Projetos de Pesquisa

 

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Tatiana Bendo

Engenharias

Engenharia de Materiais e Metalúrgica
  • efeito da adição de camada enriquecida com molibdênio sobre o comportamento tribológico de compósito autolubrificante fe-0,6c-3sic.
  • As atividades de pesquisa propostas neste trabalho visam a investigação do desempenho da deposição/crescimento de camadas sobre amostras de material compósito autolubrificante (Fe + 0,6C + 3SiC) produzidas por metalurgia do pó (MP). As amostras serão produzidas a partir da moldagem de pós por injeção (MPI) e sinterização concomitante com enriquecimento da superfície com molibdênio. Esse processo é realizado em descarga luminescente em regime anormal, usando a configuração ânodo-cátodo confinado. Nesta configuração a amostra funciona como ânodo, sendo que o cátodo pode ser construído de algum material metálico que se deseja enriquecer a amostra, no presente caso, o cátodo para enriquecimento com molibdênio é construído de Mo puro (liga TZM – 99,8 % em massa de Mo). Através da pulverização catódica, utilizando condições de plasma adequadas, é possível introduzir elementos metálicos na fase gasosa e promover o enriquecimento superficial com estes elementos químicos na superfície da amostra. Nesse processo é obtida uma camada de alguns micrometros, enriquecida com o elemento de liga Mo, que por sua vez, gera endurecimento dessa região por formação de solução sólida, ou formação de novas fases. Assim, simultaneamente à sinterização a plasma, pode-se gerar no material, uma camada superficial enriquecida com o elemento de liga, com propriedades melhoradas, mantendo-se o núcleo (substrato) dúctil e tenaz. Esta modificação microestrutural da superfície pode ser interessante do ponto de vista tecnológico, pois se tem a melhoria das propriedades mecânicas somente na superfície, onde os componentes sofrem, principalmente, a ação de desgaste por movimento relativo ou corrosão. Além disso, também para fins comparativos, serão produzidas amostras onde o volume total da amostra tem a mesma composição química da superfície das amostras enriquecidas (Fe + 0,6C + 3SiC + xMo). O objetivo do trabalho é avaliar as modificações microestruturais obtidas com o enriquecimento superficial de materiais autolubrificantes e como elas afetam as propriedades do material. Para isso, as amostras serão analisadas por microscopia ótica (MO), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e de transmissão (MET). A análise das fases presentes se dará por difração de raios X. Também serão realizadas medidas de densidade, microdureza e interferometria ótica. Por fim, serão realizados ensaios tribológicos para avaliar a durabilidade e o coeficiente de atrito das amostras.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana de Arruda Campos Brasil de Souza

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • caracterização estrutural e funcional de l-asparaginase humana modificada, asrgl1-g10
  • Enzimas asparaginases são um dos componentes essenciais ao tratamento da leucemia linfoide aguda nos últimos 40 anos. Uma asparaginase atua fazendo a depleção da asparagina circulante no plasma, a qual é essencial para a sobrevivência das células leucêmicas. Em contraste às células normais, essas células tumorais apresentam deficiência na habilidade em sintetizar de novo a asparagina e dependem do aminoácido extrínseco a elas para sua proliferação. Atualmente três asparaginases são utilizadas terapeuticamente: L-asparaginase II nativa de Escherichia coli, uma forma PEGuilada dessa enzima e L-asparaginase isolada de Erwinia chrysanthemi. As asparaginases bacterianas estão associadas a diversos efeitos colaterais em virtude a sua alta toxicidade e imunogenicidade. A inclusão de L-asparaginase humana (ASRGL1) no tratamento da leucemia linfoide aguda poderia solucionar grande parte dos problemas enfrentados com as enzimas bacterianas. Entretanto, constitui-se uma solução desafiadora, pois a enzima humana é somente ativa após uma etapa de autoclivagem, que apresenta uma baixa eficiência in vitro, reduzindo sua atividade enzimática. Nosso grupo desenvolveu a primeira variante de ASRGL1 com capacidade intrínseca de hidrolisar L-asparagina in vitro com atividade 50 vezes maior que ASRGL1. Esta invenção está depositada no INPI sob o código BR1020180010336 e também junto ao Tratado de Cooperação de Patentes (PCT, internacional), N° BR2019 050017. O emprego de uma L-asparaginase humana no tratamento de LLA implica em diversas vantagens clínicas, sendo a produção de uma asparaginase humana com capacidade autocatalítica otimizada o primeiro passo no caminho para tornar seu uso no tratamento de leucemias uma realidade. A execução da presente proposta permitirá finalizar a caracterização estrutural e funcional dessa molécula inovadora desenvolvida pelo nosso grupo. Essa caracterização é importante para avaliar a estabilidade e toxicidade em estudos pré-clínicos, fundamentais para o invento se tornar efetivamente um medicamento.
  • Fundação Oswaldo Cruz - PR - Brasil
  • 05/12/2019-31/12/2021