Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Alexander Welker Biondo

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • estudo multicêntrico para a vigilância de sars-cov-2 em animais de companhia com interface à saúde única (petcovid-19 study): coorte prospectiva de mamíferos domiciliados para avaliação de risco de transmissão zooantroponótica no brasil
  • O projeto possui como objetivo geral a promoção da vigilância de SARS-CoV-2 em animais de companhia do Brasil com interface à Saúde Única. E como objetivos específicos, 1. Realizar o diagnóstico laboratorial e monitorar, longitudinalmente, a infecção em animais (cães e gatos) de tutores positivos para a COVID-19, com diagnóstico laboratorial confirmado pelo Sistema Único de Saúde; 2. Comparar e determinar as características ambientais e outros fatores associados à infecção nos animais positivos, em diferentes regiões brasileiras; e 3. Propor um fluxograma padrão e proposta de ações para o controle da COVID-19 em animais de estimação em parceria com órgãos de vigilância em saúde, em especial vigilância ambiental e zoonoses, e atenção primária, nas diferentes regiões do Brasil. O estudo será longitudinal prospectivo, com dois momentos de avaliação, sendo incluídos animais de companhia cujo tutor esteja em isolamento domiciliar, com diagnóstico laboratorial confirmado para SARS-CoV-2 por RT-qPCR ou resposta imunológica apenas por IgM (caracterizando doença ativa), até sete dias da data do diagnóstico, residente em uma das cinco capitais: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Recife (PE) e São Paulo (SP). Serão avaliados 1.000 animais, distribuídos entre as cinco capitais e a definição do número amostral levará em conta o número de indivíduos positivos no trimestre anterior à coleta, considerando aproximadamente 10% do total de casos em humanos. Todos os tutores ou familiares voluntários receberão o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) e questionário de televigilância, a fim de determinar as características ambientais e outros fatores associados à infecção nos animais. Para análise da transmissão de SARS-CoV-2 entre humanos e seus animais, serão coletadas amostras biológicas com intervalo médio de sete dias. Amostras positivas à RT-qPCR serão submetidas ao cultivo celular para isolamento viral e posterior sequenciamento genético para análises filogenéticas. Esta é uma proposta inédita pois, até o momento, não há uma rede de colaboração de enfrentamento à SARS-CoV-2 cujo enfoque seja em Saúde Única e na promoção da articulação de ações voltadas aos animais de companhia entre as diversas regiões, envolvendo diferentes instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais. Este projeto proporcionará a expansão de colaborações interinstitucionais, envolvendo diferentes universidades brasileiras e estrangeiras que já vinham sendo fortalecidas na Rede One Health Brasil (OHB), como o Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães - FIOCRUZ Recife; Universidade de São Paulo pelo Laboratório de Biossegurança NB3, Departamento de Microbiologia – ICB/USP; além de parceria com o setor de diagnóstico molecular do Laboratório TECSA/MG, com estrutura certificada necessária para o diagnóstico RT-qPCR. No âmbito internacional, ainda a London School of Hygiene and Tropical Medicine-LSHTM, University of London, UK; Purdue University, USA. Finalmente, compromisso de parceria com as respectivas Secretarias Municipais de Saúde. Considerando os recentes relatos sobre a detecção de SARS-CoV-2 em animais e a grande proximidade entre pessoas e seus animais de estimação, principalmente cães e gatos, inclusive no Brasil, torna-se importante elucidar aspectos da história natural da doença, como o possível ciclo zooantroponótico em estudo multicêntrico para a vigilância de SARS-CoV-2 em pets, em consonância com os preceitos do Sistema Único de Saúde e da Saúde Única (indissociabilidade entre saúde humana, animal e ambiental). Os resultados dos testes serão o mais brevemente possível informados aos tutores / familiares através de contato telefônico e pela emissão de laudo eletrônico, que será enviado por e-mail ou aplicativo de comunicação. Em caso de resultado positivo, os demais animais da residência também serão testados em pool por espécie animal e os familiares serão orientados a estabelecer o acompanhamento veterinário por 14 dias e intensificação das medidas de higiene e proteção individual e coletiva. A divulgação científica ocorrerá por meio das redes sociais da OHB (YouTube, Instagram, Twitter e Facebook), das Instituições envolvidas no projeto, através de folders e cartilhas, bem como por outras mídias e Instituições. A comunicação científica ocorrerá por meio de relatórios epidemiológicos enviados às respectivas Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e pela publicação dos resultados em periódicos nacionais e internacionais. Esta pesquisa contribuirá para a tomada de decisão pelo poder público quanto a medidas de prevenção e controle da COVID-19 frente a animais de estimação como quarentena, isolamento ou outras medidas cabíveis. Espera-se estabelecer propostas de ações intersetoriais entre as instituições de pesquisa e as secretarias municipais de saúde, para que essas por meio de ações integradas entre a Vigilância Ambiental e a Atenção Primária à Saúde, possam estabelecer fluxogramas internos de atenção à saúde animal e proteção à saúde humana, intervindo no tripé homem/animal/ambiente dos diferentes territórios, no contexto da Saúde Única, atuando na comunidade em proximidade com os profissionais de saúde, qualificando o cuidado e a atenção à saúde, nos usuários do Sistema Único de Saúde. As amostras obtidas neste projeto serão preservadas a -80C, de modo a estabelecer um banco de amostras biológicas para estudos posteriores.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 17/08/2020-16/09/2022
Foto de perfil

Alexander Welker Biondo

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • saúde única e vulnerabilidade: zoonoses e sars-cov-2 em populações indígenas, seus animais e meio ambiente
  • As populações indígenas brasileiras têm historicamente enfrentado exclusão e confinamento em regiões isoladas. Desigualdades socioeconômicas, baixo nível educacionais, condições de vida complexas, entre outros determinantes sociais e de saúde, podem agravar a situação e aumentar a vulnerabilidade aos impactos das zoonoses. Nesse cenário, comunidades indígenas do Paraná e São Paulo apresentam vulnerabilidade social, crescimento da população de animais de companhia, a aglomeração de animais no peridomicílio e outras alterações ambientais antrópicas que podem favorecer a circulação de Leishmania spp., Leptospira spp., Toxoplasma gondii, Toxocara spp. e SARS-CoV-2, ainda não pesquisada sob abordagem da Saúde Única. Deste modo, o objetivo do presente projeto é avaliar a exposição de populações indígenas, seus animais de companhia e profissionais de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Litoral Sul a ocorrência de Leishmania spp., Leptospira spp., Toxocara spp., Toxoplasma gondii, Rickettsia spp. e ao SARS-CoV-2, bem como identificar e caracterizar molecularmente sua presença nas pessoas, animais e no meio ambiente, e os fatores associados à possível infecção. Um total de 500 amostras representativas de sangue serão coletadas de populações indígenas de diferentes aldeias, 150 de seus animais de companhia e 80 de profissionais de saúde da DSEI Sul, em aldeias indígenas situadas nos Estados do Paraná e São Paulo. O estudo envolverá ainda a coleta de solo para a pesquisa de Toxocara spp. e Toxoplasma gondii, e coleta de fezes e pelos de cães para a pesquisa de Toxocara spp., a coleta e identificação de flebotomínios e ectoparasitas, seguida de análise molecular para Leishmania spp. e Rickettsia spp., acompanhados de preenchimento de questionários epidemiológicos. Os resultados serão analisados estatisticamente, com abordagem preventiva educacional e de intervenção serão adotadas, se necessárias, com base nos resultados e fatores associados de risco.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Alexander Wilhelm Armin Kellner

Ciências Biológicas

Zoologia
  • paleoantar - paleobiologia e paleogeografia do gondwana sul: inter-relações entre antártica e américa do sul
  • O registro fóssil da Antártica tem se mostrado de grande relevância para o conhecimento da paleobiota Austral, suas estratégias adaptativas e relações filogenéticas, desde o Cretáceo até o Paleógeno. Os organismos e suas relações filogenéticas são essenciais para se entender a respeito de padrões de distribuição biogeográficas. Com isso, constituem um registro fundamental para as reconstituições paleogeográficas e ambientais dos continentes gondwânicos, principalmente pela sua localização e identificação de barreiras geográficas. Somado a este está o registro geológico que abarca importantes informações acerca dos paleoambientes pretéritos da região antártica, sua paleoclimatologia e paleobatimetria oceânica, principalmente quando integrado ao estudo dos microfósseis e dados geoquímicos. Desta forma, a presente proposta visa realizar atividades de prospecção, coleta e análises laboratoriais de macrofósseis, microfósseis e rochas coletadas em perfis geológicos detalhados, com a finalidade de compreender a diversificação da biota e dos ecossistemas durante a evolução do Gondwana Sul, apontando para o entendimento das inter-relações entre Antártica e América do Sul, incluindo questões paleogeográficas. Para tal contará com equipe interinstitucional nacional e internacional coordenada pelo proponente, realizada em colaboração com pesquisadores do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil, da China, Canadá, Chile e Inglaterra. A metodologia a ser utilizada é atual e específica para os tipos de análises a serem realizadas (detalhadas no projeto), contando com adaptações à natureza do trabalho na Antártica, baseado em experiências anteriores, havendo, ainda, a ampliação de novas técnicas que não haviam sido empregadas em versões anteriores do projeto (p.ex., geoquímica). O desenvolvimento dos trabalhos será um grande incentivo e oportunidade para a restauração do Museu Nacional/UFRJ, instituição que teve parte do seu acervo destruído por uma tragédia recentemente.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 25/12/2018-31/12/2022
Foto de perfil

Alexander Wilhelm Armin Kellner

Ciências Biológicas

Zoologia
  • contribuição para estudos evolutivos e paleobiológicos de vertebrados mesozoicos através de análises paleohistológicoas e tomografia computadorizada
  • Estudos envolvendo aspectos relacionados à paleobiologia de vertebrados fósseis vem ganhando cada vez mais espaço a nível internacionais, principalmente devido ao desenvolvimento de dois campos de investigação, a paleohistologia e o uso de tomografias computadorizadas, que permitem acessar informações não disponíveis por meio de estudos descritivos clássicos. Através de secções delgadas de ossos, dentes e tecidos moles preservados, observações de padrões microestruturais teciduais têm permitido analisar diferentes aspectos paleobiológicos dos vertebrados, como taxas e modos de crescimento, ontogenia, maturidade somática e sexual, histovariabilidade individual, termorregulação e até determinação de sexo. O uso de tomografias permite, de modo não destrutivo, a investigação de estruturas internas, especialmente as cavidades endocranianas, com destaque para a paleoneurologia, cavidades nasais, estruturas da orelha média e padrões de substituição dentária. Apesar de serem áreas já consolidadas no cenário internacional da paleozoologia, a paleohistologia e o uso de tomografias ainda são subexplorados no Brasil, apesar do rico patrimônio fossilífero com potencial para estudos dessa natureza. O objetivo deste projeto é, desenvolver análises histológicas e reconstituição de endocavidades em vertebrados fósseis, tanto a partir de espécimes previamente coletados, quanto de novos achados. Para tal, serão confeccionadas lâminas histológicas e serão obtidas tomografias de crânio e pós-crânio (e dentes) de fósseis. Estes estudos serão integrados em com descrições anatômicas e estudos filogenéticos dos espécimes selecionados no projeto. Para tal, além da pesquisa em coleções paleontológicas de distintas instituições, estão previstas atividades de campo concentradas em unidades mesozoicas brasileiras (grupos Santana e Bauru) para coleta de novos exemplares. Os fósseis coletados serão depositados no Museu Nacional, instituição que teve seu acervo devastado após o incêndio de 2018.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Alexandra Augusta Margarida Maria Roma Sanchez

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • mortalidade nas prisões em tempos de covid-19
  • Ainda que nas prisões insalubridade, superlotação e a insuficiência dos serviços de saúde gerem alta morbidade, a mortalidade, importante indicador de saúde e direitos humanos, é pouco estudada pela dificuldade de acesso a informações confiáveis. Em estudo precedente que realizamos nas prisões do estado do RJ em parceria com o Ministério Público/RJ, mostramos a alta mortalidade em 2016 e 2017, especialmente por doenças infecciosas. No presente estudo propomos analisar a mortalidade e suas causas em 2019, 2020 e 2021, e sua associação com as medidas implementadas em decorrência dos resultados do estudo anterior e, a partir de 2020, o impacto da COVID-19. Postulamos que a partir de 2017 tenha havido redução da mortalidade, especialmente por doenças infecciosas. Entretanto, mortes por COVID-19 e o eventual recrudescimento de óbitos por outros agravos podem ter revertido a tendência inicial. Sustentam essa hipótese a ausência de medidas para melhorar as condições de encarceramento, impossibilidade de aplicar plenamente as medidas de prevenção da COVID-19, atraso na vacinação das pessoas privadas de liberdade (PPL) e o direcionamento dos escassos recursos da saúde para a pandemia, em detrimento de outros agravos. Os dados oficiais disponíveis para PPL não permitem uma análise precisa da situação. Este estudo fornecerá informações importantes para que gestores aprimorem as políticas de saúde prisional, otimizem recursos humanos e financeiros, além de subsidiar ações dos órgãos de fiscalização (OSCs, MP, DP) para que as PPL se beneficiem, no âmbito do SUS, de atenção à saúde equivalente a população livre. Taxas de mortalidade global e por causas, especialmente por tuberculose, HIV/aids e COVID-19 entre pessoas encarceradas em 2019, 2020 e 2021 serão estimadas a partir da base de dados construída nesta pesquisa e comparadas às observadas em 2016-2017. As taxas padronizadas por idade serão também comparadas às observadas na população geral do estado.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
Foto de perfil

Alexandra Christine Helena Frankland Sawaya

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • extrato de própolis oleoso e sua aplicação em alimentos
  • Atualmente, o método convencional de extração dos componentes funcionais da própolis é a extração alcoólica. Entretanto, a própolis produzida por esse método apresenta alguns inconvenientes, tais como, a utilização de solventes orgânicos (álcool de cereais) e a obtenção de um produto alcoólico, que muitas vezes apresenta restrições de utilização, principalmente por crianças. A fim de contornar este problema, desenvolveu-se um processo de extração empregando-se óleo vegetal, o que resultou na patente “Processo de extração dos compostos funcionais da própolis em óleo vegetal, obtenção de extrato oleoso e de oleogel e suas aplicações em alimentos, fármacos e cosméticos” (BR1020190229870). Esta tecnologia inovadora, licenciada pela empresa ITA BRASIL, trata-se de um processo totalmente green, sem emprego de solventes orgânicos, utilizando apenas óleo vegetal para a extração dos compostos bioativos da própolis. Através desse processo é obtido o extrato de própolis oleoso (EPO) que contém altas concentrações de compostos fenólicos, flavonoides, ácido p-cumárico, ácidos cafeoilquínicos e artepillin-C. Esta tecnologia traz uma nova perspectiva de sustentabilidade aos extratos de própolis, possibilitando assim, a disponibilização de produtos mais saudáveis, além da aplicação desta matéria-prima em diversos alimentos. O produto é inovador e mostra potencial comercial, mas para tanto deve ser regularizado junto ao MAPA, fazendo-se necessária sua avaliação de segurança alimentar de acordo com as normas da ANVISA. Sendo assim, os desafios científicos desta proposta, para tornar o EPO viável para aplicação em alimentos, compreendem: (a)caracterização química completa; (b)avaliação de segurança alimentar, incluindo testes de toxicidade in vivo (roedores); (c)aplicação em balas mastigáveis para demonstração de viabilidade tecnológica. A ITA Brasil vem realizando esforços científicos e comerciais para o desenvolvimento de produtos mais saudáveis,seguros, álcool free e eco-friendly.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 28/07/2022-31/07/2024
Foto de perfil

Alexandra Lima da Silva

Ciências Humanas

Educação
  • sementes de ébano: família negra, educação e mobilidade social
  • A partir da revisão da literatura e do cruzamento com fontes documentais diversas, tais como periódicos e registros civis e eclesiásticos, o projeto procura problematizar os significados da maior visibilidade dada às trajetórias individuais de homens negros nos estudos históricos. Procura interrogar os silenciamentos produzidos em relação às mulheres negras no interior das famílias. Este projeto defende que o investimento na ampliação das redes de sociabilidade e na educação foram estratégia de mobilidade social na experiência famílias negras. Compreende família negra de forma ampliada, como uma comunidade de afeto e solidariedade, com destaque para o protagonismo das mulheres negras, que exerciam o papel de guardiãs da memória familiar.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
Foto de perfil

Alexandra Susana Latini

Ciências Biológicas

Bioquímica
  • participação do metabolismo da tetraidrobiopterina na biologia e medicina da dor crônica nas doenças inflamatórias intestinais
  • A retocolite ulcerativa idiopática (RCUI) é uma doença inflamatória crônica do cólon que tem a dor abdominal como o sintoma inicial em mais que 50-70% dos afetados, ou como sintoma mais prevalente no desenvolvimento da doença. Colaboradores da Universidade de Harvard identificaram um haplótipo humano de nucleotídeo único no gene GCH1, envolvido na síntese de tetraidrobiopterina (BH4), que demonstrou comprometer a expressão desse gene e ter forte associação com a redução nos escores de dor crônica em várias coortes clínicas. Com base nessa primeira validação humana para o papel biológico da BH4 na dor crônica, nosso grupo demonstrou pela primeira vez que níveis excessivos de BH4 são produzidos por neurônios em ativa nocicepção, e que a normalização da BH4 pelo uso de inibidores específicos provoca analgesia e acúmulo de sepiapterina (intermediário metabólico da BH4) em fluídos e tecidos de modelos animais de dor crônica. A seguir validamos a sepiapterina como um biomarcador específico, sensível e não invasivo da inibição de BH4 em um grupo de voluntários saudáveis, e confirmamos que a BH4 está aumentada em amostras de doenças humanas caracterizadas por dor neuropática e nociplástica. Assim hipotetizamos que existe uma produção exacerbada de BH4 como componente chave fisiopatológico da dor crônica abdominal, que o uso de inibidores da BH4 pode se tornar um novo horizonte terapêutico na RCUI, e que a quantificação de intermediários metabólicos da BH4 pode representar uma ferramenta quantitativa para caracterizar diferentes fases da doença e monitoramento terapêutico. Assim, este projeto identificará se existe uma exacerbação do metabolismo de BH4 em fluídos, exossomos e biopsias colônicas obtidas de pacientes com RCUI em atendimento ambulatorial ou hospitalizados. Para o entendimento da BH4 na fisiopatologia da RCUI várias ômicas e perfil de miRNAs serão quantificados e a faceta mecanística envolverá o uso de microchips de intestino e de organoides colônicos.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
Foto de perfil

Alexandra Valeria Maria Brentani

Ciências da Saúde

Medicina
  • usando um banco de dados de múltiplos poluentes ambientais para estabelecer limites críticos de exposição à poluição do ar na saúde materno-infantil no brasil
  • Por meio do nosso projeto anterior, estabelecemos uma parceria com a Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental – CGVAM, do Ministério da Saúde, que, em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE desenvolveu nos últimos anos, um dos bancos de dados nacionais mais completos sobre poluição ambiental. O banco inclui medidas diárias de concentração de PM2.5, CO, O3, NO2 e SO2, além de direção do vento, umidade e temperatura para cada um dos municípios brasileiros no período de 2000-2019. Com 20 anos de dados de 5570 municípios, o banco contém 158 milhões de observações, que podem ser usadas para identificar, de maneira precisa, a relação entre poluentes ambientais e saúde materno-infantil. Para estabelecer tais associações, pretendemos cruzar o banco de exposição aos poluentes ambientais com três bancos de dados que contém informações de saúde materno-infantil: O Sistema nacional de informações sobre hospitalizações (SIHSUS), que contém o registro de todas as hospitalizações financiadas pelo SUS - alta de internação hospitalar - (AIH); O sistema nacional de informações de nascidos vivos - (SINASC), que contém cerca de 3 milhões de nascimentos por ano; e o Sistema de Informações de mortalidade (SIM),que contém todos os registros de óbitos ocorridos no país, incluindo informações sobre a data do óbito, idade do paciente e causa da morte, computados mensalmente. Nosso trabalho será dividido em 3 etapas. Na primeira etapa usaremos identificadores espaciais e administrativos para fazer o linkage de todos os bancos. Na segunda etapa, exploraremos uma serie de modelos de regressões lineares e não lineares para estimar a relação entre exposição única e múltipla dos agentes poluidores e i) efeitos adversos de nascimento; ii) mortalidade infantil; iii) mortalidade materna e do adulto iv) taxas de hospitalizações. De forma similar ao nosso projeto anterior, nós pretendemos estimar limites críticos de exposição à poluição ambiental, através da construção de curvas de modelos exposição-resposta para os desfechos estudados. Para investigar o formato da relação exposição-resposta entre desfechos adversos de saúde e exposição à poluição ambiental, usaremos diversos modelos (modelo linear, polinomial, não linear e spline) e critérios de “goodness to fit” para testar os limites críticos de exposição. Na última etapa, focaremos as queimadas e incêndios florestais, uma das ameaças ambientais mais proeminentes nos tempos atuais, com consequências globais para a biodiversidade, além do comprometimento da qualidade do ar no Brasil, em particular. Nós identificaremos as grandes queimadas florestais no período de 2000-2019 e usaremos desenhos do tipo “caso-cruzado/case-crossover” para estimar o efeito causal destes incêndios na qualidade do ar local e nos desfechos de saúde materno-infantil. Nosso time contém experts em análise de dados e em saúde ambiental, da Universidade de São Paulo e Swiss Tropical and Public Health Institute (Universidade de Basel), com extensa experiência em análise de grandes bancos de dados de poluição do ar, bem como dos bancos populacionais de informações em saúde brasileiros. Os achados deste projeto serão disseminados para a comunidade científica por meio da submissão de artigos à periódicos indexados. Relatórios e workshops serão produzidos para o Ministério da Saúde, para o grupo de vigilância ambiental e outros formuladores de políticas públicas interessados no tema.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 03/12/2020-31/01/2023
Foto de perfil

Alexandre Alves de Andrade

Ciências Biológicas

Biologia Geral
  • feira de ciências da rede municipal de ensino - fecirme: inovação, tecnologia e pensamento científico na educação básica
  • O desenvolvimento e a divulgação do conhecimento científico nas Unidades de Ensino são necessários e relevantes para o empoderamento e transformação social dos indivíduos. Dessa forma, as feiras de ciências nas escolas, principalmente na educação básica, assumem uma função de suma importância para o desenvolvimento do pensamento científico, da comunicação oral e da competência escrita dos discentes, além do fomento à aprendizagem, à inovação e à tecnologia. Nesse contexto, este projeto tem como objetivo geral promover um aprendizado significativo aos alunos do ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos - EJA, pautado na cultura científica, tecnológica e na investigação de problemas da sociedade. Tanto a produção, quanto a exposição e explanação dos projetos usam a metodologia, a linguagem e o conhecimento científico, a partir da realização da Feira de Ciências da Rede Municipal de Ensino - Fecirme. Assim, a Feira ocorrerá num formato híbrido, de forma que atenda as necessidades da realidade que enfrentamos e abrangerá todos os discentes que estão no Ensino Fundamental e EJA do município. Logo, a experiência que a Rede Municipal traz devido às outras edições habilitam a equipe a abordar o saber científico que possibilitará o exercício da cidadania consciente, considerando as especificidades locais.
  • Prefeitura Municipal de Mossoró - RN - Brasil
  • 11/04/2022-30/04/2024
Foto de perfil

Alexandre Balbinot

Engenharias

Engenharia Biomédica
  • identificação e mitigação de contaminantes em sinais de eletromiografia de superfície para fins de controle e diagnóstico
  • O objetivo deste projeto é a elaboração de métodos resilientes para processamento de sinais de eletromiografia de superfície (sEMG). Este sinal de interesse possui aplicações em diversas áreas envolvendo tanto a análise clínica para a elaboração de diagnósticos baseados na morfologia dos sinais quanto a sua utilização como sinais de controle para a ativação de dispositivos assistivos. Apesar de avanços recentes em relação à filtragem e a classificação destes sinais, a obtenção de um sinal confiável para ambas as finalidades permanece uma tarefa árdua devido à natureza estocástica e susceptibilidade a diversos tipos de contaminantes experimentais e fisiológicos ao qual o biosinal geralmente está submetido. Assim, há a necessidade de mitigar os efeitos sofridos pelos diferentes tipos de contaminantes para otimizar a utilização deste biosinal em ambos os casos. As técnicas que têm proporcionado melhores resultados na literatura ainda dependem muito de interferência humana no processo para identificação do contaminante e parametrização das técnicas de filtragem utilizadas. Portanto, existe a necessidade de desenvolver métodos autônomos capazes de lidar com estas contaminações dos sinais e potencializar sua eficiência e representatividade em ambos os casos. Portanto, este trabalho propõe um método de processamento resiliente que seja capaz de identificar e mitigar a influência dos diferentes contaminantes no sinal de eletromiografia e, portanto, disponibilizar sinais mais representativos para a identificação de eventuais miopatias e neuropatias baseadas na morfologia do sinal e também possibilitar o uso eficiente do biosinal no controle de dispositivos assistivos. Os desenvolvimentos focam ainda na elaboração de configuração de arranjos experimentais para a aquisição de bases de sEMG envolvendo os diferentes tipos de contaminantes e a transposição dos métodos desenvolvidos para avaliação em uma plataforma de processamento embarcado visando tecnologias wearable.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Alexandre Bragio Bonaldo

Ciências Biológicas

Ecologia
  • a biodiversidade como indicadora de bens e serviços para o desenvolvimento sustentável do bioma amazônia
  • Vide projeto anexo
  • Museu Paraense Emílio Goeldi - PA - Brasil
  • 02/03/2020-01/03/2025
Foto de perfil

Alexandre Brasil Carvalho da Fonseca

Ciências Humanas

Educação
  • letramento digital, desinformação e desigualdade social: desafios para a formação em educação em ciências e saúde em cenário de (pós) pandemia.
  • Os impactos do uso das mídias digitais na sociedade e na educação são vários. Neste cenário, os desafios que se estabelecem com a disseminação da desinformação estão associados tanto a muitas das mortes que ocorreram no decorrer da pandemia, como também representam uma ameaça à democracia, além de agravarem as desigualdades sociais. Os espaços formais e não formais de educação têm neste momento importante oportunidade para repensar suas práticas, sendo neste contexto que este projeto se coloca. É objetivo desta pesquisa desenvolver análises sobre o uso crítico das tecnologias e contribuir com uma proposta de letramento digital que considere os aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos que estão subjacentes ao uso das mídias digitais, suas possibilidades e seus limites. Para tanto, serão coletados dados a partir da realização de Grupos de Diálogos com públicos específicos, que terão como objetivo desenvolver uma proposta político-pedagógica dialógica, inspirada na teoria freiriana, para o letramento digital e para o enfrentamento à desinformação em situações de desigualdade social. Por meio desta metodologia participativa e do desenvolvimento de arcabouço teórico, espera-se ter como resultado diretrizes que subsidiem uma proposta de formação voltada para o uso das redes sociais digitais a partir da realidade do território e de como esse pode contribuir para o estabelecimento de equidade social. A hipótese a ser explorada envolve, a partir do diálogo, a identificação de elementos que sejam centrais considerar em processos de letramento digital, incluindo aspectos relacionados ao pensamento computacional e ao uso crítico das mídias digitais. Acreditamos ser a Educação em Ciências e Saúde espaço formativo apropriado ao desenvolvimento da proposta, considerando os desafios postos pela Pandemia, tais como o negacionismo, o movimento antivacina, entre outros, que atravessam este campo e que estão no centro do debate público atual.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 10/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Alexandre Christofaro Silva

Ciências Agrárias

Recursos Florestais e Engenharia Florestal
  • turfeiras da serra do espinhaço meridional: serviços ecossistêmicos e biodiversidade – turf
  • A proposta de criação do Sítio PELD “Turfeiras da Serra do Espinhaço Meridional: serviços ecossistêmicos e biodiversidade -TURF” foi pautada na importância destes ecossistemas de turfeiras tropicais de montanha para a bacia do Rio Araçuaí, para o Estado de Minas Gerais, para o Brasil e para o Planeta Terra e no histórico de trabalho da equipe que elaborou a proposta. A Serra do Espinhaço Meridional - SdEM faz parte da cabeceira das grandes bacias do leste brasileiro, pois abriga, além das nascentes do Rio Jequitinhonha e de seu principal afluente, o Rio Araçuaí, as nascentes de importantes afluentes do Rio São Francisco, como o Rio Jequitaí e do Rio Doce, como o Rio Santo Antônio. O Rio Araçuaí e o seu maior tributário, o Rio Preto, tem suas cabeceiras na área do sítio PELD TURF. A população da bacia do Rio Araçuaí é de cerca de 320 mil habitantes e depende diretamente de suas águas para abastecimento urbano, atividades agropecuárias (principal atividade econômica) e lazer. Os Rios Jequitinhonha e Araçuaí são os únicos rios perenes do semi-árido do nordeste de Minas Gerais. A equipe do PELD TURF identificou ecossistemas de turfeiras tropicais de montanha na SdEM, formados pela acumulação no tempo e no espaço de matéria orgânica devido a excessiva umidade, poucos nutrientes, baixo pH, e escassez de O2. São ainda pouco conhecidos no Brasil, mas prestam serviços ecossistêmicos (armazenamento de água e sequestro de C, dentre outros) e apresentam biodiversidade peculiar, sendo de extrema importância local, regional e global. Apenas na porção norte da SdEM (cerca de 11.800 km2) foram mapeados 142 km2 destes ecossistemas, que estocam 2,6 milhões t de C e armazenam 1,42 x 108 m3 de água, que daria para abastecer a cidade de São Paulo por 70 dias. A capacidade de armazenar água é conhecida como “efeito esponja”: o excedente hídrico do período chuvoso é armazenado e liberado lentamente no período seco, regulando a vazão dos cursos d’água. Devido à anaerobiose, as turfeiras preservam por milênios materiais orgânicos como polens e micro fósseis. A análise conjunta do material preservado com isótopos de C e N (14C, 13C, 15N), fitólitos e geoquímica permitem inferir mudanças paleoclimáticas locais e regionais desde o Pleistoceno. A SdEM é uma das mais importantes regiões biogeográficas do Brasil, pois é um divisor de dois dos principais biomas brasileiros (Mata Atlântica e Cerrado) e também um dos maiores centros de endemismo de espécies de animais e plantas da América do Sul. Estudos sobre a composição florística das fitofisionomias que colonizam as turfeiras e sua área de recarga, o campo limpo e a floresta tropical tem sido conduzidos pela equipe deste estudo. Entretanto, a região de transição Cerrado/Mata Atlântica abriga grande riqueza e abundância de espécies, suportando comunidades sobrepostas que estariam restritas a ecossistemas isolados. Estima-se que a vegetação nestas áreas represente cerca de 15% da flora vascular do Brasil em menos de 1% do seu território. A fauna da SdEM ainda é pouco conhecida. Após décadas de estudo foram descobertas 11 espécies de anfíbios, 4 de aves, 2 de cobras e uma de mamíferos. Todas estas espécies são raras e estão associadas a estes habitats abertos montanhosos, apresentando algum nível de ameaça. No âmbito de Minas Gerais e do Vale do Jequitinhonha a importância de conhecer o funcionamento destes ecossistemas é, além de estratégica, imprescindível para a qualidade de vida das populações tradicionais. Em 2019, a coleta de sempre-vivas, atividade milenar realizada por populações tradicionais em áreas que abrangem as turfeiras, ganhou reconhecimento da FAO e passou a integrar o grupo dos "Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial" (Sipam), relevando para o Brasil e o mundo o papel desses ecossistemas para o desenvolvimento sustentável regional. Mas estes ecossistemas têm sido periodicamente atingidos por queimadas para estimular o pastoreio. Tanto as queimadas como o assoreamento reduzem significativamente a biodiversidade local, além causar perda de C via combustão ou dissolvido na água, diminuindo gradativamente o volume das turfeiras, influenciando diretamente na sua capacidade de estocar C e na perenidade e vazão dos cursos d’água. Dados obtidos pela equipe deste estudo durante dois anos mostraram que a vazão específica de uma turfeira protegida por uma unidade de conservação foi superior à vazão especifica de uma turfeira antropizada em área limítrofe. O nível do lençol freático também oscilou muito mais na turfeira antropizada as perdas de C na água foram maiores. Portanto, o monitoramento de longo prazo deve permitir uma melhor caracterização das alterações sazonais e espaciais associadas a vazão, à oscilação do lençol e a saída de C do sistema, proporcionando a criação de modelos matemáticos de previsão de fenômenos relacionados à dinâmica da água e C nestes ecossistemas. Bancos de dados de longo prazo sobre plantas e animais também contribuem para o entendimento de como a antropização e as mudanças climáticas afetam a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas de turfeiras, subsidiando o desenvolvimento de políticas de conservação. O concomitante monitoramento de ecossistema de turfeira protegida por Unidade de Conservação, o Parque Estadual do Rio Preto (PERP) e de ecossistema de turfeira antropizada, situada no limite do PERP, ambas nas mesmas altitudes, embasadas pelo mesmo substrato rochoso, com relevo semelhante, mesmas condições edafoclimáticas e colonizadas com as mesmas fitofisionomias, torna esta proposta inovadora. A inovação está na quantificação dos efeitos da antropização nos serviços ecossistêmicos (armazenamento de água, sequestro de C, preservação de marcos de mudanças paleoclimáticas) e na biodiversidade, fundamentais para definição de políticas públicas e de estratégias de conservação destes ecossistemas, de extrema importância para as populações regionais, para Minas Gerais, Brasil e Planeta Terra.
  • Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Campus JK - MG - Brasil
  • 04/02/2021-28/02/2025
Foto de perfil

Alexandre Cunha Costa

Outra

Ciências Ambientais
  • impacto das mudanças climáticas nas doenças sensíveis ao clima no semiárido brasileiro
  • Muitas doenças respiratórias, de veiculação hídrica e arboviroses são mais incidentes com variações do clima, por sua distribuição geográfica, sazonalidade e variabilidade interanual, ou seja, são doenças sensíveis ao clima (DSCs). Além disso, o aumento da temperatura e da frequência e magnitude das secas, ocasionadas pelas mudanças climáticas, pode favorecer a propagação de DSCs. Medidas de adaptação ao semiárido vêm sendo aplicadas no Brasil para superar a escassez hídrica, como a construção de reservatórios em rios, a instalação de tanques de captação da chuva e a escavação de poços em comunidades. Uma melhor compreensão do impacto das mudanças climáticas e das medidas de adaptação nas DSCs é essencial para aperfeiçoar o planejamento integrado de recursos hídricos, os planos contra secas e as políticas em saúde pública. A questão central deste projeto é: quais os impactos das mudanças climáticas nas DSCs em populações do semiárido brasileiro? Os objetivos são estudar as associações entre o clima e DSCs, e, em seguida, utilizar projeções climáticas para avaliar o impacto das mudanças climáticas nas DSCs. Um foco especial será dado à seca meteorológica (déficit de chuva, alta temperatura) e hidrológica (baixo volume, baixa qualidade da água dos reservatórios) e os seus efeitos nas DSCs. Os municípios a serem estudados são do Estado do Ceará, que possui 90% do seu território no semiárido. O modelo Soil and Water Assessment Tool (SWAT) será aplicado para a simulação do volume e da qualidade da água dos reservatórios de abastecimento das populações dos municípios. Depois, índices de seca meteorológica e hidrológica serão calculados. A análise das DSCs indicará a associação das mesmas com o clima e o seu potencial preditivo. Serão avaliados os efeitos das secas nas DSCs. Projeções climáticas corrigidas serão utilizadas para avaliar o impacto das mudanças climáticas nas DSCs, considerando os modelos ajustados na análise histórica (eco-hidrológicos e regressivos).
  • Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - CE - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Alexandre da Silva Simões

Ciências Humanas

Filosofia
  • mostra nacional de robótica (mnr)
  • A robótica tornou-se nos últimos anos uma importante ferramenta pedagógica interdisciplinar. Sua enorme capacidade de estimular o jovem – naturalmente próximo das novas tecnologias – aliada a sua capacidade de adaptação a diferentes disciplinas dos ciclos fundamental, médio e técnico levaram à proposição nos últimos anos de grande número de trabalhos multidisciplinares em áreas como: matemática, ciências, geografia, artes, línguas, literatura e dança, dentre outras, levando a robótica a se destacar como importante plataforma para a construção do conhecimento por parte do aluno, estimulando novas relações de ensino-aprendizagem e proporcionando aos jovens a oportunidade de experimentar a engenharia e a inovação. A Mostra Nacional de Robótica (MNR), que comemora seus 10 anos de existência, tornou-se o mais importante fórum no país para a apresentação, discussão e divulgação desses trabalhos. O crescimento dessas atividades levou o grupo de pesquisadores responsável pela MNR, OBR, CBR e outros eventos a constituir formalmente no último ano uma entidade sem fins lucrativos, a RoboCup Brasil, que passa a ter a missão de gerir, de forma coordenada e otimizada, esses eventos. Antes dos sucessivos cortes de recursos, a MNR 2017 registrou o recorde anual de 366 trabalhos, com participação de 2.042 pessoas de 390 instituições, de 24 estados no país. A ausência de apoio financeiro no edital 2017 (retomada em 2018) trouxe consequências expressivas para a MNR, que ainda assim vinha mantendo sua média anual de trabalhos. No ano de 2020, contudo, com a interrupção das atividades presenciais nas escolas de todo o país em função da pandemia, a MNR sofreu novo impacto. Foram submetidos à MNR 2020 205 trabalhos por cerca de 500 participantes, e o evento foi realizado no formato virtual. Para 2021, ao mesmo tempo em que paira uma grande insegurança em todo o país no que diz respeito à capacidade de retorno às atividades presenciais, os eventos buscam também novas estratégias para se reinventar, incorporando novos elementos tecnológicos que permitam nova oxigenação em suas atividades. Para 2021, a MNR se propõe a realizar além de sua fase final presencial, mostras regionais virtuais em todo o país, bem como atuar na formação complementar de docentes, vinculada, é claro, à existência de recursos financeiros para tal.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 18/02/2021-28/02/2023
Foto de perfil

Alexandre de Paiva Rio Camargo

Ciências Humanas

Sociologia
  • governar por números: poder, crítica e transformação social através da quantificação
  • O projeto tem por objetivo fomentar as atividades de um grupo inédito de pesquisa na sociologia da quantificação, campo ainda incipiente no Brasil, chamando atenção para seus potenciais heurísticos, que permitem renovar a compreensão de alguns dos fenômenos mais relevantes em debate hoje nas ciências sociais. Para tanto, propõe analisar os processos de produção e comunicação dos números, estatísticas, indicadores, gráficos, rankings e ratings em seus efeitos de poder sobre a sociedade, com ênfase nos seguintes tópicos: 1) o benchmarking global, que conforma um espaço estatístico de comparação e avaliação sistemática das performances dos governos nacionais, circunscrevendo suas ações; 2) a combinação crescente entre estatísticas e algoritmos, que reúne Estado e grandes empresas na expansão da vigilância promovida por metodologias opacas e distantes do controle público; 3) o lugar dos indicadores nas controvérsias econômicas, envolvendo o crescimento do PIB e as expectativas do mercado, que possibilitam antecipar o futuro e governar a incerteza; 4) o ativismo estatístico dos movimentos sociais, que busca reformar indicadores e classificações, com o fim de denunciar injustiças e promover a equidade social. Em conjunto, tais tópicos dialogam diretamente com a experiência de pesquisa da equipe. Ao abordá-los, a proposta pretende demonstrar, teórica e empiricamente, a centralidade dos processos de quantificação no mundo contemporâneo e seu caráter multidimensional, jogando novas luzes sobre a configuração do governo informacional e as modalidades de crítica e ação transformadora no contexto do capitalismo de vigilância e do neoliberalismo avançado. Até que ponto e sob quais condições a quantificação promove ou bloqueia a participação democrática? Essa é a questão principal que a pesquisa procura responder, apoiada no exame do material de pesquisa, formado com base em análise de discursos, mapeamento de controvérsias e observação de processos técnicos.
  • Universidade Candido Mendes - RJ - Brasil
  • 10/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Alexandre Dias Porto Chiavegatto Filho

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • inteligência artificial para decisões clínicas e administrativas durante a pandemia de covid-19
  • Introdução Até o dia 27 de abril, houve um total de 66.501 casos e 4.543 mortes confirmadas por COVID-19 no Brasil. Devido à escassez de exames, a recomendação atual do Ministério da Saúde do Brasil é de que os exames sejam realizados apenas para pacientes críticos. Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde tem incentivado testes em larga escala da população. Recentemente, tem também aumentado o número de casos confirmados na maioria dos países africanos e na Índia, onde o potencial de disseminação rápida exigirá decisões mais custo-efetivas sobre prioridades para a realização de testes de COVID-10. Além disso, a estrutura atual do sistema de saúde e o desconhecimento sobre o prognóstico de pacientes diagnosticados com COVID-19 tem dificultado a alocação de leitos de UTI e equipamentos como ventilação mecânica a pacientes prioritários. Mantendo-se a atual evolução no crescimento no número de casos graves, em breve a capacidade do sistema de saúde brasileiro atingirá seu limite e decisões cada vez mais imediatas terão de ser tomadas levando-se em conta o risco individual dos pacientes. Entre as várias aplicações de modelos preditivos inteligência artificial (machine learning) está o apoio à decisão de profissionais de saúde para planejamento do atendimento, principalmente no caso de uma doença nova como a COVID-19. Hospitais e postos de atendimento podem se beneficiar de modelos de predição voltados a soluções em vários momentos durante o atendimento ao paciente em nível primário (postos de saúde), secundário e terciário (hospitais), suportados por dados clínicos para fornecer soluções para decisões referentes ao diagnóstico, prognóstico e alta. Nesse contexto se insere o presente estudo, que tem como objetivo desenvolver algoritmos preditivos de machine learning para auxiliar na tomada de decisão sobre a alocação de testes COVID-19, sobre a internação em UTIs e sobre o uso de recursos, por meio da predição de risco de diagnóstico positivo de COVID-19 e de piora da evolução clínica. Trata-se de uma parceria inédita envolvendo centros de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Universidade Federal de Goiás (UFG) Métodos Serão incluídos no estudo os dados de pacientes atendidos nos hospitais participantes da rede com suspeita de COVID-19. O período analisado será desde a primeira realização de um exame de COVID-19 a partir de 17 de março de 2020 até o dado mais recente disponível no momento da aplicação dos algoritmos. Todos os dados identificadores dos pacientes serão excluídos antes do recebimento dos dados, seguindo as boas práticas adotadas em cada instituição. As variáveis preditoras para treinar os algoritmos serão todas aquelas coletadas rotineiramente pelo hospital e disponíveis para análise, principalmente os resultados do hemograma completo (como leucócitos, eosinófilos, basófilos, linfócitos, monócitos, plaquetas, proteína C-reativa, hemácias, hemoglobinas, CHCM, HCM, RDW e VCM), sexo e idade. Caso seja possível, também serão incluídas outras variáveis como sinais vitais e data de início dos sintomas. A performance preditiva dos algoritmos será medida por meio da sensibilidade, especificidade e área abaixo da curva ROC, nos dados de teste. Os hiperparâmetros dos algoritmos serão ajustados por meio de validação cruzada. As variáveis contínuas serão padronizadas por meio do z-score e as variáveis categóricas serão transformadas em dummies. Serão testadas as performances dos algoritmos mais populares de machine learning para dados estruturados, como redes neurais, random forests, support vector machines e gradient boosting trees. Serão incluídos nas análises todos os pacientes que seguiram protocolo de atendimento para casos suspeitos de COVID-19. Resultados preliminares e viabilidade técnica A equipe proponente deste estudo já possui um pré-print publicado sobre o tema, atualmente em avaliação em uma revista internacional de alto impacto: “COVID-19 diagnosis prediction in emergency care patients: a machine learning approach”. O estudo foi uma parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e teve como objetivo utilizar os dados preliminares de pacientes que realizaram o exame RT-PCR de COVID-19 para predizer risco de diagnóstico positivo da doença a partir de resultados coletados rotineiramente pelo pronto-socorro do hospital. Todos os algoritmos de machine learning testados apresentaram performance semelhante nos resultados de teste, com área abaixo da curva ROC acima de 0,84. O algoritmo com melhor performance para esses dados foi o support vector machines com área abaixo da curva ROC de 0,85, sensibilidade de 0,68, especificidade de 0,85 e Brier Score de 0,16. Os resultados demonstraram que mesmo em uma amostra pequena (apenas 235 pacientes foram analisados nesse caso), é possível uma boa performance diagnóstica apenas com dados rotineiramente coletados. Os resultados desse estudo geraram interesse na mídia, com reportagens na Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e G1. A limitação do estudo foi que os algoritmos foram desenvolvidos apenas com os resultados de um hospital com características não representativas da população brasileira. O presente estudo irá ampliar a análise e validação dos algoritmos para outras regiões brasileiras com diferentes contextos socioeconômicos e para outros desfechos relacionados à COVID-19, como a predição de risco de internação em UTI, de uso de ventilação mecânica e de óbito. A rede do atual projeto já possui a adesão de hospitais de quatro das cinco regiões brasileiras: Hospital das Clínicas da FMUSP (São Paulo), Hospital Moinhos de Vento (Porto Alegre), Hospital Municipal de Campina Grande da Paraíba e os cinco hospitais de campanha COVID-19 da Secretaria de Saúde de Goiás (SESGO). A inclusão de novos hospitais já está em fase avançada, principalmente em Curitiba, Juiz de Fora e Belém do Pará, além de outros hospitais da cidade de São Paulo.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 24/07/2020-23/08/2022
Foto de perfil

Alexandre Dias Tavares Costa

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • avanços em novos materiais para desenvolvimento de testes ‘point-of-care’ visando diagnóstico de doenças do programa nacional de triagem neonatal (teste do pezinho)
  • A triagem neonatal biológica (ou Teste do Pezinho) é uma ação preventiva que visa o diagnóstico no período neonatal, preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, para doenças genéticas, metabólicas, enzimáticas e endocrinológicas. Apesar de ser obrigatório no SUS desde 1992, dados indicam que o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) tem cobertura abaixo de 90% em regiões afastadas de centros urbanos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste devido principalmente à dificuldade de acesso da população à serviços básicos de saúde. Em virtude disto, propomos utilizar diferentes rotas tecnológicas para desenvolver novos materiais nanoestruturados (semicondutores e/ou plasmônicos) com caraterísticas químicas, óticas, e elétricas específicas para permitir a construção de novos dispositivos sensores miniaturizados de alto desempenho (alta especificidade, facilidade de análise, baixo limite de detecção e baixo custo). Estes nanomateriais serão incorporados em dispositivos e/ou biossensores portáteis capazes de realizar medidas em fluídos biológicos e estimar o status das doenças de interesse do PNTN e do SUS, como por exemplo fenilcetonúria, fibrose cística, e deficiência da enzima G6PD, em ambientes com pouca infraestrutura. Estes dispositivos serão comparados com testes comercialmente disponíveis e, caso atinjam valores de especificidade e sensibilidade adequados, serão avaliados com amostras de neonatos. O sucesso desta proposta se dará através da integração de pesquisadores no âmbito nacional e internacional, que já vem trabalhando em áreas de pesquisa semelhantes. Trabalhos recentes incluem o desenvolvimento e aplicação de novos materiais em biossensores para detecção de pesticidas, e o desenvolvimento, avaliação, e registro na Anvisa de testes diagnósticos para auxílio no manejo de doenças tropicais negligenciadas em ambientes de pouca densidade tecnológica, como a região Norte e Nordeste.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Alexandre Dias Tavares Costa

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • avaliação de uma solução tecnológica completa (extração de dna + qpcr) para auxílio do diagnóstico de tuberculose no ponto de atendimento
  • O diagnóstico de tuberculose em pacientes suspeitos é atualmente realizado através do cultivo da amostra e subsequente crescimento e identificação do bacilo M. tuberculosis. Este teste é demorado, apesar de bastante específico. Alternativamente, existem equipamentos que realizam o diagnóstico molecular usando a técnica de qPCR, incluindo a difícil etapa de extração de DNA num único dispositivo, diminuindo assim o tempo para o diagnóstico final e também a possibilidade de erro pelo usuário. Apesar de bastante específico, estes testes são atualmente muito caros, e só são viáveis no SUS em virtude do subsídio fornecido diretamente pela empresa desenvolvedora, Cepheid (EUA), ou através de organismos internacionais multilaterais, com a OMS. Em trabalhos anteriores do nosso grupo, desenvolvemos um protótipo de extração rápida de DNA seguida de qPCR num equipamento portátil (Q3-Plus), que mostrou resultados promissores. Neste projeto, pretendemos aliar a portabilidade do equipamento Q3-Plus e a sensibilidade das reações de qPCR com um protocolo de extração rápida do DNA para compor uma solução tecnológica completa capaz de detectar a infecção por M. tuberculosis em amostras de escarro, diretamente no ponto de atendimento. Configurado como um kit, a solução tecnológica proposta engloba todos os passos necessários para a realização de um teste de base molecular, permitindo que eventuais tratamentos sejam iniciados rapidamente, sem necessidade da espera pelo resultado de laboratórios centrais de diagnósticos que demoram mais. Adicionalmente, no futuro, a solução tecnológica proposta permitirá que hospitais e centros médicos de menor capacidade laboratorial sejam capazes de continuar com diagnóstico molecular sendo realizado de forma local, rápido e adequado à demanda. Nesse sentido, vale ressaltar que o instrumento portátil Q3-Plus já foi validado para detecção de Plasmodium spp., Trypanosoma cruzi1, e Chlamydia trachomatis13, patógenos causadores de doenças que afligem a população carente e poderão ter seu diagnóstico facilitado com a disponibilização e o uso do instrumento portátil.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 04/12/2020-30/06/2023