Projetos de Pesquisa

 

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Silvia Midori Saito

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • tecnologias educacionais inovadoras para abordagem interdisciplinar na redução de risco de desastres socioambientais
  • Vide projeto anexo
  • Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais - SP - Brasil
  • 12/08/2019-30/11/2021
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Silvia Morales de Queiroz Caleman

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • resiliência e sustentabilidade do modelo cooperativo: uma análise da emergência e ciclo de vida de cooperativas agropecuárias do estado de mato grosso do sul
  • Cooperativas são formas de ação coletiva em que as pessoas, de forma conjunta, buscam executar ações que seriam custosas ou inconcebíveis de se executar individualmente (STAATZ, 1984). De acordo com a OCB (2017), a cooperativa é uma organização mútua, gerida de forma democrática e participativa, com objetivos econômicos e sociais comuns cujos aspectos legais e doutrinários são distintos de outras sociedades. As cooperativas têm sua essência pautada nos princípios historicamente constituídos de Rochdale. Porém, ao longo dos anos, foi necessária adaptação por parte dessas organizações a fim de sobreviverem ao mercado cada vez mais competitivo. Essa adaptação fez com que muitas cooperativas buscassem um modelo alternativo, sem perder sua base tradicional, mas que pudesse torná-las mais competitivas. Esses novos modelos de cooperação são observados no Centro-Oeste do Brasil, especialmente no Mato Grosso, como atestado por Chaddad (2017), sendo denominadas de “cooperativas de nova geração”. A emergência de novos modelos de cooperativas em áreas de fronteira do agronegócio apresenta algumas particularidades. Ao contrário do sul do Brasil, região onde as cooperativas são de grande porte e formadas por pequenos produtores, no Centro-Oeste observa-se a criação de cooperativas de menor porte que são constituídas por grandes produtores. Essa dinâmica é também observada em Mato Grosso do Sul, cujo cenário de cooperativas agropecuárias apresentou mudanças nos últimos anos. Constata-se a entrada no Estado de cooperativas tradicionais da região Sul-Sudeste do país e a emergência de novos modelos de cooperativas nos moldes do que se observa no Mato Grosso. Como resultado, é natural esperar que cooperativas locais estejam sendo forçadas a rever suas estratégias, de modo a garantir sua participação no mercado. No entanto, algumas cooperativas não são bem-sucedidas e acabam por finalizar suas atividades, enfrentando a dissolução e liquidação da sociedade. Esses fenômenos fazem parte do ciclo de vida das cooperativas, o qual apresenta particularidades em comparação com o ciclo de vida das empresas mercantis, merecendo um olhar atento da academia (COOK, 1995; COOK; BURRESS, 2009). Frente a esta realidade, o tema “resiliência e sustentabilidade do modelo cooperativo” faz-se pertinente (ROELANTS et al., 2012; BIRCHALL; KETILSON, 2009). A capacidade de resiliência envolve questões relacionadas à inovação, porém quando se fala em inovação, a perspectiva de análise é comumente centrada nos aspectos tecnológicos. Esta pesquisa, por sua vez, investiga as inovações de ordem organizacional que as cooperativas empreendem em prol de sua resiliência e sustentabilidade. Em síntese, busca-se responder à questão sobre como a inovação organizacional contribui para a resiliência e sustentabilidade do modelo cooperativo. Para isso, objetiva-se identificar o papel da inovação organizacional para a resiliência e sustentabilidade do modelo cooperativo agropecuário. Especificamente, busca-se: i) identificar e caracterizar o ciclo de vida de cooperativas agropecuárias; ii) caracterizar os novos modelos de cooperativas agropecuárias no Estado de Mato Grosso do Sul sob a ótica da separação do direito de propriedade, de decisão e de controle e iii) realizar análise comparativa entre os novos modelos emergentes de cooperativas com cooperativas tradicionais. O ciclo de vida das cooperativas, a emergência de novos modelos cooperativos e as estruturas de governança adotadas (relacionadas à alocação dos direitos de propriedade, de decisão e de controle) são as principais dimensões teóricas e analíticas que norteiam este trabalho. Nesse contexto, a pesquisa inova ao fomentar o estudo das inovações organizacionais em sociedades cooperativas. Para tal, esta pesquisa enquadra-se como exploratória, sob uma abordagem qualitativa, desenvolvendo uma análise institucional comparativa. Quanto ao método de procedimento, a pesquisa será operacionalizada sob a forma de estudo multicaso, com foco na governança de seis cooperativas em Mato Grosso do Sul. Este projeto contará com a participação de docentes de instituições parceiras como FEARP (Observatório do Cooperativismo) e RSM/Erasmus University (Roterdã). Com isso, objetiva-se fortalecer parcerias interinstitucionais e internacionais, fomentando novos projetos de pesquisa científica, a formação de mestres e doutores e ampliar a participação do Estado na Rede Brasileira de Pesquisadores do Cooperativismo.
  • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - MS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022