Projetos de Pesquisa

 

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Silvana Maria Quintana

Ciências da Saúde

Medicina
  • efeito dos contraceptivos hormonais a base de progestogênios na microbiota e no microambiente imune do trato genital inferior de mulheres vivendo com hiv
  • O acesso à uma contracepção segura e eficaz é crucial para a saúde pública e individual da mulher. Uma ampla variedade de contraceptivos hormonais (CH), que diferem em suas composições, concentrações de progestogênios, posologia e métodos de administração estão disponíveis globalmente, fornecendo benefícios às mulheres quanto ao controle sobre sua saúde reprodutiva e reduzindo o número de gestações não programadas. No entanto, as opções de contraceptivos acessíveis são bastante limitadas em ambientes com recursos econômicos restritos, sendo estes frequentemente áreas de alta prevalência de HIV-1 e alto risco de gravidez. O contraceptivo predominantemente usado na África subsariana é o contraceptivo hormonal injetável a base de progestogênio, denominado acetato de medroxiprogesterona de depósito (AMPD-Depoprovera). Estudos epidemiológicos e laboratoriais sugerem uma associação significativa entre o uso de AMPD e o aumento no risco de aquisição de HIV-1, além do aumento no risco de transmissão do vírus. Os níveis elevados de progestogênios têm sido associados a alterações no trato genital inferior (TGI) que podem estar relacionadas a esta predisposição, como variações na resposta imune, na microbiota vaginal e na integridade e espessura do epitélio vaginal. No presente trabalho, serão avaliadas as possíveis modificações no TGI em mulheres vivendo com o HIV e sem esta infecção que fazem uso de contraceptivos à base de progestogênio, auxiliando a entender a influência dos contraceptivos hormonais na aquisição da infecção pelo HIV e no desenvolvimento de medidas futuras que preservem a saúde da mulher.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvana Mattedi e Silva

Engenharias

Engenharia Química
  • do lixo ao luxo: uso de líquidos iônicos para processamento de resìduos de biomassa para uso em remediaçâo ambiental e obtençâo de bioativos para produtos de alto valor agregado como cosméticos, fàrmacos...
  • A quantidade de resíduos gerados no processamento de biomassa é muito grande, no entanto estes resíduos contém bioativos de alto valor agregado ou podem ser utilizados em descontaminação de água. Líquidos iônicos (LIs) são uma nova geração de solventes que tem ganho crescente interesse acadêmico e industrial por seu potencial uso como solventes ecológicos e serem possíveis substituintes para solventes orgânicos voláteis tradicionais (VOCs) em uma variedade de aplicações. Os LIs tipicamente são sais orgânicos, que por não serem voláteis, são considerados como solventes verdes. Eles são líquidos em uma faixa ampla de temperatura e apresentam uma ampla gama de aplicações. Exemplos de tais aplicações incluem síntese orgânica, catálise bifásica, processos de separação e extração, dissolução de biomateriais, eletrólitos em células a combustíveis etc... A classe de líquidos iônicos formado pela reação de aminas substituídas com ácidos orgânicos ou inorgânicos, assim como os baseados em colinas e os baseados na reação de aminas com gás carbônico formando carbamatos tem grande interesse no desenvolvimento de processos e produtos em função do baixo custo dos reagentes, simplicidade de síntese, toxicidade mais baixa e maior possibilidade de recuperação dos reagentes. Espera-se que estes LIs possam ter um custo final adequado a sua utilização em processos e produtos sustentáveis. Dentro deste contexto, este projeto se propõe a estudar líquidos iônicos, e desenvolver sua aplicação no processamento de resíduos de biomassa (lixo) tanto para uso em remediação ambiental e também para obtenção de bioativos para a indústria de alto valor agregado como a indústria cosmética e a farmacêutica (luxo). O estudo de líquidos iônicos inclui síntese, caracterização destes compostos quimicamente, determinação de suas propriedades físicas (massa específica, velocidade do som, índice de refração e condutividade), estudo de equilíbrio de fases (equilíbrio líquido-vapor e líquido-líquido). Inclui também a separação de biocompostos para a indústria farmacêutica, alimentícia e cosmética e também o tratamento de fibras para uso em remediação ambiental. Contribuindo assim o avanço tecnológico do país em áreas estratégicas e para o desenvolvimento de arranjos produtivos locais com o aproveitamento de resíduos de biomassa em especial as produzidas no norte e nordeste brasileiro.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvana Nunes de Queiroz

Ciências Sociais Aplicadas

Demografia
  • regiões metropolitanas no interior do nordeste (rmines) e cidades médias: migrações e deslocamentos pendulares
  • Até os anos 1950 fatores climáticos como a seca era apontada pelas autoridades governamentais como a problemática do Nordeste do Brasil, região caracterizada como abastecedora de mão-de-obra para as áreas mais desenvolvidas nacionalmente. Esta retórica “justificou” o atraso socioeconômico e demográfico em relação às demais regiões durante décadas. Contudo, paulatinamente, esta concepção começou a se modificar, no qual os desequilíbrios regionais intensificados pela industrialização e urbanização, concentrados no Sudeste passaram a compor a problemática regional (Moreira, 1987) e explicar as causas e os motivos da expulsão da população nordestina e mineira (SINGER, 1973; BRITO, 1997; 1999). Somente com o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) e políticas de incentivos fiscais, a partir dos anos 1970 alguns estados do Nordeste crescem, mas concentrado em poucas capitais. Um dos objetivos da estratégia desenvolvimentista do II PND era atenuar as desigualdades regionais por meio da desconcentração da indústria do eixo Sul-Sudeste em direção a periferia nacional (Norte e Nordeste), e formar mercados regionais em áreas menos desenvolvidas (AZONI, 1986). Paralelamente a execução do II PND a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), Região Metropolitana do Recife (RMR) e Região Metropolitana de Salvador (RMS) foram instituídas pela lei complementar nº 14 de 1973 . Desde a sua criação se destacam como as metrópoles regionais do Nordeste (Bitoun et al., 2006; Morell; Brandão; Sabino, 2012; Tsukumo et al., 2013) devido ao elevado contingente populacional, urbanização e importância econômica na região. Por sua vez, a Constituição Federal brasileira de 1988, em seu artigo 25, atribuiu aos Estados a competência para a instituição de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, a fim de garantir a integração do planejamento e da execução de funções públicas de interesse comum dos municípios integrantes (BRASIL, 1988). Assim, assistiu-se à proliferação das mesmas pelo país, notadamente no interior do Nordeste, concomitante com a reconfiguração locacional da indústria, políticas estaduais de incentivos fiscais, interiorização do ensino (superior e profissional) e de atividades da administração pública estadual, crescimento do comércio, turismo e prestação de serviços, com impactos positivos sobre a geração de emprego a partir dos anos 2000 (QUEIROZ, 2013). É importante frisar que em 2017 o Brasil possui setenta e três regiões metropolitanas, sendo que o Nordeste lidera com vinte e nove, onde oito estão nas capitais, uma na Grande Teresina que faz parte da Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) com Timon no Maranhão, e vinte e uma no interior do Nordeste. No caso das Regiões Metropolitanas no Interior do Nordeste (RMINEs), conforme o quadro 1, em 2005 foi criada a primeira no Maranhão (RM do Sudoeste Maranhense) e em 2016 a mais recente no Ceará (RM de Sobral). Portanto, em onze anos o interior do Nordeste instituiu vinte e uma RM, liderando esse número no país. A Paraíba, sozinha, possui onze RMs, sendo o estado que mais possui. Por outro lado, o Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Sergipe não instituíram nenhuma. Diante desse cenário é preciso saber quais critérios foram adotados para criar uma RM? Quem ganha e quem perde com a criação de uma RM? As RMINEs estão sendo acompanhada por uma agência de gestão metropolitana? Essas metrópoles e suas cidades têm interesses em comum? Por sua vez, em termos municipais, duzentas e cinquenta e quatro cidades integram as RMINEs (Quadro 1), mas a questão a saber é quantas têm características para integrar uma região metropolitana? Quantas são consideradas cidades médias segundo a metodologia do IBGE? Ou na verdade as mesmas não passam de uma área urbana ou área conurbada? Conforme Fusco e Ojima (2014, p.24) [...] pode-se dizer que mais recentemente há uma maior heterogeneidade de contextos migratórios ocorrendo na Região Nordeste [...]. Isto é verdade, entretanto, não se constatam pesquisas sobre migrações e deslocamentos pendulares para as recém-criadas Regiões Metropolitanas no Interior do Nordeste (RMINEs) e cidades médias dessa região, sendo vasto na literatura brasileira estudos sobre as migrações do e para as Regiões Metropolitanas do Nordeste, notadamente as metrópoles regionais (RMF, RMR e RMS). Portanto, procura-se saber se as Metrópoles no Interior e Cidades Médias do Nordeste ganham ou perdem migrante interestadual (longa distância), intra-regional (média distância) e intraestadual (curta distância), bem como o volume e/ou intensidade do deslocamento pendular, dinâmica mais comum em RMs. Para tanto, os microdados dos Censos Demográficos 2000 e 2010 são a principal fonte de informações.
  • Universidade Regional do Cariri - CE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022