Projetos de Pesquisa

 

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Silvio Segundo Salej Higgins

Ciências Humanas

Sociologia
  • religião e empregabilidade - a força dos laços fracos e fortes em grupos religiosos pentecostais
  • Entre 2002 e 2013 o Brasil pode ser considerado um país afluente com ganhos crescentes na média salarial. Concomitantemente, registrou-se um processo de de mudança no perfil religioso da população. Esta pesquisa vai ao encontro desta dupla tendência para pesquisar de forma específica como os grupos religiosos de maior expressão na guinada protestante, as comunidades de culto pentecostal, transformaram-se num mecanismo específico de acesso ao mercado de trabalho formal ao mesmo tempo que criam oportunidades de emprego por conta própria. Invocamos a teoria sociológica de Mark Granovetter (1973) segundo a qual as estruturas de proximidade, ou redes interação, operam como fatores que fazem a diferença no acesso a um posto de trabalho. Neste caso, lançamos a hipótese de que as comunidades de culto operam como bolsas informais de emprego para seus membros ao mesmo tempo que cultivam uma visão de mundo própria da mobilidade social ascendente, do sucesso e do esforço individual como certitudo salutis. Neste ponto, a doutrina da prosperidade é decisiva. Metodologicamente, propomos uma pesquisa tipo survey em seis grandes capitais do Brasil entre grupos de culto pentecostal,com representatividade demográfica para este segmento específico.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvya Stuchi Maria-Engler

Ciências da Saúde

Farmácia
  • metabolismo mitocondrial ditando a heterogeneidade e a resistência do melanoma
  • O melanoma metastático é o mais agressivo dentre os cânceres de pele e os tratamentos atuais baseados na inibição de BRAF/MEK se tornam ineficazes porque a resposta adaptativa favorece a seleção e a proliferação de células tumorais resistentes ao tratamento. É bem aceito que células de câncer sofrem alterações metabólicas significativas para serem capazes de proliferar mesmo em ambientes escassos de nutrientes, um exemplo é a utilização de glutamina como fonte alternativa de carbono. Estas observações colocam a mitocôndria como uma organela centralizadora do metabolismo, uma vez que ela está envolvida nas alterações metabólicas e sinalização celular. Além da produção de ROS pelas mitocôndrias, fatores que controlem sua própria biogênese podem influenciar a proliferação do tumor. Neste sentido, o cofator transcricional PGC1α, necessário para biogênese mitocondrial, pode restaurar o metabolismo oxidativo no melanoma. A expressão de PGC1α é controlada pelo fator de transcrição MITF e foi demonstrado que a ativação de MAPK retarda metabolismo oxidativo mitocondrial pela repressão da via de MITF/PGC1α. O metabolismo oxidativo pode ser considerado como um mecanismo adaptativo que limita a eficácia de inibidores BRAF. De fato, foi mostrado que o melanoma resistente a vemurafenibe faz uso do metabolismo oxidativo mitocondrial, caracterizado por níveis basais elevados de respiração mitocondrial e a produção de ROS. A análise do perfil de linhagens de melanoma revelou que a expressão de genes refletia um fenótipo invasivo e pouco proliferativo e outro pouco invasivo e muito proliferativo. Esta correlação inversa encontrada não é bem entendida, mas está correlacionada com o fator de transcrição MITF. O mecanismo pelo qual o MITF é menos expresso é desconhecido, mas sua baixa expressão está relacionada com a resistência a inibidores de BRAF/MEK. Dessa forma, entender os mecanismos moleculares envolvidos na diminuição de MITF é fundamental para entender a relação entre resistência a terapia e invasão. O presente projeto tem como objetivo contribuir para o conhecimento do funcionamento do metabolismo energético em subpopulações clonais de melanoma, com ênfase na função da mitocôndria neste processo, explorando os perfis das subpopulações resistentes ou não em relação aos intermediários do ciclo do TCA, expressão de MITF e sua regulação, bem como o estado oxidativo. Pretende-se com isso entender como o metabolismo pode ditar a heterogeinidade e resistência de células de melanoma tratadas com o quimioterápico vemurafenibe, além de avaliar as consequências do estresse oxidativo na mitocôndria.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022