Projetos de Pesquisa

 

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Valeria Aoki

Ciências da Saúde

Medicina
  • pênfigo herpetiforme: avaliação da resposta imune adaptativa cutânea, com ênfase na expressão da interleucina-31 (il-31)
  • Pênfigos são dermatoses bolhosas autoimunes, onde autoanticorpos dirigem-se contra componentes da adesão intercelular intraepitelial (desmogleínas e desmoplaquinas). Verifica-se acantólise intraepidérmica observada ao exame histopatológico, e autoanticorpos da classe IgG, e ocasionalmente da classe IgA dirigidos contra antígenos-alvo específicos in situ ou circulantes. Existem dois subtipos clássicos de pênfigo, distintos entre si em virtude da apresentação clínica diversa, do antígeno-alvo envolvido, e nível de clivagem epidérmica. Os principais representantes deste grupo de enfermidades são o pênfigo vulgar (PV) e o pênfigo foliáceo (PF). Formas raras têm sido descritas na literatura, com características clínicas, histopatológicas e imunológicas distintas, e incluem o pênfigo herpetiforme, o pênfigo vegetante, o pênfigo por IgA, o pênfigo paraneoplásico (3) (4, 5) e o pênfigo por IgG/IgA. O pênfigo herpetiforme (PH) é uma mescla entre características clínicas da dermatite herpetiforme e achados imuno-histológicos s de pênfigo. Esta variante pode seguir o curso clínico do PV ou do PF, ou se apresentar como a primeira manifestação clínica dos pênfigos. Ocorre em indivíduos ao redor de 50-60 anos, com raros casos descritos em população pediátrica. Os achados cutâneos do PH consistem em pápulas urticadas em meio a vésico-bolhas, com padrão de distribuição herpetiforme ou anular e predileção por tronco e extremidades proximais. O prurido, sintoma ausente nas formas clássicas de PV ou PF, pode ser marcante no PV. Apresentações não usuais podem retardar o diagnóstico. Em publicação recente, seis pacientes foram diagnosticados como PH, a despeito das lesões de caráter eczematoso, incluindo os subtipos numular, disidrótico e asteatósico. À histologia evidenciam-se pústulas subcórneas e vesículas intraepidérmicas com infiltrado predominantemente eosinofílico e/ou neutrofílico e espongiose. Acantólise é usualmente ausente ou mínima. A imunofluorescência direta (IFD) revela depósitos de IgG e C3 intraepidérmicos intercelulares. Outros recursos auxiliares incluem a imunofluorescência indireta (IFI), o ELISA (Enzyme-linked immunosorbent assay) e o immunoblotting, que possibilitam a detecção de anticorpos circulantes contra componentes epidérmicos. O principal antígeno-alvo detectado é a desmogleína-1 (Dsg1), seguida pela desmogleína-3 (Dsg3). Estudos recentes demonstraram também a participação das desmocolinas -1 e -3 (Dsc1 e Dsc3). Considerando que o PH seja uma variante clínica dos pênfigos, que cursa com prurido importante, sintoma ausente nas formas clássicas destas enfermidades, este estudo tem como justificativa analisar a imunidade adaptativa tecidual envolvida nesta forma atípica. Assim, o perfil de expressão de proteínas tais como IL-31 e seus receptores IL-31RA (IL-31 receptor alpha) e OSMR (oncostatin M receptor beta), assim como o de outras interleucinas envolvidas na resposta inflamatória (IL-4, IFN-gama, TNF-alfa, IL-12, IL-17), será estudado nos pacientes com PH.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Conceição de Oliveira

Ciências da Saúde

Enfermagem
  • avaliação dos erros de imunização e proposta de intervenção
  • Objetivo: Avaliar os erros de imunização no serviço público de saúde do estado de Minas Gerais (MG) e propor intervenção. Métodos: Pesquisa de método misto desenvolvida em três etapas: A primeira etapa descritiva, documental e retrospectiva para analisar a incidência de erros de imunização entre 2008 e 2018 no estado de Minas Gerais e na região Oeste de Minas Gerais, utilizando dados secundários do Estado e da Região. Os dados serão compilados e analisados no aplicativo SPSS® versão 23.0 e apresentados em formas de tabelas e gráficos. A segunda etapa consistirá numa pesquisa qualitativa realizada com enfermeiros e auxiliares/técnicos de enfermagem das Unidades de Saúde notificadoras de erros de imunização em 2018, identificados na primeira etapa da pesquisa. A coleta se dará por meio de entrevista individual baseada em questões norteadoras que abordem os fatores que contribuem para a ocorrência de erro de imunização. A análise dos dados da pesquisa será fundamentada na Análise de Conteúdo Temática, tendo como referencial teórico a Teoria de Erro Humano. A terceira e última etapa da pesquisa será uma Pesquisa ação com o objetivo de construir um algoritmo de prevenção de erro de imunização. Como referencial teórico-metodológico utilizar-se-á a Pesquisa-ação do tipo Convergente-Assistencial (PCA) e como fundamentação teórico-pedagógica a Pedagogia Crítica Problematizadora. Usar-se-á o arcabouço teórico de Paulo Freire, com propósito maior de preparar o ser humano na tomada de consciência do seu mundo e atuar intencionalmente para transformá-lo. Os participantes do estudo serão selecionados a partir da segunda etapa da pesquisa segundo os seguintes critérios de inclusão: ser profissional de enfermagem, trabalhar na sala de vacina na atenção primária dos municípios selecionados há pelo menos um ano e manifestar interesse em participar do estudo. Para a coleta dos dados utilizar-se-á o Arco de Charles Maguerez, o qual é uma das estratégias de ensino-aprendizagem para o desenvolvimento da Problematização. Consta de cinco etapas que acontecem a partir da realidade social: a observação da realidade, os pontos-chaves, a teorização, as hipóteses de solução e aplicação à realidade. Esse método apresenta princípios da Pedagogia Crítica Problematizadora. Para análise e interpretação dos dados, adotar-se-á o referencial de Morse e Field (1995), o qual consta de duas etapas: a análise e a interpretação. Espera-se com esse estudo a identificação dos fatores contribuintes para o erro em imunização e a sensibilização de gestores e profissionais para o tema da segurança em sala de vacina; a educação permanente da equipe de enfermagem para práticas mais seguras e consequentemente a promoção da cultura de segurança em sala de vacina.
  • Universidade Federal de São João Del-Rei - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valeria de Matos Borges

Ciências Biológicas

Imunologia
  • fatores de virulência na interação leishmania-célula hospedeira
  • O lipofosfoglicano (LPG), principal componente da superfície das formas promastigotas, é considerado um importante fator de virulência do parasito e já foi associado ao estabelecimento da infecção por diferentes espécies de Leishmania. No presente estudo, em parceria com Dr Albert Descoteaux (Institut National de La Recherche Scientifique, Institut Armand-Frappier da Rede Fiocruz-Pauster) pretendemos caracterizar os mecanismos de sinalização celular deflagrados durante a infecção de neutrófilos e macrófagos por L. infantum e L. amazonensis knockout de LPG e fosfoglicanos (LPG1-KO e LPG2-KO) ou geneticamente restituídas (LPG-Addback) comparados à cepa selvagem (WT). Para isso, já temos disponível a L infantun deficiente para o lpg1 produzida e caracterizada por nosso grupo utilizando técnicas de recombinação homóloga (Lázaro-Souza et al 2017). Entretanto, para Leishmanias deficiente para o gene lpg2, responsável pela adição de unidades repetitivas de manose (GDP-Man) no complexo de Golgi para o LPG e outras moléculas contendo fosfoglicanos, está abordagem experimental não foi eficaz. O parasita nocaute para lpg2 perderá todos os domínios de fosfoglicanos incluindo aqueles do LPG e de proteofosfoglicanos ligados a membrana (e.g. fosfoglicano extracelular (PG), fosfatase acida secretada (sAP) e a mucina-like secretada proteofosfoglicano (PPG). Recentemente, a tecnologia de edição de genomas sofreu uma grande revolução com o desenvolvimento do sistema CRISPR (Clustered Regularly Interspaced Palindromic Repeats)/Cas9, que permite de forma bem simples, a inserção, deleção, substituição e regulação gênica. Em função de sua alta especificidade esse sistema derivado de Streptococcus pyogenes foi adaptado para direcionar a clivagem de Cas9 para um alvo específico. Esse mecanismo já foi utilizado com sucesso para realizar edições no genoma em diversos organismos e recentemente foi adaptado para ser utilizado na obtenção de nocautes em parasitas do gênero Leishmania. Neste projeto pretendemos usar o sistema CRISPR para a obtenção dos nocautes para o gene lpg2 de L. infantum e L amazonensis. Além de utilizar as Leishmanias deficientes para o LPG, testaremos a ação inflamatória da molécula purificada em parceria com Dr Rodrigo Soares (Fiocruz-MG). Nesse sentido iremos avaliar os parâmetros da ativação neutrofílica, tais como migração, liberação de enzimas dos grânulos, tempo de sobrevida e mecanismos oxidativos nas células hospedeiras. A ativação de macrófagos será avaliada pela indução da expressão de moléculas de superfície como MHCII e CD80 e pela produção de citocinas e mediadores inflamatórios como MRP8 e MRP14. Será analisada ainda a participação de receptores do tipo Toll e vias de sinalização (MAPkinaes- ERK, p38 e JNK) envolvidas durante o processo de infecção ou ativação pela molécula purificada. Também, iremos caracterizar o remodelamento do vacúolo parasitóforo, recrutamento de marcadores lisossomais, bem como a participação de componentes da NADPH oxidase em macrófagos e neutrófilos infectados por L. infantum e L. amazonensis deficientes para LPG e fosfoglicanos (LPG1-KO e LPG2-KO) ou geneticamente restituídas (LPG-Addback) comparados à cepa selvagem (WT). Esse estudo poderá esclarecer como o LPG de Leishmania interage com a resposta imune inata do hospedeiro, abrindo novas perspectivas para o entendimento dos mecanismos imunopatogênicos na leishmaniose envolvendo macrófagos e neutrófilos. A presente proposta pretende ampliar a investigação do papel do LPG utilizando tanto a molécula purificada quanto os parasitos deficientes no contexto da interação Leishmania-célula hospedeira.
  • Fundação Oswaldo Cruz - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Guimarães Silvestre Rodrigues

Engenharias

Engenharia Civil
  • estudo dos processos erosivos na bacia do córrego do palmital (nazareno - mg)
  • Vide projeto anexo
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Lima Carvalho

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • estudo de co-infecção de arbovírus de importância médica e vírus específicos de insetos
  • Arbovírus são vírus que se replicam em vertebrados e insetos vetores como mosquitos, carrapatos, entre outros, e alguns são responsáveis por causar problemas em termos de Saúde Pública em todo o mundo, causando surtos e epidemias afetando humanos e animais, tais como o vírus Dengue, vírus Chikungunya, vírus Febre Amarela, vírus Zika, vírus West Nile (VWN) e vírus Encefalite Saint Louis (VSLE). Mesmo diante da grande importância médica desses vírus, o cenário atual é de poucas vacinas disponíveis e da falta de tratamento medicamentoso antiviral disponibilizado para a população. Nos últimos anos, várias pesquisas vêm sendo realizadas no sentido de desenvolver novas plataformas de vacinas e antivirais e, além disso, é muito importante que novas abordagens sejam desenvolvidas visando também o controle do vetor para a prevenção da transmissão dos arbovírus. Nesse sentido, os vírus específicos de insetos (ISV), vírus que fazem parte da microbiota dos mosquitos, vêm ganhando destaque, pois eles são capazes de se replicar em células de insetos, mas não em vertebrados, e por isso esses vírus podem ser utilizados em plataformas vacinais e para o diagnóstico, além da possibilidade deles serem utilizados como controle biológico, visto que alguns desses ISV mostraram reduzir a competência vetorial de mosquitos na transmissão de arbovírus. Um exemplo disto é o ISV Culex flavivirus (CxFV), que vem sendo investigado quanto sua interação com o vírus West Nile, já que eles compartilham o mesmo vetor, contudo os resultados não têm apresentado uniformidade, pois alguns estudos apontam que o CxFV pode reduzir a capacidade de mosquitos Culex transmitirem o VWN, contudo outros mostram que há uma associação ecológica positiva entre eles. Novos estudos precisam ser realizados visando esclarecer essa interação. Outro vírus de inseto bastante prevalente em mosquitos Culex é o vírus Brejeira (VBRJ), que faz parte do novo táxon Negevirus, e pouco ou nada se conhece sobre os efeitos da sua interação com os arbovírus. Diante disto, este projeto visa avaliar os possíveis efeitos interferentes do VBRJ e do CxFV em co-infecção com os arbovírus VWN e VSLE, já que estes vírus compartilham os mesmos insetos do gênero Culex.
  • Instituto Evandro Chagas - PA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Marli Leonello

Ciências da Saúde

Enfermagem
  • mapeamento e análise de experiências de educação interprofissional em saúde na universidade de säo paulo
  • A educação interprofissional (EIP) tem se constituído como estratégia fundamental para proporcionar aos estudantes da área de saúde oportunidades de aprendizado compartilhado, favorecendo o desenvolvimento de competências para o trabalho em equipe, tão necessário para atender as necessidades de saúde cada vez mais multifacetadas e complexas. Entretanto, ainda predomina o modelo de formação uniprofissional, e na universidade de São Paulo, as experiências na área de formação em saúde tem sido desenvolvidas, majoritariamente, em espaços extracurriculares ou optativos, sendo reconhecidas isoladamente e muitas vezes limitadas à alguns cursos e iniciativas de professores engajados na EIP. Tais experiências precisam ser mapeadas e analisadas quanto ao impacto da EIP nos estudantes, bem como em suas potencialidades e desafios. Desta forma, o estudo tem como objetivo mapear e analisar experiências de educação interprofissional em saúde na Universidade de São Paulo (USP). Metodologia: Pesquisa com abordagem quanti-qualitativa desenhada em três etapas, sendo a primeira com abordagem quantitativa, realizada por meio de survey descritivo-exploratório e transversal, com a utlização de formulário eletrônico on-line com professores vinculados à universidade para o mapeamento inicial das experiências de EIP. Na segunda etapa, a partir do mapeamento serão selecionadas três experiências para análise documental e qualitativa, por meio de entrevistas semi-estruturadas com os professores coordenadores, buscando-se aprofundar os dados do mapeamento e identificar as principais dificuldades e desafios. Na terceira etapa, de abordagem quantitativa, será aplicada com os estudantes uma escala de disponibilidade para a EIP, em dois momentos: no momento em que antecede cada uma das experiências e no momento final de cada uma delas, para verificar o grau de interesse e disponibilidade para EIP. Espera-se que o estudo dê visibilidade para as experiências de EIP realizadas na USP traga evidencias da potencialidade da EIP nas experiências analisadas e identifique possibilidades e desafios para o fortalecimento e ampliação da EIP em saúde neste contexto.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-31/08/2022
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Valeria Neves Domingos Cavalcanti

Ciências Exatas e da Terra

Matemática
  • estabilização de sistemas governados pelas equações diferenciais parciais
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Estadual de Maringá - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Pereira Ferrer

Ciências Biológicas

Bioquímica
  • perfil de mirnas como biomarcadores em glioblastoma através de biópsia líquida
  • O diagnóstico de glioblastoma (GBM) é baseado em suas características morfológicas e histopatológicas, porém, a heterogeneidade molecular entre os GBMs é proeminente, e o diagnóstico patológico nem sempre prevê o comportamento do tumor. A baixa taxa de sobrevida (média de 15 meses) em pacientes com esse tumor alimenta a busca de novos alvos diagnósticos e terapêuticos. Portanto, a identificação de biomarcadores moleculares para o acompanhamento de pacientes com GBM se torna de grande importância terapêutica. Um tipo de RNA não codificante, microRNA (miRNA), representa uma das moléculas alvo mais atraentes que contribuem para a patogênese de vários tipos de tumores. Os miRNAs regulam a expressão de genes envolvidos em funções celulares como proliferação celular, diferenciação, apoptose, ciclo celular e angiogênese. Todos esses processos subsidiam a patogênese de GBM. Os miRNAs envolvidos no desenvolvimento e progressão do câncer podem ser divididos em: onco-miRs (miRNAs que promovem tumores), miRNAs supressores de tumores e metasta-miRs (os promotores de metástases). A expressão de miRNA é tecido-específica e vários conjuntos de miRNAs são diferencialmente elevados ou reduzidos em tumores de diferentes origens, embora diferentes tipos de cânceres também podem compartilhar alguns miRNAs individuais. Perfis de expressão de miRNAs foram associados especificamente ao GBM. O presente projeto busca através do perfil de miRNAs em plasma de pacientes estabelecer marcadores que serão utilizados para diagnóstico complementar menos invasivo e para o acompanhamento do tratamento de pacientes com GBM. Este projeto tem a jovem pesquisadora Dra. Valéria Ferrer como coordenadora, a qual possui expertise em biologia molecular há pelo menos 10 anos, inclusive com experiência em câncer em Houston, USA. Conta com a colaboração do Prof. Vivaldo Moura Neto, referência mundial na área de gliomas e ainda com as jovens pesquisadoras Dra Luciana Pessoa e Dra Manoela Heringer, as quais possuem também grande expertise na área de biologia molecular. Este projeto ainda possui a colaboração do Prof. Attilio Pane, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que é um pesquisador de referência na área de RNAs não codificantes. Por fim, gostaria de ressaltar que obtivemos resultados preliminares promissores referentes a este projeto e ele então é o resultado da colaboração entre pesquisadores, alunos de pós-graduação (incluindo uma doutoranda vinda do Quênia) e de alunos de iniciação científica no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, em colaboração com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
  • Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Pereira Hernandes

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • inovadoras proteínas quiméricas de leishmania (viannia) braziliensis e sua avaliação em plataforma de citometria de fluxo no diagnóstico e monitoramento da leishmaniose tegumentar americana
  • No Brasil, o agente etiológico da leishmaniose tegumentar americana (LTA) com maior incidência é a Leishmania (Viannia) braziliensis. Uma combinação de fatores do hospedeiro e do parasita pode provocar um efeito crucial sobre o resultado das infecções causadas por Leishmania, e determina se a infecção irá evoluir para cura espontânea ou para a forma mais severa. O perfil clássico de citocinas Th1 ou Th2, avaliado na resistência ou progressão da doença, tem evoluído em termos de complexidade. Baseada na imunopatogênese da doença, a eficácia do tratamento pode não depender diretamente do efeito das drogas sob o parasita, visto que existem relatos de ausência de resposta terapêutica e casos de cepas resistentes aos antimoniais pentavalentes; no entanto, uma resposta imune eficiente pode apresentar um papel crítico na cura da doença em humanos. As perspectivas de controle são extremamente dependentes do progresso científico, destacando-se a necessidade de estratégias terapêuticas mais eficazes, o uso de vacinas seguras e eficientes e o diagnóstico precoce. Devido a ausência de um teste considerado padrão-ouro, o diagnóstico da doença é realizado pela associação dos aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. O diagnóstico diferencial precoce e preciso é essencial para o combate eficiente da LTA porque as características clínicas dessa doença podem ser facilmente confundidas com doenças como hanseníase virchowiana, câncer de pele, tuberculose, esporotricose, sífilis, psoríase, entre outras. Embora o critério de cura na LTA seja baseado na avaliação clínica com regressão de todos os sinais da infecção, no âmbito laboratorial, devido às limitações existentes nos testes realizados, um critério de cura após tratamento ainda é controverso. Os exames parasitológicos, considerados referência, são métodos invasivos e em geral apresentam baixa sensibilidade devido à escassez de parasitas nos tecidos. Os métodos moleculares, embora tenham alta sensibilidade e especificidade, apresentam uma faixa de detecção limitada para alguns ensaios e não distinguem se os resultados são positivos devido à presença de parasitas viáveis, degenerados ou aos resíduos de seu material genético no material biológico analisado. Os exames sorológicos podem apresentar reações cruzadas com outras doenças, não permitem a distinção entre infecção ativa ou passada e demonstram a persistência de positividade em amostras avaliadas após cura, seja ela espontânea ou pós-terapêutica. Além disso, ter uma preparação antigênica ideal é o ponto chave para evitar reatividades cruzadas. Diante desses aspectos, o diagnóstico e monitoramento de cura na LTA são considerados ainda um desafio. O desenvolvimento de novos testes se torna desafiador em virtude da necessidade de encontrar o antígeno ideal para superar tais limitações. Nesse sentido, a citometria de fluxo (CF) se mostra uma tecnologia importante não somente para o diagnóstico sorológico, mas a sua utilização como critério de cura para avaliar proteção ou susceptibilidade à doença tem sido observada como promissora. Além de permitir a análise quali-quantitativa dos anticorpos anti-Leishmania e de células e mediadores imunológicos como citocinas, a CF tem apresentado sensibilidade e especificidade superiores aos métodos sorológicos convencionais. Com o propósito de aperfeiçoar e inovar a CF aumentando seus valores de sensibilidade e especificidade na detecção da infecção por L. (V.) braziliensis, bem como estabelecendo um critério de cura, em um trabalho prévio de nosso grupo, métodos lineares e estruturais modernos de imunoinformática foram utilizados para pesquisar epítopos de células T CD4 e CD8 conservados entre espécies no proteoma predito de Leishmania braziliensis. Assim, foi possível selecionar dez sequências peptídicas que possuíam o melhor ranking quando avaliadas suas capacidades de ligação aos complexos de histocompatibilidade principal (MHC) e que mostraram, in vitro, serem imunogênicas em células mononucleares de pacientes com LTA. Considerando que novas moléculas imunogênicas do parasita também são avaliadas para o diagnóstico, das dez sequências melhor ranqueadas, duas proteínas quiméricas foram construídas para o presente trabalho, colocando-se entre cada par de peptídeos, duas sequências espaçadoras: PanDrEpitope (PADRE) e GPGPG, onde uma proteína contém os dois espaçadores, e a outra apenas o PADRE. Estudos prévios já demonstraram a capacidade estimulatória de células T da sequência PADRE, e com relação à sequência GPGPG, sabe-se que ela é capaz de facilitar o processamento e apresentação de epítopos para o MHC. Dessa maneira, o objetivo principal dessa pesquisa é avaliar in vitro o uso de proteínas quiméricas de L. (V.) braziliensis contendo epítopos imunogênicos de linfócitos em uma plataforma de citometria de fluxo, visando sua aplicação para o diagnóstico sorológico e monitoramento na LTA. Portanto, pretende-se aperfeiçoar o uso desta tecnologia para a obtenção de um diagnóstico mais eficaz, bem como ampliar o conhecimento sobre o papel das células do sistema imune em doenças infecciosas negligenciadas como a LTA, para potenciais abordagens vacinais e imunoterapêuticas.
  • Fundação Oswaldo Cruz - PE - Brasil
  • 15/05/2019-31/05/2022
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Valéria Raquel Porto de Lima

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • dinâmica dos elementos da paisagem: aspectos para zoneamento ambiental na área de proteção ambiental do cariri (apa do cariri) – semiárido paraibano.
  • A Caatinga conta com 149 UCs federais e estaduais, de proteção integral e de uso sustentável, que somam 6.505.775 ha. Essa área equivale a aproximadamente 7,7% do bioma (MMA, 2017). A Paraíba possui 34 UCs, sendo 16 delas geridas pelo Governo do Estado e as demais geridas por proprietários particulares, não existe atualmente no Cariri Paraibano unidade de conservação de gestão federal, evidenciando o déficit com relação à conservação do bioma Caatinga. Essa situação expõe o grau de fragilidade das Caatingas e a extrema necessidade fortalecer e consolidar as UCs já criadas, estabelecendo estratégias que assegurem a conservação da biodiversidade, e nas categorias de uso sustentável um desenvolvimento regional e local. Mesmo considerando o SNUC um grande avanço no que diz respeito ao aparato legal para criação das Unidades de Conservação, no panorama atual, grande parte das UCs no país é instituído, mas na maioria das vezes não são regularizadas, muitas sequer possuem Planos de Manejo e, por conseguinte, o zoneamento ambiental. Algumas UCs são criadas de forma isolada, formando ilhas, o que as tornam insustentáveis para a proteção da biodiversidade e subordinadas a diversos tipos de impactos ambientais, desencadeados pelos mais diferentes atores sociais que atuam nesses espaços. Adicionalmente a essa questão, existem os problemas da falta de critérios ecológicos mais eficientes para a delimitação espacial e definição de tipologias de manejo mais adequadas a cada especificidade de uso, realizada por meio do zoneamento. A presente pesquisa parte de tais problemáticas e reflete, especificamente, as condições geoecológicas e ambientais das UCs não regularizadas no Bioma Caatinga, questionando: não é o zoneamento ambiental um dos principais instrumentos para designar o uso sustentável das UCs em suas diferentes categorias? Sendo assim, aplicar diferentes metodologias de analise dos elementos da paisagem irão fornecer dados contundentes para elaboração do zoneamento que deve ser realizada em caráter de urgência nas UC’s já regularizadas. A APA do Cariri, inserida no bioma Caatinga, ainda não realizou plano de manejo e zoneamento. A APA do Cariri foi criada pelo Decreto Estadual 25.083-2004, pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba – SUDEMA, possui uma área de 18560.00 hectares englobando parte dos municípios de: Boa Vista, Cabeceiras e São João do Cariri. Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo central realizar uma analise integrado da paisagem para subsidiar uma proposta de zoneamento ambiental da APA do Cariri. Para tanto, será utilizada a metodologia de zoneamento proposta por Santos e Silva (2011), bem como a metodologia LANBIOEVA (Landscape Biogeographic Evaluation) de valoração da paisagem (Valencia et. al., 2015). O zoneamento será ancorado em três temas fundamentais: socioeconômico, vegetação e solos. Cada um desses temas será analisado a partir da qualificação do grau de vulnerabilidade ou estabilidade da área. O levantamento dos dados para a realização do diagnostico segue o modelo estrutural desenvolvido pela OECD (1993), conhecido como “Pressão-Estado-Resposta (P-E-R)”, aplicado em estudos globais de avaliação de qualidade do meio. A execução do diagnóstico é formada pelos dados primários – primeiro nível, dados analisados ou derivados – segundo nível, indicadores (agregados ou simples) – terceiro nível. Para apoiar o zoneamento outras metodologias como analise dos Regimes Geoecodinâmicos Cámara (2004) definidos com base nos dados texturais das formações superficiais e nos balanços hídrico e bioclimático, método de analise das formações vegetais para Fanerófitas e Caméfitos – MIFC (Cámara, 2013), (Lima, 2012), serão usadas. Dessa forma, serão trabalhados com dados secundários físico-naturais e socioeconômicos, além da geração de dados primários a partir dos levantamentos de vegetação, dos solos e dos aspectos socioeconômicos. Também será feito um mapa de detalhe (1:10.000) de uso e cobertura do solo da APA. Por fim, será elaborado o zoneamento ambiental da APA, definindo áreas comuns em relação ao estado de vulnerabilidade ou estabilidade, estabelecendo as potencialidades e as limitações das mesmas.
  • Universidade Estadual da Paraíba - PB - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022