Projetos de Pesquisa

 

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Eliane Macedo Sobrinho Santos

Ciências Agrárias

Zootecnia
  • manutenção do núcleo de estudos em agroecologia e produção orgânica do ifnmg, campus araçuaí
  • O Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Campus Araçuaí, com uma equipe de servidores e de parceiros renovada, surge com o desejo de realização de inúmeras ações com enfoque agroecológico e orgânico. Estas condições aliadas às características de alguns dos cursos ofertados no Campus Araçuaí, seja técnico em Agroecologia e Meio Ambiente, e superior em Gestão Ambiental possibilitaram a esta instituição propor o projeto intitulado Manutenção do Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica do IFNMG, Campus Araçuaí com atuação estratégica nas intervenções de formação acadêmica, intervenções de pesquisa e intervenções de extensão. Este projeto tem por objetivo desenvolver, consolidar e ampliar ações educativas, de pesquisa e extensão para promover a agroecologia e a agricultura orgânica como referências técnica e conceitual de modelos de produção familiar, adequado para a convivência com o semiárido em Araçuaí e região com capacidade de oportunizar sustentabilidade produtiva, social, ambiental e econômica. Para isso os discentes do Núcleo de Estudos em Agroecologia do IFNMG, Campus Araçuaí participarão de cursos de formação e mensalmente serão parte integrante do grupo de estudos para atualização do saber. Os agricultores familiares serão convidados a participarem de cursos de formação, oficinas e dias de campo que serão oferecidos na IFNMG – Campus Araçuaí, buscando fortalecer a rede de agroecologia. Serão realizadas atividades de pesquisa nas unidades destinadas à experimentação agroecológica, com objetivo de produzir trabalhos científicos, tornando os envolvidos no projeto mais próximos da pesquisa por meio de coletas, sistematização e análise de dados. Por fim, as ações do Núcleo de Estudo em Agroecologia do IFNMG, Campus Araçuaí para fortalecimento da agricultura familiar serão ações de extensão, com o objetivo de garantir aos discentes e docentes a possibilidade de estarem em contato com diferentes realidades.
  • Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 01/12/2017-31/10/2020
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Eliane Santana Dias Debus

Ciências Humanas

Educação
  • de lá para cá: as literaturas africanas de língua portuguesa para infância publicadas no brasil no período de 2013 a 2018
  • A Lei nº 10.639/2003, que instituiu no Brasil a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana no currículo escolar da Educação Básica, bem como os documentos para a sua implementação, por certo fomentou a publicação e circulação mercadológica de livros para infância que se dividem em três categorias: 1) literatura que tematiza a cultura africana e afro-brasileira; 2) literatura afro-brasileira; e 3) literaturas africanas (DEBUS, 2017, p.33). E é sobre esta última que pretendemos nos debruçar. Desse modo, esta pesquisa tem como objetivo analisar os livros de literaturas africanas de língua portuguesa para infância publicados no Brasil no período de 2003 a 2018, a fim de estudar a produção (principais gêneros, recursos lexicais e semânticos), a circulação (principais editoras e entrada nos espaços escolares e não escolares) e a recepção (ação pedagógica em dois espaços institucionais públicos: Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental) das obras selecionadas. A investigação será pautada no referencial teórico da educação literária (FREIRE, 1989; CANDIDO, 1995; COSSON, 2014), da história das literaturas africanas e seu contexto (NOA, 2017; OLIVEIRA, 2014; FONSECA; MOREIRA, 2007) e da estética da recepção, que pressupõe a construção de efeitos de sentido (ISER, 1982; 1989) na relação texto/leitor e o caráter de emancipação pela quebra de expectativa (JAUSS, 1979; 1994). Metodologicamente, a pesquisa assume o caráter qualitativo, constituindo-se como estudo exploratório-explicativo, ampliando as informações coletadas e pré-analisadas em mapeamento que constatou a publicação de 32 títulos de 2004 a 2017, vinculadas aos países de Moçambique e Angola. Adotam-se três etapas de ação: 1) analisar os aspectos da produção a partir do levantamento atualizado dos títulos, ampliando quadro anterior; 2) contemplar os aspectos da circulação a partir do levantamento atualizado das editoras, suas metas e a relação com as políticas públicas de leitura e 3) focalizar a recepção a partir do trabalho específico com livros do acervo junto a estudantes da Educação Básica, selecionando-se duas turmas de Educação Infantil e Anos Iniciais e trabalhar com quatro títulos em cada etapa, escolhendo autores e gêneros distintos, elaborando estratégias de mediação. Dar visibilidade às literaturas africanas, nesse caso de língua portuguesa, possibilita ao leitor brasileiro a ampliação do seu olhar frente à representação de uma cultura diversa, mas ao mesmo tempo tão próxima, considerando que a cultura brasileira tem a sua matriz imbricada a cultura daquele continente. Palavras-chave: Literaturas Africanas. Língua Portuguesa. Infância. Circulação. Produção. Recepção.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Eliane Silva Leite

Ciências Agrárias

Recursos Florestais e Engenharia Florestal
  • núcleo de estudo em agroecologia (nea) para juventude dos territórios de rondônia
  • A Agroecologia nos traz a ideia e a expectativa de uma nova agricultura, capaz de fazer bem aos homens e ao meio ambiente como um todo, afastando-nos da orientação dominante de uma agricultura intensiva em energia e recursos naturais não renováveis, agressiva ao meio ambiente, e excludente do ponto de vista social; ela trata da incorporação de dimensões mais amplas e complexas, que incluem tanto variáveis econômicas, sociais e ambientais, como variáveis culturais, políticas e éticas da sustentabilidade. No Brasil, o Decreto nº. 7.794/2012, cria a PNAPO, com o objetivo de integrar, articular e adequar políticas, programas e ações indutoras da transição agroecológica e da produção orgânica e de base agroecológica. Já em Rondônia, em 2011, foi criada a lei nº 2.588/2011, a qual cria o Programa Estadual de Agroecologia e Incentivo à Agricultura Orgânica. Contudo, somente em 2015 foi realizado o 1º Seminário para a construção de um plano para o estado. Também em 2015 foi criada a Semana Estadual de Incentivo à Agroecologia, instituída pela Lei 3.566 de 03 de junho de 2015, realizada anualmente entre os dias 14 a 20 de outubro. Em relação às ações de agroecologia, a EMATER/RO executa chamadas públicas para promoção da agricultura familiar agroecológica, orgânica e agroextrativista. As Escolas Famílias Agrícolas - EFAs iniciaram o processo de atuação na agroecologia. Na EFA de Jaru, existe Técnico de Agroecologia, com alguns desafios: falta de profissionais da área, muitos afazeres na escola e as múltiplas funções do monitor, compreensão de Agroecologia, mudança de concepção x comodismo das pessoas, falta áreas experimentais x ausências de práticas agroecológicas, monitores e professores ligados ao tradicionalismo, empoderamento das políticas públicas agroecológicas e falta cartilhas e referenciais técnicos. O Instituto Federal de Rondônia - IFRO oferta apenas um curso Técnico em Agroecologia no Campus de Cacoal. Logo, apresentamos a proposta do projeto: Núcleo de Estudo em Agroecologia (NEA) para juventude dos Territórios de Rondônia, acrescentando a estes fatos, as experiências das atividades dos projetos: Projeto Pirarucu-Gente, financiado pelo CNPq/MDA, de 2011 a 2013 em parceria com FETAGRO/FEPEARO; Programa Peixe Vivo: sustentabilidade da pesca artesanal de Rondônia, financiado pelo MPA, de 2011 a 2015, em parceria com a FEPEARO; Projeto Peixe Vivo: pesca artesanal e aquicultura amazônica de base familiar e ecológica no estado de Rondônia, financiado pelo MEC/PROEXT, de 2011 a 2012, com a FEPEARO; Projeto SEMENTES AGROECOLÓGICAS: Transformação cidadã da juventude do campo na Amazônia, financiado pelo MDA/SNJ, de 2014 a 2016, com a FETAGRO; Projeto Agroecológico e Cidadão da Juventude dos Assentamentos na Amazônia, Edital MCTI/MDA-INCRA/CNPQ Nº 19/2014, de 2015 a julho de 2017 com a FETAGRO. Outras atividades de ensino, pesquisa e extensão igualmente tem ou tiveram colaboração da equipe proponente, como por exemplo, a Feira de Agroecologia e Sociobiodiversidade - FAS, realizada anualmente desde 2015. A participação na I Caravana Agroecológica e Cultural de Rondônia organizada pela Rede Terra Sem Males, realizada em março de 2016 com audiência pública para debater com os gestores governamentais locais formas de fortalecimento da agroecologia na região. O projeto terá como foco principal implementar um Núcleo de Estudo em Agroecologia e Produção Orgânica para juventude em cinco territórios de Rondônia, visando atividades de ensino, pesquisa e extensão e a construção e socialização de conhecimentos e práticas relacionados à agroecologia, bem como à promoção dos sistemas orgânicos de produção e de base agroecológica, fomentando o desenvolvimento sustentável, superando as desigualdades sociais, fortalecendo a inclusão social e produtiva de agricultores familiares no universo da agricultura familiar. Outros resultados esperados são: elaboração e implantação do Projeto Produtivo ou/e de Estudo com foco agroecológico pelos participantes, levantamentos de dados para verificação das contribuições do projeto, artigos em eventos técnico-científicos e publicação em revistas especializadas, atividades relacionadas à “Campanha Anual para a Promoção do Produto Orgânico”, realização da Feira de Agroecologia e Sociobiodiversidade - FAS, promoção de Seminários sobre agroecologia e produção orgânica, implementação de Unidades de Referência nas unidades produtivas familiares, Cartilhas para divulgação e construção do conhecimento da comunidade em geral, divulgação nos meios de comunicações, divulgação de boas práticas agroecológicas, sistemas agroflorestais – SAF implantados, dentre outros. Para tanto, se utilizará das metodologias participativas privilegiando o resgate dos saberes endógenos, a construção compartilhada de conhecimentos em ATER, superação das desigualdades sociais relacionadas a gênero e entre jovens; fortalecimento da cidadania; inclusão socioprodutiva; acesso às políticas públicas e oportunidades para a melhoria da qualidade de vida no campo do povo da floresta Amazônica. O público beneficiário da proposta será de 50 participantes, sendo as vagas distribuídas entre jovens agricultores familiares, membros da Rede de Agroecologia Terra Sem Males, estudantes do Curso de Educação do Campo, extensionistas, sendo no mínimo 30% das vagas para jovens mulheres. Para atingir os resultados o projeto preconiza ações individuais e coletivas, compreendendo mobilização e seleção, diagnóstico, planejamento, execução, formação dos envolvidos, monitoramento, avaliação e sistematização participativa no contexto da ATER, com a parceria da FETAGRO, em regime da alternância, sendo: Contexto teórico conceitual, experimentações e estudo de casos em 2 (dois) cursos/módulos de 30 hs cada com temáticas sobre agroecologia; monitoramento do tempo comunidade das atividades práticas e do Projeto Produtivo; produção tecnológica e científica sobre os produtos das investigações; e apoiar outras experiências.
  • Universidade Federal de Rondônia - RO - Brasil
  • 01/02/2018-31/10/2020
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Elías Alfredo Gudiño Rojas

Ciências Exatas e da Terra

Matemática
  • modelagem matemática para libertação controlada de drogas em stents farmacológicos
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Elias de Barros Santos

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • desenvolvimento de um amostrador passivo e um dosímetro pessoal feito de ouro nanométrico em pdms para o monitoramento e avaliação da exposição de trabalhadores a mercúrio gasoso
  • A exposição direta a mercúrio elementar gasoso (MEG), mesmo em níveis relativamente baixos, pode ter um efeito cumulativo e resultar em consequências danosas a saúde humana. Os trabalhadores de minas de extração artesanal de ouro e de outras atividades que envolvem mercúrio no processo, estão entre os mais suscetíveis a este tipo de exposição. Atualmente, não existe dispositivos que possam ser usados em ambientes de trabalho como um alerta da presença de mercúrio e do nível de contaminação do local. Nesse sentido, o objetivo do presente projeto é desenvolver um amostrador passivo e um dosímetro pessoal para serem aplicados em ambientes de trabalho que envolva processamento e/ou emissão de MEG. Para tal finalidade, serão preparados filmes finos de polidimetilsiloxano (PDMS), impregnados com ouro nanométrico, sobre lâminas de vidro ou papel hidrofóbico (V-PDMS/Au ou PH-PDMS/Au). Os filmes serão depositados sobre os diferentes substratos usando a técnica de spin coating, seguido da impregnação com solução de HAuCl4. Em seguida, será realizada a etapa de redução, usando NaBH4 para formação de ouro nanométrico sobre a superfície dos filmes de PDMS. Os materiais serão caracterizados por espectroscopia na região do Ultravioleta-visível, espectroscopia Raman, microscopias eletrônica de varredura e de transmissão e microscopia de força atômica. Serão realizados testes em laboratório em sistemas fechados, gerando uma quantidade controlado de mercúrio, nos quais os filmes de V-PDMS/Au ou PH-PDMS/Au serão expostos. Os testes de exposição serão monitorados a partir da análise de cor das amostras (sensoriamente colorimétrico) e por medidas de UV-vis, para análise do plasmon de superfície característico do ouro nanométrico (sensoriamento plasmônico). A quantificação de mercúrio retido nas amostras, V-PDMS/Au ou PH-PDMS/Au, será feita usando um analisador direto de mercúrio, o que permitirá avaliar o limite de detecção e construir curvas de calibração. Após otimização das condições de aplicação, será avaliada a aplicabilidade dos materiais desenvolvidos, para o monitoramento e medição da exposição pessoal a mercúrio, como tecnologia de saúde ocupacional. Os dispositivos serão pequenos e portáteis, podendo o amostrador passivo V-PDMS/Au ser fixado em um local do ambiente de trabalho e o dosímetro PH-PDMS/Au na roupa dos trabalhadores. Os dispositivos poderão ser analisados periodicamente usando um espectrofotômetro portátil CM-700D, que permite mediar a cor e gerar o espectro na região do visível das amostras, permitindo fazer triagem e inferir sobre o nível de MEG.
  • Universidade Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Elias Ferreira Veras

Ciências Humanas

História
  • existências e resistências homossexuais no brasil da “abertura”: uma perspectiva de gênero (1978-1988)
  • O presente projeto de pesquisa, intitulado Existências e resistências homossexuais no Brasil da “Abertura”: uma perspectiva de gênero (1978-1988) tem como objetivo historicizar os modos de vida homossexuais no Brasil da “Abertura”, a partir de uma perspectiva de gênero (BUTLER, 2003, 2017; PEDRO, 2005; SCOTT, 1995). A pesquisa, coordenada pelo professor Dr. Elias Ferreira Veras, do Curso de História (Graduação e Pós-Graduação), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), insere-se no âmbito das atividades de pesquisa desenvolvidas pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS-UFAL-CNPq). O estudo tem como recorte temporal, os últimos anos da ditadura civil-militar no Brasil, momento em que emergem as primeiras organizações homossexuais no país, como o Somos – Grupo de Afirmação Homossexual (1978) e o GALF – Grupo de Afirmação Lésbica Feminista (1979/1980); e os primeiros anos da redemocratização brasileira, quando diversos grupos homossexuais, por exemplo, Grupo Gay da Bahia (BA) e Triângulo Rosa (RJ), se mobilizam para a inclusão da proibição de discriminação por “orientação sexual” na Constituição de 1988. Nosso objetivo é problematizar as existências e resistências, ou seja, as experiências, estratégias, discursos e práticas de gays, lésbicas, travestis e transexuais nesse processo, a partir de três importantes acervos históricos: O acervo da organização homossexual Triângulo Rosa, localizado no Arquivo Edgard Leuenroth – Centro de Pesquisa e Documentação Social (AEL), Campinas (SP) e os acervos Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP) e da Assembleia Constituinte (1987-1988), arquivados, respectivamente, no Arquivo Nacional e na Biblioteca do Senado, em Brasília (DF). Em diálogo com a historiografia sobre a ditadura civil-militar, nos interessa investigar de que maneira o regime ditatorial brasileiro e sua “política sexual” (QUINALHA, 2017), buscou controlar e reprimir gays, lésbicas, travestis e transexuais e ainda, como esses sujeitos resistiram aos dispositivos de controle ditatoriais. Nesse sentido, é preciso lembrar que ao destacar aspectos mais traumáticos e clandestinos da repressão estatal contra dissidentes estritamente políticos (QUINALHA, 2017), a historiografia brasileira sobre a ditadura (FICO, 2001; FERREIRA, DELGADO, 2003; GOMES, 2014; REIS, 2014; REIS, RIDENTE, MOTTA, 2004), deixou de levar em consideração as existências e resistências homossexuais na/contra a ditadura. Mesmo as pesquisas históricas promovidas por historiadoras da história das mulheres e das relações de gênero, que incorporaram as lutas das mulheres contra a ditadura (DUARTE, 2012; PEDRO, WOLFF, VEIGA, 2011; PEDRO, WOLFF, 2010; RAGO, 2013), não abordaram os efeitos da ditadura na vida de gays, lésbicas, travestis e transexuais. Recentemente, esse cenário de exclusão das homossexualidades da historiografia sobre a ditadura, tem se modificado. A obra Além do Carnaval: a homossexualidade masculina no Brasil no século XX, de James Green (2000), a tese Contra a moral e os bons costumes: A política sexual da ditadura brasileira (1964-1988), de Renan Quinalha (2017), assim como a coletânea Ditadura e Homossexualidades, organizada por estes autores (2015) e, ainda, o Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade são paradigmáticas do emergente interesse da historiografia pelos modos de vida e resistências LGBTs durante o regime ditatorial civil-militar brasileiro. O presente projeto relaciona-se com minha trajetória acadêmica, especialmente, com o trabalho que venho desenvolvendo como líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS-UFAL-CNPq) e como coordenador da pesquisa de iniciação cientifica Corpos aliados e lutas políticas. O livro Travestis: carne, tinta e papel (Editora Prismas, 2017); o artigo Os silêncios de Clio: escrita da história e (in) visibilidade das homossexualidades no Brasil (revista Tempo & Argumento), escrito em parceria com a historiadora Joana Maria Pedro (2014); o capítulo Travestis: visibilidade e performatividade de gênero no tempo farmacopornográfico, que compõe o livro História do Movimento LGBT no Brasil (2018); os dossiês Quando Clio encontra as ‘sexualidades disparatadas’ (revista Esboços, 2016) e Sexualidades disparatadas: outras histórias (revista História, Histórias, 2018), organizados em parceria com o historiador Durval Muniz de Albuquerque Junior; assim como minha participação no Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH-UFSC) e no Grupo de Pesquisas e Estudos em História e Gênero (GPEHG-UFC), parceiros deste projeto de pesquisa, são frutos dessa trajetória acadêmica e profissional. Se, a prática historiográfica – da reunião dos documentos à redação do livro – é inteiramente relativa à “estrutura da sociedade”, como aponta Certeau (2008), faz-se urgente pensar outras histórias, principalmente, no atual contexto brasileiro marcado pelo avanço do ultraconservadorismo e pelo aumento da lgbtfobia. Nesse sentido, se durante muito tempo, as homossexualidades não foram vistas como um tema sério de pesquisas e tampouco como um recorte pertinente para a reflexão acerca da ditadura (QUINALHA, 2017), o recente interesse de pesquisadores/as, especialmente, historiadores/as, revelam que não é possível (mais) compreender a ditadura e seu legado sem a reflexão historiográfica sobre a participação de gays, lésbicas, travestis e transexuais no período.
  • Universidade Federal de Alagoas - AL - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Elias Pereira Lopes Júnior

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • mapeamento da maturidade tecnológica e da demanda tecnológica da região do cariri
  • A transferência de tecnologia de Instituições Científicas e Tecnológicas e de Inovação (ICTs) para o mercado é um tema que tem ganhado força e notoriedade no âmbito das publicações acadêmicas. Já existe um instrumento que tem sido muito utilizado para avaliar o nível de maturidade tecnológica dos projetos desenvolvidos pelas ICTs, que é a escala Technology Readiness Level (TRL). Por outro lado, também existe uma escala cujo objetivo é medir o nível de atração do mercado correspondente ao nível de impulso tecnológico, chamada de Demand Readiness Level (DRL). Utilizadas de forma complementar, a TRL e a DRL podem proporcionar a melhoria da abordagem Market Pull, fazendo transferência de tecnologia e inovação tecnológica. De forma complementar, a escala DLR também poderia ser objeto das mesmas trocas e análises dinâmicas que a escala de TRL induziu entre as comunidades acadêmicas ou profissionais. O objetivo dessa pesquisa é analisar o nível de maturidade tecnológica (TRL) dos projetos da UFCA e, se possível, de outras instituições da Região do Cariri. Além disso, esse estudo também pretende comparar o nível de maturidade tecnológica (TRL) com o nível de prontidão da demanda (DRL) de empresas da região do Cariri. A partir desses dados, pode-se gerar como resultado a formação de novas parcerias entre as ICTs e empresas da região do Cariri no sentido de promover mais ações inovadoras para a região.
  • Universidade Federal do Cariri - CE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Elibio Leopoldo Rech Filho

Ciências Biológicas

Genética
  • inct biologia sintetica
  • A atividade econômica abastecida pela pesquisa e inovação em ciências biológicas, denominada “bioeconomia”, constitui um segmento de rápido crescimento no mundo, direcionando substanciais benefícios sócio-econômicos. Esta proposta trabalha a “bioeconomia” pela rota de biologia sintética e possui dois escopos de interesse do país. O primeiro é o desenvolvimento econômico e tecnológico e o segundo é de preservação ambiental e agregação de valor a biodiversidade. Ao longo das ultimas décadas de pesquisa, o desenvolvimento de ferramentas cada vez mais acuradas e rápidas para obtenção e uso de dados biológicos, trouxeram-nos mais perto do limiar de um futuro, até então, inimaginável: plantas adaptadas a condições adversas, produtos alimentares desenhados para atender às necessidades alimentares específicas, combustíveis líquidos produzidos diretamente a partir de CO2, plásticos biodegradáveis, a partir de biomassa, biossensores para monitoramento em tempo real das plantações, ambiente e saúde, biofábricas de drogas e moléculas sintéticas para a saúde. Cada vez mais a pesquisa científica e tecnológica está empenhada em intensificar as abordagens multidisciplinares, para soluções dos mais exigentes desafios sociais e econômicos, que deverão afetar profundamente o futuro. Os avanços da bioeconomia dependem da expansão das tecnologias emergentes, como a genômica, proteômica e metabolômica (estudo sistematizado e manipulação de vias metabólicas), bioinformática (ferramentas computacionais para a análise de “big data” de origem biológica) que formam o fundamento para a biologia sintética (a edição de genomas, rotas metabólicas e engenharia de plantas e microrganismos). Para ser bem sucedido e contínuo desenvolvimento, a bioeconomia deverá buscar a geração constante de novos processos e produtos que atendam às necessidades nacionais e globais de competitividade e sustentabilidade. O Brasil aloca uma das biodiversidades mais ricas do mundo, sendo um membro do grupo composto por 17 países megadiversos. Desta forma, o país é especialmente responsável por uma mudança de paradigma. Estabelecer áreas de proteção tem sido um dos instrumentos mais eficazes para a conservação da biodiversidade. O Brasil tem agido de forma inovadora na preservação de áreas protegidas. O trabalho para a preservação envolve o conhecimento da biodiversidade e a valoração desta, sem o tradicional processo extrativista de geração de riqueza. Entretanto, a biodiversidade constitui um sistema biológico complexo, que para ser estudado com base na agregação de valor, depende do uso intensivo e acelerado de avanços biotecnológicos na fronteira do conhecimento. A proposta do INCT-BioSyn inclui a biologia sintética como um desafio adicional, direcionado para a efetiva contribuição na preservação, uso sustentável e agregação de valor à biodiversidade, com foco no desenvolvimento de plataformas para engenharia da função gênica em plantas e microrganismos. Sabemos que o desenvolvimento de produtos de alto valor agregado estão diretamente relacionados com a utilização intensivo de conhecimento e altos padrões tecnológicos. Este fato indica que a utilização da biotecnologia avançada em seu sentido pleno constitui uma opção viável e uma ferramenta imprescindível para orientar o uso sustentável e desenvolvimento de produtos de alto valor agregado derivados da biodiversidade. O uso da biotecnologia desde a prospecção, genoma, metaboloma, engenharia da função gênica e desenvolvimento de ativos biotecnológicos, que possam fundamentar a futura geração de produtos e processos inovadores, implicará na coleta de alguns organismos, ou parte deles, como fonte de matéria-prima genética que permitirá a prospecção, caracterização, engenharia da expressão gênica e função usando biologia sintética e prova-de-conceito (investigação deve demonstrar a eficácia funcional de uma característica ou tecnologia no organismo alvo, a fim de reduzir o risco de falha do produto) e geração de plataformas tecnológicas transversais para plantas e microrganismos. Existem várias abordagens para a engenharia de sistemas biológicos sintéticos. A proposta do INCT-BioSyn, possui um formato de um sistema de “inovação aberta” e visa a geração da base bio-nanomolecular para uso da biologia sintética. Inicialmente, deveremos elencar recursos biológicos de plantas e microrganismos nativos e domesticados da biodiversidade utilizados comercialmente. A partir destes recursos será gerada uma base de dados genéticos nanoestruturais, que constitui o fundamento para estabelecer modelos operacionais com possíveis “espaço-biologia sintética”. A partir da compilação de partes da biodiversidade pode-se constituir unidades básicas construídas a partir de genes e proteínas ou seus fragmentos. As unidades básicas são definidas como um elenco de peças e circuitos com complexidade convergentes relativos aos sistemas biológicos complexos. Serão unidades básicas, aqui denominadas como “R-bions” (definidos como componentes nanomoleculares envolvendo unidades básicas programáveis, visando o dobramento e montagem de estruturas 3D de interesse). Os R-bions podem interagir para gerar unidades auto-montáveis, que podem combinar e organizar unidades básicas para produzir conjuntos e sistemas biológicos funcionais. Com esse amplo espectro de uso potencial nos diferentes setores de produção, a proposta do INCT-BioSyn deverá concentrar no desenvolvimento de provas de conceito e geração de modelos de plataformas transversais, para geração de base de dados dinâmicas e integrativas de recursos biológicos, incluindo genomas, metagenomas, metaboloma, produção R-bions, peças e circuitos biológicos, encapsulamento e compartimentalização funcional em sistemas de expressão de plantas e microrganismos, visando e engenharia da função gênica, associados a descrição de como envolvendo o desenvolvimento de inovação relacionada a agregação de valor a biodiversidade.
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - DF - Brasil
  • 25/11/2016-30/11/2022
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Elida Barbosa Correa

Ciências Agrárias

Agronomia
  • centro vocacional tecnológico de agroecologia e produção orgânica: agrobiodiversidade do semiárido
  • Inúmeros são os benefícios sociais, econômicos e ecológicos do desenvolvimento da agricultura familiar de base ecológica e da produção orgânica de alimentos. Responsável pela produção de maior parte do alimento consumido pelos brasileiros, a agricultura familiar promove a segurança e a soberania alimentar e nutricional do País. No estado da Paraíba, os estabelecimentos agrícolas caracterizam-se na sua maioria como unidades de agricultura familiar, onde se pratica o policultivo. No entanto, inúmeros também são os desafios encontrados pelas famílias agricultoras agroecológicas e produtores orgânicos de alimentos quanto a reprodução de seus sistemas de produção vegetal e animal no Semiárido Brasileiro. O desenvolvimento de ensino, pesquisa e extensão contextualizado com a realidade dos agricultores, desenvolvendo técnicas e processos organizativos que solucionem os entraves nos sistemas de produção,são a base para a promoção da Agroecologia e produção orgânica na região. Para tanto, o objetivo do presente projeto é a criação de um CVT de Agroecologia e Produção Orgânica: Agrobiodiversidade do Semiárido para promover e impulsionar ações em rede ligadas ao manejo ecológico de pragas e doenças, impacto e contaminação por agrotóxicos, manejo da fertilidade dos solos, resgate e conservação de raças nativas de animais domésticos e de forragem, produção e conservação de sementes crioulas e a produção agroecológica de citros, hortaliças e batata, entre outras, sendo essas ações demandadas pelas famílias agricultoras da região por meio das organizações que as assessoram. O CVT será sediado no campus II da UEPB, local onde são oferecidos os cursos de Bacharelado em Agroecologia, Técnico em Agropecuária, Técnico em Agroindústria e a Universidade Aberta da Maior Idade, sendo originário da evolução das ações do Núcleo de Extensão Rural Agroecológica (NERA) no campus II da UEPB. Localizado em Lagoa Seca para dar suporte e promover ações de Agroecologia e Produção Orgânica, principalmente junto aos territórios paraibanos da Borborema e Cariri Oriental e tendo como parceiros o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), os Núcleos de Agroecologia da Paraíba (NEAS), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Embrapa Algodão, a Embrapa Tabuleiros Costeiros, a Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Economia Solidária do Governo do Estado da Paraíba, as organizações da sociedade civil tais como Pólo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema (Polo da Borborema), Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), Coletivo Regional da Organização da Agricultura Familiar (COLETIVO), Coletivo ASA Cariri Oriental (CASACO), Programa de Aplicação de Tecnologia Apropriada as Comunidades (PATAC) e a Comissão de Orgânicos (CPOrg) da Paraíba, o Projeto prevê ações que possam ocorrer em Rede no âmbito estadual.Contará, ainda, com a colaboração da RedConbiand (rede ibero-americana para a Conservação da Biodiversidade dos Animais Domésticos Locais).O CVT de Agroecologia e Produção Orgânica: Agrobiodiversidade do Semiárido será um centro de formação de famílias agricultoras articuladas em redes territoriais, fomentando a participação de jovens e mulheres, promovendo o ensino, a pesquisa e a extensão. Dentro da área de atuação do CVT, serão instaladas Unidades de Referência nas unidades produtivas familiares, compostas por famílias agricultoras experimentadoras, abordando as principais dimensões do trabalho de valorização e resgate da agrobiodiversidade paraibana; e no campus II, será implantada uma Agrofloresta e equipado um Laboratório de Microbiologia para fomentar as aulas práticas, favorecer a interdisciplinaridade nos cursos e para dar suporte as ações de pesquisa e extensão.
  • Universidade Estadual da Paraíba - PB - Brasil
  • 01/12/2017-31/10/2020
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Eliécer Eduardo Gutiérrez Calcaño

Ciências Biológicas

Zoologia
  • sistemática, biogeografia e conservação de mamíferos neotropicais, com ênfase em espécies endêmicas do brasil
  • RESUMO Com o objetivo de entender a origem evolutiva, classificar taxonomicamente e preservar as espécies de mamíferos neotropicais, o presente projeto empregará técnicas avançadas nas áreas de genética e sistemas de informação geográfica. No primeiro capítulo, meus colaboradores e eu utilizaremos dados genéticos e morfológicos para avaliar as relações filogenéticas de um clado de espécies de cervídeos endêmicas das Américas (Cervidae: Capreolinae: Odocoileini). Em primeiro lugar, obteremos dados genômicos em grande escala (genomas mitocondriais completos, intrones nucleares, e unidades ultraconservadas com suas regiões flanqueadoras) a partir de espécimes de museu. Ao utilizarmos espécimes de museu como fonte de DNA, será possível realizar uma intensa amostragem geográfica, o que é inédito dentre os poucos e limitados estudos existentes para esse clado. Diante disso, através de aplicações de vários critérios (grau de divergências genéticas, diagnose morfológica e monofilia) serão reconhecidos clados a nível de espécie. Os clados reconhecidos serão diagnósticos e serão realizadas mudanças taxonômicas na classificação prevalente (atual) desses cervídeos—sinonimizações, descrições de novas espécies e gêneros e reconhecimento de espécies e gêneros válidos mas atualmente considerados como sinônimos inválidos. Por fim, empregaremos técnicas avançadas de Modelagem de Nicho Ecológico (MNE) para avaliar o potencial impacto da mudança climática sobre a disponibilidade futura de áreas com condições climáticas adequadas para a ocorrência dessas espécies. Por fornecerem dados cruciais para o planejamento dos esforços de conservação, nossos resultados serão de extrema importância para informar a comunidade acadêmica e orientar as entidades governamentais nas tomadas de decisão. Da mesma forma, o segundo capítulo deste projeto empregará técnicas de MNE para determinar o possível impacto da mudança climática nos estados de conservação de mamíferos encontrados exclusivamente em cinco biomas neotropicais caracterizados por formações de vegetação aberta (Caatinga, Cerrado, Chaco, Pampa, Pantanal). Para atingir esse objetivo, primeiro trabalharemos para produzir listas de espécies endêmicas desses biomas—um colaborador e eu recentemente publicamos listas de ocorrência para a Caatinga e o Cerrado. Com base no trabalho de museu e na revisão crítica da literatura e bancos de dados online, coletaremos informações de localidade de ocorrência para indivíduos dessas espécies. Em seguida, as informações serão acopladas a dados bioclimáticos (do WorldClim) para conduzir análises de MNE. Com isso, os modelos serão projetados em cenários climáticos do presente e do período dos anos 2060–2080. Dessa maneira, quantificaremos a mudança na disponibilidade de áreas climaticamente adequadas para as espécies focais. Além disso, avaliaremos se o sistema atual de áreas protegidas (e.g., parques nacionais) abrangerá quantidades satisfatórias de habitat para essas espécies. Além disso, as análises permitirão identificar regiões geográficas com condições climáticas adequadas para cada uma das espécies focais no presente, além de identificar onde essas condições estarão no período dos anos 2060–2080. A partir disso, poderemos avaliar se as espécies serão capazes de persistir às mudanças climáticas. Este último componente de nossa pesquisa será capaz de orientar os tomadores de decisão em relação ao local onde novas áreas protegidas devem ser criadas para que resultados mais eficientes de proteção de espécies sejam obtidos. Tomaremos medidas para informar os órgãos governamentais sobre nossos resultados e aplicações desses. Esta pesquisa fornecera informações essenciais para a preservação de espécies do Brasil, além de novos conhecimentos sobre mamíferos sul-americanos. Ao mesmo tempo, nossa pesquisa proporcionará oportunidades para treinamento e progresso acadêmico dos estudantes de pós-graduação, além de promover colaborações produtivas entre instituições nacionais e internacionais.
  • Universidade Federal de Santa Maria - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Eliete Bouskela

Ciências da Saúde

Medicina
  • dietas convencional ou jejum intermitente, exercícios, biomarcadores inflamatórios e risco cardiovascular em obesos – enfoque translacional
  • A obesidade tornou-se uma pandemia dos tempos modernos e a previsão é de que sua incidência aumente a cada ano. Segundo dados da última estatística sobre obesidade feita no Brasil (VIGITEL, 2016), com um total de 53210 entrevistas telefônicas, o sobrepeso em homens variou entre 51 e 66% da população e em mulheres entre 42 e 56% e a obesidade entre 12 e 25% em homens e 14 e 23% em mulheres. As doenças associadas à obesidade (diabetes, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, câncer e Alzheimer) têm alta prevalência na sociedade em geral e na nossa em particular. O tecido adiposo é reconhecido como um órgão endócrino ativo que produz uma variedade de citocinas, conhecidas como adipocinas. O tecido adiposo inicia a inflamação com produção local e secreção de adipocinas e quimiocinas e, com o acúmulo de massa gorda, esta inflamação se torna sistêmica. Na microcirculação, cujos vasos (arteríolas, capilares, vênulas e microlinfáticos) têm diâmetro menor que 100 µm, ocorre as principais funções do sistema vascular: troca de nutrientes com os tecidos, a remoção de excretas celulares em resposta às variações de demanda e o equilíbrio hidrostático, evitando grandes flutuações de pressão nos capilares. Neste projeto, na parte experimental, a microcirculação de hamsters submetidos à dieta obesogênica será investigada em preparações com diferentes demandas metabólicas: bolsa da bochecha (baixa), cremaster (média) e cérebro (alta). Esses animais serão, então, submetidos a dietas convencional ou intermitente (períodos de jejum ou com baixa ingesta de calorias) e também a exercícios físicos, aeróbios ou resistidos. A microcirculação e os biomarcadores inflamatórios serão determinados no período controle (antes da dieta obesogênica), após a dieta e após as diferentes intervenções. Pacientes obesos, com índice de massa corporal (IMC) entre 25 e 40 kg/m2, também terão a microcirculação e biomarcadores inflamatórios avaliados antes e após as diferentes intervenções com o objetivo de determinar qual delas é melhor para a diminuição do risco cardiovascular e que tem a melhor aderência dos pacientes.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Eliezer Jesus de Lacerda Barreiro

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • inct de fármacos e medicamentos
  • Este projeto representa o avanço substancial do atual Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-INOFAR), e se propõe a prosseguir a bem sucedida iniciativa do atual INCT-INOFAR. A proposta se enquadra na área estratégica de Saúde e Fármacos, do edital 016/2014 do CNPq, tendo como principais objetivos consolidar e aprimorar a plataforma para desenvolvimento de novos fármacos e medicamentos, dedicada à inovação radical e incremental, agregando competências acadêmico-científícas e empresariais. Esta proposta objetiva avançar nas ações interativas construídas entre os segmentos universidade e empresa, ao longo do atual projeto em vigor, de maneira a viabilizar iniciativas de translacionalidade que permitam colher os frutos dos esforços de pesquisa realizados até aqui. Estas ações propiciaram a identificação de novas moléculas orgânicas sintéticas, autênticas candidatas a novos fármacos de distintas classes terapêuticas, completando os estudos de fase pré-clínica e espera-se atingir a fase clínica nos subprojetos mais avançados em termos de resultados que compõem esta proposta. Ademais, agregando novos laboratórios associados, pretende-se integrar competências chaves as pesquisas em andamento, em distintas fases, e identificar novos candidatos a fármacos, que prossigam rumo à plataforma pretendida. Obedecendo o edital, a presente proposta apresenta todos os itens sequenciados como lá indicados. Em virtude do limite de espaço e em conformidade com a determinação do Edital (30 páginas) e à amplitude de uma propoosta para um INCT, estão disponíveis na página do portal do atual INCT-INOFAR, na aba “Proposta-2014” (Proposal-2014), informações referentes à bibliografia citada no projeto, com link para acesso direto e no item “Material Suplementar” informações adicionais, diversas, possivelmente uteis à avaliação da proposta. Cabe registro que tivemos grande dificuldade em categorizar as subáreas e especialidades desta proposta, face àquelas disponíveis no formulário on-line que não preveem o termo QUÍMICA MEDICINAL, área que melhor caracteriza a proposta em tela. Esta proposta se dedica à inovação farmacêutica radical, à incremental e à social, e propoem o aprimoramento e avanço das atividades de divulgação e popularização das ciências dos fármacos e medicamentos. A complexidade da cadeia da inovação farmacêutica, estudada por muitos especialistas, evidencia seu caráter inter- e multidisciplinar, especialmente necessário ao seu pleno domínio em saber-fazê-la. Dentre as disciplinas imprescindíveis estão a Química Medicinal e a Farmacologia, representando as áreas da Química e da Biologia conforme aludiu Arthur Komberg, Nobel de Medicina. Em consonância com o estado da arte dos temas de estudos eleitos neste INCT-INOFAR, ênfase será dada à identificação de novas substâncias de interesse farmacêutico (inovação farmacêutica radical) para o tratamento de doenças crônicas degenerativas não transmissíveis (e.g. cardiovasculares, inflamatórias, metabólicas e câncer), além de parasitoses negligenciadas (e.g. leishmaniose e Chagas). A priorização das doenças alvo nesta proposta, baseia-se no avanço dos estudos até então conduzidos no atual INCT-INOFAR, que lograram identificar compostos promissores como protótipos de novos fármacos cardioativos, anti-inflamatórios, antidiabéticos, anticâncer e leishmanicidas. Resultados preliminares nos motivaram a incluir o estudo de novos compostos úteis para o combate à dependência química, especialmente à cocaína, caracterizando uma iniciativa de inovação radical de cunho social. No que se refere à inovação farmacêutica incremental, pretende-se adotar, como parte das estratégias de definições temáticas dos esforços de pesquisa, o estudo de rotas de síntese de fármacos genéricos atuais ou futuros - de relevo para empresas do setor ou de interesse econômico para o SUS. A demanda originária de empresas farmoquímicas ou farmacêuticas, parceiras, motivadas por projetos de iniciativas governamentais ou não, contarão com a capacitação técnica e acadêmica-científica deste INCT-INOFAR, que analisará a melhor estratégia para viabilidade e exequibilidade temporal da proposta. Ademais, foi possível articular a aproximação de empresa farmoquímica parceira (Nortec Química) com a Diretoria de Metrologia da Saúde (DIMAV) do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) para a implantação de unidade química de escalonamento, em condições de garantia de boas práticas laboratoriais, em área física daquela instituição federal e com apoio do Ministério da Saúde, para dirimir um importante gargalo da cadeia de inovação farmacêutica no País, diagnosticado pelo INCT-INOFAR que será co-partícipe ativo nesta iniciativa. No ambiente da inovação incremental, o INCT-INOFAR estudará rotas de síntese de novos fármacos genéricos sem produção no País e aqueles com proteção patentária vencida ou a vencer, que representem relevantes oportunidades de negócios. Pretende-se ainda ampliar o foco de atuação para estudar a verticalização de rotas de síntese de intermediários de insumos farmacêuticos ativos (IFA) estratégicos e otimizar as rotas sintéticas estudadas em termos de seus eventuais impactos ambientais, em consonância com os princípios de química verde e sustentabilidade. Outrossim, as atividades de popularização e divulgação da ciência serão realizadas nos moldes do atual INCT-INOFAR, com a ampliação dos projetos de confecção de material didático sobre o uso racional de medicamentos e seu adequado descarte, e sua divulgação, de forma interativa, em colégios do ensino fundamental e médio, através de convênios de colaboração firmados com as Secretarias de Educação municipal e estadual, respectivamente, além da realização de seminários e palestras no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR), a fim de fomentar vocações científicas e contribuir para na formação de licenciados em Química, nesta região carente do país.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 23/11/2016-30/11/2022
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Elio Anthony Cino

Ciências Biológicas

Bioquímica
  • agregação amiloidogênica da proteína supressora tumoral p53 como alvo para combater o câncer
  • O câncer é uma das maiores causas de morte no mundo. No Brasil, o câncer é a segunda principal causa de morte por doenças crônicas não transmissíveis. A proteína supressora de tumor p53 sofre mutação em mais de 50% dos casos. Tais mutações diminuem a estabilidade da p53 e promovem sua agregação em fibras amilóides, resultando em perda de função. Agregados de p53 têm a capacidade de se propagar e converter as moléculas da proteína corretamente enoveladas em agregados amiloidogênicos não funcionais. O comportamento se assemelha ao de príons. Recentemente, nossa equipe desenvolveu novas abordagens biofísicas (RMN e espectroscopia de fluorescência sob alta pressão) para modular a agregação de p53 e ferramentas computacionais (análise da proteção de pontes de hidrogênio e interações proteína-água) para identificar as bases moleculares da sua instabilidade e agregação [Silva, J.L., Cino, E.A., Soares, I.N., Ferreira, V., Oliveira, G.A.P. (2018) Targeting the Prion- Like Aggregation of Mutant p53 to Combat Cancer. Accounts of Chemical Research. 51: 181-190]. Nossa equipe aplicará essas abordagens aos seguintes objetivos: (1) Determinar os fatores que levam à instabilidade de p53 e seus mutantes carcinogênicos; (2) Desenho computacional de variantes de p53 com maior estabilidade e baixa tendência de agregar; (3) Avaliação da eficácia de curcumina e resveratrol (moléculas promissoras para o tratamento de doenças amilódes) no impedimento da agregação da p53 e/ou na desagregação de precursores de amilóide (oligômeros) e entender seus mecanismos de ação. Vários aspectos do projeto já estão sendo realizados com dados recentemente publicados. Os integrantes do projeto têm ampla experiência nas áreas de computação, bioquímica e biologia estrutural para o desenvolver de forma eficiente e eficaz. Com a experiência dos supervisores do projeto e nossa equipe de pesquisadores, teremos resultados relevantes para novas estratégias de combate ao câncer dentro dos prazos estabelecidos.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Elionai Cassiana de Lima Gomes

Ciências da Saúde

Farmácia
  • desenvolvimento de sistemas de liberação controlada de fármacos por meio da técnica de layer-by-layer para tratamento de doenças oculares
  • Diversas doenças oculares que levam à cegueira, como a retinopatia diabética e a uveíte, são doenças caracterizadas pela formação de vasos sanguíneos anormais. O tratamento dessas doenças é limitado, devido à dificuldade em transportar doses efetivas de fármaco diretamente no local de ação e aos inúmeros efeitos adversos observados nos pacientes. Assim, os sistemas de liberação controlada de fármacos apresentam-se como uma alternativa para contornar esses problemas no tratamento convencional. As vantagens desses sistemas são inúmeras e encontram-se extensamente descritas na literatura. Para o tratamento das doenças citadas, geralmente é utilizado, nos sistemas de liberação, um fármaco com atividade antiangiogênica (bevacizumabe), capaz de inibir a formação de novos vasos sanguíneos na retina. Porém, como essas doenças apresentam também sinais de inflamação, muitas vezes é necessária a administração intraocular de um anti-inflamatório, como a dexametazona. O desenvolvimento de sistemas capazes de liberarem dois ou mais fármacos concomitantemente no segmento posterior do olho é de extrema importância para aumentar o conforto e a adesão do paciente e também para diminuir os custos do tratamento. A técnica de Layer-by-Layer é uma técnica que permite o revestimento do sistema de liberação (composto por um fármaco e uma matriz polimérica) com várias camadas poliméricas, entre as quais pode-se incorporar um outro fármaco. A ausência do uso de solventes orgânicos durante o processo torna possível a sua utilização em sistemas que contenham fármacos peptídicos ou anticorpos monoclonais, como é o caso do bevacizumabe. Dessa forma, esse projeto visa contribuir para o avanço no tratamento das doenças que acometem o segmento posterior do olho, que hoje é tão limitado e atinge milhares de pacientes no Brasil e no mundo.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Elionaldo Fernandes Julião

Ciências Humanas

Educação
  • trajetórias de vida e escolar de jovens em situação de risco e vulnerabilidade social acusados de cometimento de ato infracional
  • A presente proposta de pesquisa, fruto da parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro, objetiva compreender como os jovens acusados de cometimento de ato infracional estão vivenciando em suas práticas cotidianas e relações sócio-afetivas, situações violadoras e delituosas. Por meio da metodologia de auto-relato, a pesquisa visa compreender como os sujeitos jovens de grandes centros urbanos, neste caso da cidade do Rio de Janeiro, ouvidos pelos Promotores Públicos do estado do Rio de Janeiro nas oitivas informais, dialogam, a partir das suas experiências de vida e escolar, sobre questões diversas que ajudam a refletir sobre a vulnerabilidade de jovens a violência.
  • Universidade Federal Fluminense - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Elisa Flávia Luiz Cardoso Bailão

Outra

Ciências Ambientais
  • avaliação do risco ecotoxicológico de mistura de filtros uv benzofenona-3 e nanopartículas de dióxido de titânio em poecilia reticulata
  • Os filtros solares contêm compostos orgânicos que absorvem raios ultravioleta (UV), por exemplo as benzofenonas (BZs), e/ou compostos inorgânicos que refletem a luz UV, como as nanopartículas (NPs) de TiO2 e de ZnO. Porém, uma das grandes questões da sociedade contemporânea é a geração e a disposição adequada de resíduos. Nos últimos anos, inúmeras pesquisas têm apontado a presença de componentes de filtros solares em diversas matrizes (água, solo, sedimentos e biota). Por esse motivo, as BZs e as NPs utilizadas em filtros solares são consideradas poluentes emergentes, não sendo comumente monitoradas e possuindo o potencial de entrar no ambiente e causar efeitos danosos tanto para a saúde humana, quanto para os organismos aquáticos. Adicionalmente, a coexistência de substâncias orgânicas tóxicas e NPs no ambiente influencia a biodisponibilidade e a toxicidade desses poluentes. Para o monitoramento dos poluentes emergentes é essencial a utilização de bioindicadores, espécies indicadoras de efeitos adversos de contaminação, como o peixe da espécie Poecilia reticulata (guppy). Resultados ainda não publicados do nosso grupo apontam que a BZ-3 é capaz de produzir efeitos genotóxicos em guppy evidenciados pelo aumento da frequência de anormalidades nucleares eritrocitárias e micronúcleos. Além disso, também foi constatado que BZ-3 induz dano hepático em guppy causando distúrbios circulatórios, inflamatórios e progressivos. Dessa forma, esses resultados apontam que a BZ-3 pode representar um risco para peixes de água doce em concentrações ambientalmente relevantes (10 - 1000 ng/l). Porém, o efeito da mistura BZ-3/ TiO2 NPs ainda não foi investigado no ambiente aquático. Nesse sentido, o objetivo deste projeto será avaliar os efeitos ecotoxicológicos agudos e crônicos da mistura BZ-3/ TiO2 NPs em concentrações ambientalmente relevantes, utilizando guppy como bioindicador. Inicialmente, a mistura BZ-3/ TiO2 NPs será caracterizada, por microscopia de força atômica, espectroscopia Raman, espalhamento de luz dinâmico e potencial Zeta. Posteriormente, espécimes de P. reticulata serão expostos a concentrações ambientalmente relevantes da mistura BZ-3/ TiO2 NPs e biomarcadores histopatológicos (fígado e brânquias), celulares (alterações nucleares eritrocitárias, micronúcleo e teste do cometa), moleculares (avaliação da expressão de genes associados ao estresse oxidativo) e bioquímicos (atividade de enzimas envolvidas com estresse oxidativo) serão avaliados. Com todas essas análises poderemos concluir qual(is) o(s) melhor(es) biomarcador(es) de P. reticulata para concentrações ambientalmente relevantes. Além disso, poderemos verificar se a mistura BZ-3/ TiO2 NPs potencializa a toxicidade de BZ-3. Este projeto visa também a formação de recursos humanos, com a inclusão de alunos de iniciação científica e de Pós-Graduação. E abre perspectivas para o biomonitoramento de áreas com alta concentração de filtros solares na água e para novas abordagens em ecotoxicologia com misturas complexas utilizando P. reticulata como bioindicador.
  • Universidade Estadual de Goiás - GO - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Elisa Maria Baggio Saitovitch

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • materiais avançados: supercondutores, férmions pesados, ferroelétricos, nanoestruturados e híbridos sc-fm.
  • Esta proposta visa abordar novos aspectos no estudo de materiais avançados usando uma capacidade instalada com o apoio de diversos Editais da FAPERJ, compartilhada pelos membros dos grupos envolvidos. Trataremos do estudo teórico/experimental de materiais avançados que são considerados de ponta pela comunidade de matéria condensada. Os problemas a serem abordados estão na fronteira do conhecimento e podem conduzir a importantes avanços tecnológicos. Como novidade importante serão implementadas novas técnicas que permitirão abordar novos temas na área de Materiais Avançados. Este é o caso de medidas de calor especifico sob pressão e de transporte térmico em baixas temperaturas (efeito Nerst e Seebeck). Intensificaremos o estudo de SC não convencional em férmions pesados e sistemas ferroelétricos buscando novos pontos críticos quânticos. Estudaremos sistemas híbridos SC-FM em multicamadas e pela deposição de clusters magnéticos de Co decorando materiais avançados importantes como grafeno e isolantes topológicos. Prepararemos, pela primeira vez, clusters de Cr que pode revelar propriedades supercondutoras induzidas em metal com ultra-baixa densidade de estados. Exploraremos multicamadas de óxidos de metais de transição com potencial para aplicação. O estudo de SrTiO3 permitirá explorar as características de um PCQ ferroelétrico. Vamos estudar a correlação entre estrutura e propriedades na escala local a nível atômico em materiais Nanoestruturados e dispositivo por estudos dinâmicos in situ por diversas microscopias como a espectroscopia Mössbauer do 57Fe, Muons spin rotation e TEM. Os dois teóricos membros da equipe focalizarão tópicos de fronteira no estudo das propriedades de transporte em diversos materiais avançados em escala nanoscópicos ou com baixa dimensionalidade e o estudo de diagramas de transição de fases em sistemas fortemente correlacionados e supercondutividade multibandas. Buscaremos uma interação teórica experimental com base nos resultados experimentais obtidos pelo grupo.
  • Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas - RJ - Brasil
  • 01/06/2017-31/07/2020
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Elisa Mieko Suemitsu Higa

Ciências da Saúde

Medicina
  • avaliação de micrornas em pacientes diabéticos tipo 2 suplementados com suco de açaí
  • Diabetes mellitus (DM) é uma das maiores causas de morte, relacionada com vários fatores genéticos e ambientais. O DM é uma doença crônica e inflamatória, caracterizada pela hiperglicemia, sendo classificado em DM1 e DM2 (secreção inadequada da insulina e resistência à ação deste hormônio, respectivamente), ambas prejudicam a função de vários órgãos, entre eles o rim, resultando na nefropatia diabética (ND). O açaí é uma fruta, originária da Amazônia, rica em nutrientes como lipídios, proteínas, fibras, vitaminas, minerais e não nutrientes (compostos fenólicos e não fenólicos) com ação antioxidante. Estudo recente realizado por nosso grupo mostrou que o açaí reduziu marcadores inflamatórios como iNOS, NF-kB e TNF-α em células mesangiais cultivadas em meio com alta glicose, sugerindo modulação inflamatória via sistema antioxidante Nrf2, nesse modelo de diabetes. Os microRNAs (miRNAs) são pequenos RNAs não codificantes, importantes na regulação e expressão gênica de proteínas, bem como modulam a resposta inflamatória e, assim contribuir para a patogênese do DM. O objetivo do projeto em tela é analisar o perfil de expressão de miRNAs plasmáticos em pacientes diabéticos suplementados com suco de açaí. Os pacientes com DM2 serão recrutados nos ambulatórios da UNIFESP, serão coletadas informações sobre dieta, dados antropométricos, composição corporal, amostras de sangue para análises de glicemia, insulina, ureia e creatinina e expressão de miRNAs no plasma (-21, -29a, -126, -146a e -155) pré e pós intervenção com suco de açaí, suplementado por 4 semanas consecutivas. Para significância estatística será considerado p<0,05.
  • Universidade Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Elisa Pinheiro Ferrari

Ciências da Saúde

Educação Física
  • percepção da imagem corporal em uma amostra populacional de crianças brasileiras: motivo para celebrar ou se preocupar?
  • Pesquisas de âmbito nacional têm revelado aumento nas prevalências de sobrepeso e obesidade em todos os estratos da população brasileira. Concomitante a isto, vem sendo amplamente divulgado os malefícios a saúde, tanto a curto quanto a longo prazo, decorrentes de um peso corporal elevado e que a adoção de um estilo de vida ativo e saudável é fundamental para reverter este quadro. No entanto, isto parece não ser o suficiente para promover mudanças de comportamentos. Estudos internacionais recentes apontam a subestimação do peso corporal como o principal fator da não adesão a comportamentos de perda de peso e que em crianças além da autopercepção subestimada, a subestimação relatada pelos pais acerca do peso dos próprios filhos é crucial para a manutenção do sobrepeso, uma vez que ao se perceber com um peso corporal adequado, crianças e jovens obesos não se sentem motivados a perder peso, justificando assim a não eficiência das intervenções voltadas a diminuição da obesidade infantil. No outro extremo, crianças e adolescentes que superestimam sua imagem corporal tendem a se engajar em comportamentos de perda de peso nocivos a saúde, desencadeantes de trantornos alimentares, como anorexia e bulimia. Pesquisas nacionais acerca da precisão da percepção da imagem corporal de crianças brasileiras não foram evidenciadas. Desta forma, o objetivo do presente estudo será verificar a concordância entre o peso real das crianças e a percepção do tamanho corporal (autorreferida e relatada pela mãe) e os fatores associados (variáveis sociodemográficas, raça, comportamentos de perda de peso e funções psicossociais e a satisfação com a imagem corporal de crianças brasileiras. Serão convidados a participar do estudo escolares do sexo masculino e feminino de sete a 10 anos de Brasília – DF e seus pais ou responsáveis. As variáveis avaliadas serão: insatisfação e percepação da imagem corporal avaliadas por meio do Software de Avaliação da Percepção Corporal, IMC, sintomas depressivos avaliados por meio do Inventário de Depressão Infantil e a autoestima por meio da escala de autoestima de Rosenberg, além de variáveis sociodemográficas (escolaridade do pai e da mãe e renda) e comportamentos referentes a perda de peso. Os dados serão analisados no programa estatístico SPSS – versão 20.0 (Statistical Package for Social Sciences), adotando-se nível de significância de 5%.
  • Universidade Católica de Brasília - DF - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Elisa Prestes Massena

Ciências Humanas

Educação
  • atividades de intervenção de ciências na costa do cacau: fortalecendo vínculos na relação universidade-escola
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Estadual de Santa Cruz - BA - Brasil
  • 12/08/2019-31/12/2021