Projetos de Pesquisa

 

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Ana Paula Folmer Correa

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • peptídeos bioativos de subprodutos da indústria pesqueira da amazônia
  • Entre as diversas atividades econômicas que causam impactos ao meio ambiente destaca-se o setor pesqueiro. Esta atividade apresenta uma grande geração de resíduos em todas as etapas do seu processo produtivo, desde a captura até a comercialização do pescado. Este fato torna necessárias alternativas para o reaproveitamento dos resíduos gerados pela indústria do pescado, que é rico em proteínas e pode proporcionar produtos de valor para a indústria. Os consumidores estão cada vez mais à procura de alimentos minimamente processados e/ou com propriedades funcionais e que possuam longo tempo de prateleira, porém preparados sem a adição de conservantes químicos, o que leva as indústrias e instituições de pesquisa a buscar novas tecnologias de conservação e processamento. Uma das alternativas para aumentar a segurança e o tempo de prateleira dos alimentos é a bioconservação, na qual uma microbiota protetora e/ou peptídeos bioativos são aplicados. Tais agentes também vêm sendo investigados quanto à produção de alimentos funcionais. Nesse projeto de pesquisa, o resíduo gerado pela indústria pesqueira será hidrolisado através da utilização de duas enzimas, uma comercial (alcalase) e outra obtida a partir da bactéria Bacillus sp. P7, que integra a coleção de micro-organismos do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFRGS. Esse resíduo também será avaliado quanto à atividade antioxidante e antibacteriana. A partir destes dados, poderá haver a possibilidade de aplicação destes peptídeos bioativos nas áreas de ciência e tecnologia de alimentos e nutrição, assim como, aumentar potencialmente o valor nutricional, a vida de prateleira e a segurança de produtos alimentícios, além de contribuir com o desenvolvimento de alimentos funcionais.
  • Universidade Federal de Roraima - RR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula Furlan

Engenharias

Engenharia Civil
  • contribuição ao estudo do comportamento à deformação permanente e à fadiga de misturas solo-agregado e solo-agregado-cimento
  • A estabilização de solos é um recurso muito utilizado no melhoramento das características e propriedades de materiais geotécnicos para aplicação em pavimentos. Dentre as misturas estabilizadas física e quimicamente utilizadas como camadas de base ou subbase de pavimentos, a mistura solo-agregado-cimento pode ser uma opção interessante para garantir comportamento mecânico equiparado a misturas já consagradas, a custos menores econômica e ambientalmente. No entanto, apesar de muito praticada, estudos sobre essa mistura ainda são escassos, principalmente no que tange ao método de dosagem e ao seu comportamento ao longo do tempo de cura. Desta forma, esta pesquisa experimental busca compreender o material de solo-agregado-cimento, observando seu comportamento mecânico.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula Grotti Clemente

Ciências da Saúde

Nutrição
  • impacto da fortificação da alimentação infantil com micronutrientes em pó na anemia em crianças matriculadas em creches/pré-escolas brasileiras: estudo multicêntrico longitudinal de duas coortes
  • A anemia por deficiência de ferro tem uma das maiores cargas documentadas de doenças dentre as carências de micronutrientes, sendo esta estabelecida como o desvio nutricional mais comum do mundo. No Brasil, dados do último levantamento nacional realizado há 13 anos, a anemia afetava 20,9% das crianças menores de 5 anos. A Estratégia de fortificação da alimentação infantil com micronutrientes em pó – NutriSUS, recomendada pela OMS e mundialmente utilizada, foi implementada recentemente no Brasil como política pública de combate às carências nutricionais específicas junto às creches/pré-escolas pertencentes ao Programa Saúde na Escola – PSE. Dessa maneira, o objetivo deste estudo é avaliar a efetividade da Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes (vitaminas e minerais) em Pó – NutriSUS na prevenção da anemia e na deficiência de ferro em crianças de 06 - 48 meses de idade matriculadas em creches/pré-escolas públicas ou conveniadas ao poder público, em cinco cidades, uma de cada macrorregião brasileira. Trata-se de estudo multicêntrico longitudinal com o acompanhamento de duas coortes, uma de crianças matriculadas em creches/pré-escolas que recebem o NutriSUS e outra de crianças matriculadas em creches/pré-escolas públicas ou conveniadas ao poder público que não aderiram a tal estratégia, a ser realizado em cinco cidades brasileira com representatividade de cada macrorregião do país (Região nordeste: Maceió/AL, Região norte: Rio Branco/AC, Região Sudeste: Nova Ponte/MG, Região Centro-Oeste: Aquidauana/MS e Região Sul: Pinhais/PR). A amostra será composta por 912 crianças, totalizando 456 em cada grupo de estudo. A coleta de dados acontecerá em dois momentos: antes do primeiro ciclo e após o segundo ciclo do NutriSUS. A partir de questionários padronizados serão coletados dados: sociodemográficos, participação no PNSF e PNVITA a ser verificado na Caderneta de Saúde da Criança, aplicado a Classificação Econômica Brasil (CCEB) e a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). As crianças passarão por avaliação antropométrica (peso e altura) e bioquímica para diagnóstico de anemia e das reservas orgânicas de ferro, retinol sérico (vitamina A) e infecção (hemoglobina, ferro sérico, ferritina, retinol sérico e proteína C reativa ultrassensível). Também será avaliado o consumo alimentar por meio da aplicação de registro alimentar de dois dias não consecutivos. Ao final do estudo, a aceitação ao programa será verificada através da aplicação de questionário aos funcionários das creches/pré-escolas responsáveis pela administração da fortificação e oferta dos alimentos as crianças e aos coordenadores municipais e estaduais responsáveis pela estratégia NutriSUS. Os dados serão digitados em dupla entrada no programa Epi-Info 6.04 e analisados com o auxílio do software Stata com nível de significância fixado em 5%. Visto posto, o presente projeto visa uma avaliação inédita, através de um estudo multicêntrico com representatividade das cinco regiões brasileiras, da efetividade do NutriSUS na prevenção da anemia e na deficiência de ferro em crianças de 6-48 meses de idade matriculadas em creches/pré-escolas que aderiram a esta Estratégia, o que o torna de extrema importância social e científica, considerando os recursos investidos para este fim, uma vez que trata-se de uma política pública aplicada nacionalmente, e principalmente, o grande impacto que a anemia traz a saúde da população.
  • Universidade Federal de Alagoas - AL - Brasil
  • 07/01/2020-31/01/2022
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Ana Paula Guedes Frazzon

Outra

Ciências Ambientais
  • microbioma, resistência aos antimicrobianos e isolamentos de enterococos de fezes de animais selvagens e de cativeiro
  • A fauna do Brasil possui uma das maiores diversidade em espécies de animais aquáticos e terrestre. Na Zona Costeira do Rio Grande do Sul há registros de diversas espécies de animais marinhos, como lobos-marinhos-sul-americanos (Arctocephalus australis), lobos-marinhos-subantárticos (Arctocephalus tropicalis), pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) e tartarugas marinhas (Eretmochelys imbricata e Chelonia mydas). Já nas matas do Rio Grande do Sul são encontradas diversas espécies de animais selvagens como o macaco-prego (Sapajus nigritus), as borboletas castanha-vermelha (Heliconius erato phyllis), os sapos da barriga vermelha (Melanophryniscus macrogranulosus) e os graxains-do-campo (Lycalopex gymnocercus). Todos estes animais merecem nossa atenção e cuidado, pois grande parte deles está ameaçada de extinção, e outros são espécies raras. As fragmentações das matas, a poluição, a perda de habitats e a proximidade com os homens podem ser consideradas como os fatores negativos para a conservação dos animais selvagens. A contaminação das águas e solo com efluentes urbanos é uma forma de disseminar antibióticos e/ou bactérias resistentes de forma a contaminar os animais que habitam esses ambientes. Como consequência, estas modificações ambientais interferem no equilíbrio hospedeiro-microrganismo. A identificação dos milhões de microrganismos que estão presentes no hospedeiro é definida como microbioma, e a composição e, consequentemente, o funcionamento do microbioma, pode sofrer influências de diferentes fatores: ambiente, alimentação, uso de antibióticos, doenças, senescência, entre outros. Entre os microrganismos que compõe microbioma intestinal dos animais destaca-se o gênero Enterococcus spp. Este gênero é considerado sentinela em relação ao impacto do ser humano na natureza, podendo, por exemplo, servir para avaliar para avaliar os efeitos antropogênicos no ambiente. Sob essa perspectiva, alguns agentes biológicos isolados a partir de animais poderiam ser utilizados como indicadores de perturbação do ecossistema. Sem dúvida, uma importante chave para a ampla distribuição do gênero Enterococcus spp. na natureza e a sua capacidade de suportar uma variedade de condições ambientais. Algumas espécies de enterococos vêm recebendo atenção, devido ao aumento na frequência de resistências aos antimicrobianos, principalmente em infecções nosocomiais. O resistoma, por outro lado, avalia todos os genes de resistência encontrados em bactérias. A resistência aos antibióticos é reconhecida como um sério risco para a saúde pública que continuamente preocupa e desafia a comunidade científica. Em ambiente hospitalar, os mecanismos de disseminação da resistência são bem conhecidos e documentados, entretanto muito pouco ou até mesmo insuficiente informação sobre a disseminação e aquisição de determinantes de resistência, em outros nichos ecológicos, como as comunidades bacterianas que habitam a fauna selvagem, parte da qual em risco de extinção. Esta situação torna-se demasiadamente preocupante no momento em que, são encontradas bactérias comensais resistência aos antimicrobianos em populações de animais selvagens. A caracterização do microbioma, dos genes de resistência e análise de bactérias sentinelas são fundamentais no avanço da compreensão da relação hospedeiros, microrganismos e ações antropogênicas. Nesse sentido, a presente proposta estrutura-se em quatro subprojetos: I) Estudar a microbiota bacteriana intestinal dos animais selvagens capturados nas matas fragmentadas e de cativeiro; II) Avaliar a presença de genes de resistência de importância clínica humana e veterinária nas fezes de animais selvagens e de cativeiro; III) Estudar a disseminação da resistência aos antimicrobianos nos enterococos isolados das fezes de animais selvagens de vida livre capturados nas matas fragmentadas e de cativeiro; e IV) Determinar a relação clonal entre os enterococos isolados de animais selvagens e cativeiro com cepas patogênicas isoladas de humanos.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula Junqueira-Kipnis

Ciências Biológicas

Imunologia
  • revacinação com bcg de profissionais da saúde atuando na pandemia de covid-19, estratégia preventiva para melhorar resposta imune inata
  • Racional: Os profissionais da área de saúde (PS) estão expostos a infecção por COVID-19 mesmo usando equipamentos de proteção individual. A vacina BCG, utilizada largamente no Brasil em recém-nascidos induz proteção adjuvante para diversas doenças dentre elas as virais da infância. A BCG ativa monócitos e NK de memória inata que são células cruciais na resposta imune antiviral. Logo, estratégias que possam prevenir o adoecimento por COVID-19 dos PS devem ser realizadas para que não adoeçam e ou desfalquem o serviço durante a pandemia. A hipótese é que a BCG irá melhorar a resposta imune inata e evitar a infecção sintomática ou o agravamento da infecção por COVID-19. Objetivo: Reduzir dos PS a infecção por COVID-19 durante a fase pandêmica da doença. Reduzir o agravamento de saúde por COVID-19 nesses profissionais. Desenho do estudo: Ensaio clínico aberto randomizado. População do Estudo: Qualquer PS com contato direto com pacientes suspeitos de COVID-19 seja nos leitos hospitalares, CTI, ou nos transportes e admissão (maqueiros, enfermeiras, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, etc). Intervenção: Os PS incluídos no estudo (Prova tuberculina negativa e TB Gold test negativo) serão randomizados entre grupos vacinados com BCG ou não vacinados. Parâmetros principais/desfecho: Positividade para COVID-19. Presença ou ausência de sintomas. Admissão em hospital ou agravamento.
  • Universidade Federal de Goiás - GO - Brasil
  • 16/07/2020-15/08/2022
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Ana Paula Junqueira-Kipnis

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • vacinologia reversa aplicada ao desenvolvimento de vacinas bcg recombinantes aptas para plataforma de produção e ensaio clínico humano.
  • A tuberculose é a doença infecciosa que mais mata no mundo. O agente causal da tuberculose, Mycobacterium tuberculosis (Mtb), infecta cerca de um terço da população mundial que se constitui em reserva natural do bacilo. A prevenção da tuberculose se dá pelo uso da vacina BCG que é uma vacina segura, utilizada a mais de 96 anos, que apresenta eficácia contra as formas graves da tuberculose na infância, mas não protege indivíduos adultos. Apesar de existirem 15 vacinas contra tuberculose em estudos de fase clínica, nenhuma até o momento mostrou maior proteção que a vacina BCG em regiões endêmicas e várias voltaram às etapas pré-clínicas para aprimoramento de suas funções. Nesse sentido, ainda é importante que se desenvolva novas vacinas para combater essa doença milenar. O acúmulo de informações genômicas de diferentes patógenos aliados aos avanços das ferramentas de imunoinformática nos permitem fazer uma abordagem racional para o desenvolvimento de novas vacinas com abrangência de ação mundial como por exemplo a construção de vacinas de multi-epítopos lineares longos (LLMEVs) e/ou multi-epítopos (MEVs) baseado na estratégia de vacinologia reversa. Nenhuma das vacinas em teste clinico ou pré-clinico atualmente utilizou desta tecnologia. Esta abordagem evitaria o dispêndio de investimento no desenvolvimento de vacinas que induzam a resposta imune desejada porém com baixa abrangência mundial e sem previsão de toxicidade in silico. Logo, seguindo uma tendência mundial, um dos objetivos deste projeto é o desenvolvimento de um algoritmo baseado em programação em linguagem C para processar as plataformas Bepipred Linear Epitope Prediction, IEDB MHC-I e MHC-II para geração de possíveis candidatos vacinais e checados quanto a possibilidade terem cobertura populacional mundial baseado no Allele Frequence Net Database seguido de verificação de potencial alergênica ou toxica usando plataformas apropriadas como por exemplo AllergenFP. A comprovação da eficácia desta abordagem será feita pela investigação de alguns genes que codificam para proteases, dentre os cerca de 100 genes potencialmente codificantes de Mtb. As proteases são importantes fatores de virulência ao ajudar a estabelecer o processo infeccioso e a evasão da resposta imune. O Objetivo seguinte será selecionar três proteases com melhor desenvoltura no algoritmo desenvolvido para construir uma proteína de fusão recombinante que será reavaliada no algoritmo quanto a sua aplicação em modelo murino respeitando a manutenção de sua abrangência de imunogenicidade na população humana. Essa proteína recombinante será usada para a construção de vacinas em M. bovis BCG e M. smegmatis (mc2) seguras e de acordo com os critérios de produção de vacinas para plataformas pilotos de teste em humanos. O nosso grupo tem experiência no desenvolvimento de vacinas contra tuberculose e duas vacinas, BCG-CMX e mc2-CMX, produzidas e testadas em ensaios pré-clínicos em seus aspectos de mecanismos de indução de proteção e segurança, apresentaram características que favorecem a sua preparação para ensaio clínico em indivíduos saudáveis. A vantagem dessas vacinas em relação às que estão sendo testadas mundialmente são as características únicas da proteína de fusão recombinante criada, que sozinha tem habilidade adjuvante e indutora de resposta Th17. Portanto, um dos objetivos do projeto será preparar as vacinas iBCG-CMX e imc2-CMX, através da transferência do cassete gênico codificando a proteína de fusão para o genoma da vacina BCG ou do mc2, e avaliar a segurança vacinal em modelo murino, desenvolver o processo de produção e formulação vacinal, testando a estabilidade das formulações em apresentações em frascos multidoses para estarem aptas para um piloto experimental fase clínica 1. Os lotes vacinais assim gerados serão reavaliados quanto a segurança e a proteção em modelos animais (camundongos selvagens e IFN-γ-KO). Os resultados esperados deste projeto gerarão tecnologias inovadoras, utilizando ferramentas atuais, desenvolver vacinas originais compostas por proteína de fusão recombinante baseada em proteases que não foram objeto de estudo para vacina contra Mtb e portanto contribuirá diretamente para a melhoria do estado da arte no desenvolvimento de vacinas para tuberculoses ou outras doenças infecciosas. Outro aspecto impactante decorrente dos resultados deste projeto é o aprimoramento de uma vacina de fusão recombinante brasileira passível de ser patenteada para uso em humanos. O grupo proponente tem grande experiência na área de vacinas e no desenvolvimento/formação de recursos humanos, logo o impacto principal desta proposta é a estimular e formar alunos de graduação e pós-graduação.
  • Universidade Federal de Goiás - GO - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula Kirchheim

Engenharias

Engenharia Civil
  • desenvolvimento e caracterização de cimentos ternários (lc3) com baixo teor de clínquer a partir de calcários e fontes cauliníticas – uma opção mais sustentável para a indústria da construção
  • A indústria cimenteira se encontra entre as principais emissoras de gases causadores do efeito estufa. Em relação as emissões antropogênicas do CO2, a produção de cimento contribui de 5 a 8% atualmente. Essa alta emissão se dá principalmente pela descarbonatação do calcário durante o processo de produção do clínquer Portland. Por isso, a cadeia produtiva do cimento vem sendo alvo de críticas e preocupações a nível mundial, devido ao elevado impacto ambiental que sua produção resulta. Diante desse cenário e do crescimento da produção de cimento ocasionada pela demanda crescente por infraestrutura no mundo, muitos estudos estão sendo desenvolvidos com o foco em soluções tanto relacionadas a cimentos alternativos, quanto a formas de tornar o uso do cimento Portland cada vez mais eficiente. A fim de promover um mercado competitivo e um desenvolvimento sustentável, a indústria de cimento brasileira tem melhorado continuamente e é considerada a mais eficiente mundialmente no controle das suas emissões de gases de efeito estufa, por vários esforços e estratégias implementadas ao longo das últimas décadas. Entretanto, mesmo com a melhora nos indicadores, há muitos desafios para que esta indústria produza e atenda à demanda crescente de um país em desenvolvimento, como é o Brasil, reduzindo ainda mais os níveis de emissões de gases de efeito estufa. Assim, a maior inovação a nível científico desenvolvido neste projeto será a produção e caracterização de cimentos LC3 - Limestone Calcined Clay Cement, uma das tecnologias de ponta a nível mundial que busca reduzir o fator clínquer na produção de cimento em até 50 %, através de uma mistura de argilas calcinadas, calcários e sulfato de cálcio. Destaca-se para este projeto a utilização de materiais argilosos localmente disponíveis na região Sul do Brasil, capazes de superar em quantidade outras adições de uso mais comum, como a cinza volante, por exemplo. Além disso, um desses materiais argilosos a serem testados é um resíduo (argilito) da extração de carvão mineral na região de Candiota – RS, contribuindo ainda mais para a utilização de um material que não encontraria emprego industrial e evitando danos ambientais devido à sua exposição a céu aberto. A fim de promover um mercado competitivo e um desenvolvimento sustentável, o Brasil tem desenvolvido materiais mais ambientalmente amigáveis através do uso de seus recursos locais, visto que o modal transporte é um dos mais impactantes quando se avalia o ciclo de vida dos materiais envolvidos no processo de produção dos insumos. A pesquisa experimental será realizada a partir do treinamento e orientação de alunos de graduação e pós-graduação. As matérias-primas serão beneficiadas e caracterizadas, e os sistemas cimentícios serão avaliados físico-químico e mecanicamente. Também a microestrutura, durabilidade, propriedades reológicas e perfil ambiental destes materiais serão definidos. Os principais resultados do projeto proposto serão apresentados em congressos internacionais e publicados em revistas científicas reconhecidas. Isso vai proporcionar um reconhecimento nacional e internacional do grupo de pesquisa. Se o projeto for aprovado, ele irá agregar ferramenta (equipamento) importante ao recém-criado LINCE (Laboratório de Inovação em Cimentos Ecoeficiente) para o desenvolvimento das atividades deste e de projetos paralelos e também fortalecer a área de cimentos alternativos no PPGCI/UFRGS. Gerará novas alianças e cooperações com outros pesquisadores que trabalham no tema, como apontado no grande grupo de apoiadores e colaboradores nacionais e internacionais desta proposta. Aumentará a interação universidade x indústria, pois há interesse industrial neste novo produto inovador. Isso será a garantia de futuros desenvolvimentos na área e a inserção dos pesquisadores desta proposta em um grupo importante de pesquisadores internacionais e nacionais preocupados com a redução do impacto ambiental da indústria cimenteira.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula Mendes de Miranda

Ciências Humanas

Antropologia
  • diversidades e intolerâncias: análise de processos de mobilizações e de políticas públicas em conflitos de natureza religiosa, étnico-racial e de gênero
  • Trata-se de uma pesquisa dedicada a analisar situações de conflito cuja motivação seja de natureza étnico-racial-religiosa, privilegiando o recorte de gênero, bem como as formas de mobilização política e de administração institucional de conflitos, numa perspectiva comparada. Para tanto, o foco de análise serão as manifestações de discriminação, intolerância e coexistência de grupos religiosos, em especial os de matriz afro-brasileira e o islã, em diferentes contextos (Brasil, Estados Unidos e Portugal). Neste sentido, os diferentes campos empíricos, que constituirão os loci de nossas atuações, têm em comum formas institucionalizadas ou não, de administração de conflitos, considerando práticas interpessoais e/ou coletivas, que resultam em construções de corporalidades, moralidades e produção de subjetividades, em tensão ou em disputa. O projeto é resultado da articulação de pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais, com experiência de pesquisa de campo, interessados em compreender os processos de expansão transnacional de conflitos dessa natureza e suas motivações. A possibilidade de construção de um olhar interdisciplinar surge da contribuição que uma perspectiva antropológica traz para a compreensão dos conflitos e processos de reconhecimento de direitos, no sentido de expor as práticas locais, que costumamos chamar de “o ponto de vista nativo”, para apreender as singularidades do caso a ser analisado em contraste com concepções consideradas mais universais, tais como são representadas nos campos da Política Pública e/ou o Direito. Destaca-se que o projeto se inspira em uma perspectiva comparada e multidisciplinar de análise pioneira no Brasil em relação à interlocução entre o Direito e as Ciências Sociais, que compreende que a administração institucional de conflitos realizada no âmbito da Segurança Pública se dá em um campo de disputas e consensos que não se limita à criminalidade e à intervenção repressiva. Faz-se necessário destacar ainda que a construção desse diálogo implica em reconhecer que, enquanto a Antropologia privilegia a compreensão do conflito e/ou da situação social no qual ele está inserido, o Direito e a Teoria Política, aqui expressa pelo campo de Políticas Públicas, tende a orientar-se pelo foco na decisão. É nesse contexto que a produção de etnografias é imprescindível, pois possibilita a descrição e interpretação das situações sociais, analisadas localmente, visando ampliar o debate teórico no campo das Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas. Ressalta-se que este enfoque auxilia a compreensão da complexidade da gestão pública, das formas de administração de conflitos e de mobilização social, permitindo expor as diferentes percepções dos atores envolvidos. A principal contribuição do projeto será a produção, pelos pesquisadores envolvidos, de conhecimento empírico e teórico sobre as demandas de direitos que, ao serem apresentadas no espaço público revelam dilemas e dificuldades dos modos de gestão das “burocracias”, com seus saberes e tecnologias de governo próprias, em lidar com as diversidades – religiosas, étnico-raciais e de gênero. Esse descompasso entre as demandas apresentadas e as formas institucionais de administração de conflitos revelam dinâmicas de poder diferenciadas, conforme o público a que se destinam. Assim, as etnografias, em diálogo com outras disciplinas, problematizam as perspectivas homogêneas do Estado, nas suas atividades corriqueiras e extraordinárias, dando destaque aos seus efeitos na construção da cidadania no Brasil, em contraste com outros contextos nacionais, no caso Estados Unidos e Portugal. A possibilidade da internacionalização da pesquisa de campo representa não só um avanço no intercâmbio institucional entre pesquisadores, estudantes e professores dos países abrangidos, com vistas à troca de experiências de pesquisa, de ambientes acadêmicos, mas, principalmente, cria oportunidades para realização de pesquisas de campo em outros países, com a finalidade de produzir resultados que possam ser contrastados àqueles aqui obtidos. Para tanto, o conhecimento produzido resultará em publicações e divulgação dos resultados de modo a possibilitar uma reflexão conjunta pelos setores sociais envolvidos. Outro aporte será a transferência do conhecimento para gestores públicos e a sociedade civil, por meio de debates sobre os processos institucionais e a possibilidade de expansão de direitos. Além disso, pretende-se seguir atuando na formação de estudantes vinculados aos cursos de graduação e pós-graduação.
  • Universidade Federal Fluminense - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula Milla dos Santos Senhuk

Ciências Humanas

Filosofia
  • ii mostra de trabalhos em ciência e tecnologia ambiental
  • A II Mostra de Trabalhos em Ciência e Tecnologia Ambiental, de abrangência municipal, tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de projetos ambientais por alunos do Ensino Fundamental das escolas municipais de Uberaba-MG. Esta proposta visa contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do País, aproximando alunos da Rede Básica de Ensino, Instituições de Ensino Superior e comunidade. Os projetos ambientais serão desenvolvidos em cada uma das 29 escolas municipais por Agentes do Meio Ambiente, grupos formados por no máximo 12 alunos do 6° ao 9° do Ensino Fundamental. Cada projeto será acompanhado pela equipe do Núcleo de Sustentabilidade e Educação Ambiental da UFTM - NUSEA. Os projetos, contendo resultados e discussão preliminares, serão enviados em forma de resumo para a Comissão Científica, a fim de serem avaliados. Um evento de dois dias será realizado no final do segundo semestre de 2021, no Instituto de Ciências Tecnológicas e Exatas da UFTM, em Uberaba-MG. Durante o evento, os alunos serão divididos em grupos menores e participarão de atividades alternadas como: apresentação dos resultados em forma de pôster e visitas guiadas ao herbário, laboratórios e à exposição de projetos de pesquisa. A Comissão Científica dará uma nota para o resumo e outra para a apresentação do trabalho em forma de pôster, resultando na escolha e premiação dos cinco melhores trabalhos. Cinco alunos do Ensino Fundamental, representantes dos trabalhos premiados, receberão uma bolsa de Iniciação Científica Júnior cada um, com vigência de 6 meses, estimulando a continuação do projeto na escola. Ao final de 6 meses os bolsistas deverão enviar um Relatório Final das atividades desenvolvidas à coordenação do evento. A primeira edição do evento teve uma avaliação positiva pelos participantes. Muitos alunos relataram nunca ter ouvido falar sobre a UFTM, sendo a primeira vez que conheciam uma Universidade. Espera-se que a aprovação desta proposta possa continuar viabilizando a troca de experiência e conhecimentos entre estudantes do Ensino Fundamental, com graduandos, pós-graduandos, professores e pesquisadores sobre temas relacionados ao meio ambiente, criando um ambiente favorável à formação de profissionais conscientes de seu papel na sociedade, além de identificar jovens talentosos e estimular o interesse pela pesquisa, fomentando o surgimento de novos cientistas e pesquisadores.
  • Universidade Federal do Triângulo Mineiro - MG - Brasil
  • 04/01/2021-31/01/2023
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Ana Paula Moreira Rovedder

Ciências Agrárias

Recursos Florestais e Engenharia Florestal
  • valorizar a biodiversidade é valorizar a humanidade: tecnologias sociais para valorização da biodiversidade e do componente humano do corredor ecológico da quarta colônia
  • Os corredores ecológicos podem reverter a realidade de espaços protegidos que não consideram as comunidades locais em sua gestão, tornando-se um espaço de continuidade natural e social, para benefício coletivo. Assim, é indiscutível a importância de desenvolver ações com as comunidades desses territórios e entorno, para que sejam fortalecidas e se envolvam na conservação e valorização da biodiversidade. Na região central do Rio Grande do Sul, o Corredor Ecológico da Quarta Colônia é considerado área piloto da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (LINO et al, 2009, INSTITUTO CURICACA, 2016). O Parque Estadual da Quarta Colônia (PEQC) está inserido no Corredor e é considerado a principal área de conservação da floresta estacional no RS, fitofisionomia mais suprimida no processo de colonização. A partir de 2010, iniciamos pesquisa-ação junto ao Corredor Ecológica da Quarta Colônia, desenvolvendo ações de pesquisa, educação ambiental, adequação ambiental, resgate dos saberes tradicionais e valorização de espécies vegetais nativas e seus usos múltiplos (FELKER et al., HUMMEL et al., 2014; ROVEDDER, et al. 2016; ROVEDDER et al., 2018). Nessa caminhada, desenvolvemos oficinas, dias de campo, seminários, entre outras ações junto à comunidade do Corredor Ecológico. Os trabalhos com saberes tradicionais evoluíram para produção de mudas para fins medicinais, com insumos ecológicos (PECCATTI et al., no prelo), elaboração de um protótipo de desidratador de biomassa vegetal por aquecimento solar adaptado para a pequena propriedade rural (SILVA et al, 2018, no prelo), etc. A presente proposta visa o fortalecimento da relação desenvolvida, desde 2010, junto à comunidade regional, às comunidades do Corredor Ecológico da Quarta Colônia e a continuidade, aperfeiçoamento e expansão das tecnologias sociais desenvolvidas e testadas. A proposta abrange as comunidades do Corredor Ecológico da Quarta Colônia, municípios de Agudo e Faxinal do Soturno, inseridos no Programa de territórios Prioritários. A abordagem participativa permeia as diferentes etapas, iniciando com a elaboração de arranjos de SAF’s e estratégias de restauração. A implantação das estratégias será feita via mutirões comunitários. As ações educacionais e de capacitação serão voltadas ao resgate do conhecimento tradicional, valorização da sociobiodiversidade, capacitação de jovens e adultos e educação ambiental para crianças e adolescentes, além da discussão de como se inserir nos programas voltados ao potencial turístico da região. Para tanto está previsto um processo de pesquisa-ação, elencando demandas comunitárias dentro do escopo do projeto, pelo qual se poderá identificar espécies da biodiversidade, evoluir o conhecimento de usos múltiplos daquelas espécies previamente elencadas (PIAZZA, 2015, ROVEDDER et al, 2016), elaborar arranjos agroflorestais, além de estratégias de restauração e proteção de nascentes e matas ciliares. Dessa forma, o presente projeto visa o fortalecimento das relações estabelecidas com a comunidade em projetos anteriores. Entre os anos de 2013 e 2014, nós realizamos pesquisas com 115 famílias rurais da zona de amortecimento do PEQC, com entrevistas semiestruturadas abordando temáticas ambientais (HUMMEL, 2015) e de resgate do conhecimento tradicional (PIAZZA, 2015). A interação entre imigração europeia, característica do Corredor Ecológico da Quarta Colônia e o período de contato com as comunidades caboclas e grupos indígenas nômades que atravessavam a região, permitiu a transmissão de conhecimentos sobre espécies e formas de uso (PIAZZA, 2015). Por outro lado, a modernização agrícola, a inserção no mercado de comodities e a urbanização trouxeram impactos substanciais à região, como a supressão da cobertura vegetal nativa (principalmente a mata ciliar do Rio Jacuí), assoreamento dos recursos hídricos e invasão biológica por espécies exóticas e aumento do êxodo rural. A partir das parcerias já estabelecidas, nós iremos aplicar diagnóstico social, econômico e de percepção ambiental. Esse último item considerará a percepção das necessidades de adequação ambiental das propriedades rurais, sua inserção no CAR, e como se reconhecem como moradores do Corredor Ecológico da Quarta Colônia. A partir dos dados coletados, serão feitas oficinas com a comunidade, estendendo o convite para demais produtores do município que não se inseriram nas ações anteriores. O objetivo das oficinas será delinear a continuidade do resgate de saberes tradicionais e sua aplicação no dia-a-dia da propriedade e cotidiano laboral (a maioria das famílias produzem tabaco, que requer diversas aplicações de agrotóxicos por safra. Nas ações realizadas entre 2010 e 2014, registramos o uso de espécies nativas no momento imediato após aplicação de pesticidas. Segundo os agricultores, essas espécies agiam como “desintoxicantes” (PIAZZA, 2015; ROVEDDER et al., 2016)). A inserção das tecnologias de produção ecológica, boas práticas para extração e conservação de espécies nativas, desenvolvidas entre 2014 e 2017, serão expandidas, fortalecendo a valorização da biodiversidade e a diversificação em arranjos produtivos. Para tanto, serão elaborados, de forma participativa, arranjos de sistemas agroflorestais e manejo adaptativo para esses. A inserção de renda está contemplada no fortalecimento da cadeia de produção de plantas medicinais, mediante capacitação, expansão e melhorias nas etapas de secagem e embalagem e na implantação e diversificação de sistemas agroflorestais, gerando renda ao mesmo tempo que elevam os níveis de segurança alimentar das famílias rurais.
  • Universidade Federal de Santa Maria - RS - Brasil
  • 01/12/2018-30/05/2021