Projetos de Pesquisa

 

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Alessandro Fabricio Garcia

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • restaura - refatoramento sequencial: teoria e apoio automatizado
  • Refatoramento é uma prática adotada por empresas de desenvolvimento para melhorar a qualidade estrutural de seus programas, além de garantir a longevidade de programas. Logo, empresas como Google, IBM e Microsoft têm explorado esta prática com objetivo de reduzir custos de manutenção. Entretanto, identificar quando é necessário refatorar o código e como aplicar o refatoramento são tarefas não triviais. Estudos evidenciam diversos efeitos indesejáveis ocasionados por refatoramentos equivocados, tais como a aceleração da degradação do programa. Portanto, desenvolvedores precisam de suporte não somente para identificar quando se refatorar, mas também para aplicar os refatoramentos. Para se identificar oportunidades de refatomentos, desenvolvedores podem utilizar os sintomas de degradação estrutural. Uma vez identificadas, eles precisam de suporte para refatorá-los a fim de minimizar ou remover esses sintomas. Pois, infelizmente, há evidência de que desenvolvedores refatoram código indisciplinadamente ou equivocadamente, o que pode aumentar a degradação estrutural. Consequentemente, eles se sentem desencorajados a refatorar. Para piorar a situação, eles precisam aplicar vários refatoramentos sequenciais, isto é, uma sequência de refatoramentos aplicados no mesmo elemento de código. Estudos relatam que o desenvolvedor pode refatorar o código de forma incompleta quando este requer um refatoramento sequencial para mitigar ou remover a degradação completamente. Entretanto, alguns refatoramentos são inviáveis de serem aplicados, prejudiciais à qualidade do programa ou insuficientes para garantir a melhoria da sua estrutura. Infelizmente, a literatura técnica não provê conhecimento e nem suporte à esta prática em escala industrial. De fato, pouco se sabe sobre como caracterizar um refatoramento sequencial, como ele ocorre na prática e quais os seus impactos para a qualidade estrutural. Em suma, essas e outras limitações da literatura vêm impedindo pesquisadores de prover suporte para os desenvolvedores aplicarem refatoramento sequencial. Esse cenário nos motivou a investigar como apoiar o desenvolvedor na prática de refatoramento sequencial. Para isso, o projeto ReSTaurA (Refatoramento Sequencial: Teoria e Suporte Automatizado) objetiva : (i) prover um arcabouço conceitual para refatoramentos sequenciais e conceitos relacionados; (ii) desenvolver uma teoria que explique como desenvolvedores realizam refatoramentos sequenciais na prática; (iii) propor heurísticas para identificação automatizada de refatoramentos sequencias existentes e um programa; (iv) avaliar o impacto em qualidade de refatoramentos sequenciais; (v) avaliar e classificar os refatoramentos sequenciais como positivos ou negativos com base no seu impacto em sintomas de degradação estrutural e (vi) propor um sistema de recomendação para a realização de refatoramentos sequenciais. Através dos resultados e, em particular, do uso do sistema recomendador proposto, os desenvolvedores poderão realizar refatoramentos sequenciais utilizando as novas abordagens propostas, melhorando a qualidade de seus programas. Ao manter a pesquisa alinhada com as necessidades da indústria, os resultados devem ser úteis e aplicáveis para empresas brasileiras adotarem tais técnicas no desenvolvimento e manutenção de novos sistemas de software, bem como na evolução de sistemas existentes. Espera-se ainda a publicações de artigos científicos em conferências e periódicos relevantes na área de Engenharia de Software. Adicionalmente, durante o projeto, os membros do projeto estarão envolvidos em parcerias industriais internacionais como Amazon, Microsoft e Google, além de nacionais como Instituto Tecgraf, Petrobras, Minds at Work, IBM, NTI/UFAL, Clip-Meyer, GM5, SEFAZ/AM e FPF, propiciando oportunidades de transferência de conhecimento e tecnologia. A equipe também conta com parceiros acadêmicos nacionais (UFCG, UFAL e UFAM) e internacionais (UCLA e UCI).
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2023
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Alessandro Jatobá

Engenharias

Engenharia de Produção
  • tecnologias digitais para o fortalecimento das ações educativas de promoção da saúde e sustentabilidade
  • A promoção da saúde aparece no cenário da Atenção Primária pelas ações sobre os condicionantes e determinantes sociais da saúde, por meio de ações de educação para a saúde em espaços que extrapolam ambientes típicos de saúde, chegando às residências e escolas públicas. É nesse contexto que se situa o Programa Saúde na Escola (PSE), resultado de uma parceria entre os Ministérios da Saúde e Educação, com o objetivo de promover a saúde por meio da articulação de ações de saúde e educação, aproveitando o espaço escolar e seus recursos. O PSE deve fortalecer o enfrentamento de vulnerabilidades contribuindo para a formação integral dos estudantes da rede básica. Dessa forma, este projeto propõe a elaboração de um arcabouço tecnológico baseado em ferramentas educacionais digitais elaboradas por meio de estudos exploratórios de natureza qualitativa que abordem as ações de promoção da saúde realizadas no âmbito do PSE em escolas localizadas em comunidades do Estado do Rio de Janeiro. Assim, a presente proposta apresenta contribuições para a melhoria das condições de saúde das comunidades mais carentes do Estado do Rio de Janeiro.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Aletheia Soares Sampaio

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • elaboração de metodologias ativas como estratégia de educação em saúde para adolescentes de escolas públicas para controle da sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis.
  • Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, indivíduos com idade entre 15 e 24 anos correspondem a 70% dos pacientes com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), e a cada ano um em cada 20 adolescentes contrai uma IST. O conhecimento adquirido não tem refletido em melhorias significativas nas práticas de prevenção e a ausência de informação ou presença de informação incompleta é potencialmente determinante para o desenvolvimento dessas doenças nesses grupos. A escola constitui um espaço institucional privilegiado para o desenvolvimento integral do ser humano, sendo o seu papel ajudar na evolução e conscientização, seja na promoção ou na prevenção da saúde. A difusão de tecnologias propiciam a criação de novos meios de comunicação e transformam as práticas diárias na vida das pessoas e construir conteúdos educacionais em saúde utilizando tecnologia e com temáticas emergidas no processo de discussão com estudantes do ensino fundamental de forma participativa, baseados nos preceitos da educomunicação, possibilita desvelar o olhar dos mesmos para a integralidade dos indivíduos, observando que a educação em saúde deve estar pautada na construção biológica e social presentes no processo saúde-doença. Esta proposta pretende identificar áreas prioritárias de ocorrência de casos de IST, com ênfase na sífilis, para elaboração de metodologias ativas como estratégias de educação em saúde, para alunos do ensino fundamental das escolas públicas, no município de Recife-PE. Desta maneira, a presente proposta de pesquisa trará uma contribuição significativa e específica para a educação em saúde, com vista a implementação de ações educativas à saúde dos adolescentes/jovens, na prevenção das ISTs/sífilis nessa população.
  • Fundação Oswaldo Cruz - PE - Brasil
  • 15/05/2019-31/05/2023
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Alex Borges Vieira

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • sistemas baseados em blockchain: de modelos de desempenho à novas aplicações
  • Desde a concepção inicial do Bitcoin, há uma década atrás, até a atualidade, blockchain deixou de ser exclusivo do ambiente de criptomoedas e passou a ser empregado em uma diversidade de áreas. De fato, blockchain é uma tecnologia revolucionária que fornece uma solução prática para permitir registro público, seguro e descentralizado. Assim, essa tecnologia pode ser usada em transações distribuídas, contratos inteligentes, e-health e Internet das Coisas. Apesar do crescente interesse em torno do tema, pesquisas em torno de blockchain ainda são incipientes. De fato, ao longo de anos, a principal preocupação da academia foi com gasto duplo, segurança e anonimidade em criptomoedas. Propomos avançar no estado da arte dessas pesquisas com três instâncias de investigação ainda pouco exploradas: (I) modelos de caracterização e predição dos padrões de carga de trabalho e comportamento de usuários em aplicações populares que envolvem blockchain; (II) identificação de padrões anômalos em transações financeiras de criptomoedas populares, como o Bitcoin e o Ethereum e; (III) armazenamento distribuído de dados com o uso de blockchain. Acreditamos que a pesquisa proposta servirá de substrato para o desenvolvimento de novos sistemas e aplicações baseados em blockchain, contribuindo para a transformação digital de organizações públicas ou privadas que atuam dos setores de indústria e serviços.
  • Universidade Federal de Juiz de Fora - MG - Brasil
  • 26/08/2020-31/08/2022
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Alex Giuliano Vailati

Ciências Humanas

Antropologia
  • decolonisando infraestruturas. uma etnografia imagética do porto de suape.
  • O uso contemporâneo da categoria de infraestrutura é geralmente embasado numa literatura tópica e dominada por análises instrumentais da engenharia, administração e políticas públicas, enfocando processos de “input-output” a níveis microeconômico, regional e nacional. Todavia a literatura antropológica, nos últimos anos mostrou lentes epistemológicas diferentes. A infraestrutura é neste campo considerada como um artefato, que molda a imaginação, plasmando temporalidade e oferecendo promessas sobre um hipotético futuro. Uma das infraestruturas mais impactantes da história do Brasil é o Complexo Portuário de Suape, que a partir da década de setenta foi responsável por uma rápida transformação do litoral ao sul de Recife, capital do estado de Pernambuco. As comunidades que foram deslocadas e que vivem hoje em dia ao redor do porto foram objeto de uma extensa exploração imagética, e muitas imagens e gravações audiovisuais foram realizadas em coincidências de laudos ou outros acontecimentos, como o recém caso do vazamento de óleo. Na maioria dos casos, estas imagens não foram restituídas e se encontram em acervos de difícil acesso. Este projeto visa propor uma análise das transformações infraestruturais, a partir dos inúmeros artefatos, imagéticos, sonoros que foram produzidas ao longo dos últimos cinquenta anos para e em consequência da construção do Porto, explorando em paralelo como a infraestrutura portuária transformou o imaginário das comunidades envolvidas, suas percepções do futuro e suas temporalidades. A metodologia utilizada será embasada na etnografia voltada a produção destas imagens e uma sua restituição às comunidades, seja através de estratégias presenciais como virtuais. Os resultados do projeto serão de natureza académica, como artigos ou filmes documentários, mas também aplicados, visando criar iterações entre as comunidades envolvidas e os acervos.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025