Projetos de Pesquisa

 

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Silvia Nogueira Chaves

Ciências Humanas

Educação
  • tecendo composições entre autobiografia, formação, docência e arte na escola
  • O Projeto Tecendo composições entre autobiografia, formação, docência e arte na escola, consiste em uma proposta de pesquisa-intervenção, que inova nos modos de pensar formação e docência como devir, processos cambiantes que não se deixam aprisionar por um conjunto de regras a serem seguidas, mas que carecem de inventividade para manter o viço, a vitalidade na impermanência do mundo. Tal proposta vem sendo pensada a partir de estudos desenvolvidos em algumas universidades (dentre elas a própria UFPA e a UFSC com quem temos estabelecido parcerias) no campo da formação docente que articulam linguagem, cultura e produção de subjetividade tomando como base narrativas autobiográficas que transversalizam modos de pensar a formação como um processo estético de criação através da arte. A integração/discussão dessas temáticas trazem possibilidades de avanços científicos para a pesquisa no âmbito da formação docente e, por certo, contribuirão para repensar as ideias e ações para a Educação em nosso país. As questões que orientam a investigação que propomos podem ser assim sintetizadas: Que práticas educativas inventivas estão presentes (e talvez marginais) no cotidiano escolar e em seu entorno social? Que contribuições práticas de formação e docência inventivas podem reunir para pensar e enfrentar os desafios sociais, ambientais, culturais e políticos que nos chegam no tempo presente afetando os modos de educar? Como pela arte se pode sacudir a quietude de práticas educativas acomodadas, potencializando a docência como campo de experimentação, reinvenção e não de regulação pedagógica? Atentos a essas indagações objetivamos: Cartografar práticas pedagógicas inventivas presentes no cotidiano da escola básica e seu entorno social instaurando e ampliando permutas entre escola e comunidade, valorizando a cultura local; Experimentar vivências e produções artístico-pedagógicas em processos de formação inicial e continuada de professores da Educação Básica, particularmente dos anos iniciais de escolarização e de Ciências e Biologia, uma vez que parcela significativa dos pesquisadores envolvidos nessa proposta lida com estes segmentos de formação; Investigar como formação e docência atravessadas por vivências artísticas podem contribuir para pensar e viver formação e docência como campo de experimentação e não de regulação pedagógica. Em termos metodológicos, as ações deste projeto desenvolvem-se de forma rizomática, ou seja, conectam-se todas umas as outras em diferentes pontos, acolhem a multiplicidade e a heterogeneidade compondo assim um plano em que o mergulho autobiográfico como invenção de si transita pelas diversas linguagens artísticas, num processo de desestabilização de fronteiras e normatividades estéticas, uma poética do devir que deseja libertar as subjetividades para a criação da vida na arte e da arte na vida como ação cultural. Assim, propomos nossas ações distribuídas num Ateliê Rizomático de Autobiografia Poética cujos platôs são o teatro, a música, a escrita criativa, o áudio-visual e as linguagens digitais. Serão oferecidas 30 vagas para participação no ateliê rizomático. Tais vagas serão distribuídas em 3 escolas, duas nas capitais (Belém e Florianópolis) e 1 em Bragança, no interior do Estado do Pará, desdobrando-se por todas em todos os platôs acima enumerados, de forma que os encontros se distribuam num fluxo que propicie conexões interdimensionais, interpessoais e interinstitucionais. A ideia é que os grupos que desenvolverão os diferentes platôs conheçam-se uns aos outros e tenham momentos de partilha de processos criativos ao longo do calendário deste projeto. Os profissionais que compõem a rede de pesquisa são oriundos e atuam em múltiplas áreas de formação tais como: biologia, matemática, pedagogia, letras, tecnologias da comunicação, filosofia, artes... e se conectam por operarem com perspectivas teóricas de autores ligados à filosofia da diferença para os quais a arte é um produção “ativa, inventiva que arrasta o corpo, o pensamento, a vida, para mundos desconhecidos, mundos capazes de serem gestadores de possíveis (...) produzindo e criando sensações que podem inventar mundos fora da pobreza da experiência e dos padrões de racionalidades instrumentais” (CHAVES e BRITO, 2014: 378). Além disso, tais pesquisadores têm em comum práticas profissionais e de pesquisa de fronteira, nas quais há borramento dos limites disciplinares do saber. São pesquisadores que transitam e lidam de forma integrada com seus múltiplos campos de formação e atuação profissional. Essas características são essenciais para o desenvolvimento da proposta, uma vez que seu caráter multidisciplinar atravessa a formação sem se limitar a pensá-la como promotora de competências cognitiva, técnica, mas como processo ético-estético, que se produz na relação consigo e com ou outros.
  • Universidade Federal do Pará - PA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvia Pereira de Castro Casa Nova

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • empreendedorismo promovendo mudança social, cultura e desenvolvimento econômico
  • Apesar de sua importância, relativamente poucos trabalhos de pesquisa têm se dedicado a examinar a realidade das micro e pequenas empresas (MPE) e propor soluções para seus problemas. Seus problemas são específicos e diferentes dos problemas e desafios das empresas de grande porte (Bortoli Neto, 1980) e a deficiência gerencial administrativa pode ser um fator relevante na continuidade e sucesso desses empreendimentos (Casa Nova, 1996). Adicionalmente, o processo de gestão das MPEs poderia ser “apoiado e facilitado pelas informações geradas pela contabilidade” apesar de que “comumente, as informações fornecidas pelos escritórios [de contabilidade] distanciam-se daquelas demandadas pelos usuários” e que poderiam efetivamente apoiar as decisões relativas ao negócio (Silva, 2015). Esse quadro se acentua se considerarmos o caso de empreendedores não tradicionais (Aylward, 2007) e de mulheres empreendedoras que ocupam um importante papel no crescimento de suas economias, especialmente em casos em que um alto potencial esteja presente, ou seja, de mulheres que liderem negócios que sejam inovadores, atendam um mercado em expansão e seja orientados à exportação (Terjesen e Amorós, 2010). Empreendedores são influenciados pelas condições de negócios do ambiente em que se encontram, sendo o ecossistema de suporte ao empreendedorismo essencial para o incentivo à criação e o apoio à evolução de micro e pequenas empresas. Diferentes países contam com ecossistemas diferenciados (Global Entrepreneurship Monitor). Os empreendedores são influenciados por um ambiente de negócios instável, que é altamente regulado e burocrático nas etapas críticas de gestão de um negócio, desde o estágio inicial até o final. Ahl (2006) descreveu que algumas das instituições formais e condições culturais adicionam barreiras para mulheres quando iniciam ou expandem seus negócios. Portanto, em sociedades que não prevaleçam incentivos para mulheres como modelos de liderança, o desenvolvimento de mulheres de alto potencial é limitado. A proposta de pesquisa é estudar como empreendedores identificam e desenvolvem oportunidades que se tornam negócios nascentes, com base no modelo teórico proposto por Ardichvili et al. (2003) e, para explorarmos na continuidade do projeto, se há e quais são as diferenças entre empreendedores homens e mulheres em negócios tradicionais e não tradicionais. E por fim, como a contabilidade pode apoiar a criação, a implementação e a gestão de empreendimentos. Buscaremos entender como os fatores propostos nesse modelo teórico se aplicam à realidade por meio do estudo de casos exemplares. Aylward (2007) define o termo tradicional levando em consideração setores em que as mulheres têm presença preponderante no início dos negócios, como por exemplo, serviços, varejo e relacionados ao cuidado (caring). Por outro lado, mulheres empreendedoras não têm sido encontradas por exemplo em setores como o de alta tecnologia. Esse seria, portanto, exemplo de um negócio não tradicional para mulheres (p. 3-4). Aplicamos a lógica reversa para empreendedores homens, ou seja, setores com prevalência feminina são considerados não tradicionais para eles. Desse modo, a definição de negócio não tradicional nessa pesquisa, leva em consideração um recorte de gênero. Acrescentaremos à definição de negócios não tradicionais os negócios sociais e culturais que, por fazerem parte de uma realidade recente, ainda não apresentam evidências que permitam afirmar se são tradicionalmente masculinos ou femininos. Assim, foram incluídos na pesquisa como não-tradicionais independentemente de gênero. Por fim, tendo em vista que o ecossistema de apoio ao empreendedorismo pode ter um peso essencial no sucesso do negócio, propôs-se um estudo comparativo entre Brasil, Portugal e Estados Unidos, países que estão em estágios bastantes distintos em relação a esse ecossistema.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021