Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Ana Luiza Silva Maia

Ciências da Saúde

Medicina
  • carcinoma medular de tireoide: impacto das variantes genéticas e microambiente tumoral.
  • A compreensão dos mecanismos moleculares que impulsionam os processos oncogênicos é crucial para estratégias diagnósticas e terapêuticas. A Neoplasia Endócrina Múltipla (NEM) 2A é uma síndrome genética caracterizada pela presença do carcinoma medular da tireoide (CMT), feocromocitoma e hiperparatireoidismo. Mutações ativadoras do gene RET (rearranged during transfection) na linhagem germinativa são responsáveis pela NEM 2 enquanto que mutações somáticas ocorrem em ~50% no CMT esporádico. Rearranjos e fusões do RET ativam processos oncogênicos em outras neoplasias humanas. Apesar da correlação genótipo-fenótipo, a heterogeneidade clínica observada em indivíduos com a mesma mutação ainda é pouco compreendida. Os inibidores da tirosina quinase (TKIs) são utilizados no tratamento do CMT com resposta variável e sem impacto na sobrevida. Terapia-alvo RET especifica parece ser mais eficaz, mas muitas questões permanecem sem resposta. De modo mais amplo, as vias de sinalização induzidas pela RET ainda são pouco exploradas. A nossa hipótese é que características clínicas e moleculares não identificadas influenciam na agressividade tumoral e resposta terapêutica. Insights sobre o microambiente tumoral, características epigenéticas e aquisição de novas anormalidades genéticas são cruciais na compreensão do comportamento tumoral. A proposta consiste de 3 subprojetos: 1. Ampliar a investigação de pacientes com CMT, incluindo informações demográficas, bioquímicas, genético-moleculares e fenotípicas, bioinformática e análise de dados de larga escala disponíveis em bancos públicos; 2. Explorar o perfil epigenético e microambiente tumoral na patogênese do CMT. 3. Explorar mecanismos de sinalização do gene RET em outras neoplasias malignas humanas, particularmente no câncer de mama onde dados preliminares mostram aumento da expressão do RET. Os resultados contribuirão no avanço do conhecimento dos mecanismos tumorais associados ao gene RET e desenvolvimento de novas terapêuticas.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 05/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Ana Luiza Spadano Albuquerque

Ciências Exatas e da Terra

Oceanografia
  • projeto aspecto – assimetria na distribuição de energia e massa entre as correntes de contorno oeste do atlântico sul durante os últimos 180ka (mis 6 ao mis1) e o papel do vazamento das agulhas sobre o clima continental
  • O acoplamento oceano-atmosfera é decisivo para a determinação, tanto dos estados médios, quanto da variabilidade do clima terrestre, em função da elevada capacidade térmica dos oceanos e de suas propriedades de distribuição de calor. O entendimento dos modos e padrões de variabilidade dos oceanos em larga escala temporal depende de estudos paleoceanográficos, os quais têm comprovado claramente a direta relação entre a dinâmica oceanográfica e o clima global. O Oceano Atlântico teve (tem) papel central na propagação das mudanças climáticas abruptas, uma vez que elas estiveram (estão) associadas à marcantes alterações na intensidade da Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico (do inglês, Atlantic Meridional Overtuning Circulation, AMOC). Apesar disso, o conhecimento a respeito das mudanças na paleocirculação na porção tropical e subtropical do oeste do Atlântico Sul é ainda restrito, esparso e fragmentado, a despeito de seu reconhecido papel na transferência de calor inter-hemisférico e, consequentemente, na modulação do clima global. Neste sentido, o oceano Atlântico Sul contribui com a AMOC transferindo calor para o Atlântico Norte através do Giro Subtropical do Atlântico Sul (GSAS). Na porção norte deste Giro, a Corrente Sul Equatorial (CSE) se bifurca dando origem às correntes de contorno oeste que ocupam a margem brasileira, são elas: a Corrente Norte do Brasil (CNB) e a Corrente do Brasil (CB), nos ramos norte e sul, respectivamente. A variabilidade da temperatura da superfície do mar (TSM) dessas correntes modula o posicionamento e a intensidade dos principais mecanismos atmosféricos que controlam o clima da América do Sul, tais como: a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Além disso, na porção sudoeste do GSAS, o Oceano Atlântico recebe calor transportado do Índico através do vazamento das Agulhas, o qual contribui para a variabilidade na distribuição de calor e sal entre as correntes de contorno oeste do Atlântico Sul e, consequentemente, modula a intensidade da AMOC. Estudos paleoceanográficos que abordem a variabilidade oceanográfica do setor oeste do Atlântico Sul, especialmente focados na CNB e CB são ainda raros. Apesar desta escassez de registros paleoceanográficos, alguns estudos têm apontado para uma condição antifásica ou assimétrica no transporte de calor e sal entre as correntes de contorno oeste do Atlântico Sul, e o fundamental controle do vazamento das Agulhas sobre esse mecanismo, acomodando as marcantes mudanças no transporte inter-hemisférico deste calor e sal no Atlântico. No entanto, o impacto das mudanças climáticas abruptas sobre a CNB e CB permanece elusivo, principalmente em função da pequena quantidade de registros marinhos com alta resolução temporal. Neste sentido, o Projeto ASpECTO se propõe a estudar a assimetria de transporte de calor e massa entre as CNB e CB ao longo dos últimos 180.000 anos (MIS 6 ao MIS1), buscando também entender o impacto do vazamento das Agulhas sobre o transporte de calor dessas correntes e suas consequências sobre o clima continental. Para tanto, esse projeto se baseia no estudo de três testemunhos marinhos localizados nas Bacias de Santos (GL1090), Pernambuco-Paraíba (GL1180) e Barreirinhas (GL1248), os quais estão sob a influência da Corrente do Brasil, da região da bifurcação da Corrente Sul-Equatorial e da Corrente Norte do Brasil, respectivamente. Além disso, esse projeto também abordará um testemunho coletado pela Expedição IODP-361 (Janeiro-Fevereiro 2016), localizado no Banco das Agulhas ao largo da Cidade do Cabo na África do Sul (U1479), que representa a região reconhecida como “Agulhas ring-corredor”, cujo o estudo será realizado em alta-resolução temporal, visando estabelecer os padrões de exportação de calor e sal entre os oceanos Índico e Atlântico.
  • Universidade Federal Fluminense - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2023
Foto de perfil

Ana Manhani Cáceres Assenço

Ciências da Saúde

Fonoaudiologia
  • desenvolvimento de habilidades comunicativas em contexto de distanciamento social: um estudo longitudinal
  • O desenvolvimento da linguagem é fundamental para o pleno desenvolvimento infantil e é apontado como uma medida de bem-estar na infância. Os seis primeiros anos de vida são vitais para tal desenvolvimento, o que exige condições biológicas e um ambiente de interação saudável. A pandemia de covid-19 alterou o padrão usual de interação social ao demandar o uso de máscaras e distanciamento social, o que poderá impactar o desenvolvimento de habilidades comunicativas das crianças. Tal impacto poderá ser refletido na redução da efetividade da triagem auditiva neonatal e dos índices de diagnóstico precoce de perdas auditivas; e no aumento de barreiras para este desenvolvimento devido ao uso de máscaras (redução sutil da intensidade da fala e perda de informações das expressões faciais), menor exposição a interações sociais em um período crítico e ao acesso precoce e excessivo de telas. Entretanto, ainda não há evidências científicas que comprovem que tal impacto trará prejuízos. Afinal, se por um lado temos restrições ambientais, por outro há evidências de que a plasticidade cerebral poderia criar novas conexões em resposta a eventos adversos. Assim, este projeto visa monitorar o desenvolvimento de habilidades comunicativas nos primeiros 36 meses de vida de crianças nascidas em contexto de distanciamento social. Tal objetivo se justifica pela compreensão de que se confirmado tal prejuízo, o aumento do diagnósticos de transtornos da linguagem configura uma questão de saúde pública com potencial para afetar toda uma geração. Assim, o projeto será desenvolvido de forma longitudinal e observacional, de acordo com as normas éticas e sanitárias vigentes. Será realizado cálculo amostral para garantir o poder estatístico dos resultados, bem como serão adotadas medidas de avaliação padronizadas no país (protocolos de relato dos pais, instrumentos de rastreio e de avaliação do desenvolvimento), além de dados demográficos e histórico de saúde.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Ana Maria Baptista Menezes

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • prematuridade e doenças crônicas nao transmissiveis nos adultos jovens (30 anos) da coorte de nascidos vivos de 1993, pelotas, rs
  • Em 1998, Barker propôs que as doenças crônicas não transmissíveis (sigla em inglês: NCD) podem resultar não somente da genética ou estilo de vida não saudável do indivíduo, como também do desenvolvimento intrauterino e do pós-natal imediato. A partir daí, várias pesquisas buscam mostrar a relação entre condições de nascimento desfavoráveis e doenças crônicas tardias. O presente projeto visa avaliar a associação entre prematuridade nos membros da coorte de nascimento de 1993, Pelotas, RS, com desfechos tardios nestes participantes aos 30 anos de idade. A informação sobre idade gestacional foi obtida ao nascimento sendo prematuridade definida como os nascidos de mães com <37 semanas de gestação. Na próxima visita da coorte, aos 30 anos (ano de 2023), serão avaliados desfechos como doenças cardiovasculares, pulmonares, déficit de atenção (TDAH), violência, dentre outras, através de proxys para essas futuras doenças ja que são adultos jovens. Através de alguns exames como função pulmonar, pressão arterial, ultrassom de carótida, IMC, composição corporal por DXA e BOD Pod, assim como a informação por questionários (red cap) sobre dieta, atividade física, saúde mental e violência poderemos detectar, precocemente, alterações para futuras doenças. Há evidência de países de alta renda que prematuros estão em risco de doenças em longo prazo. No nosso meio, sabe-se pelas quatro coortes de nascimento de Pelotas (1982, 1993, 2004 e 2015) que a prevalência de prematuridade aumentou de 5,8% em 1982 para 13,8%, em 2015. Acredita-se que esta epidemia de pré-termos esteja diretamente ligada à epidemia da cesária. Nossa hipótese é de crianças nascidas pré-termo estão em maior risco de desenvolverem doenças na vida adulta comparadas a crianças nascidas a termo. A estratégia metodológica para este projeto é o fato de termos uma coorte de nascimento prospectiva e de base populacional com informações desde o nascimento e seguimento da mesma em várias idades ao longo do ciclo vita
  • Universidade Federal de Pelotas - RS - Brasil
  • 14/02/2022-28/02/2025