Projetos de Pesquisa

 

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Adriano Francisco Alves

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • estudo histológico, imuno-histoquímico e parasitológico sistêmico com ênfase na fibropoiese de cães acometidos por leishmaniose visceral canina no estado da paraíba
  • As leishmanioses compreendem um grupo de doenças causadas por várias espécies de protozoários intracelulares obrigatórios, pertencentes ao gênero Leishmania os quais possuem dois tipos de hospedeiros: vertebrados e invertebrados. Esses parasitos são transmitidos ao hospedeiro vertebrado através da picada do flebotomíneo fêmea infectado. Nas américas, as leishmanioses são conhecidas como a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) e a Leishmaniose Visceral Americana (LVA). Todavia, ambas as doenças apresentam um grande espectro de manifestações clínicas. A LVA, infecção crônica generalizada e fatal quando não tratada acomete órgãos ricos em células do sistema fagocítico mononuclear como o fígado, baço, medula óssea, rim, pele e Trato Gastrointestinal (TGI). Leishmania (Leishmania) infantum (syn L. chagasi) é a espécie responsável pelos casos de LVA, possuindo Lutzomyia longipalpis como vetor e os cães como reservatórios domésticos, além disso, esses formam uma ligação essencial na corrente epidemiológica das leishmanioses. O Brasil tem a maior incidência de LVA zoonótica no mundo, com cerca de 3.000 novos casos por ano. A taxa de mortalidade de LVA aumentou de 3,6% em 1994 para 6,7% em 2003, o que representa um incremento de 85%. As medidas de controle adotadas incluem o diagnóstico de casos caninos e humanos, que é seguido pelo tratamento de humanos infectados e eutanásia de cães infectados. As lesões histológicas são principalmente associadas à hipertrofia e hiperplasia do infiltrado linfoplasmo-histiocitário. As alterações histopatológicas mais frequentes são observadas no baço, pulmão, fígado, rim, linfonodo, medula óssea, Trato Gastrointestinal e pele como a reação inflamatória crônica difusa além de fibrose, a qual normalmente está presente e causa alterações locais e sistêmicas nos animais que os leva ao obtido, como por exemplo, a presença de glomeruloesclerose, lesão renal responsável pela falência do órgão com consequente falência somática do animal. A fibrose ainda pode ser definida como excesso de deposição de componentes da matriz extracelular (MEC), sobretudo do colágeno, de forma localizada ou difusa, em órgãos e tecidos, podendo acarretar aumento ou diminuição do volume do órgão, com subversão da arquitetura do mesmo levando ao endurecimento e formação de cicatriz. Diante disso, algumas perguntas como: Qual a cinética da fibrose em cada órgão? Quais os mecanismos da fibrose em cada órgão? devem tentar serem respondidas. Associado a isso, sabe-se que diferentes cepas de uma mesma espécie pode apresentar virulência e patogenia particulares o que torna ainda mais complexo esse processo. Por isso, faz-se necessário elucidas quais as vias envolvidas no mecanismo de fibrose na LVC associando o achado anatomo-patológico com a cepa causadora da lesão. Com base nessas perguntas, pretendo iniciar uma linha de pesquisa no estado da Paraíba relacionando alterações anatomo-patológicas em cães com LVC com o padrão de fibrose desenvolvido por esses animais em diversos órgãos como os citados acima. Para isso, serão utilizados animais oriundos de inquérito parasitológico do centro de controle de zoonoses da cidade de João Pessoa/PB os quais quando tiverem sorologia positiva para Leishmania serão submetidos a uma ficha de avaliação clínica e coleta de fluidos como sangue e medula óssea para posterior necropsia com avaliação macroscopia e microscopia de lesões seguido da cultura da medula óssea para isolamento e caracterização da cepa causadora da doença. Nos diversos tecidos serão avaliados alguns mecanismos de fibrose por reações de imuno-histoquímica para antígenos relacionados a esse evento. O sangue desses animais serão ainda utilizados para análises hematológicas e bioquímicas. Em conclusão esse projeto pretende correlacionar mecanismos ainda não conhecidos de fibrose com a virulência da cepa e, por fim, associar esses achados a um prognostico do cão fortalecendo assim os conhecimentos sobre essa doença e iniciando um trabalho que irá se consolidar no nordeste do país.
  • Universidade Federal da Paraíba - PB - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Adriano Lago

Ciências Agrárias

Agronomia
  • análise da sucessão geracional em cooperativas agropecuárias de distintos segmentos no rio grande do sul
  • Este projeto de pesquisa tem como pano de fundo a discussão do papel do cooperativismo, em especial das cooperativas agropecuárias no tocante ao desenvolvimento das regiões rurais, através do fomento a permanência das novas gerações de agricultores no campo. O esvaziamento juvenil do campo propõe repensar o futuro das cooperativas agropecuárias no referente à sua manutenção e renovação do quadro de associado. Considerando que o público alvo das cooperativas são os agricultores, torna-se necessário promover ações que favoreçam a permanência dos jovens no meio rural. O projeto tem como foco analisar as perspectivas sucessórias dos filhos de associados de cooperativas agropecuárias pertencentes ao segmento grãos, leite, carnes e vinho, localizadas em distintas regiões do Rio Grande do Sul. De maneira mais especifica propõe-se realizar um diagnóstico sobre as perspectivas sucessórias dos filhos de associados de cada cooperativa agropecuária envolvida na pesquisa apontando o percentual de propriedades com sucessão, bem como avaliar os apontamentos dos filhos entrevistados no referente à importância e a formas como as cooperativas podem auxiliar no processo sucessório e, como ou com quais ações, a partir das demandas dos filhos, as cooperativas podem auxiliar no processo de sucessão. Espera-se com os resultados contribuir para a ampliação do estado da arte referente aos estudos e trabalhos acadêmicos voltados a discussão do cooperativismo e a sucessão geracional, tendo em vista a escassez de estudos nesta área, bem como auxiliar as cooperativas a elaborar estratégias que favoreçam a manutenção de novos associados e as instituições gaúchas representativas do cooperativismo, tais como, a Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (FECOAGRO) e na realização de projetos, pesquisas e ações no âmbito das demais cooperativas agropecuárias gaúchas.
  • Universidade Federal de Santa Maria - RS - Brasil
  • 08/09/2018-30/09/2021