Projetos de Pesquisa

 

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Ziliani da Silva Buss

Ciências Biológicas

Imunologia
  • mecanismo neuroprotetor da guanosina no modelo de comportamento do tipo depressivo induzido por lipopolissacarídeo em camundongos
  • A depressão é um distúrbio psiquiátrico com alta incidência na população mundial e com grande impacto na vida social e qualidade de vida dos pacientes. O tratamento para a depressão com antidepressivos convencionais fornece uma remissão completa dos sintomas em apenas 50% dos indivíduos e possui efeitos colaterais que podem reduzir a adesão ao tratamento. Portanto, novas opções para o tratamento com baixo custo e poucos efeitos colaterais são de grande interesse para a saúde mundial. Vários estudos demonstraram que indivíduos com depressão apresentam concentrações elevadas de vários marcadores inflamatórios, como a interleucina-6 (IL-6), o fator de necrose tumoral (TNF-α), a IL-1β e níveis elevados de leucócitos circulantes. Foi demonstrado que a administração terapêutica de interferon-α a pacientes com hepatite-C aumenta os níveis de citocinas pró-inflamatórias, as quais têm sido correlacionadas ao desenvolvimento de sintomas depressivos nesses pacientes. Além disso, tratamento com antidepressivos diminuem os níveis séricos de marcadores inflamatórios. Esses dados indicam que aumentos nos níveis de citocinas pró-inflamatórias estão associados aos sintomas depressivos e que a inibição do processo inflamatório pode aliviar esses sintomas. Em modelos animais, a ativação aguda do sistema imune inato pode ser obtida através da administração periférica de lipopolissacarídeo (LPS), um componente da membrana externa de bactérias Gram-negativas, promovendo aparecimento de alterações comportamentais que se assemelham aos sintomas depressivos em humanos. A injeção sistêmica de LPS promove aumento do tempo de imobilidade nos testes do nado forçado, da suspensão pela cauda, diminui a preferência pela sacarose e diminui o tempo de interação social em ratos e camundongos indicando aumento do comportamento do tipo depressivo. O LPS liga-se aos receptores toll-like 4 (TRL4), o qual ativa o fator nuclear-κB, e promove a secreção de IL-6, IL-1β e TNF-α. Essas citocinas liberadas atuam em macrófagos e micróglias do sistema nervoso central (SNC), onde promovem a produção dessas mesmas citocinas, as quais atuam em neurônios e induzem o comportamento do tipo depressivo. Além de promover liberação de citocinas pró-inflamatórias, o LPS promove estresse oxidativo no SNC devido ao aumento da produção de ROS, bem como pela diminuição das defesas antioxidantes. De fato, compostos com atividade antioxidante ou agentes anti-inflamatórios atenuam o dano oxidativo e o comportamento do tipo depressivo induzido pelo LPS. O modelo de comportamento do tipo depressivo induzido por LPS também promove a diminuição nos níveis do fator neurotrófico derivado do encéfalo (BDNF) no hipocampo e córtex de camundongos. O BDNF influencia a formação, a estabilidade e a morfologia das sinapses, provavelmente por mecanismos pré-sinápticos e pós-sinápticos, como também participa da plasticidade sináptica, e está envolvido nos fenômenos de aprendizado e memória. Sabe-se que os níveis de BDNF estão reduzidos em pacientes depressivos e sua diminuição está correlacionada negativamente com a severidade da depressão. Além disso, aumento da expressão de BDNF foi demonstrado após o tratamento com antidepressivos. Evidências tem demonstrado que os compostos antidepressivos usados na clínica exercem seus efeitos terapêuticos em parte por regulação do estresse oxidativo, da inflamação e das neutrofinas. No entanto, considerando-se a demora para os efeitos clínicos e os diversos efeitos colaterais associados aos antidepressivos convencionais, existe interesse na descoberta de novos compostos com ação antidepressiva com maior eficácia e menos efeitos colaterais. Nesse sentido, o sistema purinégico é composto por nucleotídeos e nucleosídeos derivados da guanosina e da adenosina. Esses compostos exercem importante papel em diversos processos fisiológicos inclusive nos SNC. Notavelmente, a guanosina é preferencialmente acumulada no meio extracelular após lesões/injurias. Este nucleosídeo é obtido a partir da metabolização extracelular de purinas a base de guanina por ectonucleotidases ou liberado por células gliais através de transportadores de membrana. Embora receptores específicos para guanosina ainda não tenham sido identificados, estudos recentes demonstraram que ela desempenha importante papel na sinalização extracelular, ativando vias com efeitos neuroprotetivos e neurotróficos. Um dos efeitos neuroprotetores da guanosina esta na sua capacidade de modular o sistema glutamatérgico facilitando a captação de glutamato pelos astrócitos. Outro mecanismo associado a sua ação neuroprotetora envolve a sua ação sobre os astrócitos. Essa estimulação leva a liberação de fatores de tróficos tais como fator de crescimento nervoso (FCN), Fator de Crescimento Transformante Beta (TGF-β) e Fator de Crescimento de Fibroblasto 2 (FCF-2). Modelos experimentais in vivo demonstraram que a guanosina: 1) protege contra convulsões induzidas pelo ácido quinolínico; 2) previne o prejuízo cognitivo e diminui o volume de infarto celular em cérebro de ratos no modelo de isquemia; 3) administrada cronicamente desencadeou melhora funcional em ratos submetidos ao modelo de parkinsonismo; e 4) apresenta, com administração aguda, uma atividade tipo-antidepressiva no teste do nado forçado (TNF) e no teste de suspensão pela cauda (TSC). Ademais modelos in vitro evidenciaram que este nucleosídeo inibe a resposta pró-inflamatória e o estresse oxidativo induzidos pelo lipopolissacarídeo (LPS) em astrócitos do hipocampo. Visto os efeitos neuroprotetores e neurotróficos em modelos de doenças neuropsiquiátricas e sua ação anti-inflamatória in vitro, a guanosina apresenta-se como importante alternativa para o tratamento dessas enfermidades. Nesse sentido, o presente projeto visa avaliar o possível papel antidepressivo e neuroprotetor da guanosina em um modelo de depressão induzido por processo inflamatório.
  • Universidade Federal de Mato Grosso - MT - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Zoilo Pires de Camargo

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • elucidando o diagnóstico sorológico da paracoccidioidomicose por paracoccidioides lutzii por meio da técnica de elisa
  • Tradicionalmente, a paracoccidioidomicose (PCM) é dita como sendo uma micose profunda causada pelo fungo termodimórfico Paracoccidioides brasiliensis. Entretanto, constatou-se a existência de outras espécies de Paracoccidioides. Uma dessas espécies é P. lutzii, primeiramente denominado de Pb01-like. As outras são PS1, PS2, PS3 e PS4, recentemente nominadas de P. brasiliensis sensu strito, P. americana, P. restrepiensis e P. venezuelensis, respectivamente. A doença é limitada aos países da América Latina e pouco se sabe a respeito de sua ecologia. A incidência maior de P. lutzii é na região centro-oeste do Brasil, entretanto, pode também ocorrer em outras regiões. A diversidade de formas clínicas da doença é relacionada ao status imunológico do hospedeiro e às características intrínsecas ao fungo. Proteínas antigênicas podem ser utilizadas como marcadores sorológicos no desenvolvimento de testes diagnósticos mais específicos. Testes convencionais sorológicos, como a imunodifusão, utilizando o tradicional exoantígeno de P. brasiliensis (PbB339) não consegue dar diagnóstico em casos de PCM por P. lutzii. Neste projeto pretendemos padronizar o teste de ELISA para auxiliar no diagnóstico da PCM por P. lutzii. Para esse propósito testaremos vários tipos de preparações antigênicas derivadas de P. lutzii utilizando soros de pacientes de PCM por P. lutzii e por P. brasiliensis
  • Universidade Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Zoraide Souza Pessoa

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • gestão de riscos, vulnerabilidades socioambientais, sustentabilidade e capacidade adaptativa climática em cidades do semiárido do nordeste
  • A atualidade, é marcada por cenário de incertezas múltiplas e de riscos inéditos a manutenção da vida humana e não-humana estão relacionadas a complexidade da problemática ambiental e que tem na efetividade das mudanças climática, prognósticos de cenários também de incertezas e que podem contribuir para contextos inéditos de reprodução social, ampliando a vulnerabilidade em todas dimensões e resultando em situações de desastres naturais em escalas e frequências maiores, com maior exposição a ameaças e perigos naturais. Neste sentido, as cidades têm papel fundamental, com a inserção destas questões em seus modelos de gestão dos territórios. Com base, neste pressuposto e o fato do Brasil apresentar alto índice de vulnerabilidade às mudanças climáticas, atingindo suas grandes regiões, biomas e territórios. Nesse viés, possivelmente o Nordeste do Brasil (NEB) seja intensamente atingido em função de ser um território cujos níveis de vulnerabilidade socioambiental persistentes podem ampliar as potencialidades dos riscos das ameaças mudanças climáticas com a sobreposição de outras dimensões de vulnerabilidade (CUNHA et al., 2019; TORRES; MARENGO, 2014; DARELA FILHO et al., 2016). Assim,considerando os níveis de desenvolvimento e as diferenciações regionais existentes Brasil, para efeito desta proposta temos como recorte de análise o Nordeste do Brasil, em especial a região Semiárida brasileira, marcada pela vulnerabilidade social, cuja população é inserida em contextos de pobreza e de desigualdade.Todavia, como análise empírica de caso, a área semiárida aplicada será a bacia hidrográfica do rio Piancó-Piranha-Açu, que abrange um território de 42.900 km² distribuído entre os Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, onde vivem aproximadamente 1.280.000 mil habitantes e abrangem 147 municípios (ADESE, 2020; ANA, 2018). Trazer a perspectiva de pensar os cenários climáticos para o contexto de municípios do semiárido do Nordeste é essencial, pois os estudos já realizados no Brasil têm-se centrado nas grandes cidades (DI GIULIO et al., 2019; TEIXEIRA; PESSOA; DI GIULIO, 2020; TEIXEIRA; PESSOA, 2020). Nesta proposta, será enfocado o contexto de pequenas e médias cidades, muitas inseridas no contexto empírico desta proposta são enclaves econômicos regionais importantes e que contribuem para a manutenção de setores estratégicos nacionais, com o energético e o alimentar, entre outros. Ademais, a sua proposição envolve setores estratégicos à estruturação da governança climática no Brasil, voltada para o monitoramento e observação dos impactos das mudanças, conforme a Portaria MCTI nº 7217, de 27 de dezembro de 2019. Nesta perspectiva, a presente proposta incorpora, também, os marcos normativos nacionais para a fundamentação e o aprofundamento teórico-conceitual e aplicados dispostos na Lei no 12.187, de 29 de dezembro de 2009 (BRASIL,2009), que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), Portaria nº 150, de 10 de maio de 2016 (BRASIL, 2016), que podem favorecer a inovação nos processos e modelos de gestão das cidades com a incorporação destas temáticas; que possa repercutir na redução da emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE), contribuindo para o alcance das metas globais do clima assumidos pelo o país com o Acordo de Paris de 2015; potencializando setores estratégicos para adaptação climática. Levando em consideração as discussões supracitadas, temos enquanto questões deste projeto de pesquisa: gestões, cujo planejamento urbano leva em consideração a gestão de riscos (as questões do clima), têm maior capacidade de construção de uma agenda de adaptação climática? Quais as possíveis respostas a esta questão? Como hipótese, acreditamos que a construção de uma agenda de adaptação climática depende que governos locais (estaduais e municipais) priorizem as questões do clima em suas agendas urbanas e como essas agendas podem repercutir para reduzir as ameaças climáticas ligadas à questão hídrica. Na perspectiva de testar esta hipótese, a presente proposta pretende investigar o setor estratégico de percepção de risco: semiárido, e como os municípios inseridos na bacia hidrográfica do rio Piancó-Piranhas-Açu estão incorporando o tema da adaptação climática e da sustentabilidade em seus planejamentos e agendas urbanas locais.Desse modo, o objetivo geral da proposta, é analisar como os municípios do semiárido do Nordeste do Brasil (NEB) lidam com as questões do ambiente e do clima e constroem uma agenda de sustentabilidade climática adaptativa e resiliente, voltada para gestão de riscos socioambientais e de resposta às ameaças de desastres socioambientais e climáticos. Devido às ameaças climáticas terem uma origem difusa, a metodologia da presente proposta parte de uma orientação na interdisciplinaridade, pois trata-se de um objeto de estudo discutido por diferentes abordagens disciplinares (LEIS, 2005), carecendo, pois, de metodologias ancoradas em abordagens de natureza qualitativa e quantitativa. Ressaltamos que todo desenho metodológico desta proposta tem como setor estratégico de percepção de risco o semiárido do Nordeste do Brasil (Quadro 1), recortado para o território da bacia hidrográfica do Rio Piancó-Piranhas-Açu (RN e PB) e dos 147 municípios que estão inseridos na bacia. Nesse sentido, é fundamental entender como capacidades adaptativas podem ser ensejadas em cenários que já são mitigados em função do histórico de convivências com estiagens prolongadas. Com base nestes aspectos, em relação a ameaça climática, analisaremos os reflexões para as condições de segurança hídrica, energética, alimentar, bem-estar e qualidade de vida neste contexto e que podem se explicitar na problematização de estiagens, escassez hídrica, seca, saúde, população, deslocamentos humanos, desenvolvimento e na desertificação. Vide projeto anexo
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/12/2020-31/12/2023
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Zoraide Souza Pessoa

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • energias, riscos, vulnerabilidades e impactos socioambientais em cidades com empreendimentos energéticos renováveis no nordeste: o caso da energia eólica no rio grande do norte
  • A energia eólica considerada de baixo impacto socioambiental assume um papel de destaque no Brasil nas últimas décadas com as crescentes criação de usinas eólicos em todo território brasileiro, principalmente nas zonas costeiras e com destaque para a região Nordeste que concentra o maior número de parques construídos, em construção, licitados em leilões e ativos na produção de energia eólica. É possível observar que esse tipo de energia provoca impactos socioambientais importantes nas cidades onde são instalados, interferindo nas dinâmicas econômicas, sociais, políticas, culturais e ambientais desses territórios bem como ampliando as condições de vulnerabilidade de suas populações, tornando suscetíveis a situações de risco e de comprometimento de sua qualidade de vida. Assim sendo, esse projeto de pesquisa com orientação interdisciplinar com abordagem metodológica que integra análise quantitativa e qualitativa tendo como recorte de aplicação do estudo, o caso no Rio Grande do Norte. Sendo o problema de investigação compreender de que forma a exploração de energia eólica podem contribuir para a construção de cidades sustentáveis, tornando-as menos vulneráveis e mais adaptativas às mudanças climáticas.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Zorano Sergio de Souza

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • geologia, mineralogia e petrologia experimental de carbonatitos e ultramáficas associadas do nordeste do brasil: implicações na evolução ediacarana da província borborema, ne do brasil
  • A presente proposta trata da caracterização geológica, mineralógica, geocronológica e petrológica de carbonatitos e rochas ultramáficas associadas, encontrados no interior do núcleo arqueano do Maciço São José do Campestre / RN, Província Borborema. O interesse pelo tema decorre do fato destas serem rochas incomuns em termos de tipo de fonte, da possibilidade de conterem eventuais depósitos minerais, da aparente estreita relação espacial das mesmas com os terrenos arqueano e paleoproterozoico, além da raridade de referências a estes tipos de rochas na literatura disponível para a região de estudo. De acordo com artigos clássicos e revisões recentes, carbonatitos são rochas ígneas compostas dominantemente de minerais carbonáticos (calcita, dolomita, siderita, ankerita), com quantidades subordinadas e variadas de clinopiroxênio, álcali-anfibólio, biotita, magnetita e apatita. Os carbonatitos fornecem concentrações econômicas de minerais e metais raros, a exemplo de elementos terras raras, Nb (pirocloro) e fosfatos (apatita). Carbonatitos podem ocorrer como corpos pequenos (geralmente < 25 km2) intrusivos, formando diques, plugs, complexos anelares, lopólitos e diatremas, ou extrusivos como lavas, estrato-cones e piroclásticas. Grande parte dos carbonatitos mostra estreita relação com rochas silicáticas alcalinas (nefelina sienitos, ijolitos, urtitos). Uma característica praticamente universal de complexos carbonatíticos é a formação de auréolas metassomáticas nas rochas encaixantes, especialmente quando estas são quartzo-feldspáticas. O processo é chamado fenitização, caracterizando-se por neoformação de egirina, álcali-anfibólio, nefelina, flogopita, carbonato e K-feldspato. O magma carbonatítico é considerado como indicativo de ambiente intraplaca continental, com raras ocorrências em contexto oceânico, margem continental ou zonas orogênicas. Hipóteses sobre sua gênese incluem as seguintes: (i) os líquidos carbonáticos seriam magmas primários, derivados de fusão parcial de carbonato peridotitos; (ii) seriam produto de diferenciação de magmas primários silicáticos alcalinos (nefelinitos e melilititos); (iii) resultariam da imiscibilidade de líquidos silicáticos e carbonatíticos. A maioria dos carbonatitos é fanerozoica, com raros exemplos de idade arqueana ou paleoproterozoica. No oeste da África (sudeste de Gana), na faixa Trans-Sahariana, que tem sua continuidade no lineamento Transbrasiliano na América do Sul, são reportadas idades U-Pb de 592-582 Ma para carbonatitos e nefelina sienitos. No Brasil, levantamento de idades K/Ar indica um pico entre 80-53 Ma. Estas ocorrências situam-se principalmente na região sudeste do Brasil, definindo um alinhamento de direção SE-NW que inicia ao sul do cráton São Francisco e adentra até Goiás e Mato do Grosso, denominada Província Ígnea Alto Paranaíba. O manto litosférico da plataforma Sul-Americana tem sido estudado nas últimas décadas por diferentes grupos de pesquisa, com base especialmente em xenólitos de peridotito. Os trabalhos têm demonstrado a heterogeneidade geoquímica e isotópica do manto desde o arqueano até o fanerozoico, apontando para relevante contribuição do manto metassomatisado com diferentes graus de interação com o manto astenosférico. Com base na composição química de inclusões peridotíticas, são estimadas pressões entre 19 e 27 kbar, ou profundidades equivalentes de 55 a 64 km, para a geração dos magmas basálticos alcalinos cenozoicos do nordeste do Brasil. De acordo com sínteses da literatura, a geração de magmas carbonatíticos a partir de fusão parcial de dolomita peridotito ou carbonato-flogopita peridotito se dá a profundidades acima de 70-75 km.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Zulma Maria de Medeiros

Ciências da Saúde

Medicina
  • biomarcadores como preditores de cura e recidiva da leishmaniose visceral entre pessoas vivendo com hiv
  • No Brasil existem poucos relatos sobre tratamento e seguimento de leishmaniose visceral em pessoas vivendo com HIV (LV/HIV), entretanto, essa parasitose é endêmica em 22 dos 27 estados, invadindo áreas urbanas e suburbanas, sendo mais prevalente no Nordeste do país. Poucos são os estudos que avaliam os métodos diagnósticos como critério de cura e como fator preditivo de reativação na coinfecção LV/HIV. A partir dessas lacunas a presente proposta tem como objetivo estudar os biomarcadores como preditores de cura e recidiva da leishmaniose visceral entre pessoas vivendo com HIV. Para obtenção de tais resultados será realizado um estudo de coorte envolvendo coinfecção LV/HIV em acompanhamento pelo SAE/CTA das Macrorregiões de Caruaru e nos hospitais do Estado de Pernambuco. Entrevistas presenciais serão realizadas para aplicação de questionário, revisão dos prontuários hospitalares, exame físico e coleta de material biológico para: pesquisa de anticorpo de Leishmania em soro - testes de aglutinação diretar e K39 - teste rápido e ELISA; citosinas; pesquisa direta de Leishmania; pesquisa de antígeno em urina e o PCR - kDNA, RFLP e qPCR. O acompanhamento será realizado antes e depois do tratamento, com seguimento de até três anos. Com os resultados obtidos na pesquisa espera-se que sejam aplicados aos sujeitos da pesquisa a identificação de biomarcadores precoce de recidiva e na redução da letalidade; na divulgação do conhecimento cientifico em eventos científicos e na publicação de artigos; na formação de recurso humano acadêmico e técnico, e na gestão de políticas públicas subsidiando as Gerências Municipais, Estadual e Federal no enfrentamento da coinfecção LV/HIV.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 15/05/2019-31/05/2022