Projetos de Pesquisa

 

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Susy Rodrigues Simonetti

Ciências Sociais Aplicadas

Turismo
  • economia criativa como alternativa de desenvolvimento local: a produção do artesanato e o turismo comunitário nas regiões do alto e baixo rio negro (am)
  • De acordo com o Ministério da Cultura, o turismo se configura como um componente da economia criativa, um setor criativo. Sua importância é inegável na medida em que o desenvolvimento regional está sob orientação estratégica do Governo Federal para a Amazônia, ao apontar a atividade como um dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) e que precisa ser desenvolvida visando à sustentabilidade em todas as suas dimensões. Diretamente relacionado a esse setor criativo, sendo considerado um setor criativo nuclear, está o artesanato, foco deste trabalho. O estudo se revela de fundamental importância por entrelaçar a valorização da cultura baseada em saberes tradicionais, nas práticas e na dinâmica econômica local, protagonizada pelas comunidades, cuja lógica difere da perspectiva produtivista do capital, com destaque para o artesanato. Dessa forma, o objetivo deste estudo é conhecer iniciativas e oportunidades em Economia Criativa por meio da produção do artesanato e do turismo na Comunidade do Lago do Acajatuba, a qual se autoidentifica como ribeirinha, região do Baixo Rio Negro, e na Comunidade Indígena do Areal, Alto Rio Negro (AM). Em suas especificidades, pretende-se mapear as iniciativas de Economia da Cultura nas duas áreas; caracterizar a dinâmica das práticas dos atores sociais envolvidos na cadeia produtiva do artesanato; e discutir de que forma o empreendedorismo cultural e criativo se articulam nas comunidades para possibilitar o desenvolvimento do turismo local. Em consonância com tal entendimento, o método dialético e a abordagem quanti-qualitativa conduzirão a pesquisa, cujos procedimentos metodológicos serão baseados na triangulação metodológica e: 1) no aporte de categorias como economia criativa e turismo cultural, no cenário dos debates e estudos vigentes; 2) e na adoção de técnicas e instrumentais, em uma modalidade de pesquisa interação que se constitui em uma abordagem inovadora das premissas e práticas da pesquisa-ação. A abordagem analítica das informações coligidas serão processadas à luz do Método de Análise de Conteúdo de Bardin (1977) composto por um conjunto de técnicas de análise, sequenciadas em três momentos: (a) pré-análise, (b) exploração do material e (c) tratamento dos resultados e a interpretação. Após a obtenção dos dados, serão feitos recortes de enunciados, para efetuar a categorização e estabelecer subcategorias dos dados, os quais serão ordenados a partir de aspectos cognitivos, práticos, críticos e afetivos. No que se refere às fontes de informação, serão utilizados dados de origem primária, com coleta de dados junto aos informantes in loco, e dados de origem secundária, cujas informações produzidas e organizadas sobre o contexto estudado e sobre o público alvo, estão disponíveis em relatórios, atas, mapas, entre outros. Quanto aos instrumentais de coletas de dados, destacam-se: entrevistas semiestruturadas, conversas informais e formulário (com questões abertas e fechadas) do levantamento socioeconômico (com 15 artesãos associados em cada comunidade, informantes chave, lideranças e para o mapeamento das iniciativas de Economia Criativa); caderno de campo, registros fonográficos e fotográficos (da produção de artesanato da comunidade); observação sistemática e assistemática (acompanhamento de atividades produtivas, político-organizativas e culturais - festas, celebrações). Os resultados e produtos gerados no estudo servirão para subsidiar as práticas organizativas e produtivas das comunidades participantes do estudo. Além de fornecer informações qualificadas para a atuação de profissionais de diferentes áreas, seja junto às comunidades locais ou em outros contextos similares com as devidas adaptações.
  • Universidade do Estado do Amazonas - AM - Brasil
  • 18/02/2019-31/10/2022
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Suzana Braga Rodrigues

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • ambidestria e internacionalização de empresas no setor de software: um estudo comparativo entre o brasil e a holanda
  • Esta proposta faz parte de uma linha de pesquisa sobre internacionalização de pequenas e médias empresas (PMEs) coordenada pela autora deste projeto. Tem por objetivo o estudo do processo e grau de internacionalização de PMEs do setor de software e sua relação com fatores internos - formação de capacidades relacionadas com inovação tecnológica e sua comercialização, e fatores externos - relacionados à indústria e ao ambiente institucional. No que se refere ao modelo de negócios pretende-se investigar se a estratégia das empresas contempla a inovação e a exportação com a mesma prioridade. Denominamos esta qualidade de ambidestria – capacidade de balancear inovação e comercialização de produtos/serviços e processos (Jansen, Bosch e Volberda, 2006; Tushman e O’Reilly, 1996). Pretende-se também analisar como a indústria de software se caracteriza em dois países, Brasil e Holanda no que se refere ao ambiente institucional, em particular, quanto ao apoio institucional que o setor de software recebe nestes dois países. Mais especificamente, os mecanismos de apoio e os obstáculos ao desenvolvimento de setores de alta tecnologia. Devido às características desta investigação, o projeto utilizará o estudo de múltiplos casos como meio de obtenção de informações a respeito dos aspectos mencionados acima. A metodologia compreende o estudo de empresas no setor de software no Brasil e Holanda, sendo 20 entrevistas em cada país, totalizando 40 empresas. Os dados serão coletados por meio de entrevistas semiestruturadas. O roteiro de entrevista aborda questões que visam investigar principalmente os seguintes fatores: capacidade de inovação da empresa e de colocação de produtos no mercado doméstico e internacional, além da capacidade de estabelecer e integrar redes de cooperação. A análise macro-institucional deverá ser feita utilizando-se dados secundários como: informações sobre o desempenho do setor, sobre a estrutura regulatória, mercado e mecanismos de apoio ao desenvolvimento das empresas de software no país. Justificativa teórica Várias pequenas e médias empresas estão sendo denominadas de micro multinacionais (Dimitratos, Johnson, Slow e Young, 2003) devido a sua capacidade e à rapidez de expansão global; padrões estes que não são comuns para o tamanho dessas empresas (Dimitratos, Amorós, Etchebarne e Felzensztein, 2014). Tal comportamento é notadamente presente nos setores de alta tecnologia e tem sido atribuído às características internas destas empresas e ao ambiente institucional em sua capacidade de oferecer suporte a estas empresas (Gaur, Kumar e Singh, 2014). Estas explicações sobre o desempenho internacional da empresa têm como base a posse e a busca de recursos estratégicos (Resource-based View) (Barney 1991) e a capacidade absortiva e de aprendizagem (Coehn e Levinthal, 1990) como determinantes da internacionalização de PMEs. Em geral, os estudos sobre este assunto investigam a internacionalização sob a ótica das deficiências impostas pela estrutura da empresa, ou seja, as razões subjacentes à internacionalização são consistentes com os obstáculos relacionados ao tamanho da empresa (liability of smallness) (Abatecola, Cafferata e Poggesi, 2006; Partanen, Chetty, & Rajala, 2011) e a falta de informações e experiência com mercados estrangeiros (liability of foreigness) (Zaheer e Mosakowski, 1997).Embora a perspectiva acima tenha adquirido proeminência nos estudos anteriores, (Jones, Coviello e Tang, 2011), considera-se o seu poder explicativo limitado, uma vez que desconsidera a importância do contexto institucional na qual estas empresas se inserem (Kumar, Mudandi e Gray, 2013). Em geral poucos estudos sobre PMEs consideram a relevância do contexto institucional – incentivos e limitações relacionadas às instituições existentes no país de origem dos investidores. Sabe-se, no entanto, que as características do ambiente institucional têm um papel fundamental no desenvolvimento e estagnação de setores industriais (Vadudeva, Zaheer e Heranndez, 2013). Indústrias de alta tecnologia são mais fortes onde as instituições se juntam às forças de mercado, oferecendo incentivos financeiros, treinamento de mão de obra, profissionalização e mecanismos facilitadores da formação de redes profissionais (Casper & Whitely 2004). Por exemplo, em sua pesquisa sobre a influência das instituições nacionais no desenvolvimento de determinadas indústrias, Casper e Whitley (2004) concluíram que inovações radicais encontram um terreno fértil em países onde existem instituições cuja missão é desenvolver habilidades e competências essenciais ao fortalecimento de setores de alta tecnologia. Outras pesquisas sugerem que empresas de alta tecnologia tendem a florescer nos países onde há proteção à propriedade intelectual e incentivo ao registro de patentes (Awate, Larsen e Mudambi, 2014; Khanna and Palepu (1999). A literatura em estratégia e em gestão internacional aponta que os países que se caracterizam por um alto desenvolvimento institucional, contam com instituições especializadas em facilitar a profissionalização técnica, com um sistema financeiro que oferece facilidades de crédito e financiamento às empresas de alta tecnologia, além de instituições que facilitam o acesso a mercados internacionais (Humphery-Jones e Suchard, 2013; Kiss e Danis, 2008).
  • Universidade FUMEC - MG - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
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Suzana Guimaraes Leitao

Ciências da Saúde

Farmácia
  • plantas da biodiversidade amazônica com potencial para o desenvolvimento de fármacos a partir do conhecimento tradicional associado
  • Este projeto pretende dar continuidade às pesquisas iniciadas em 2007 quando nosso grupo de pesquisa na UFRJ obteve a primeira autorização do Brasil junto ao CGEN para acesso ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA) com fins de bioprospecção. Desde então, vimos desenvolvendo estudos etnobotânicos/etnofarmacológicos de espécies medicinais utilizadas por comunidades quilombolas de Oriximiná-PA. Dentre as etnoespécies de interesse, destacam-se, a Saracura-mirá (Ampelozizyphus amazonicus Ducke); a Salva-de-Marajó (Lippia origanoides Kunth, Verbenaceae) e o Breu (diferentes espécies dos gêneros Protium, Trattinnikia e Tetragastris – família Burseraceae). Nosso grupo de pesquisa tem se interessado pelo estudo da Lippia origanoides desde 2003, quando a mesma foi apontada como uma das espécies de maior importância para as comunidades quilombolas de Oriximiná, onde é conhecida como “Salva-de-Marajó”, e a espécie mais utilizada por parteiras da região para cólica menstrual, “inflamação de útero”, para descer o sangue pós-parto, dentre outras. Desde então vimos estudadando seu potencial medicinal e aromático, tendo descrito na literatura suas propriedades anti-inflamatórias, aromáticas, antimicrobianas e, mais recentemente, dados sobre seus constituintes não voláteis (flavonoides e fenilpropanóides glicosilados). Tendo em vista o valor medicinal da L. origanoides, consideramos que a espécie possui grande potencial para desenvolvimento tecnológico de um fitoterápico anti-endometriose. A outra espécie que já vem sendo estudada pelo nosso grupo há cerca de 8 anos é a Saracura-mirá - Ampelozizyphus amazonicus Ducke, para a qual temos produzido estudos químicos e biológicos. A planta é utilizada nas comunidades e em toda Amazônia como fortificante, afrodisíaca e estimulante, e consumida na forma de uma bebida aquosa, para a qual nosso grupo pôde demonstrar propriedades imunomoduladoras e adaptógenas. A complexa química desta espécie, para a qual havia apenas dois trabalhos publicados nos últimos 20 anos, tem sido desvendada pelo nosso grupo desde 2013. Outro produto que tem despertado o interesse do grupo nos últimos anos é o breu, que apresentou 100% de concordância de uso entre os entrevistados em Oriximiná, que o citaram para o combate à dor de cabeça e enxaqueca, por inalação. Estudos realizados por nós com amostras de breu coletadas em Oriximiná, em modelo de analgesia in vivo, demonstraram que a inalação por nebulização de uma dispersão do óleo essencial do breu em propilenoglicol (10%) e água diminuiu, significativamente, o número de contorções abdominais em camundongos. Nesse projeto, nos propomos a continuar os estudos com as espécies propostas, e contribuir com conhecimentos acerca da etnobotânica, química, biotecnologia e farmacologia das mesmas.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022