Projetos de Pesquisa

 

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Alexandre Cunha Costa

Outra

Ciências Ambientais
  • impacto das mudanças climáticas nas doenças sensíveis ao clima no semiárido brasileiro
  • Muitas doenças respiratórias, de veiculação hídrica e arboviroses são mais incidentes com variações do clima, por sua distribuição geográfica, sazonalidade e variabilidade interanual, ou seja, são doenças sensíveis ao clima (DSCs). Além disso, o aumento da temperatura e da frequência e magnitude das secas, ocasionadas pelas mudanças climáticas, pode favorecer a propagação de DSCs. Medidas de adaptação ao semiárido vêm sendo aplicadas no Brasil para superar a escassez hídrica, como a construção de reservatórios em rios, a instalação de tanques de captação da chuva e a escavação de poços em comunidades. Uma melhor compreensão do impacto das mudanças climáticas e das medidas de adaptação nas DSCs é essencial para aperfeiçoar o planejamento integrado de recursos hídricos, os planos contra secas e as políticas em saúde pública. A questão central deste projeto é: quais os impactos das mudanças climáticas nas DSCs em populações do semiárido brasileiro? Os objetivos são estudar as associações entre o clima e DSCs, e, em seguida, utilizar projeções climáticas para avaliar o impacto das mudanças climáticas nas DSCs. Um foco especial será dado à seca meteorológica (déficit de chuva, alta temperatura) e hidrológica (baixo volume, baixa qualidade da água dos reservatórios) e os seus efeitos nas DSCs. Os municípios a serem estudados são do Estado do Ceará, que possui 90% do seu território no semiárido. O modelo Soil and Water Assessment Tool (SWAT) será aplicado para a simulação do volume e da qualidade da água dos reservatórios de abastecimento das populações dos municípios. Depois, índices de seca meteorológica e hidrológica serão calculados. A análise das DSCs indicará a associação das mesmas com o clima e o seu potencial preditivo. Serão avaliados os efeitos das secas nas DSCs. Projeções climáticas corrigidas serão utilizadas para avaliar o impacto das mudanças climáticas nas DSCs, considerando os modelos ajustados na análise histórica (eco-hidrológicos e regressivos).
  • Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - CE - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Alexandre da Silva Simões

Ciências Humanas

Filosofia
  • mostra nacional de robótica (mnr)
  • A robótica tornou-se nos últimos anos uma importante ferramenta pedagógica interdisciplinar. Sua enorme capacidade de estimular o jovem – naturalmente próximo das novas tecnologias – aliada a sua capacidade de adaptação a diferentes disciplinas dos ciclos fundamental, médio e técnico levaram à proposição nos últimos anos de grande número de trabalhos multidisciplinares em áreas como: matemática, ciências, geografia, artes, línguas, literatura e dança, dentre outras, levando a robótica a se destacar como importante plataforma para a construção do conhecimento por parte do aluno, estimulando novas relações de ensino-aprendizagem e proporcionando aos jovens a oportunidade de experimentar a engenharia e a inovação. A Mostra Nacional de Robótica (MNR), que comemora seus 10 anos de existência, tornou-se o mais importante fórum no país para a apresentação, discussão e divulgação desses trabalhos. O crescimento dessas atividades levou o grupo de pesquisadores responsável pela MNR, OBR, CBR e outros eventos a constituir formalmente no último ano uma entidade sem fins lucrativos, a RoboCup Brasil, que passa a ter a missão de gerir, de forma coordenada e otimizada, esses eventos. Antes dos sucessivos cortes de recursos, a MNR 2017 registrou o recorde anual de 366 trabalhos, com participação de 2.042 pessoas de 390 instituições, de 24 estados no país. A ausência de apoio financeiro no edital 2017 (retomada em 2018) trouxe consequências expressivas para a MNR, que ainda assim vinha mantendo sua média anual de trabalhos. No ano de 2020, contudo, com a interrupção das atividades presenciais nas escolas de todo o país em função da pandemia, a MNR sofreu novo impacto. Foram submetidos à MNR 2020 205 trabalhos por cerca de 500 participantes, e o evento foi realizado no formato virtual. Para 2021, ao mesmo tempo em que paira uma grande insegurança em todo o país no que diz respeito à capacidade de retorno às atividades presenciais, os eventos buscam também novas estratégias para se reinventar, incorporando novos elementos tecnológicos que permitam nova oxigenação em suas atividades. Para 2021, a MNR se propõe a realizar além de sua fase final presencial, mostras regionais virtuais em todo o país, bem como atuar na formação complementar de docentes, vinculada, é claro, à existência de recursos financeiros para tal.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 18/02/2021-28/02/2023
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Alexandre de Paiva Rio Camargo

Ciências Humanas

Sociologia
  • governar por números: poder, crítica e transformação social através da quantificação
  • O projeto tem por objetivo fomentar as atividades de um grupo inédito de pesquisa na sociologia da quantificação, campo ainda incipiente no Brasil, chamando atenção para seus potenciais heurísticos, que permitem renovar a compreensão de alguns dos fenômenos mais relevantes em debate hoje nas ciências sociais. Para tanto, propõe analisar os processos de produção e comunicação dos números, estatísticas, indicadores, gráficos, rankings e ratings em seus efeitos de poder sobre a sociedade, com ênfase nos seguintes tópicos: 1) o benchmarking global, que conforma um espaço estatístico de comparação e avaliação sistemática das performances dos governos nacionais, circunscrevendo suas ações; 2) a combinação crescente entre estatísticas e algoritmos, que reúne Estado e grandes empresas na expansão da vigilância promovida por metodologias opacas e distantes do controle público; 3) o lugar dos indicadores nas controvérsias econômicas, envolvendo o crescimento do PIB e as expectativas do mercado, que possibilitam antecipar o futuro e governar a incerteza; 4) o ativismo estatístico dos movimentos sociais, que busca reformar indicadores e classificações, com o fim de denunciar injustiças e promover a equidade social. Em conjunto, tais tópicos dialogam diretamente com a experiência de pesquisa da equipe. Ao abordá-los, a proposta pretende demonstrar, teórica e empiricamente, a centralidade dos processos de quantificação no mundo contemporâneo e seu caráter multidimensional, jogando novas luzes sobre a configuração do governo informacional e as modalidades de crítica e ação transformadora no contexto do capitalismo de vigilância e do neoliberalismo avançado. Até que ponto e sob quais condições a quantificação promove ou bloqueia a participação democrática? Essa é a questão principal que a pesquisa procura responder, apoiada no exame do material de pesquisa, formado com base em análise de discursos, mapeamento de controvérsias e observação de processos técnicos.
  • Universidade Candido Mendes - RJ - Brasil
  • 10/02/2022-28/02/2025
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Alexandre Dias Porto Chiavegatto Filho

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • inteligência artificial para decisões clínicas e administrativas durante a pandemia de covid-19
  • Introdução Até o dia 27 de abril, houve um total de 66.501 casos e 4.543 mortes confirmadas por COVID-19 no Brasil. Devido à escassez de exames, a recomendação atual do Ministério da Saúde do Brasil é de que os exames sejam realizados apenas para pacientes críticos. Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde tem incentivado testes em larga escala da população. Recentemente, tem também aumentado o número de casos confirmados na maioria dos países africanos e na Índia, onde o potencial de disseminação rápida exigirá decisões mais custo-efetivas sobre prioridades para a realização de testes de COVID-10. Além disso, a estrutura atual do sistema de saúde e o desconhecimento sobre o prognóstico de pacientes diagnosticados com COVID-19 tem dificultado a alocação de leitos de UTI e equipamentos como ventilação mecânica a pacientes prioritários. Mantendo-se a atual evolução no crescimento no número de casos graves, em breve a capacidade do sistema de saúde brasileiro atingirá seu limite e decisões cada vez mais imediatas terão de ser tomadas levando-se em conta o risco individual dos pacientes. Entre as várias aplicações de modelos preditivos inteligência artificial (machine learning) está o apoio à decisão de profissionais de saúde para planejamento do atendimento, principalmente no caso de uma doença nova como a COVID-19. Hospitais e postos de atendimento podem se beneficiar de modelos de predição voltados a soluções em vários momentos durante o atendimento ao paciente em nível primário (postos de saúde), secundário e terciário (hospitais), suportados por dados clínicos para fornecer soluções para decisões referentes ao diagnóstico, prognóstico e alta. Nesse contexto se insere o presente estudo, que tem como objetivo desenvolver algoritmos preditivos de machine learning para auxiliar na tomada de decisão sobre a alocação de testes COVID-19, sobre a internação em UTIs e sobre o uso de recursos, por meio da predição de risco de diagnóstico positivo de COVID-19 e de piora da evolução clínica. Trata-se de uma parceria inédita envolvendo centros de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Universidade Federal de Goiás (UFG) Métodos Serão incluídos no estudo os dados de pacientes atendidos nos hospitais participantes da rede com suspeita de COVID-19. O período analisado será desde a primeira realização de um exame de COVID-19 a partir de 17 de março de 2020 até o dado mais recente disponível no momento da aplicação dos algoritmos. Todos os dados identificadores dos pacientes serão excluídos antes do recebimento dos dados, seguindo as boas práticas adotadas em cada instituição. As variáveis preditoras para treinar os algoritmos serão todas aquelas coletadas rotineiramente pelo hospital e disponíveis para análise, principalmente os resultados do hemograma completo (como leucócitos, eosinófilos, basófilos, linfócitos, monócitos, plaquetas, proteína C-reativa, hemácias, hemoglobinas, CHCM, HCM, RDW e VCM), sexo e idade. Caso seja possível, também serão incluídas outras variáveis como sinais vitais e data de início dos sintomas. A performance preditiva dos algoritmos será medida por meio da sensibilidade, especificidade e área abaixo da curva ROC, nos dados de teste. Os hiperparâmetros dos algoritmos serão ajustados por meio de validação cruzada. As variáveis contínuas serão padronizadas por meio do z-score e as variáveis categóricas serão transformadas em dummies. Serão testadas as performances dos algoritmos mais populares de machine learning para dados estruturados, como redes neurais, random forests, support vector machines e gradient boosting trees. Serão incluídos nas análises todos os pacientes que seguiram protocolo de atendimento para casos suspeitos de COVID-19. Resultados preliminares e viabilidade técnica A equipe proponente deste estudo já possui um pré-print publicado sobre o tema, atualmente em avaliação em uma revista internacional de alto impacto: “COVID-19 diagnosis prediction in emergency care patients: a machine learning approach”. O estudo foi uma parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e teve como objetivo utilizar os dados preliminares de pacientes que realizaram o exame RT-PCR de COVID-19 para predizer risco de diagnóstico positivo da doença a partir de resultados coletados rotineiramente pelo pronto-socorro do hospital. Todos os algoritmos de machine learning testados apresentaram performance semelhante nos resultados de teste, com área abaixo da curva ROC acima de 0,84. O algoritmo com melhor performance para esses dados foi o support vector machines com área abaixo da curva ROC de 0,85, sensibilidade de 0,68, especificidade de 0,85 e Brier Score de 0,16. Os resultados demonstraram que mesmo em uma amostra pequena (apenas 235 pacientes foram analisados nesse caso), é possível uma boa performance diagnóstica apenas com dados rotineiramente coletados. Os resultados desse estudo geraram interesse na mídia, com reportagens na Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e G1. A limitação do estudo foi que os algoritmos foram desenvolvidos apenas com os resultados de um hospital com características não representativas da população brasileira. O presente estudo irá ampliar a análise e validação dos algoritmos para outras regiões brasileiras com diferentes contextos socioeconômicos e para outros desfechos relacionados à COVID-19, como a predição de risco de internação em UTI, de uso de ventilação mecânica e de óbito. A rede do atual projeto já possui a adesão de hospitais de quatro das cinco regiões brasileiras: Hospital das Clínicas da FMUSP (São Paulo), Hospital Moinhos de Vento (Porto Alegre), Hospital Municipal de Campina Grande da Paraíba e os cinco hospitais de campanha COVID-19 da Secretaria de Saúde de Goiás (SESGO). A inclusão de novos hospitais já está em fase avançada, principalmente em Curitiba, Juiz de Fora e Belém do Pará, além de outros hospitais da cidade de São Paulo.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 24/07/2020-23/08/2022