Projetos de Pesquisa

 

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Leandro Londero da Silva

Ciências Humanas

Educação
  • educação para o risco na educação em ciências
  • Nas últimas décadas a Educação para o Risco passou a ser inserida nos currículos de Ciências e nos programas das escolas de alguns países como Portugal, Inglaterra, Estados Unidos e Austrália. Em muitos países e, particularmente, no Brasil, os currículos estão longe de inclui a avaliação de riscos. No Brasil, a Educação para o Risco não era foco das pesquisas em Educação e Educação em Ciências. Esse quadro começou a ser modificado quando a avaliação de riscos passou a ser inserida nos documentos da educação brasileira, como é o caso da BNCC. Os resultados de uma revisão de literatura nacional indicaram a ausência de pesquisas que analisaram a inserção da Educação para o Risco, especificamente no Ensino de Ciências. Esse tema constitui-se como um novo campo de investigação na área. Perante isso, a pergunta que norteia nossa investigação é: Quais são as potencialidades e as delimitações para a inserção da Educação para Risco no Ensino de Ciências? Considero que uma possibilidade de iniciar o diálogo sobre a Educação para o Risco no contexto brasileiro, especificamente, na Educação em Ciências, é procederemos a uma ampla revisão de literatura (nacional e internacional); analisarmos as obras didáticas e objetos digitais aprovados no Programa Nacional do Livro Didático (2021-2024); avaliarmos a adequação dos currículos estaduais no tange a avaliação de riscos; elaborarmos e implementarmos, em aulas de Ciências do Ensino Médio, situações didáticas que contemplem a avaliação de riscos e habilitarmos, por meio de cursos de formação continuada, os professores em exercício docente para trabalharem com o tema risco. Utilizaremos como referencial teórico a Teoria da Sociedade de Risco do sociólogo alemão Ulrich Beck. A Sociedade de risco é um termo usado para descrever a maneira pela qual a sociedade moderna se organiza em resposta ao risco.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 21/03/2022-31/03/2025
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Leandro Malard Moreira

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • criostato de baixa temperatura para experimentos de microscopia óptica linear e não-linear em materiais bidimensionais
  • Este projeto de pesquisa tem como objetivo o estudo das propriedades ópticas de materiais bidimensionais através de técnicas de microscopia óptica linear e não-linear em baixa temperatura. Para tanto visamos estruturar nosso laboratório de pesquisa (Laboratório de Nanoespectroscopia, LabNS - www.labns.com.br) com um criostato de baixa temperatura de tamanho compacto, baixo peso e de baixo "drift" térmico. Com tais características, este criostato é de fácil acoplamento com nosso sistema de microscopia de varredura a laser, de forma a se realizar boas imagens de microscopia óptica linear e não-linear. Os equipamentos de grande porte (lasers contínuos e pulsados e microscópio de varredura por laser) já estão em operação dentro do LabNS. Visamos assim nesse projeto a integração deste criostato óptico a nossos equipamentos com as técnicas de fotoluminescência, fotocorrente e geração de segundo harmônico para realizarmos estudos em física da matéria condensada em materiais 2D (monocamada atômica) como os materiais pertencentes a família dos dichalcogênicos: MoS2, WS2 e WSe2 e nitreto de boro hexagonal. O orçamento solicitado será para aquisição do criostato óptico essencial para a realização dos experimentos em baixa temperatura, como descreveremos na seção 3 deste projeto. Assim esse projeto permitirá a estruturação do Laboratório de Nano-óptica do Dep. de Física da UFMG para realização destas microscopias em baixa temperatura, o que beneficiará diferentes estudos já em andamento na UFMG, assim como irá proporcionar novas áreas de pesquisa. Por exemplo o Prof. Ado Jório, que é também membro de nosso laboratório necessita realizar experimentos de espectroscopia Raman em baixa temperatura, e portanto irá se beneficiar com a compra deste criostato óptico.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2024
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Leandro Rodrigues Lage

Ciências Sociais Aplicadas

Comunicação
  • o destino da indignação: imagem e sublevações na amazônia
  • O retrospecto da última década, no Brasil, lança-nos uma inquietante questão: qual o destino da indignação? A crise de legitimidade das instituições políticas, o agravamento das injustiças, desigualdades e violências, a degradação progressiva do meio ambiente... Essas são apenas algumas das muitas razões para nos revoltarmos. Na Amazônia, região historicamente constituída como o “Outro” do Brasil, as velhas e novas lógicas colonialistas se acumulam aos dilemas nacionais, constituindo uma atmosfera de ameaças constantes e lutas permanentes. As imagens, esses “avisos de perigo” (Benjamin), surgem tanto na condição de figurações visuais das revoltas quanto como expressões sensíveis da indignação própria daqueles que se sublevam. Tomando-as como gestos de luta, nosso objetivo é analisar e compreender imagens fotográficas enquanto manifestações do desejo de se insurgir contra as injustiças e violências físicas, simbólicas, institucionais, territoriais e culturais que marcam as múltiplas experiências contemporâneas na Amazônia. A proposta se insinua em contiguidade temática com o projeto anterior, intitulado “Levantes amazônicos”, jogando ênfase, dessa vez, sobre as especificidades das imagens fotográficas, pensadas não apenas à luz do imperativo representacional próprio de um paradigma icônico, mas também a partir de suas dimensões sobrevivente e sintomal, isto é, enquanto subjetivações políticas, e também expressões de afetos e emoções partilhados diante de tempos obscuros (Didi-Huberman; Rancière). Ao assumirmos as premissas de que em nosso modo de imaginar jaz uma condição para nosso modo de fazer política, e de que, portanto, fazer imagem é também uma maneira de se revoltar diante da história, nosso interesse empírico e metodológico volta-se, nessa nova proposta, àquelas fotografias que circulam à margem de uma iconografia museal e midiática dos levantes: imagens feitas pelas mãos e pelo olhar daqueles que, indignados, sublevam-se e reapropriam-se do próprio destino.
  • Universidade Federal do Pará - PA - Brasil
  • 18/02/2022-28/02/2025
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Leandro Valle Ferreira

Ciências Biológicas

Ecologia
  • o impacto do estresse hídrico artificial na biota do sub-bosque da floresta amazônica no projeto seca floresta (esecaflor): 20 anos de monitoramento e licões aprendidas
  • Devido à importância do clima para o planeta, nas últimas décadas os estudos vêm se intensificando, inclusive com projeções de cenários climáticos futuros com o uso de modelos matemáticos que levam em consideração vários fatores criando alguns possíveis cenários. Como resultados dessas projeções do clima, existem evidências de que poderá acontecer um aumento do estresse hídrico na Amazônia, mas não se sabe de forma precisa qual seria a resposta da vegetação a essa mudança. Com a intenção de conhecer as repostas da vegetação a redução da chuva na região o projeto ESECAFLOR (Estudo da Seca da Floresta) foi criado para dar essas respostas, onde duas instituições brasileiras (Universidade Federal do Pará - UFPA e o Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG) e duas estrangeiras (Universidade de Edimburgo - UEDIN e Universidade de Exeter), atualmente participam do projeto cujas medições se iniciaram em 2001 e se mantém até hoje. O projeto ESECAFLOR está localizado na base de Pesquisa da Estação Científica Ferreira Penna (ECFPn) do Museu Paraense Emílio Goeldi, localizado na Floresta Nacional de Caxiuanã. Desde 2010, a ECFPn é um dos Sítios de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD-FNC) apoiado pelo CNPq. A Estrutura do projeto ESECAFLOR é constituída de duas áreas, chamadas de parcelas, com uma área de 1 hectare cada (100m x100m). A parcela controle permanece intacta enquanto na parcela experimental foi instalada uma grande estrutura com trincheiras no entorno, painéis plásticos transparentes e calhas para captar a água da chuva e drenar a mesma para um local afastado, reduzindo entorno de 50% da água da chuva que chegaria ao chão da floresta. Em cada parcela existe uma torre que é usada para medições meteorológicas, para estudos fisiológicos nas copas das árvores, além de servir para observarmos a floresta por cima da copa das árvores. Nas duas parcelas são medidas a temperatura e a umidade do solo em diversos níveis, informações meteorológicas da superfície até acima da copa das árvores, medições periódicas do crescimento da vegetação, assim como, da queda das folhas, frutos e galhos (serrapilheira), o fluxo de seiva em diversas árvores, os fluxos de gás carbônico das árvores e do solo, comparações do impacto da redução hídrica na comunidade de plantas e animais do sub-bosque também são monitorados. Finalmente o projeto ESECAFLOR é referencia na formação de recursos humanos em nível de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, contribuindo com diversos Programas de Pós-graduação. Além disso, o projeto ESECAFLOR promove o intercâmbio de pesquisadores brasileiros nas instituições estrangeiras parceiras e vice-versa, o que contribui para a formação academia dos mesmos. Nos seus 20 anos de existência o Projeto ESECAFLOR tem uma grande produção bibliográfica, sendo que muitos artigos são referências ligadas ao tema dos impactos de mudanças climáticas no bioma tropical.
  • Museu Paraense Emílio Goeldi - PA - Brasil
  • 03/12/2020-31/10/2024
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Lectícia Auxiliadora de Figueiredo Oliveira

Engenharias

Engenharia Civil
  • xiii mostra estadual de ciência, tecnologia e inovação – mecti
  • A “Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação”, instituída por Decreto Governamental nº 299 de 29/05/2007, tem como principal objetivo fomentar nas unidades escolares da rede pública e privada, a iniciação a pesquisa científica júnior como condição para explicar os fenômenos de forma lógica, coerente e consistente, por meio de métodos de observação e experimentação, visando o desenvolvimento científico, tecnológico e inovação do Estado de Mato Grosso. Acreditando que jovens estimulados a discutir temas que envolvam criatividade e inovação em seu cotidiano certamente serão cidadãos mais inovadores e aptos a exercer a sua cidadania, propomos para 2021, a XIII edição da Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação – MECTI em Cuiabá, Mato Grosso.
  • Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso - MT - Brasil
  • 05/01/2021-31/01/2023
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Lectícia Auxiliadora de Figueiredo Oliveira

Outra

Divulgação Científica
  • xiv mostra estadual de ciência, tecnologia e inovação – mecti
  • Realizar a XIV Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação - MECTI no período de 18 a 20 de outubro de 2022, em Cuiabá, Mato Grosso, com objetivo de fomentar nas unidades escolares da rede pública e privada, a iniciação a pesquisa científica como condição para explicar os fenômenos de forma lógica, coerente e consistente, por meio de métodos de observação e experimentação, visando o desenvolvimento científico, tecnológico e inovação do Estado de Mato Grosso. A XIV MECTI visa estimular novas vocações em ciências e tecnologia através do desenvolvimento de projetos criativos e inovadores; Sensibilizar professores e alunos sobre a importância da ciência e tecnologia no cotidiano; Envolver e motivar a comunidade escolar na divulgação da cultura científica desenvolvida na escola; Despertar na população jovem a curiosidade científica; Incentivar a pesquisa desde os primeiros anos escolares e propiciar a formação docentes na busca destes objetivos. A MECTI será realizada em várias etapas como: capacitação de alunos e professores; elaboração e divulgação do regulamento; divulgação do comitê de avaliação e seleção; realização da XIV MECTI e divulgação dos finalistas.
  • Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso - MT - Brasil
  • 25/12/2021-31/12/2023
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Lêda Christiane de Figueirêdo Lopes Lucena

Engenharias

Engenharia Civil
  • biomateriais aplicados a pavimentação
  • A Agenda 2030 estabelece entre seus objetivos o Consumo e Produção Responsáveis (ODS12) fundamentado no uso eficiente dos recursos naturais e redução da geração de resíduos. Nessa perspectiva, o uso de subprodutos e resíduos industriais vem sendo indicado para utilização em aplicações diversas na indústria da pavimentação, promovendo melhorias nas camadas que compõem o pavimento ao mesmo tempo em que colabora para o cumprimento da Agenda 2030. Subprodutos da agroindústria, como as cinzas, vêm sendo empregados em associação à cal para estabilização química de solos. Entretanto, o uso associado entre cal e a cinza de bagaço de cana-de-açúcar (CBCA) – cuja geração é estimada em 170 milhões de tonelada anualmente - ainda não foi avaliado. O biomaterial tende a ser estável volumetricamente e com alta resistência mecânica, podendo ser usado em bases e sub-bases de pavimentos. Nas camadas de revestimento asfáltico, uma das alternativas viáveis dos pontos de vista ambiental e econômico é a reciclagem do material fresado, Reclaimed Asphalt Pavement (RAP), proveniente das operações de restauração e reabilitação de pavimentos asfálticos e o uso de aditivos naturais como óleos vegetais de mamona, linhaça, algodão, dendê, soja, milho e moringa para a composição de bioligantes. Se por um lado a prática do uso de RAP em misturas asfálticas recicladas não é tão recente, a aplicação de bioligantes nessas misturas, formuladas com matérias primas variadas representa uma inovação, visto que ainda necessita de caracterização e estudos mais aprofundados, isoladamente e na mistura, a fim de desenvolver boas práticas para seu uso. Portanto, esta pesquisa visa propor um pavimento sustentável por meio da adição de biomateriais em todas as camadas do pavimento. Esse tema está inserido nas áreas estratégicas do CNPQ e será desenvolvido por uma equipe multidisciplinar que irá avaliar as soluções propostas em diferentes aspectos (técnico, ambiental e econômico).
  • Universidade Federal de Campina Grande - PB - Brasil
  • 17/05/2022-31/05/2025
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Leda Rita Dantonino Faroni

Ciências Agrárias

Engenharia Agrícola
  • ozônio na conservação de produtos agrícolas: cinética de reação, controle de pragas e degradação de micotoxinas, com base nas caracterïsticas qualitativas dos produtos
  • Na pós-colheita de produtos agrícolas, a presença de fungos, bactérias e insetos, atuam causando perdas significativas tanto na quantidade quanto na qualidade dos alimentos. Com a evolução de resistência a inseticidas, com a contaminação de alimentos por bactérias e fungos micotoxigênicos e da preocupação com os riscos oferecidos à saúde humana e animal, intensificou-se a busca por métodos alternativos, que sejam eficientes e ambientalmente sustentáveis. O ozônio (O3) surge nesse cenário pelo seu elevado potencial oxidativo, sendo eficaz no controle de insetos, fungos, bactérias e vírus, e na degradação de micotoxinas. Por apresentar um tempo de meia vida curto sob pressão atmosférica, sua aplicação em alimentos tem sido feita por meio de movimentação forçada de ar (em fluxo) e, ou dissolvido na água. Outra estratégia que ainda precisa de melhor entendimento é a aplicação do ozônio em sistema fechado sob pressão controlada. É conhecido que, na estratosfera, o ozônio é mais estável, pois está submetido a pressões que variam de 54,6 a 8,6 hPa. Espera-se que, ao aplicar ozônio em um sistema em baixas pressões, ele seja mais estável e atinja maiores níveis de eficiência. Para a utilização do O3, sua cinética de reação e seu efeito nas características dos produtos devem ser compreendidos. O conhecimento de parâmetros como tempo de saturação e constante de decomposição ajudam a entender como ocorre a dispersão e reação do O3 com os produtos e possibilita estabelecer critérios como tempo de exposição e concentração sem causar danos físicos e químicos nos alimentos. Assim, para cada produto a concentração de ozônio, o tempo de exposição e a forma de aplicação devem ser estabelecidas antes se iniciar a sua aplicação comercial, a fim de evitar perdas na qualidade do produto e garantir o uso eficaz e seguro do ozônio. Para grãos e frutas será adotado a injeção do O3 gasoso e dissolvido em água, respectivamente. Para as ervas desidratadas utilizará injeção em baixa pressão
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Leida Calegário de Oliveira

Engenharias

Engenharia de Produção
  • olimpíada brasileira de biotecnologia - obbiotec
  • A Olimpíada Brasileira de Biotecnologia, contextualizada nos novos tempos em que Ciência, Educação e Saúde se interlaçam de forma mais explícita do que nunca antes pensado, está sendo construída para que estudantes de todo o Brasil sintam-se estimulados a estudar e ingressar no campo das ciências aplicadas, para as quais as ciências básicas que integram a Base Nacional Comum Curricular são alicerces indispensáveis. Neste novo modelo de educação, no qual o estudante é protagonista e centro do processo de ensino-aprendizagem, metodologias ativas são fundamentais, por isso, a OBBiotec incorporará ações correlatas para ofertar aos estudantes cursos e games de recuperação de conteúdos e aprofundamento nas aplicações, priorizando experiências significativas existentes no cotidiano. O desenvolvimento das questões será conduzido à luz da multidisciplinaridade, na qual os mais diversos campos do conhecimento se associam à variedade de áreas das ciências biológicas para gerar produtos e processos que transformaram as civilizações humanas. Será realizada no formato online sempre que possível e abrangerá processos biotecnológicos tradicionais e avançados. Contextualizados a partir de exemplos de produtos do cotidiano e de sua estratégica relevância social, os conhecimentos serão abordados pela integração entre a cultura brasileira e seus produtos com os princípios científicos que balizam a geração de biotecnologia, de modo a incentivar uma visão aplicada, mas não distante, algo em que os estudantes possam se reconhecer e perceber perspectiva de atuação. A OBBiotec será desenvolvida não apenas como ferramenta de mensurar o conhecimento trazido pelo estudante, sua capacidade de empregar os saberes em situações cotidianas, estimulando a competição saudável, mas também como mecanismo de fomento ao aprendizado na área, por meio de cursos de formação ao longo do processo e, ainda, pela realização de provas baseadas em atividades práticas, multidisciplinares, instigantes, motivadoras.
  • Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Campus JK - MG - Brasil
  • 08/12/2021-31/12/2023
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Leidiane Leão de Oliveira

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • rede clima amazônia: clima urbano e percepção ambiental sobre mudanças climáticas, modelagem do risco social e econômico na amazônia, brasil
  • Um dos grandes desafios governamentais atualmente é a gestão do ambiente urbano. A mudança da cobertura do solo, o crescimento urbano desordenado, desmatamento, cobertura asfáltica das ruas são alguns exemplos de alteração do ambiente natural. Estas modificações fazem com que a população quando exposta a condições climáticas adversas apresente um grau de vulnerabilidade, tentar compreender como essa vulnerabilidade se relaciona como fatores sociais, econômico e ambiental, podem gerar uma ferramenta de gestão eficiente sobre como determinada localidade ou população reagem ao risco de um determinado evento. Neste contexto a presente pesquisa visa caracterizar a vulnerabilidade socioeconômica da população associados a fenômenos climáticos adversos, ilhas de calor, conforto térmico e alagamentos nos três maiores centros urbanos do Leste da Amazônia (Belém-PA, Macapá-AP e Santarém-PA). Essas cidades apresentaram uma grande expansão territorial na última década, tal transformações exige uma demanda cada vez maior de informações sobre a vulnerabilidade de ambientes urbanos em escalas e contextos regionais. Cada fenômeno adverso causa um impacto diferente na população, sendo importante que índices regionais com ênfase nas características dinâmicas de cada município fundamental para propostas e decisões mais assertivas dos gestores locais, regionais e estaduais. Pretendemos avaliar indicadores de extremos climáticos verificando se eles sofreram modificações nos últimos anos, caracterizar ilhas de calor e o regime de precipitação local, também iremos verificar o grau de percepção da população em relação a questões climáticas e mudanças climáticas e promover ações de conscientização ambiental.
  • Universidade Federal do Oeste do Pará - PA - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Leila do Nascimento Vieira

Ciências Biológicas

Botânica
  • genômica da domesticação em bactris gasipaes (arecaceae)
  • Bactris gasipaes (Arecaceae) é uma palmeira nativa do Brasil e domesticada na região amazônica no período pré-colombiano. Seu processo de domesticação resultou em diversas raças primitivas com características morfológicas e químicas distintas. Dentre as principais características selecionadas durante o processo de domesticação estão o tamanho de fruto e modificações nos teores de carboidratos e lipídios. Entre as populações domesticadas, os frutos mais oleaginosos e amiláceos resultam de diferentes rotas de dispersão e diversificação. Essas duas rotas de dispersão foram inferidas usando marcadores microssatélites nucleares e uma região de plastídio. Na presente proposta propomos realizar o sequenciamento shotgun de DNA genômico de indivíduos silvestres e domesticados de pupunha para que as sequências dos genes relacionados ao metabolismo de carboidratos e lipídeos possam ser comparadas ao referencial do indivíduo silvestre. A partir desses dados, as seguintes perguntas poderão ser elucidadas: (a) Os principais genes relacionados ao metabolismo de carboidratos e lipídios apresentam modificações nas suas sequências de DNA quando comparamos indivíduos silvestres e domesticados? (b) Como diferem, a nível genômico, populações domesticadas que possuem frutos oleaginosos e amiláceos? Dessa forma, pretendemos elucidar a domesticação e diversificação de B. gasipaes do ponto de vista genômico e compreender a base molecular associada às principais alterações fenotípicas observadas nas raças de B. gasipaes.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Leilson Rocha Bezerra

Ciências Agrárias

Zootecnia
  • produção e caracterização de tecnologia de gordura protegida e seu impacto na alimentação de ovinos
  • A gordura by-pass é protegida da hidrólise e da biohidrogenação (principalmente gorduras insaturadas) no rúmen e absorvida pelo trato digestivo inferior sem prejudicar o ambiente ruminal. As ceras, por se tratarem de lipídios saturados, contendo álcoois de elevado ponto de fusão, tornam-se bons agentes encapsulantes para obter pequenas partículas envolvendo óleos vegetais melhorando o conteúdo energético da dieta de ruminantes, pela inclusão de mais lipídios, como também protege compostos bioativos presentes nos óleos vegetais, permitindo sua liberação em condições específicas. Objetiva-se com a aprovação desta proposta obter, caracterizar e testar a encapsulação de óleos vegetais com ceras. Formulações de gordura protegida a partir de encapsulação de óleos vegetais (buriti, girassol, pequi, licuri, milho, etc.) em matriz lipídica de ceras (carnaúba e abelha) serão desenvolvidas pela técnica de Fusão-Emulsificação. Em seguida, serão realizadas caracterizações químicas e físicas para avaliação dos encapsulados e os resultados permitirão definir os melhores sistemas encapsulados (gordura protegida) a serem testados na dieta de ovinos. Três experimentos com os melhores produtos serão realizados em cordeiros, após aprovação ética, sendo o 1ª ensaio em baias experimentais para avaliar desempenho, comportamento ingestivo, fisio-metabolismo e termografia dos cordeiros, além da carcaça e qualidade da carne. O 2ª ensaio avaliará a digestibilidade dos nutrientes em gaiolas metabólicas e o 3ª ensaio a degradabilidade e os parâmetros ruminais das dietas em ovinos canulados no rúmen. Ao final, espera-se produzir novas tecnologias de gordura protegida, incrementando assim o uso de lipídeos a partir de óleos vegetais na dieta de ovinos, e assim, reduzindo custos com a energia dietética sem prejudicar a microflora ruminal, melhorando a produção e a qualidade lipídica da carne, contribuindo assim para a cadeia produtiva de forma econômica, social, sustentável e saudável.
  • Universidade Federal de Campina Grande - PB - Brasil
  • 05/02/2022-28/02/2025
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Lenise Vargas Flôres da Silva

Outra

Ciências Ambientais
  • fortalecimento da pesquisa em sociedade, natureza e desenvolvimento na amazônia
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal do Oeste do Pará - PA - Brasil
  • 04/05/2020-03/05/2025
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Leo Afraneo Hartmann

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • metalogenia e evolução crustal da fronteira oeste do brasil no rio grande do sul
  • 1. A Fronteira Oeste do Brasil no Rio Grande do Sul apresenta extenso (15.000 km2) campo paleotermal no contato horizontalizado do paleoerg Botucatu com as lavas do Grupo Serra Geral. O proponente identificou o Rift Fronteira Oeste e evidências de mineralizações epitermais de Au-Ag-Cu-ametista-ágata, que incluem brechas com sulfetos e quartzo epitermal, campos paleotermais. O rift e demais controles geológicos são semelhantes a distritos mineiros de Au-Ag-Cu da Patagônia argentina, gênese ligada à abertura do Oceano Atlântico. 2. As primeiras lavas foram seladas pela água quente e vapor do paleoaquifero Guarani no Cretáceo. O hidrotermalismo decorrente causou a injeção de areia e mineralizações variadas; são aqui enfocadas as mineralização de ágata e epitermais de Au-Ag-Cu. As estruturas serão estudadas. 3. A importância do estudo é científica e econômica; a interrelação de um aquífero aquecido (paleoerg) com lavas sobrejacentes é tema novo nos continentes. A importãncia econômica advém da descoberta de um campo termal do Cretáceo. A Fronteira Oeste permanece pouco estudada, necessitando investigação. 4. A questão específica é a estrutura e metalogenia (Au-Ag-Cu-ágata) do Rift Fronteira Oeste. 5. A hipótese é plausível, pois o proponente realizou pesquisas exploratórias na região e encontrou evidências de um campo paleotermal cretáceo, como quartzo epitermal acima de andesito, tigelas hidrotermais no topo de paleodunas contendo minerais opacos (galena); há brechas sulfetadas (2 m espessura) em testemunhos de sondagem, há geodos de ametista e ágata. A hipótese é plausível, pois é fundamentada em evidências. 6. Os métodos incluem imagens de satélite, determinação de estruturas de campo, relações petrográficas, química mineral, catodoluminescência e imageamento de elétrons retroespalhados de minerais, idades U-Pb de minerais detríticos e hidrotermais, inclusões fluidas. Resultados serão publicados em revistas internacionais e apresentados em eventos e palestras.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025
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Leo Rufato

Ciências Agrárias

Agronomia
  • inovação na pomicultura do sul do brasil com a aplicação de modernas técnicas de diagnóstico e cultivo
  • A pomicultura nacional está passando por um momento de mudanças em relação às técnicas de cultivo, com ênfase na redução de custos e aumento de produtividade. Dentre as novas técnicas de manejo para pomáceas, está a utilização de porta-enxertos menos vigorosos e sistemas de condução das plantas que possibilitem maior eficiência de cultivo, refletindo no aumento da produção e qualidade dos frutos. Diante do exposto, os objetivos deste projeto serão: 1) Determinar o efeito vegetativo e produtivo dos porta-enxertos da Série Geneva® em diferentes combinações de cultivares copa e locais; 2) Avaliar os sistemas de condução Tall Spindle 45°, Tall Spindle 90° e Bi-axis nas cultivares copa Rocha e Santa Maria; 3) Comparar o vigor e produção de pereiras sobre os porta-enxertos da série OHxF e CAV 03; 4) Avaliar a influência de porta-enxertos da Série Geneva® em combinações com cultivares de macieira no desempenho agronômico e dinâmica temporal da mancha foliar de Glomerella e Marssonina; 5) Detectar e caracterizar viroses associadas às cultivares copa de macieira e pereira enxertadas sobre os porta-enxertos da série Geneva e porta-enxertos marmeleiro BA-29, Old Home x Farmingdale (OHxF 69 e OHxF 87) e a seleção CAV 03 em áreas de produção de Santa Catarina; 6) Determinar o efeito de porta-enxertos da série Geneva® e cultivares copa sob sistema de proteção de telas de diferentes colorações com relação à qualidade e produtividade; 7) Disponibilizar ao setor produtivo de pomáceas uma ferramenta computacional para a previsão precisa de safra. Com os resultados gerados novas tecnologias serão viabilizadas com relação ao manejo fitotécnico e fitossanitário de pomáceas nas principais regiões produtoras do Brasil, impactando de forma positiva no aumento dos índices produtivos e na otimização do emprego de mão de obra no meio rural, garantindo assim o aumento da rentabilidade e da competividade dos fruticultores e empresas ligadas ao setor produtivo de macieiras e pereiras no Brasil.
  • Universidade do Estado de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 30/03/2022-31/03/2025
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Leo Sekine

Ciências da Saúde

Medicina
  • efeitos do tempo de exposição ao crioprotetor dimetilsulfóxido na qualidade das células-tronco hematopoéticas pós-descongelamento para transplante de medula óssea e avaliação da eficácia de um método manual inovador de remoção de dmso
  • O transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) é a terapia celular mais utilizada mundialmente para diversas doenças hematológicas e não hematológicas, incluindo neoplasias malignas, sendo para algumas delas a única terapia curativa. A criopreservação das células-tronco hematopoéticas (CTH) preserva a viabilidade celular no período entre a coleta e a efetiva infusão no paciente. O dimetilsulfóxido (DMSO), crioprotetor mais utilizado, é citotóxico em temperatura ambiente e está associado a reações adversas durante a infusão das CTH. Não há evidências consistentes sobre o impacto do efeito citotóxico do DMSO na qualidade celular e sobre o tempo máximo de exposição das CTH ao mesmo após o descongelamento. A remoção do DMSO do produto celular pode reduzir eventos adversos, porém pode causar perda celular e influenciar os resultados sobre o desfecho do transplante. Este projeto visa avaliar a qualidade de CTH criopreservadas submetidas a diferentes tempos de exposição ao DMSO após o descongelamento, bem como avaliar a eficiência de um método manual de remoção de DMSO desenvolvido na instituição. Determinar o tempo máximo ideal entre o descongelamento e a infusão das CTH é essencial para a garantia da qualidade do produto e consequente minimização do impacto negativo em desfechos do transplante. O desenvolvimento de um procedimento acessível para remoção de DMSO terá importante aplicação na prática clínica e os resultados obtidos auxiliarão na decisão médica sobre a melhor estratégia de infusão das CTH. Vinte e cinco unidades de CTH serão criopreservadas em -80 °C com solução crioprotetora contendo DMSO, descongeladas a 37 °C e mantidas à temperatura ambiente. Os seguintes parâmetros de qualidade serão avaliados: quantificação de células nucleadas, de células CD45+ e CD34+, de viabilidade e apoptose celular, da capacidade funcional das CTH e de DMSO residual após procedimento de remoção, e avaliação da esterilidade e da enxertia.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 22/03/2022-31/03/2025
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Leobino Nascimento Sampaio

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • ciência do humano e de contexto como suporte a mobilidade em redes centradas na informação
  • Arquiteturas de Redes Centradas na Informação (do inglês, Information-Centric Networking - ICN) foram propostas nos últimos anos como um modelo de arquitetura clean-slate para a chamada “Internet do Futuro”, no intuito de oferecer serviços de comunicação a uma classe aplicações emergentes e orientadas a conteúdo. Trata-se de uma arquitetura que se baseia num modelo de consumo/requisição centralizado no detentor do conteúdo e encaminhamento baseado em nomes. Com tais características, as ICNs oferecem suporte nativo à mobilidade, segurança ao nível do conteúdo, comunicação não orientada à conexão e realização de caching na camada de rede. Apesar de tais benefícios, ao adotar um modelo de consumo baseado no detentor de conteúdo, muitos desafios relacionados ao comportamento humano surgem na implementação de ICNs, entre eles é possível citar: i) mobilidade de produtores; ii) popularidade de conteúdos; iii) localização de caches; e iv) encaminhamento ótimo de interesses na rede. Os desafios de mobilidade em ICN estão relacionados, sobretudo, ao deslocamento dos nós de produtores ao fazerem o handoff, que pode acarretar, dentre outros problemas, na indisponibilidade de conteúdo. Trabalhos como buscam resolver o problema da mobilidade de produtores à partir da alteração da característica reativa da rede, enquanto outras iniciativas buscam a cooperação dos nós na borda da rede. Esse problema pode ser mitigado a partir de um modelo de ICN em que dados do comportamento humano sejam utilizados para prever o deslocamento do produtor. Através da previsão de mobilidade, é possível implementar técnicas de armazenamento oportunista na rede e priorizar o armazenamento e manutenção no domínio daqueles conteúdos do produtor móvel, a partir de uma política de cache específica. No que diz respeito à popularidade dos conteúdos, a adoção de ICN em redes celulares busca manter os conteúdos mais populares em estações-base na borda da rede, agrupando usuários com interesses similares. Apesar dos ganhos nas taxas de acerto com a adoção de grupos de usuários afins, as mesmas políticas de cache são adotadas, independentemente do padrão de requisição dos usuários. O desempenho nesse cenário pode variar a depender do perfil dos usuários com demanda por conteúdos. Ou seja, padrões de comportamento do humano podem auxiliar as propostas na escolha das políticas de cache mais apropriadas para atender agrupamentos e, assim, aumentar a taxa de acerto de conteúdo em geral. Por fim, a localização dos caches numa topologia de rede também pode influenciar consideravelmente a taxa de acerto e, consequentemente, a qualidade do serviço de rede ofertada a depender de como o encaminhamento de interesses está sendo realizado pelos consumidores, sobretudo em cenários de mobilidade. Por tais motivos, trabalhos na literatura têm explorado informações de rotinas diárias dos usuários para prever por onde os mesmos devem passar e, assim, disponibilizar conteúdos em locais estratégicos visando aumentar a taxa de acerto. Em cenários de mobilidade fortemente caracterizados por ambientes altamente dinâmicos, esse problema torna-se ainda mais evidente. Por tais motivos, é necessário o uso de informações contextuais de curto prazo, envolvendo não somente disponibilidade de nós e popularidade do conteúdo, mas também outras relacionadas aos hábitos e rotinas dos usuários. Outros trabalhos fazem a estimativa do tempo de vida dos enlaces entre consumidores e detentores do conteúdo para determinar o encaminhamento de interesses na rede e, assim, evitar a inundação com dados replicados. O paradigma “ciente do humano” (do inglês, Human-aware), quando aplicado no campo das redes de computadores, significa levar em conta o comportamento humano para prever necessidades e ações conscientes e inconscientes das pessoas, se adaptando à incerteza e heterogeneidade do que pode ser predito e sendo capaz de oferecer uma melhor qualidade de experiência. Desta forma, o mesmo traz novas perspectivas na exploração de informações do comportamento humano para viabilizar um melhor provimento de serviços de comunicação em ICNs a partir de informações de contexto e do comportamento humano do usuário, tais como: mobilidade, personalidade, caráter, humor, interações sociais e rotinas diárias. As mesmas podem ser utilizadas para prever situações e moldar dinamicamente os requisitos que essas redes deverão fornecer. Entre os benefícios é possível citar a identificação de padrões de comportamento de produtores de conteúdo, buscando minimizar efeitos do handoff; o uso de políticas de cache de acordo com contexto dos usuários; a escolha de localização de cache a partir das suas rotinas diárias; e o encaminhamento de interesses com base na previsão do deslocamento dos produtores. Diante de tais motivações, este projeto investiga meios de “COMO EXPLORAR INFORMAÇÕES DO COMPORTAMENTO HUMANO EM ICNS DE FORMA A RESOLVER PROBLEMAS RELACIONADOS COM MOBILIDADE DE PRODUTORES, POPULARIDADE DE CONTEÚDOS, ENCAMINHAMENTO DE INTERESSES E LOCALIZAÇÃO DE CACHES”. Esta investigação faz parte de um conjunto de atividades em andamento no escopo de outros projetos e colaborações que envolvem alunos do programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PGCOMP) da UFBA e pesquisadores de tres instituições parceiras, a saber: Artur Ziviani (LNCC), Aline Carneiro Viana (INRIA Saclay), Allan Edgard Freitas (IFBA).
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 18/02/2019-31/12/2022
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Leocir José Welter

Ciências Agrárias

Agronomia
  • mapvitis: localização de regiões genômicas associadas à resistência a doenças da videira através de mapeamento genético baseado em marcadores rhampseq
  • O melhoramento genético da videira tem como foco o desenvolvimento de variedades que conciliam atributos de qualidade com resistência genética a múltiplas doenças. Estes programas estão utilizando a seleção assistida por marcadores moleculares (SAMM) para acelerar o processo de melhoramento e piramidar genes de resistência a doença. Para que as pirâmides de genes sejam duráveis é fundamental combinar genes com diferentes modos de ação sobre os patógenos. Para o presente projeto, foi gerada uma população segregante (PS) do cruzamento entre ‘Moscato Giallo’ (suscetível) e ‘IAC-766’ (resistente). IAC-766 (V. caribaea x MGt 106-8) é uma cultivar de porta-enxerto que apresenta resistência a múltiplas doenças de importância nacional, como míldio, oídio, antracnose, ferrugem e declínio da videira. A população segrega de modo quantitativo para a resistência às doenças e a nossa hipótese é que a análise de QTLs permitirá mapear as regiões genômicas associadas com a resistência e desenvolver marcadores moleculares (MM) adequados à SAMM. Esta estratégia já permitiu a localização de dezenas de genes de resistência a doenças na videira. A PS será genotipada com 2.000 marcadores rhAmpSeq para a construção dos mapas genéticos e fenotipada para a resistência às cinco doenças. Estas informações serão combinadas na análise de QTLs para o mapeamento de regiões genômicas associadas com a resistência às doenças. MM flanqueando os QTLs serão desenvolvidos e validados para a SAMM. Também será adaptada ao Brasil uma tecnologia de fenotipagem da resistência ao míldio e ferrugem baseada em redes neurais. Com a execução deste projeto esperamos identificar novas fontes de resistência ao míldio, oídio e antracnose, visto V. caribaea ainda não ter sido usada em estudos de mapeamento, e, de modo inédito, localizar fontes de resistência à ferrugem e ao declínio da videira. MM serão disponibilizados à SAMM, acelerando a introgressão dos genes de resistência em germoplasma elite.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/03/2022-31/03/2025
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Leonardo Augusto de Vasconcelos Gomes

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • gestão de ecossistemas: em busca de um framework integrado
  • A Gestão de Ecossistemas (GE) experimenta algo similar ao surgimento da Gestão da Cadeia de Suprimentos (GCS) nos anos 80 e 90. Naquele tempo, a literatura ainda emergente em GCS apresentava uma proliferação de terminologias, abordagens teóricas, e fragmentação teórica e conceitual, o que, consequentemente, criava um temor sobre a possibilidade de que o campo de pesquisa focasse em relatar práticas ao invés de prover uma teoria com capacidade de explicação e previsão sobre o fenômeno de gerenciamento de cadeias de suprimentos. Com o tempo, a emergência de um framework mais geral contribuiu para o fortalecimento da pesquisa e da prática. Agora, a atividade de inovação também ocorre em redes complexas compostas por atores interdependentes, ligados por complementariedades, que formam ecossistemas. Recentemente, pesquisadores propuseram a gestão de ecossistemas para criar, desenvolver e renovar ecossistemas para criação de valor distribuída. No entanto, a literatura em GE experimenta proliferação de conceptualizações (diferentes tipos de ecossistemas), diferentes terminologias para GE (orquestração de ecossistemas, gestão de ecossistemas), áreas de investigação (estratégia de ecossistemas, governança de plataformas), diferentes unidades de análises (ecossistemas, grupo de firmas, firmas, capacitações, indivíduos). A ausência de um framework integrado para GE aumenta as dificuldades de se compreender a dimensionalidade do fenômeno, além de impossibilitar a definição de bases para uma teoria sobre a GE. Para suprir tal lacuna, este projeto adota uma combinação de diferentes metodologias de pesquisa, adotadas em cinco subprojetos. No subprojeto 1, realizaremos uma revisão da literatura articulada a uma abordagem de Design Science, para elaborar os blocos conceituais fundamentais da GE e dos parâmetros de design para a GE. Nos seguintes subprojetos, abordaremos os blocos conceituais da GE via estudos de casos múltiplos.
  • Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - USP - SP - Brasil
  • 31/03/2022-31/03/2025
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Leonardo Augusto Lobato Bello

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • modelagem fuzzy-multicritério para seleção de tecnologias de tratamento de esgotos como estratégia de apoio a gestão urbana e ambiental de municípios amazônicos
  • A falta do saneamento básico e o ineficiente tratamento dos esgotos ainda são alguns dos maiores problemas para o desenvolvimento sustentável da maioria das cidades brasileiras. Neste contexto, o PLANSAB prevê investimentos de R$ 508,4 bilhões em 20 anos para universalização, que incluem selecionar uma tecnologia de tratamento numa estação de esgotos. Efetuar esta seleção em zona urbana, ainda enfatiza, de maneira desbalanceada, critérios técnico-econômicos, em detrimento aos critérios e ambientais e/ou sócio urbanísticos. Estes múltiplos critérios são subjetivos, conflitantes e de difícil estimação. Desenvolver uma metodologia que supere tais limitações, considerando diferentes pontos de vista dos atores do saneamento, apresenta-se como inovadora ferramenta à sustentabilidade, auxiliando decisões para mitigar impactos socioambientais. O projeto recorre ao desenvolvimento de um método fuzzy-multicritério, adotando concepção teórica de base, com a definição de critérios e tecnologias auxiliada por gestores e agentes públicos municipais, para a calibração e aplicação no estudo de cidades amazônicas, a fim de subsidiar munícipes com uma metodologia ponderada para tomada de decisões de gestão ambiental compartilhada e sustentável, com redução de impactos causados por infraestruturas de saneamento em zonas urbanas.
  • Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia - PA - Brasil
  • 07/02/2022-28/02/2025