Projetos de Pesquisa

 

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Alexandre Prehn Zavascki

Ciências da Saúde

Medicina
  • ensaio clínico aberto randomizado comparando meropenem em dose otimizada em infusão contínua com meropenem em regime padrão no tratamento de infecções graves por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos –optimero
  • Infecções por Enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos (ERC) são altamente incidentes em hospitais brasileiros. O tratamento é usualmente composto de uma polimixina, geralmente combinada com um segundo antimicrobiano (com ou sem susceptibilidade in vitro), usualmente os próprios carbapenêmicos, como o meropenem, em doses altas padrão, amicacina e/ou tigeciclina. O benefício da associação de carbapenêmicos a esses esquemas é extremamente discutível, mesmo em doses altas (2g de 8/8h em infusão estendida - IE) devido ao fato da maioria dos isolados de ERC apresentarem altos níveis de resistência a esses antimicrobianos (Concentração inibitória mínima > 8mg/L) e amicacina ou tigeciclina tem apresentado baixa eficácia in vivo e/ou elevada toxicidade. O resultado prático é a emergência de uma epidemia de infecções sem tratamento antimicrobiano efetivo, ocasionando as elevadas taxas de mortalidade. O meropenem é um antimicrobiano extremamente potente da classe dos beta-lactâmicos, que são antibióticos seguros, com ampla janela terapêutica. Esquemas de combinação de antimicrobianos utilizando meropenem em altas doses são utilizados para o tratamento de ERC quando o nível de resistência é baixo (CIM ≤8mg/L) com evidência de benefícios em mortalidade, porém, a combinação de meropenem para isolados com CIM >8mg/L não tem benefício clínico comprovado. Esquemas de meropenem em regime otimizado de doses em infusão contínua (IC) são capazes de atingir o alvo farmacocinético/farmacodinâmico (PK/PD) necessário para morte bacteriana em isolados com altos níveis de resistência aos carbapenêmicos (CIM até 64mg/L), tornando o meropenem através dessa estratégia posológica uma possível opção para o tratamento de ERC. Infecções por ERC apresentam elevada mortalidade pela baixa eficácia clínicas das alternativas disponíveis de esquemas efetivos. Portanto, se a atividade de meropenem pode ser resgatada contra esses isolados, esse antimicrobiano pode tornar-se uma alternativa potencialmente segura e eficaz no tratamento destas infecções, desde que esquema de doses seja otimizado e administrado em IC. Um ensaio clínico randomizado é o melhor desenho para a avaliar a eficácia e a segurança desta estratégia o tratamento destas “superbactérias” O presente estudo pretende avaliar a eficácia e a segurança de doses otimizadas de meropenem em infusão contínua mais melhor tratamento disponível (DO-IC) comparado a meropenem em dose alta padrão em infusão estendida mais melhor tratamento disponível (DA-IE) no tratamento de infecções graves por ERC. 132 pacientes serão randomizados (66 para cada estratégia terapêutica).
  • Hospital de Clínicas de Porto Alegre - RS - Brasil
  • 20/08/2018-31/07/2021
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Alexandre Pucci Hercos

Outra

Divulgação Científica
  • semana nacional de ciência e tecnologia do instituto de desenvolvimento sustentável mamirauá- inteligência artificial: a nova fronteira da ciência brasileira
  • Considerando a necessidade de contextualização interdisciplinar e de uma melhor integração Instituto / professor / aluno / comunidade, o Instituto Mamirauá promove anualmente a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na cidade de Tefé. Durante este evento a instituição promove uma mostra de pesquisas e de componentes dos trabalhos realizados na região, permitindo vincular a produção do conhecimento científico e tecnológico aos desafios sociais que vivemos, abordando a ciência como um instrumento de transformação social e desenvolvimento humano Em Tefé, assim como em todo o país, o evento é realizado pelo Instituto Mamirauá desde 2004. São promovidas palestras, atividades lúdicas, exposições e visitas guiadas para membros da comunidade, sempre voltadas ao tema do evento nacional que este no será “Inteligência Artificial: A Nova Fronteira da Ciência Brasileira”. Entre 2011 e 2019, mais de 20 mil pessoas participaram da SNCT em Tefé, e distribuímos mais de 50 mil publicações.
  • Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá - AM - Brasil
  • 20/10/2020-30/04/2021
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Alexandre Reis Machado

Ciências Agrárias

Agronomia
  • diversidade e relacionamento filogenético de espécies de botryosphaeriaceae fitopatogênicos e endofíticos da mandioca no nordeste do brasil
  • A mandioca é uma planta arbustiva, de fácil cultivo, e que apresenta um sistema radicular rico em amido, sendo muito utilizada na alimentação humana, animal, e na indústria. Além disso, possui elevada importancia econômica e social, gerando emprego e renda, sobretudo nas regiões mais carentes do Brasil. Diversas doenças podem limitar a produção de mandioca, entretanto as podridões radiculares destacam-se devido afetarem diretamente o produto a ser comercializado e por serem causados por patógenos que sobrevivem no solo e de difícil controle. A podridão negra das raízes é uma das principais doenças, e vem sendo responsável por perdas imensuráveis no campo e também durante o armazenamento. Em um estudo recente, verificou-se com base análises de apenas seis isolados, que se os agentes etiológicos se tratavam de duas espécies de Lasiodiplodia e uma de Neoscytalidium (Botryosphaeriaceae, Ascomycota). Entretanto, essa doença ainda precisa ser melhor investigada, através de uma coleta mais abrangente e representativa, e analisando-se um número maior de isolados. Além da podridão negra das raízes, atualmente tem-se verificado uma elevada incidência de podridão seca das manívas em diversas áreas cultivadas na região Nordeste do Brasil. Essa doença tem sido associada somente à espécie Lasiodiplodia theobromae, mas até o momento nenhum estudo acurado e abrangente foi realizado para verificar a existencia de um número maior de espécies associados a essa doença. Geralmente o cultivo da mandioca é realizado material propagativo (manívas) de baixa qualidade e especula-se que a elevada incidência de podridão negra das raízes pode estar relacionada a utilização de material propagativo doente, ou seja, com sintomas de podridão seca das manivas, ou ainda, manívas aparentemente sadias, porém contendo o patógeno na forma latente (endofítico). Entretanto, essa hipótese ainda necessita ser provada. Assim, diante da importância fitopatológica de fungos da família Botyosphaeriaceae, das perdas causadas pela incidência de doenças na cultura da mandioca e da carência de estudos visando identificar corretamente os agentes etiológicos de doenças dessa cultura no Brasil, é de extrema necessidade a investigação da diversidade e patogenicidade de Botryosphaeriaceae associadas à podridão seca das manívas e à podridão negra das raízes da mandioca na região Nordeste do Brasil, elucidar suas relações ecológicas e filogenéticas com as espécies endofíticas. As informações a serem obtidas nesse estudo contribuirão para futuros estudos envolvendo o desenvolvimento ou busca por variedades de mandioca resistentes à podridão seca das manívas e podridão negra das raízes de mandioca, e certamente para a definição de estratégias de controle dessas doenças.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Alexandre Sandri Capucho

Ciências Agrárias

Agronomia
  • fungos botryosphaeriaceales associados a plantas do bioma caatinga e frutíferas cultivadas: etiologia, sensibilidade a fungicidas, mecanismos moleculares da resistência e componentes de adaptabilidade fisiológica
  • O Brasil destaca-se com um dos maiores produtores e exportadores de frutas do mundo, sendo a região semiárida do submédio do Rio São Francisco um dos maiores produtores do país. Nesta região, tipicamente quente, seca e com solos salinos, é comum a ocorrência de morte descendente em frutíferas cultivadas (mangueira, coqueiro, aceroleira, videira, etc) e plantas da Caatinga (juazeiro, catingueira, aroeira, umbuzeiro, cajazeira, etc), causadas por diferentes fungos Botryosphaeriales. Apesar da alta frequência dessa doença no campo, poucos estudos foram realizados com seus agentes causais, notadamente estudos de filogenia, epidemiológicos e de controle. Há dúvidas sobre o agente etiológico da doença em vários hospedeiros, notadamente em plantas da Caatinga. Em plantas cultivadas, essa doença pode causar significativa redução da produção das plantas, como ocorre em mangueiras, videiras e coqueiros da região. Esta escassez de informações dificulta uma adequada recomendação de manejo, sendo estas limitadas ao uso da poda de ramos e na aplicação de fungicidas sistêmicos para as culturas que apresentam produtos registrados. Em frutíferas como a mangueira, videira, bananeira e mamoeiro, um dos princípios ativo fungicida mais usado para o controle de doenças é o tiofanato metílico. Entretanto, se conhece pouco sobre o efeito desse fungicida sobre as populações fúngicas associadas à morte descendente, como por exemplo, se há populações fúngicas adaptadas ao fungicida ou não. Também não se conhece esse efeito para outros fatores ambientais, como a temperatura, salinidade, potencial osmótico, o que poderia estar favorecendo uma maior adaptabilidade fisiológica (fitness) dessas populações fúngicas. Assim, os objetivos deste trabalho são: i) realizar um levantamento de espécies fúngicas associadas à seca de ramos, podridão peduncular e morte de plantas nativas da Caatinga e em frutíferas em uma região de semiárida. ii) Comparar a adaptabilidade fisiológica (salinidade, potencial osmótico, pH e temperatura) dos diferentes isolados fúngicos obtidos. iii) Avaliar a sensibilidade dos isolados fúngicos ao fungicida tiofanato metílico. iv) Investigar os mecanismos moleculares associados com a redução da sensibilidade dos fungos ao fungicida tiofanato metílico. Assim, com o desenvolvimento deste projeto acreditamos que aumentará as informações sobre a etiologia da morte descendente em plantas da Caatinga e frutíferas cultivadas. Entenderemos melhor a relação de fungos Botryosphaeriales insensíveis ao fungicida tiofanato metílico com componentes de adaptabilidade fisiológica.
  • Universidade Federal do Vale do São Francisco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Alexandre Solon Nery

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • desenvolvimento de aceleradores personalizados em hardware fpga para sistemas de computação distribuída
  • Sistemas de computação em nuvem são amplamente empregados em diversas instituições e organizações ao redor do mundo devido aos benefícios de redução de custos de manutenção, migração de recursos, tolerância a falhas e escalabilidade. Desta forma, os vários recursos físicos de processamento e armazenamento normalmente presentes em ambientes de computação distribuída podem ser melhor aproveitados através de tecnologias de virtualização, que criam entidades lógicas de tais recursos em nível de software. No entanto, tais sistemas ainda carecem de soluções especializadas para processamento rápido e eficiente de aplicações complexas entre dispositivos heterogêneos, a custos reduzidos de consumo de energia. No âmbito de sistemas de computação em nuvem, por exemplo, estes normalmente empregam dispositivos co-processadores (ex: Unidades de Processamento Gráfico - GPUs) para dar vazão à crescente demanda de tarefas a serem processadas, contribuindo para o aumento do consumo de energia dos centros de processamento de dados e consequentemente o aumento de seus custos de gerenciamento, manutenção e ambiental. Aliado a isso, a quantidade cada vez maior de dispositivos IoT (Internet Of Things) presentes em projetos de automação de cidades, Indústria 4.0 e residências requerem alta capacidade de processamento e armazenamento distribuídos na nuvem, na borda da rede e/ou em sítio, capazes de extrair alguma informação útil da massa de dados produzida por tais dispositivos. Portanto, este projeto de pesquisa científica, tecnológica e inovação tem o objetivo de desenvolver sistemas de computação distribuída baseados em co-processadores personalizados em lógica reconfigurável FPGA (Field-Programmable Gate Arrays) para aplicações distribuídas em arquitetura Nuvem, Borda e/ou Sítio. O uso das FPGAs para implementação de sistemas reconfiguráveis e eficientes é cada vez maior. Importantes serviços de computação em nuvem (Amazon, Baidu e Azure) já aderiram a esta arquitetura, que tem se mostrado promissora no desenvolvimento de sistemas complexos com alta demanda de desempenho e reduzido consumo de energia.
  • Universidade de Brasília - DF - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022