelberg por amostras de bactérias ácido láticas, in vitro e in vivo, moduladas por indutores da comunicação bacteriana, analisando a composição do indutor por proteômica e avaliação da microbiota cecal da ave por análise microbiômica antes e após a comunicação bacteriana.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 07/02/2022-28/02/2025
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Afonso de Albuquerque

Ciências Sociais Aplicadas

Comunicação
  • a internacionalização da pesquisa brasileira em comunicação: concepções, desafios e oportunidades
  • A academia brasileira tem incorporado métricas de internacionalização como indicadores de qualidade nas políticas científicas. No entanto, os elementos a definirem “pesquisa de qualidade” se consolidaram orientadas pela expansão econômica global do ensino superior nos anos 1990, em torno dos princípios do capitalismo acadêmico. Geridos por instituições privadas, os rankings que propõem medir qualidade e impacto da produção científica privilegiam instituições e periódicos dos Estados Unidos, Reino Unido e outros países ocidentais, favorecendo a circulação científica em veículos acadêmicos de acesso restrito (muitos inacessíveis aos pesquisadores brasileiros). Diante deste cenário de limitações à circulação em circuitos internacionais de prestígio, a ideia de internacionalização precisa ser avaliada à luz dos desafios que a compreendem. Quais as consequências que essas políticas trazem à produção científica de pesquisadores brasileiros da área de Comunicação? Além de identificar os desafios impostos à internacionalização da produção brasileira em Comunicação, esta pesquisa busca inventariar e desenvolver indicadores de internacionalização capazes de reconhecer os obstáculos enfrentados quanto à circulação em periódicos estrangeiros bem qualificados. A intenção é oferecer subsídios capazes de aprimorar as políticas científicas nacionais a fim de refletir o estado atual da área e que permitir uma integração mais efetiva entre comunidades de cientistas nacionais e internacionais. A equipe acumula produção científica internacional e experiência metodológica. Pretende-se, através de coleta de dados acerca de publicações qualificadas internacionais, elaborar análises de redes bibliométricas; aplicar surveys e entrevistas semiestruturadas com os pesquisadores brasileiros da área sobre suas percepções sobre internacionalização; e elaborar indicadores (a partir de método Delphi) para medir o desempenho da internacionalização da área, consolidados em uma plataforma pública.
  • Universidade Federal Fluminense - RJ - Brasil
  • 18/03/2022-31/03/2025