Projetos de Pesquisa

 

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Anna Cecília Queiroz de Medeiros

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • cuidar: qualificando o cuidado integral em doenças crônicas não transmissíveis no agreste potiguar
  • As Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) são um grande problema de saúde pública na atualidade, figurando entre as principais preocupações nas agendas públicas e na organização do serviço do Sistema Único de Saúde. Nesse sentido, a V URSAP vive um momento único, no qual tenta estrutura sua rede de cuidado, para melhor enfrentar esta questão. Diante disto, o presente projeto pretende articular atividades de ensino, pesquisa e extensão com os 21 municípios das regiões do Trairi e Potengi potiguar, visando a organização e qualificação do cuidado e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão arterial sistêmica e obesidade). Estruturado em quatro etapas, a primeira fase do projeto prevê a realização de um diagnóstico da organização dos serviços e qualidade do cuidado à população com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), a fim de identificar as necessidades de aperfeiçoamento e lacunas referentes ao processo de trabalho. Na segunda etapa, serão planejados e executados processos formativos nesta temática, com profissionais e gestores, pautados nos protocolos e guias do Ministério da Saúde e contextualizados às necessidades e peculiaridades identificadas na etapa de diagnóstico. Na terceira etapa será realizada a avaliação do impacto e a efetividade das atividades de formação no processo de trabalho das equipes e organização dos serviços de atenção primária dos municípios participantes, em relação ao cuidado às pessoas com DCNT e a fatores de risco evitáveis. Finalmente, a quarta etapa do processo, que permeará as demais etapas, consistirá na condução de atividades de divulgação e popularização do conhecimento sobre os fatores de risco para DCNT, para diversos públicos, em articulação com universidades, conselhos de saúde, governo e sociedade civil.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 22/12/2020-31/12/2023
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Anna Eliza Maciel de Faria Mota Oliveira

Outra

Biomedicina
  • avaliação in vitro e in vivo da associação, em sistemas nanoestruturados, do oleorresina de sucupira e doxorrubicina para o tratamento de tumores
  • O câncer é um problema de saúde pública mundial. No Brasil é previsto que a alta incidência seja acompanhada pelo aumento da taxa de mortalidade destacando a necessidade de estratégias eficazes para o tratamento. Os agentes quimioterápicos atuais têm como mecanismos de ação o bloqueio de vias moleculares envolvidas na promoção e crescimento tumoral. No entanto, o que tem sido observado é que o microambiente tumoral desempenha papel importante não apenas no crescimento e desenvolvimento do tumor, como também influenciando a eficácia terapêutica. Sendo assim, o que propomos é melhorar a resposta terapêutica através do desenvolvimento de novas opções de tratamento por meio da desestabilização do microambiente tumoral, como a inibição de mediadores químicos voltados para progressão do tumor. Estudos prévios mostram que fármacos anti-inflamatórios são capazes de modular o microambiente tumoral ao inibir a inflamação associada ao tumor. Este efeito pode ocorrer através da supressão do estresse oxidativo e síntese de espécies reativas de oxigênio, inibindo danos ao DNA. Também são capazes de regular microambiente aumentando a vigilância imunológica, a resposta de linfócitos T e inibindo citocinas pró-inflamatórias. A combinação de um produto vegetal, como o óleo obtido dos frutos de Pterodon emarginatus, com doxorrubicina em sistemas nanoestruturados visaria, portanto, aumentar a eficácia terapêutica, uma vez que o mesmo é rico em substâncias que podem atuar por mecanismos anti-inflamatórios diferentes modulando o microambiente tumoral e progressão da doença. Além disso, compostos sesquiterpenos presentes na fração volátil do óleo mostram capacidade de aumentar a sensibilidade de células tumorais à fármacos quimioterápicos, o que promoveria quimiossensibização à doxorrubicina. O desenvolvimento de nanocarreadores contendo óleo de P. emarginatus e doxorrubicina poderia ser uma alternativa interessante para aumentar as chances de sucesso terapêutico no câncer.
  • Universidade Federal do Amapá - AP - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
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Anna Paula da Silva

Ciências Sociais Aplicadas

Museologia
  • protocolos de musealização de ações performáticas em museus públicos de arte
  • O projeto visa à produção de protocolos para musealização de obras/ações performáticas em museus de arte públicos brasileiros, a partir do mapeamento das práticas que orientam políticas aquisitivas, do histórico de musealização e de práticas existentes de preservação de ações performáticas nessas instituições. À vista do caráter instável das obras de arte da performance e dos desafios de sua musealização, sobretudo para políticas de aquisição dos museus, a proposta busca oferecer instrumentos às instituições e apresenta a viabilidade de musealização dessa linguagem. Tais protocolos serão constituídos por meio do desenvolvimento de guias práticos depositados em repositório digital. Para tanto, buscamos ofertar orientações para: [1] identificação da obra (documentação); [2] plano de conservação; [3] plano de ativação (contrato e questões jurídicas), quando for o caso; [4] histórico das ativações, quando for o caso. Pesquisas anteriores realizadas pelos membros do Grupo de Pesquisa Musealização da Arte justificam a necessidade de abordar o problema para musealização dessas obras/ações diante das limitações de recursos das instituições. Assim, diante do contexto brasileiro, investigaremos estratégias de criação de protocolos específicos para a musealização e arquivamento de práticas performáticas a partir de pesquisas de experiências brasileiras e estrangeiras. Ainda, em pesquisas prévias do grupo constatam-se a chave de análise da performance a partir da noção de efemeridade; das dificuldades de acordos para ativação das obras nos museus; e dos desafios de adequação dos processos de preservação à linguagem. Para a execução do projeto, serão realizados revisão de literatura sobre práticas de preservação; entrevistas com especialistas; seminários temáticos para debater processos de arquivamento, legislação pertinente (direito autoral e patrimonial) e políticas de aquisição; visitas técnicas a acervos; e criação de protocolos consultivos de preservação.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 25/03/2022-31/03/2025
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Anna Paula Uziel

Ciências Humanas

Psicologia
  • inseminação caseira e gestação de substituição: desafios para os estudos de família e parentesco
  • A reprodução assistida no Brasil tem sido cada vez mais uma alternativa para mulheres que optam por se dedicar à carreira, retardando a maternidade; por casais de gays e de lésbicas que escolhem ter um laço genético e/ou sanguíneo com a criança ou ainda por pessoas com alguma dificuldade com reprodução. Soma-se a isso uma mudança significativa no quadro das crianças disponíveis para adoção, com um número muito reduzido de bebês. Embora não haja legislação sobre reprodução assistida no Brasil, a prática é regida por resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM), sendo a última e vigente a 2.294/2021. As duas práticas sobre as quais nos dedicaremos são a doação temporária de útero (gestação de substituição), possibilidade de geração de filhos através de uma mulher da família, parente até o 4o grau, que possa gestar a criança com genes da pessoa ou do casal interessado em se tornar pai/mãe, ou com genes heterólogos, caso haja algura dificuldade ou impossibilidade. A outra modalidade é a inseminação caseira, que consiste na doação voluntária de semên por um doador, o qual é imediatamente utilizado pela mulher, geralmente durante seu período fértil, visando engravidar. Ainda que não seja ilegal, este tipo de reprodução assistida é realizado fora das regulações oficiais biomédicas e jurídicas e vem sendo considerada como uma possibilidade tanto para mulheres com projeto solo, quanto para casais heterossexuais, nos quais o homem possui problemas de infertilidade, ou ainda para casais de mulheres que desejam experimentar a gestação de filhos/as. Desta forma, este projeto tem como objetivo central a análise dos sentidos de origem e filiação produzidos junto às famílias constituídas a partir do uso dessas tecnologias de reprodução assistida. Trabalhando com cartografia e etnografia como metodologias, pretende-se realizar entrevistas com pessoas que optaram por estas tecnologias, bem como decisões judiciais e práticas de resolução de conflitos que possam surgir.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025