Projetos de Pesquisa

 

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Acelino Couto Alfenas

Ciências Agrárias

Agronomia
  • estudos da interação de erwinia psidii x eucalyptus spp.
  • Nos últimos anos, novas doenças têm surgido na cultura do eucalipto, levando à diminuição da produtividade e ocasionando perdas significativas. Dentre essas, merece destaque a murcha e seca de ponteiros, causada pela bactéria Erwinia psidii, descrita no Brasil em 2014. A observação da doença no campo tem sido recorrente. Em determinados locais e épocas do ano, a doença pode incidir em quase 100% das plantas levando à perda da dominância apical e possível redução do crescimento, gerando prejuízos para a cultura. Por se tratar de uma nova doença pouco se conhece sobre os aspectos da interação planta-patógeno, epidemiológicos e de manejo envolvidos neste novo patossistema. Neste projeto propõe-se a obtenção de isolados de E. psidii contendo o gene GFP via transformação genética. As bactérias transformadas serão inoculadas em clones de eucalipto suscetíveis e os processos de colonização e translocação do patógeno no seu hospedeiro analisados por meio de cortes histológicos e observações em microscopia confocal e eletrônica. Este isolado bacteriano transformado, será utilizado também para estudos da formação de biofilme. Além disso, serão alvos de estudos as alterações fisiológicas e metabólicas induzidas na planta pela doença, a temperatura ideal de infecção, a variabilidade da agressividade entre isolados de E. psidii, a gama de hospedeiros da bactéria e a busca por fontes de resistência nas diferentes espécies de Eucalyptus spp.; aspectos considerados fundamentais para embasar possíveis medidas de manejo da doença.
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Achilea Candida Lisboa Bittencourt

Ciências da Saúde

Medicina
  • estudo clínico e molecular da dermatite infecciosa associada ao htlv-1 e de sua evolução para mielopatia associada ao htlv- 1/paraparesia espástica tropical e leucemia/linfoma de células t do adulto, na faixa infanto-juvenil
  • O vírus linfotrópico de células T humanas tipo 1 (HTLV-1) é endêmico em algumas regiões do Brasil, com maior prevalência no Estado do Maranhão e no Estado da Bahia. Este vírus está associado ao desenvolvimento de diversas doenças graves, entre elas a leucemia/linfoma das células T do adulto (ATL), a paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM/TSP) e a dermatite infecciosa associada ao HTLV-1 (DIH). A ATL é uma forma muito agressiva de células T maduras, CD4+ e CD25+, resistente à quimioterapia e frequentemente fatal, porém há formas pouco agressivas, como a forma smoldering, com melhor prognóstico. Ocorre, predominantemente, na idade adulta e em indivíduos afrodescendentes. A HAM/TSP aparece, geralmente, a partir da quarta década de vida e representa uma forma grave de mielopatia incapacitante com paraparesia espástica progressiva, associada a distúrbios vesicais. A DIH é uma forma grave e recidivante de eczema cutâneo que incide em crianças que adquirem a infecção por via vertical. Ainda que a HAM/TSP seja considerada uma doença do adulto, nosso grupo de estudo já observou que 40% dos casos de DIH, na Bahia, evoluem para HAM/TSP ainda na infância e adolescência. Este achado é muito relevante se se considerar que a frequência de manifestação de HAM/TSP em portadores adultos está estimada em menos de 5%. Nosso grupo também têm observado casos de HAM/TSP infanto-juvenil não associados à DIH e adicionalmente já comprovamos agrupamento familiar na DIH e HAM/TSP infanto-juvenil. Adicionalmente, na Bahia já reportamos casos de ATL precoce diagnosticados em pacientes com DIH. Adicionalmente, já publicamos o achado de células em flor, patognomônicas de ATL em pacientes de DIH na infância e adolescência. Estes dados mostram que a manifestação de DIH poderia favorecer o desenvolvimento precoce de doenças associadas ao HTLV-1 consideradas como da vida adulta. Até o momento, não foram identificados os determinantes que levam ao desenvolvimento da HAM/TSP na infância e na adolescência. Também não existe um tratamento eficaz para esta mielopatia grave e incapacitante ou estratégias terapêuticas que consigam prevenir a manifestação da HAM/TSP em pacientes com DIH. Não são conhecidos os fatores que determinam o desenvolvimento precoce da ATL. Este projeto visa avaliar uma coorte de pacientes com DIH e ou HAM/TSP iniciados na infância e ou adolescência, assim como seus familiares soropositivos assintomáticos, incluídos num total de 35 famílias. Destes indivíduos, já temos banco de dados clínicos, laboratoriais e material biológico crio-preservado coletado em diferentes fases evolutivas dos pacientes durante 10 anos de acompanhamento. Os estudos aqui propostos têm abordagem clínica, laboratorial e molecular. Serão estudados os aspectos clínicos e evolutivos das manifestações da DIH e da HAM/TSP e serão avaliadas possíveis manifestações neurológicas nos irmãos assintomáticos desses pacientes. Serão também avaliados parâmetros hematológicos e parasitológicos no sentido de estudar uma possível evolução para ATL tendo-se em conta principalmente a presença de linfocitose e de células atípicas em sangue periférico, e a clonalidade de linfocitos. Será também quantificada a carga proviral (CPV), investigada a clonalidade das células infectadas e a expressão gênica viral em diferentes fases evolutivas desses portadores do HTLV-1 assim como possíveis alterações destes parâmetros antes e depois do surgimento de HAM/TSP e antes e depois do desaparecimento das lesões de pele da DIH. Adicionalmente, pretendemos mostrar se existe predisposição genética relacionada com os alelos do HLA e os genótipos do gene KIR. Nosso intuito é determinar se há variações de carga proviral ou clonalidade de células infectadas nas diferentes fases evolutivas dessas doenças e se existem marcadores hematológicos, genéticos ou virais para a manifestação e/ou evolução das condições clinicas associadas ao HTLV-1. Este projeto será desenvolvido em colaboração com o Laboratório de Patologia Experimental (LAPEX) do Centro de Pesquisa Gonçalo Muniz – FIOCRUZ –Bahia e com a Clínica Dermatológica da UFBA. Espera-se fazer duas publicações científicas em revistas indexadas e internacionais e várias apresentações em congressos de Dermatologia, de Hematologia e de Neurologia. Neste projeto, serão realizadas técnicas moleculares para detecção da integração viral (Southern blot, PCR invertido e PCR invertido e longo) implantadas apenas no LAPEX, na Bahia, em relação à América do Sul.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
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Acioly Luiz Tavares de Lacerda

Ciências da Saúde

Medicina
  • eficácia da escetamina no tratamento de sintomas negativos em pacientes com esquizofrenia – um estudo duplo-cego, randomizado e controlado por placebo
  • A esquizofrenia é uma doença neuropsiquiátrica heterogênea, caracterizada por uma combinação variável de sintomas positivos e negativos, desregulação emocional e déficits cognitivos. Os tratamentos atualmente disponíveis apresentam um efeito moderado na sintomatologia positiva. Os sintomas negativos, porém, não respondem satisfatoriamente a nenhum medicamento e são responsáveis pela maior parte do prejuízo funcional e social na esquizofrenia. Bioquimicamente, os sintomas negativos têm sido associados a alterações em diferentes sistemas de neurotransmissão. De acordo com a teoria dopaminérgica da esquizofrenia, um tônus dopaminérgico cortical reduzido (via mesocortical) explicaria os sintomas negativos enquanto uma atividade dopaminérgica excessiva em estruturas subcorticais explicaria os sintomas positivos. Além do sistema dopaminérgico, uma neurotransmissão disfuncional do sistema glutamatérgico tem sido implicada na etiologia da esquizofrenia, particularmente uma disfunção do receptor N-metil-daspartato-(NMDAR). Como a disfunção do NMDAR está particularmente associada aos sintomas negativos, o NMDAR tem sido considerado como um alvo promissor para a introdução de novos medicamentos. Em contraste com observações seguindo a administração de elevadas doses do antagonista NMDA cetamina, que tem efeitos psicotomiméticos reminiscentes de sintomas positivos, negativos e cognitivos da esquizofrenia em controles saudáveis e exacerba sintomas em pacientes com esquizofrenia, doses subanestésicas de cetamina têm sido associadas a uma melhora marcante da anedonia, um sintoma negativo frequentemente presente na esquizofrenia. Adicionalmente, os efeitos antianedônicos da cetamina permaneceram significativos mesmo quando controlados pela gravidade de outros sintomas depressivos, sugerindo que a cetamina desempenha um papel único na melhora da anedonia, independente de outros sintomas depressivos. Ainda, doses subanestésicas de cetamina aumentam agudamente a sinalização dopaminérgica e glutamatérgica no córtex pré-frontal de ratos. Este conjunto de evidências torna a cetamina particularmente promissora para o tratamento da sintomatologia negativa em pacientes com esquizofrenia. O presente protocolo é de um estudo clínico de Fase 2, duplo cego, randomizado (alocação 1:1), controlado por placebo, de doses paralelas e crescentes, de 3 semanas para avaliar a eficácia, tolerabilidade de doses repetidas de escetamina (0,5 a 1,0mg/kg) versus solução fisiológica como tratamento para sintomas negativos em 42 indivíduos com esquizofrenia com sintomatologia negativa proeminente (escore total > 39 na soma dos 14 itens da subescala negativa e desorganizada da PANSS) em tratamento crônico e estável com antipsicóticos. A principal medida do desfecho primário será a alteração na pontuação total na Brief Negative Symptoms Scale (BNSS) a partir do escore basal. Biomarcadores metabólicos e genéticos serão avaliados antes da randomização e após a quarta (última) infusão de escetamina.
  • Universidade Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022