Projetos de Pesquisa

 

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Anissa Daliry

Ciências da Saúde

Medicina
  • validação de um novo dispositivo diagnóstico portátil (micro espectrômetro) para utilização na determinação do grau de esteatose hepática em tempo real em fígados disponibilizados para transplante.
  • A decisão sobre a disponibilização ou não de um fígado para transplante, muitas vezes recai sobre o cirurgião e sua equipe, que, de forma rápida, realiza uma análise macroscópica do órgão e acessa os dados dos prontuários do indivíduo que veio à óbito para inferir sobre possíveis complicações no transplante associados ao estado de saúde do doador. Em muitos casos não há infraestrutura disponível ou tempo suficiente para coleta e análise de uma biópsia hepática por profissionais experientes. Uma das principais questões em relação à decisão sobre o uso ou não de um órgão está na quantificação da esteatose, considerada um fator de risco para a escolha do enxerto e na cirurgia de transplante. A esteatose leve (<30%) causa pouco ou nenhuma lesão no enxerto/rejeição, enquanto que a esteatose moderada (30–60%) ou alta (>60%) está associada à grande risco de disfunção primária do enxerto. Nesse cenário, nosso estudo propõe validar e desenvolver um dispositivo capaz de assessorar os cirurgiões e sua equipe no diagnóstico pré-operatório da esteatose no fígado de doadores, utilizando a tecnologia de espectroscopia de infravermelho, em um aparelho miniaturizado, que fará a leitura e quantificação de esteatose de forma não invasiva e em tempo real. Apesar de aparelhos miniaturizados apresentarem um uso fácil e intuitivo, a acurácia do método deve ser determinada por estudos clínicos amplos e confiáveis. Esse fator justifica a realização do estudo, visto que se objetiva avaliar a acurácia do micro espectrômetro em determinar o grau de esteatose hepática para propor a sua utilização em clínicas e hospitais não só no Brasil, como no mundo. Para isso, no presente estudo clínico randomizado para validação de dispositivo médico teremos como primeiro objetivo realizar o escaneamento de 140 amostras de fígado humano de indivíduos que vieram ao óbito, em triplicata, e para calibração do aparelho, as leituras serão relacionadas ao grau de esteatose determinadas pelo padrão ouro na determinação de esteatose, que é a biópsia hepática. A biópsia hepática é um procedimento padrão no fluxograma de transplante dos hospitais em que este estudo será conduzido, de forma que, nós não faremos uma nova coleta para o estudo, e sim, nos beneficiaremos da coleta já realizada pela equipe especializada dos hospitais que captam ou realizam o transplante. Em posse da biópsia, conduziremos análises histológicas e ao relacionar com as leituras do micro espectrômetros, será possível construir o modelo de detecção molecular de predição de grau de esteatose hepática. Para a realização do segundo objetivo, etapa de validação, será feita a calibração do aparelho a partir das adaptações propostas e será feito o escaneamento de 60 amostras de fígado humano para testagem do modelo. Além disso, serão feitos ensaios de correlação para avaliação da correspondência dos dados fornecidos pelo micro espectrômetro e pela histologia, determinando a acuraria, sensibilidade e reprodutibilidade do método diagnóstico. A validação do método proposto no presente projeto pode dar origem a um dispositivo médico de baixo custo, não invasivo, e de grande e importante aplicabilidade médica, assessorando a decisão da equipe de cirurgiões na disponibilização de órgãos para transplante e no tamanho da cirurgia de ressecção hepática, assim como beneficiar inúmeros estudos pré-clínicos/experimentais relacionados ao entendimento do impacto da esteatose no transplante hepático, e validação de novas abordagens terapêuticas para obesidade, e doenças hepáticas.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 14/12/2020-30/06/2023
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Anita Guazzelli Bernardes

Ciências Humanas

Psicologia
  • corpos invisíveis e colonialidades: análise de políticas sociais e os processos de inclusão e exclusão sociais
  • Esta pesquisa foi formulada a partir da perspectiva de aprofundamento da produção desenvolvida no campo das políticas sociais, sobretudo as de saúde e assistência social, e tem como temática de estudo a articulação entre corpos invisíveis, formas de inclusão/exclusão sociais e colonialidade. A questão de pesquisa –“como corpos tornam-se invisíveis nas políticas sociais”– implica uma reflexão em que os corpos são focos de diferentes formas de governo da vida que constituem os processos de colonialidade em nossa atualidade. A colonialidade, assim, forjaria também os marcadores identitários tanto quanto os marcadores de invisibilidade de corpos. Esses marcadores operam uma política de inclusão/exclusão de corpos. A questão de “como corpos tornam-se invisíveis” refere-se não apenas a vidas deixadas para morrer, mas especialmente a vidas matáveis, portanto, não passíveis de luto e lutas. A investigação torna-se relevante, pois permite compreender como são engendradas certas estratégias de governo que investem em políticas não só de exclusão social, mas em políticas de morte, de vidas matáveis. Essas vidas são matáveis justamente pelas distintas tecnologias que focalizam corpos e ao mesmo tempo os invisibilizam. O objetivo geral do projeto é “problematizar as articulações entre corpos invisíveis e colonialidade, a partir da análise de políticas sociais, no que se refere aos processos de inclusão e exclusão sociais”. Por fim, os objetivos específicos: aprofundar os estudos das formas de colonialidade no Sul Global para refletir sobre os arranjos produzidos na contemporaneidade pelas políticas sociais; mapear condições de inclusão e exclusão social a partir de diferentes estratégias de investimento nos corpos; rastrear corpos invisíveis no âmbito das políticas sociais; correlacionar corpos invisíveis com estratégias políticas de produção de vida e de morte; articular políticas de vida e de morte com as formas de colonialidade.
  • Universidade Católica Dom Bosco - MS - Brasil
  • 09/02/2022-28/02/2025
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Anna Cecília Queiroz de Medeiros

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • cuidar: qualificando o cuidado integral em doenças crônicas não transmissíveis no agreste potiguar
  • As Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) são um grande problema de saúde pública na atualidade, figurando entre as principais preocupações nas agendas públicas e na organização do serviço do Sistema Único de Saúde. Nesse sentido, a V URSAP vive um momento único, no qual tenta estrutura sua rede de cuidado, para melhor enfrentar esta questão. Diante disto, o presente projeto pretende articular atividades de ensino, pesquisa e extensão com os 21 municípios das regiões do Trairi e Potengi potiguar, visando a organização e qualificação do cuidado e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão arterial sistêmica e obesidade). Estruturado em quatro etapas, a primeira fase do projeto prevê a realização de um diagnóstico da organização dos serviços e qualidade do cuidado à população com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), a fim de identificar as necessidades de aperfeiçoamento e lacunas referentes ao processo de trabalho. Na segunda etapa, serão planejados e executados processos formativos nesta temática, com profissionais e gestores, pautados nos protocolos e guias do Ministério da Saúde e contextualizados às necessidades e peculiaridades identificadas na etapa de diagnóstico. Na terceira etapa será realizada a avaliação do impacto e a efetividade das atividades de formação no processo de trabalho das equipes e organização dos serviços de atenção primária dos municípios participantes, em relação ao cuidado às pessoas com DCNT e a fatores de risco evitáveis. Finalmente, a quarta etapa do processo, que permeará as demais etapas, consistirá na condução de atividades de divulgação e popularização do conhecimento sobre os fatores de risco para DCNT, para diversos públicos, em articulação com universidades, conselhos de saúde, governo e sociedade civil.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 22/12/2020-31/12/2023
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Anna Eliza Maciel de Faria Mota Oliveira

Outra

Biomedicina
  • avaliação in vitro e in vivo da associação, em sistemas nanoestruturados, do oleorresina de sucupira e doxorrubicina para o tratamento de tumores
  • O câncer é um problema de saúde pública mundial. No Brasil é previsto que a alta incidência seja acompanhada pelo aumento da taxa de mortalidade destacando a necessidade de estratégias eficazes para o tratamento. Os agentes quimioterápicos atuais têm como mecanismos de ação o bloqueio de vias moleculares envolvidas na promoção e crescimento tumoral. No entanto, o que tem sido observado é que o microambiente tumoral desempenha papel importante não apenas no crescimento e desenvolvimento do tumor, como também influenciando a eficácia terapêutica. Sendo assim, o que propomos é melhorar a resposta terapêutica através do desenvolvimento de novas opções de tratamento por meio da desestabilização do microambiente tumoral, como a inibição de mediadores químicos voltados para progressão do tumor. Estudos prévios mostram que fármacos anti-inflamatórios são capazes de modular o microambiente tumoral ao inibir a inflamação associada ao tumor. Este efeito pode ocorrer através da supressão do estresse oxidativo e síntese de espécies reativas de oxigênio, inibindo danos ao DNA. Também são capazes de regular microambiente aumentando a vigilância imunológica, a resposta de linfócitos T e inibindo citocinas pró-inflamatórias. A combinação de um produto vegetal, como o óleo obtido dos frutos de Pterodon emarginatus, com doxorrubicina em sistemas nanoestruturados visaria, portanto, aumentar a eficácia terapêutica, uma vez que o mesmo é rico em substâncias que podem atuar por mecanismos anti-inflamatórios diferentes modulando o microambiente tumoral e progressão da doença. Além disso, compostos sesquiterpenos presentes na fração volátil do óleo mostram capacidade de aumentar a sensibilidade de células tumorais à fármacos quimioterápicos, o que promoveria quimiossensibização à doxorrubicina. O desenvolvimento de nanocarreadores contendo óleo de P. emarginatus e doxorrubicina poderia ser uma alternativa interessante para aumentar as chances de sucesso terapêutico no câncer.
  • Universidade Federal do Amapá - AP - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
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Anna Paula da Silva

Ciências Sociais Aplicadas

Museologia
  • protocolos de musealização de ações performáticas em museus públicos de arte
  • O projeto visa à produção de protocolos para musealização de obras/ações performáticas em museus de arte públicos brasileiros, a partir do mapeamento das práticas que orientam políticas aquisitivas, do histórico de musealização e de práticas existentes de preservação de ações performáticas nessas instituições. À vista do caráter instável das obras de arte da performance e dos desafios de sua musealização, sobretudo para políticas de aquisição dos museus, a proposta busca oferecer instrumentos às instituições e apresenta a viabilidade de musealização dessa linguagem. Tais protocolos serão constituídos por meio do desenvolvimento de guias práticos depositados em repositório digital. Para tanto, buscamos ofertar orientações para: [1] identificação da obra (documentação); [2] plano de conservação; [3] plano de ativação (contrato e questões jurídicas), quando for o caso; [4] histórico das ativações, quando for o caso. Pesquisas anteriores realizadas pelos membros do Grupo de Pesquisa Musealização da Arte justificam a necessidade de abordar o problema para musealização dessas obras/ações diante das limitações de recursos das instituições. Assim, diante do contexto brasileiro, investigaremos estratégias de criação de protocolos específicos para a musealização e arquivamento de práticas performáticas a partir de pesquisas de experiências brasileiras e estrangeiras. Ainda, em pesquisas prévias do grupo constatam-se a chave de análise da performance a partir da noção de efemeridade; das dificuldades de acordos para ativação das obras nos museus; e dos desafios de adequação dos processos de preservação à linguagem. Para a execução do projeto, serão realizados revisão de literatura sobre práticas de preservação; entrevistas com especialistas; seminários temáticos para debater processos de arquivamento, legislação pertinente (direito autoral e patrimonial) e políticas de aquisição; visitas técnicas a acervos; e criação de protocolos consultivos de preservação.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 25/03/2022-31/03/2025
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Anna Paula Uziel

Ciências Humanas

Psicologia
  • inseminação caseira e gestação de substituição: desafios para os estudos de família e parentesco
  • A reprodução assistida no Brasil tem sido cada vez mais uma alternativa para mulheres que optam por se dedicar à carreira, retardando a maternidade; por casais de gays e de lésbicas que escolhem ter um laço genético e/ou sanguíneo com a criança ou ainda por pessoas com alguma dificuldade com reprodução. Soma-se a isso uma mudança significativa no quadro das crianças disponíveis para adoção, com um número muito reduzido de bebês. Embora não haja legislação sobre reprodução assistida no Brasil, a prática é regida por resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM), sendo a última e vigente a 2.294/2021. As duas práticas sobre as quais nos dedicaremos são a doação temporária de útero (gestação de substituição), possibilidade de geração de filhos através de uma mulher da família, parente até o 4o grau, que possa gestar a criança com genes da pessoa ou do casal interessado em se tornar pai/mãe, ou com genes heterólogos, caso haja algura dificuldade ou impossibilidade. A outra modalidade é a inseminação caseira, que consiste na doação voluntária de semên por um doador, o qual é imediatamente utilizado pela mulher, geralmente durante seu período fértil, visando engravidar. Ainda que não seja ilegal, este tipo de reprodução assistida é realizado fora das regulações oficiais biomédicas e jurídicas e vem sendo considerada como uma possibilidade tanto para mulheres com projeto solo, quanto para casais heterossexuais, nos quais o homem possui problemas de infertilidade, ou ainda para casais de mulheres que desejam experimentar a gestação de filhos/as. Desta forma, este projeto tem como objetivo central a análise dos sentidos de origem e filiação produzidos junto às famílias constituídas a partir do uso dessas tecnologias de reprodução assistida. Trabalhando com cartografia e etnografia como metodologias, pretende-se realizar entrevistas com pessoas que optaram por estas tecnologias, bem como decisões judiciais e práticas de resolução de conflitos que possam surgir.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Anne Marie Pessis

Ciências Humanas

Arqueologia
  • instituto nacional de arqueologia, paleontologia e ambiente do semi-árido do nordeste do brasil
  • O Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semiárido (Inapas - INCT) é uma rede de pesquisa formada por quatro instituições (FUMDHAM, UFPE, FIOCRUZ e URCA) que desenvolve pesquisas nas áreas disciplinares de arqueologia, paleoambiente, paleoparasitologia e paleontologia no semiárido do Nordeste do Brasil. Essa rede tem como objetivo caracterizar e definir cronologicamente a ocupação pré-histórica da região Nordeste do Brasil e seu contexto paleoambiental, visando à integração e inovação das metodologias da pesquisa arqueológica paleoambientais no país. Devido ao seu amplo espectro interdisciplinar de pesquisas, as instituições que participam da rede atuam em diversas etapas da cadeia de inovação. As pesquisas fundamentais do Inapas em arqueologia, paleontologia e ambiente aportam contribuições na geração de conhecimentos para aplicação tecnológica, na conservação do patrimônio cultural e ambiental e ainda, na gestão de recursos naturais e culturais, em transformação com as mudanças climáticas em ambientes semiáridos, cujos temas demandam a criação e utilização de novos métodos e tecnologias. As principais linhas de pesquisa do Inapas, desenvolvidas no semiárido nordestino, são: Povoamento pré-histórico; Paleoparasitologia, ecologia e emergência de infecções parasitárias; Análise gráfica tridimensional dos registros rupestres; Paleoambiente do Quaternário; Paleontologia do Quaternário e das bacias sedimentares e Metrologia arqueológica e patrimonial. A pesquisa desenvolvida pelo Inapas trata de temas relevantes para a ciência brasileira e mundial, entre eles: a origem do homem americano, mudanças paleoclimáticas e seus reflexos sobre a vida e a saúde, fluxos migratórios das primeiras populações humanas da região, paleontologia e metrologia arqueológica patrimonial. A rede consolida pesquisas em curso de instituições parceiras há mais de duas décadas. A sede do Inapas permanecerá na Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), entidade científica há mais de três décadas responsável pelas pesquisas arqueológicas e pela gestão do Parque Nacional Serra da Capivara, Patrimônio Mundial Cultural da Unesco. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio dos Departamentos de Arqueologia, Energia Nuclear, Ciências Geográficas e Engenharia de Minas forma um núcleo consolidado de pesquisas interdisciplinares e ensino atuando na região Nordeste. A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ-RJ), com a participação da Escola Nacional de Saúde Pública pesquisa há trinta anos os parasitos encontrados em material arqueológico, contribuindo para a formação da Paleoparasitologia e das condições de saúde na pré-história e seus reflexos no presente e futuro. A Universidade Regional do Cariri (URCA), por meio do Laboratório de Paleontologia, integra pesquisas em taxonomia e mapeamento paleontológico das bacias sedimentares do semiárido brasileiro. Essas quatro instituições, com laboratórios e grupos de pesquisa envolvidos, partilham um mesmo objetivo, integrando aportes inovadores que permitem a integração regional dos dados e conta ainda com a parceria de grupos de pesquisas de outras renomadas instituições. Além da pesquisa formal, as relações interinstitucionais contribuem para a formação de recursos humanos e de divulgação e difusão científica.
  • Fundação Museu do Homem Americano - PI - Brasil
  • 25/11/2016-30/11/2024
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Anne Rapp Py-Daniel

Ciências Humanas

Arqueologia
  • memórias de vidas que brotam da terra: permanências e resistências nos quilombos do paranã do maicá sob o olhar da arqueologia e da história
  • Os quilombos do município de Santarém, estado do Pará, são territórios guardiões de memórias da construção e resistência das populações afro-amazônicas, mas sofrem por terem suas origens intencionalmente invisibilizadas na história oficial local. Mesmo a região Amazônica tendo sido objeto de estudo de uma centena de pesquisas arqueológicas, pouquíssimos trabalhos se dedicaram a estudar a formação, história e resistência das comunidades quilombolas. Central à problemática desta pesquisa é entender, a partir de distintas perspectivas, o processo de surgimento dos quilombos coadunado com a história de transformação das paisagens regionais, elas mesmas manejadas por diferentes ocupantes ao longo de mais de 8 mil anos. A área escolhida para o desenvolvimento do nosso estudo se encontra às margens do Paranã do Maicá (comunidades de Murumurutuba, Bom Jardim, Murumuru, Tiningu e Patos do Ituqui). A localização dessas comunidades facilita a acessibilidade e conectividade com diversas regiões e povos, pois, possui forte predominância de áreas alagáveis, com seus diversos meios pesqueiros, mas ao mesmo tempo já se encontra em um território de transição para o Planalto Santareno, que remete a práticas agrícolas e de manejo florestal, todo esse contexto aludindo a relações humanos-ambientes muito diversificadas. Os trabalhos a serem desenvolvidos seguirão procedimentos metodológicos iniciados em Murumurutuba, através de outros projetos que integravam Arqueologia, Ecologia Histórica e História Oral, mas se abrindo de maneira mais marcada para a História como um todo e os estudos voltados para reconstrução da paisagem. Este conjunto de abordagens visa contribuir com o entendimento da história da região, suas comunidades e suas escolhas socioculturais.
  • Universidade Federal do Oeste do Pará - PA - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Annelise Kopp Alves

Engenharias

Engenharia de Materiais e Metalúrgica
  • filmes finos nanoestruturados para aumento da eficiência de painéis solares fotovoltaicos através de foto-conversão ascendente (up-conversion)
  • Os painéis solares mais comuns são baseados na tecnologia de silício. Há, porém, duas dificuldades principais que ainda limitam sua popularidade: custo e baixa eficiência. Considerando o valor médio de conversão de luz solar para energia de um painel solar de silício, 15%, há um nicho de tecnologia a ser desenvolvido para tornar os painéis solares existentes mais eficientes e, assim, mais acessíveis. Os painéis solares são construídos com materiais capazes de capturar a luz UV e a luz visível do sol (cerca de 50% da luz que atinge a superfície da Terra), através de um processo de excitação eletrônica. A energia produzida pelo painel solar pode ser perdida devido à recombinação de elétrons, maus contatos, reflexo da luz incidente, calor, entre outros fatores que afetam a eficiência de uma célula solar. O comprimento de onda infravermelho (IV) que representa cerca de 50% da luz solar na superfície da Terra, não é usado para produzir energia nesses sistemas. De fato, essa radiação térmica prejudica severamente a função dos painéis solares. É possível coletar os comprimentos de onda IV em um painel solar comercial existente para melhorar sua eficiência e, para demonstrar esta possibilidade, este projeto de pesquisa é proposto. A ideia do projeto é aumentar a eficiência de painéis solares comerciais usando um revestimento transparente, não reflexivo, feito de um material que é capaz de absorver parte da luz infravermelha e transformá-la em luz UV ou visível (conversão ascendente ou up-conversion) que os materiais existentes de um painel solar podem então transformar em energia. Propõe-se, então, a aplicação de filmes finos de forsterita, um óxido transparente e não reflexivo, dopado com terras raras e nióbio e/ou nanotubos de carbono ou grafeno em painéis solares comerciais para melhorar sua eficiência; abordando questões como reflexão e absorção IV, usando um espectro mais amplo da luz do sol, bem como reabastecendo as camadas internas do painel solar com radiação útil.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Anselmo Frizera Neto

Engenharias

Engenharia Biomédica
  • estratégias de reabilitação baseadas em robótica em nuvem, realidade virtual e têxteis inteligentes
  • O aprimoramento de terapias de reabilitação de marcha passa pela integração de tecnologias que permitam a exploração segura das capacidades residuais de locomoção dos pacientes e o monitoramento de parâmetros biomecânicos que indiquem a resposta do paciente à terapia. Este Projeto tem como objetivo desenvolver estratégias de reabilitação que combinem etapas de treinamento em esteira e em solo com o uso de dispositivos robóticos de reabilitação, realidade virtual, têxteis inteligentes e computação em nuvem. Dispositivos robóticos de reabilitação vem sendo usados para oferecer suporte físico ao paciente, ao mesmo tempo que possibilitam a navegação segura e a interação em nível cognitivo, promovendo a recuperação motora. A integração com a realidade virtual possibilita manipular também as condições de treinamento para emular situações cotidianas, mitigando a fadiga nas sessões de reabilitação e aumentando a motivação. Outro ponto fundamental no processo de reabilitação é o acompanhamento do estado do paciente ao longo das sessões. Os próprios sensores utilizados para a interação humano-robô podem ser usados para tal fim. Não obstante, a utilização de sensores vestíveis e têxteis inteligentes para monitorar parâmetros fisiológicos e biomecânicos do paciente podem oferecer informações complementares importantes no processo de recuperação. Todas essas tecnologias têm seu potencial aumentado mediante a utilização de algoritmos de aprendizado em máquina hospedados em nuvem para gerar relatórios ao terapeuta com o histórico de evolução do paciente. Dada a grande quantidade de dados coletados, a nuvem também permite o processamento a fim de se identificar parâmetros ótimos de controle no sistema, personalizando a terapia de acordo com as necessidades de cada usuário. Dessa forma, este Projeto de Pesquisa irá promover novas estratégias para terapias avançadas de reabilitação de marcha, visando impacto direto na qualidade de vida de pacientes com mobilidade reduzida.
  • Universidade Federal do Espírito Santo - ES - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025