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Silvana Maria Quintana

Ciências da Saúde

Medicina
  • efeito dos contraceptivos hormonais a base de progestogênios na microbiota e no microambiente imune do trato genital inferior de mulheres vivendo com hiv
  • O acesso à uma contracepção segura e eficaz é crucial para a saúde pública e individual da mulher. Uma ampla variedade de contraceptivos hormonais (CH), que diferem em suas composições, concentrações de progestogênios, posologia e métodos de administração estão disponíveis globalmente, fornecendo benefícios às mulheres quanto ao controle sobre sua saúde reprodutiva e reduzindo o número de gestações não programadas. No entanto, as opções de contraceptivos acessíveis são bastante limitadas em ambientes com recursos econômicos restritos, sendo estes frequentemente áreas de alta prevalência de HIV-1 e alto risco de gravidez. O contraceptivo predominantemente usado na África subsariana é o contraceptivo hormonal injetável a base de progestogênio, denominado acetato de medroxiprogesterona de depósito (AMPD-Depoprovera). Estudos epidemiológicos e laboratoriais sugerem uma associação significativa entre o uso de AMPD e o aumento no risco de aquisição de HIV-1, além do aumento no risco de transmissão do vírus. Os níveis elevados de progestogênios têm sido associados a alterações no trato genital inferior (TGI) que podem estar relacionadas a esta predisposição, como variações na resposta imune, na microbiota vaginal e na integridade e espessura do epitélio vaginal. No presente trabalho, serão avaliadas as possíveis modificações no TGI em mulheres vivendo com o HIV e sem esta infecção que fazem uso de contraceptivos à base de progestogênio, auxiliando a entender a influência dos contraceptivos hormonais na aquisição da infecção pelo HIV e no desenvolvimento de medidas futuras que preservem a saúde da mulher.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022