Projetos de Pesquisa

 

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Ana Paula Duarte de Souza

Ciências Biológicas

Imunologia
  • diferenças de susceptibilidade de infeção pelo vsr e sars-cov-2 em crianças: um estudo comparativo da resposta imune de mucosa das vias áreas.
  • O VSR é o principal agente causador de infecções no trato respiratório inferior em crianças menores de 5 anos de idade. A alta taxa de internações devido às infecções originadas por esse vírus em crianças ressalta a importância de entendimento da resposta imune específica ao VSR, para adequado desenvolvimento de intervenções. Em contraste, o vírus SARS-CoV-2, agente causador da COVID-19, apesar de ser capaz de infectar crianças, raramente evolui para doença grave. O conhecimento dos mecanismos de resposta imune nesse período tão crítico da vida, com impacto tão diferente entre VSR e SARS-CoV-2, ainda não são bem definidos. Estudos recentes mostraram que crianças têm uma resposta antiviral nas vias áreas mais efetiva ao SARS-CoV-2 do que se observa em adultos. Entretanto, essa resposta antiviral das crianças não é eficaz para proteção contra o VSR. Entender como ocorre essa diferença de susceptibilidade entre estes dois agentes altamente prevalentes pode auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias de tratamento. Nossa hipótese é de que o microambiente do trato respiratório da criança proporciona uma interação patógeno-hospedeiro que controla a resposta imune antiviral protegendo a população pediátrica contra SARS-CoV-2, mas não VSR. Essa hipótese está baseada em dados do nosso grupo que demonstram que células da nasofaringe de crianças com bronquiolite por VSR, quando tratadas com acetato de sódio, um ácido graxo de cadeia curta, são eficientes em controlar a infecção pelo vírus aumentando a resposta antiviral mediada por interferon do tipo 1. Esse efeito do acetato não ocorre em células da nasofaringe de pacientes adultos infectados com SARS-CoV-2. No presente estudo pretendemos fazer uma análise de sequenciamento de RNA de amostras de pulmão de crianças saudáveis infectadas ex vivo com VSR ou SARS-CoV-2 e investigar os mecanismos em um estudo comparativo da resposta imune nas vias áreas de camundongos no período neonatal e adultos infectados com os dois vírus.
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • micotoxinas e sistema reprodutor: modelo ex vivo para avaliação toxicológica
  • O Brasil detém posição de destaque no cenário mundial na produção de bovinos e suínos. Nesse contexto, os índices reprodutivos são de suma importância, já que influenciam diretamente na lucratividade da atividade. Porém um dos problemas enfrentados são os distúrbios reprodutivos que levam a perdas econômicas consideráveis e que podem estar relacionados, à exposição às micotoxinas, contaminantes naturais de grãos, que estão presentes em 80% dos alimentos destinados a animais. Efeitos tóxicos de fusariotoxinas são descritos no sistema digestório e imune, no entanto dados sobre toxicidade reprodutiva são escassos. As fusariotoxinas de maior ocorrência nos cereais têm limites máximos toleráveis estabelecidos, no entanto, a contaminação com múltiplas micotoxinas é frequente, e raros são os estudos com esse foco, o que contribui para a ausência de regulamentação para a multicontaminação. Nosso grupo de pesquisa tem trabalhado ao longo dos anos para o conhecimento dos efeitos da interação de micotoxinas em diferentes sistemas do organismo. Nesta proposta nosso objetivo é avaliar os efeitos da exposição ao desoxinivalenol, fumonisinas e zeralenona isoladamente e em co-contaminação sobre o sistema reprodutivo de bovinos e suínos. Nossa hipótese é que a co-contaminação induza efeitos sinérgicos ou aditivos tanto nos ovários como úteros dos animais de produção. Diferentes interações têm sido observadas no sistema digestório e imune de animais expostos a multicontaminação micotóxica, portanto é provável que o mesmo ocorra no trato reprodutivo. Modelos experimentais in vivo utilizando bovinos e suínos apresentam limitações devido ao custo envolvido. Nossa proposta é utilizar o modelo de explantes teciduais de ovários e úteros de bovinos e suínos, para avaliar alterações morfológicas, morfométricas e na expressão de proteínas de junção, receptores de estrógenos e progesterona. A resposta inflamatória, ao estresse oxidativo, e a viabilidade celular também serão investigadas.
  • Universidade Estadual de Londrina - PR - Brasil
  • 18/03/2022-31/03/2025
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Ana Paula Gonçalves Mellagi

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • transporte de doses inseminantes refrigeradas: impacto da emissão de vibrações sobre parâmetros de qualidade de células espermáticas de suínos
  • Com os grandes avanços no uso da inseminação artificial, tornou-se necessária a centralização e profissionalização da produção das doses inseminantes em centrais de produção de sêmen. Adquirir doses das centrais garante a utilização de doses inseminantes produzidas através de um rigoroso controle de qualidade, além de um rápido avanço genético, pois a reposição anual de machos nas centrais é superior a 80%. Vale salientar que o uso comercial da inseminação em suínos é realizado com doses de sêmen refrigeradas a 17 °C. No Brasil, é comum que longas distâncias sejam percorridas para realização da entrega das doses, tendo como desafios o tempo e a vibração do transporte. Atualmente, pouco se sabe sobre os efeitos causados pela emissão das vibrações. No entanto, o grau de vibrações emitidas durante o transporte exerce um efeito frequência-dependente na qualidade espermática. Assim, o objetivo deste estudo é avaliar o impacto das vibrações em doses inseminantes produzidas com diluente de curta (BTS) ou longa duração (Androstar Plus), com diferentes quantidades de ar presente dentro das doses submetidas à simulação de transporte, ou em diferentes durações de tempo de exposição às vibrações. Para cada experimento, serão utilizados 20 ejaculados diluídos em split sample em BTS e Androstar Plus. No experimento 1, a quantidade de ar presente na dose será avaliada, com os seguintes tratamentos: 10, 30 e 50% de ar. Já no experimento 2, a duração da exposição às vibrações será avaliada, com os tratamentos de: 0, 3, 6 e 12h. A simulação do transporte ocorrerá através de vibrações emitidas por um shaker com movimento orbital em 70 rpm. As análises de parâmetros de qualidade espermática como motilidade, morfologia, estresse oxidativo, viabilidade de membranas, pH, potencial mitocondrial e termorresistência avaliados serão realizadas ao longo armazenamento. Amostras serão congeladas para estudo proteômico seminal de machos com diferentes resistências ao transporte das doses.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Ana Paula Guedes Frazzon

Outra

Ciências Ambientais
  • microbioma, resistência aos antimicrobianos e isolamentos de enterococos de fezes de animais selvagens e de cativeiro
  • A fauna do Brasil possui uma das maiores diversidade em espécies de animais aquáticos e terrestre. Na Zona Costeira do Rio Grande do Sul há registros de diversas espécies de animais marinhos, como lobos-marinhos-sul-americanos (Arctocephalus australis), lobos-marinhos-subantárticos (Arctocephalus tropicalis), pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) e tartarugas marinhas (Eretmochelys imbricata e Chelonia mydas). Já nas matas do Rio Grande do Sul são encontradas diversas espécies de animais selvagens como o macaco-prego (Sapajus nigritus), as borboletas castanha-vermelha (Heliconius erato phyllis), os sapos da barriga vermelha (Melanophryniscus macrogranulosus) e os graxains-do-campo (Lycalopex gymnocercus). Todos estes animais merecem nossa atenção e cuidado, pois grande parte deles está ameaçada de extinção, e outros são espécies raras. As fragmentações das matas, a poluição, a perda de habitats e a proximidade com os homens podem ser consideradas como os fatores negativos para a conservação dos animais selvagens. A contaminação das águas e solo com efluentes urbanos é uma forma de disseminar antibióticos e/ou bactérias resistentes de forma a contaminar os animais que habitam esses ambientes. Como consequência, estas modificações ambientais interferem no equilíbrio hospedeiro-microrganismo. A identificação dos milhões de microrganismos que estão presentes no hospedeiro é definida como microbioma, e a composição e, consequentemente, o funcionamento do microbioma, pode sofrer influências de diferentes fatores: ambiente, alimentação, uso de antibióticos, doenças, senescência, entre outros. Entre os microrganismos que compõe microbioma intestinal dos animais destaca-se o gênero Enterococcus spp. Este gênero é considerado sentinela em relação ao impacto do ser humano na natureza, podendo, por exemplo, servir para avaliar para avaliar os efeitos antropogênicos no ambiente. Sob essa perspectiva, alguns agentes biológicos isolados a partir de animais poderiam ser utilizados como indicadores de perturbação do ecossistema. Sem dúvida, uma importante chave para a ampla distribuição do gênero Enterococcus spp. na natureza e a sua capacidade de suportar uma variedade de condições ambientais. Algumas espécies de enterococos vêm recebendo atenção, devido ao aumento na frequência de resistências aos antimicrobianos, principalmente em infecções nosocomiais. O resistoma, por outro lado, avalia todos os genes de resistência encontrados em bactérias. A resistência aos antibióticos é reconhecida como um sério risco para a saúde pública que continuamente preocupa e desafia a comunidade científica. Em ambiente hospitalar, os mecanismos de disseminação da resistência são bem conhecidos e documentados, entretanto muito pouco ou até mesmo insuficiente informação sobre a disseminação e aquisição de determinantes de resistência, em outros nichos ecológicos, como as comunidades bacterianas que habitam a fauna selvagem, parte da qual em risco de extinção. Esta situação torna-se demasiadamente preocupante no momento em que, são encontradas bactérias comensais resistência aos antimicrobianos em populações de animais selvagens. A caracterização do microbioma, dos genes de resistência e análise de bactérias sentinelas são fundamentais no avanço da compreensão da relação hospedeiros, microrganismos e ações antropogênicas. Nesse sentido, a presente proposta estrutura-se em quatro subprojetos: I) Estudar a microbiota bacteriana intestinal dos animais selvagens capturados nas matas fragmentadas e de cativeiro; II) Avaliar a presença de genes de resistência de importância clínica humana e veterinária nas fezes de animais selvagens e de cativeiro; III) Estudar a disseminação da resistência aos antimicrobianos nos enterococos isolados das fezes de animais selvagens de vida livre capturados nas matas fragmentadas e de cativeiro; e IV) Determinar a relação clonal entre os enterococos isolados de animais selvagens e cativeiro com cepas patogênicas isoladas de humanos.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2023