Projetos de Pesquisa

 

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Tatiana Baptista Gibertoni

Ciências Biológicas

Botânica
  • biologia da conservação de fungos sensu lato em áreas de mata atlântica do nordeste brasileiro
  • Os fungos (Reino Fungi) são organismos eucarióticos, heterotróficos que se nutrem por absorção. O seu estado vegetativo, geralmente representado por um conjunto de hifas (micélio), é fixo, mas, em alguns grupos, estruturas reprodutivas podem apresentar mobilidade (por flagelos). A parede celular é constituída basicamente por quitina e glicanos. O micélio pode ser homo- ou heterocariótico, haploide, dicariótico ou diploide. A reprodução e dispersão se dão por propágulos geralmente microscópicos sem flagelo produzidos em grande número chamados ‘esporos’. Em alguns grupos, o esporo é uni- ou ocasionalmente multiflagelado e inseridos na região posterior da célula. Os fungos são encontrados nos mais diversos habitats terrestres e aquáticos, onde atuam como sapróbios, simbiontes mutualísticos ou parasitas e estão classificados em nove filos: Microsporida, Chytridiomycota, Monoblepharidomycota, Blastocladiomycota, Neocallimastigomycota, Mucoromycota, Zoopagomycota, Ascomycota e Basidiomycota. Alguns organismos, semelhantes morfologicamente aos fungos verdadeiros, são usualmente estudados como tal e englobam alguns grupos aquáticos (Oomycota), que apresentam celulose na parede celular e zoósporos heterocontes, e grupos plasmodiais (Myxomycota e Plasmodiophoromycota), que apresentam um protoplasma uni- ou multinucleado não circundado por parede celular. Atualmente, estima-se a existência de 700.000 a 5,1 milhões de espécies de fungos sensu stricto, das quais apenas 5-10% já descritas. Neste contexto, o Brasil tem 5.720 espécies de fungos sensu stricto registradas, o que representa aproximadamente 5,7% das espécies descritas. Apesar de muitas espécies já descritas serem endêmicas de outras regiões do planeta, o número registrado para o Brasil ainda está muito aquém das 13.090–14.510 espécies de fungos estimadas para o país. Além disso, a vasta maioria das espécies no Brasil ainda é identificada de acordo com critérios morfológicos, que muitas vezes não evidenciam o grau de parentesco natural entre táxons e subestimam a real diversidade dos fungos no país. Vale salientar que é escasso o conhecimento sobre a conservação e a distribuição das espécies de fungos nos diversos ambientes. Das 100.000 espécies descritas, apenas 29 constam na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da IUCN (2016), nenhuma no Brasil. Informações sobre a distribuição dos fungos em ecossistemas são igualmente escassas, principalmente nos trópicos. A complexa estrutura que caracteriza as florestas tropicais permite a existência de numerosos microhabitats que podem ser ocupados por fungos, delimitados por fatores como espécie vegetal, pH e umidade do hospedeiro, luminosidade, interação com outros organismos, oxigenação e nutrientes da água e solo, estresses, entre outros. Fatores macroambientais como pluviosidade, antropização e fisionomia vegetal também estão entre os que influenciam a ocorrência e a distribuição de fungos nos ecossistemas. Desse modo, a caracterização da micota e a análise da composição de espécies presente em áreas conservadas com áreas antropizadas na região da Mata Atlântica do Nordeste podem preencher várias lacunas no conhecimento acerca da diversidade de fungos sensu lato no país e fornecer dados que auxiliem a definir políticas públicas de conservação desses organismos e dos ambientes que ocupam. Nesse contexto, pretende-se responder às seguintes questões: como os fungos sensu lato estão representados na Mata Atlântica e como se distribuem? Que fatores bióticos e abióticos determinam essa ocorrência e distribuição? De que modo a influência antrópica interfere nas comunidades de fungos sensu lato? Diferentes microhabitats abrigam diferentes comunidades de fungos sensu lato em uma mesma reserva de Mata Atlântica? Quais as espécies possuem maior potencial para avaliação da qualidade ambiental?
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 11/12/2017-31/12/2021
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Tatiana Bendo

Engenharias

Engenharia de Materiais e Metalúrgica
  • efeito da adição de camada enriquecida com molibdênio sobre o comportamento tribológico de compósito autolubrificante fe-0,6c-3sic.
  • As atividades de pesquisa propostas neste trabalho visam a investigação do desempenho da deposição/crescimento de camadas sobre amostras de material compósito autolubrificante (Fe + 0,6C + 3SiC) produzidas por metalurgia do pó (MP). As amostras serão produzidas a partir da moldagem de pós por injeção (MPI) e sinterização concomitante com enriquecimento da superfície com molibdênio. Esse processo é realizado em descarga luminescente em regime anormal, usando a configuração ânodo-cátodo confinado. Nesta configuração a amostra funciona como ânodo, sendo que o cátodo pode ser construído de algum material metálico que se deseja enriquecer a amostra, no presente caso, o cátodo para enriquecimento com molibdênio é construído de Mo puro (liga TZM – 99,8 % em massa de Mo). Através da pulverização catódica, utilizando condições de plasma adequadas, é possível introduzir elementos metálicos na fase gasosa e promover o enriquecimento superficial com estes elementos químicos na superfície da amostra. Nesse processo é obtida uma camada de alguns micrometros, enriquecida com o elemento de liga Mo, que por sua vez, gera endurecimento dessa região por formação de solução sólida, ou formação de novas fases. Assim, simultaneamente à sinterização a plasma, pode-se gerar no material, uma camada superficial enriquecida com o elemento de liga, com propriedades melhoradas, mantendo-se o núcleo (substrato) dúctil e tenaz. Esta modificação microestrutural da superfície pode ser interessante do ponto de vista tecnológico, pois se tem a melhoria das propriedades mecânicas somente na superfície, onde os componentes sofrem, principalmente, a ação de desgaste por movimento relativo ou corrosão. Além disso, também para fins comparativos, serão produzidas amostras onde o volume total da amostra tem a mesma composição química da superfície das amostras enriquecidas (Fe + 0,6C + 3SiC + xMo). O objetivo do trabalho é avaliar as modificações microestruturais obtidas com o enriquecimento superficial de materiais autolubrificantes e como elas afetam as propriedades do material. Para isso, as amostras serão analisadas por microscopia ótica (MO), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e de transmissão (MET). A análise das fases presentes se dará por difração de raios X. Também serão realizadas medidas de densidade, microdureza e interferometria ótica. Por fim, serão realizados ensaios tribológicos para avaliar a durabilidade e o coeficiente de atrito das amostras.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana de Arruda Campos Brasil de Souza

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • caracterização estrutural e funcional de l-asparaginase humana modificada, asrgl1-g10
  • Enzimas asparaginases são um dos componentes essenciais ao tratamento da leucemia linfoide aguda nos últimos 40 anos. Uma asparaginase atua fazendo a depleção da asparagina circulante no plasma, a qual é essencial para a sobrevivência das células leucêmicas. Em contraste às células normais, essas células tumorais apresentam deficiência na habilidade em sintetizar de novo a asparagina e dependem do aminoácido extrínseco a elas para sua proliferação. Atualmente três asparaginases são utilizadas terapeuticamente: L-asparaginase II nativa de Escherichia coli, uma forma PEGuilada dessa enzima e L-asparaginase isolada de Erwinia chrysanthemi. As asparaginases bacterianas estão associadas a diversos efeitos colaterais em virtude a sua alta toxicidade e imunogenicidade. A inclusão de L-asparaginase humana (ASRGL1) no tratamento da leucemia linfoide aguda poderia solucionar grande parte dos problemas enfrentados com as enzimas bacterianas. Entretanto, constitui-se uma solução desafiadora, pois a enzima humana é somente ativa após uma etapa de autoclivagem, que apresenta uma baixa eficiência in vitro, reduzindo sua atividade enzimática. Nosso grupo desenvolveu a primeira variante de ASRGL1 com capacidade intrínseca de hidrolisar L-asparagina in vitro com atividade 50 vezes maior que ASRGL1. Esta invenção está depositada no INPI sob o código BR1020180010336 e também junto ao Tratado de Cooperação de Patentes (PCT, internacional), N° BR2019 050017. O emprego de uma L-asparaginase humana no tratamento de LLA implica em diversas vantagens clínicas, sendo a produção de uma asparaginase humana com capacidade autocatalítica otimizada o primeiro passo no caminho para tornar seu uso no tratamento de leucemias uma realidade. A execução da presente proposta permitirá finalizar a caracterização estrutural e funcional dessa molécula inovadora desenvolvida pelo nosso grupo. Essa caracterização é importante para avaliar a estabilidade e toxicidade em estudos pré-clínicos, fundamentais para o invento se tornar efetivamente um medicamento.
  • Fundação Oswaldo Cruz - PR - Brasil
  • 05/12/2019-31/12/2021
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Tatiana de Castro Amato Locatelli

Ciências Humanas

Psicologia
  • educação para redução de riscos do uso de álcool por adolescentes: desenvolvimento de um programa brasileiro.
  • Diante da lacuna de programas preventivos alinhados ao modelo educacional brasileiro, este projeto tem por objetivo desenvolver atividades para compor um programa brasileiro voltado para redução dos riscos relacionados ao consumo de álcool por adolescentes a partir dos seguintes objetivos específicos: (1) consolidar as bases teóricas do programa (2) estruturar atividades que irão compor o programa brasileiro a ser desenvolvido, em conformidade com as exigências técnico científicas, as necessidades da nossa cultura e da educação pública do 8º ano do ensino fundamental II. A pesquisa será dividida em duas etapas subsequentes sendo a primeira uma revisão integrativa da literatura científica internacional sobre as bases teóricas de programas educacionais sobre álcool e a realização de um Learning Alliance (parte 1) para construção da proposta preventiva, a partir da formação de um comitê consultivo com pessoas envolvidas com o público alvo da intervenção (estudantes, familiares, professores, diretores, coordenadores pedagógicos e outros funcionários da escola, especialistas e gestores de políticas públicas). A segunda etapa terá como base a pesquisa-ação, que está dividida em dois tipos de atividades: oficinas pedagógicas nas escolas, onde serão criadas e avaliadas as ações práticas que irão compor o programa e a continuação do Learning Alliance (parte 2) para consolidação das ações que foram testadas nas oficinas. Além de contribuir com a literatura científica na área, o projeto desenvolverá uma proposta para responder a uma lacuna da educação brasileira relativa a educação sobre álcool.
  • Universidade Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Dillenburg Saint'Pierre

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • avaliação da distribuição de metais e de metaloporfirinas em sedimentos da baía de guanabara, rj, para fins de monitoramento ambiental.
  • A Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, é um ambiente estuarino com influência marinha, onde cerca de 55 rios desaguam, com alto tráfego de barcos e navios e localizada próxima das regiões produtoras de petróleo. O aporte de contaminantes na baía vem sendo apontado como um risco para a biota local e para seus consumidores, assim como para as pessoas que manuseiam os sedimentos superficiais em técnicas de dragagem (Silveira et al., 2017; Aguiar et al., 2016; Soares-Gomes et al., 2016). A porção noroeste da bacia hidrográfica da Baía de Guanabara recebe os efluentes da maioria das indústrias do polo industrial da região metropolitana do Rio de Janeiro, sendo os rios Meriti, Iguaçu e Estrelas, os principais receptores. Diferentes autores apontaram alta toxicidade nos sedimentos dessa região para a biota aquática (MORAES et al., 2000; MARANHO et al., 2010), bem como para a terrestre, em contato com sedimento dragado disposto no solo (Cesar et al. 2017). De forma geral, o ambiente anóxico e a lenta circulação das águas da baía permitem a estabilização e acumulação de metais tóxicos, como Ni, Cd, Cr, Pb, e Hg nos sedimentos, na forma de sulfetos, oxihidróxidos e associados à matéria orgânica. Sabe-se também, que diferentes espécies metálicas apresentam diferentes toxicidades e o entendimento dos processos de mobilização e conversão de espécies de metais tóxicos em ambientes marinhos e estuários é relevante para se propor ações de remediação. Metais associados a frações biodisponíveis podem ser tóxicos à biota aquática, como por exemplo, Ni, que apresenta alta toxicidade para invertebrados e vertebrados, por bloquear os canais de absorção de Ca2+ e Mg2+, através de mecanismos ainda pouco conhecidos (Blewett and Leonard, 2017). Assim, para que haja a compreensão da mobilidade de metais em sedimentos, são necessárias técnicas de extração sequencial para a determinação dos metais ligados a frações distintas. O fracionamento de metais entre as formas biodisponíveis mostra que alguns elementos, como Ni e Cu, se encontram predominantemente na fração orgânica (Cordeiro et al., 2015; Gissi et al., 2016). As técnicas de fracionamento empregam a extração sequencial com soluções ácidas ou redutoras, extraindo e estabilizando o metal na sua forma catiônica ou aniônica. Essas técnicas permitem a investigação prévia da fração concentradora, mas não permitem a determinação do metal na sua forma original. Os metais associados à matéria orgânica podem ter origem antropogênica, considerando que a contaminação por metais na Baía de Guanabara é cerca de 80 % de origem industrial. Em particular, Ni e V são resíduos comuns do refino de petróleo, por estarem presentes em concentrações acima do mg kg-1 em óleos brutos. A ocorrência de Ni e Vi no petróleo se deve à sua complexação com porfirinas, que são núcleos tetrapirrólicos (Caumette et al., 2009). Tetrapirróis são os componentes principais de sistemas respiratórios em seres vivos, sendo esses associados ao Fe (hemoglobina) ou ao Mg (clorofila). A substituição desses por V e Ni em óleos e xistos como derivados de tetrapirróis é uma consequência da degradação da hemoglobina, clorofila e bacterioclorofila durante a diagênese sedimentar dos detritos de organismos vivos, quando submetidos ao estresse termal, durante os processos de maturação do óleo. (Ocampo et al., 1984, 1993). As petroporfirinas se dividem em famílias e com alto grau de complexidade nos óleos, resultando em séries homólogas, que necessitam de técnicas modernas para sua identificação e quantificação. As concentrações de V e Ni são empregadas em estudos sobre a geoquímica do petróleo ou para evitar o envenenamento de catalisadores. A espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado (do inglês, ICP-MS) é uma técnica multielementar que pode ser usada para determinação de elementos em matrizes orgânicas, após diluição em solventes e com o mínimo de preparo de amostra (Duyck, 2007; Poirier, 2016). Por outro lado, a separação das metalo-petroporfirinas é feita com o uso da cromatografia líquida de alta eficiência (do inglês, HPLC), que pode ser facilmente hifenada ao ICP-MS. Recentemente, a HPLC em fase reversa C18 com uma fase móvel de metanol e metanol tolueno, hifenada ao ICP-MS, permitiu separar e quantificar VO-petroporfirinas em frações de porfirinas obtidas a partir de óleos brutos. O preparo de amostra, nesse caso, é feito por cromatografia líquida preparativa com sílica gel (Wandekoken, 2016). Em áreas contaminadas por esgotos domésticos e pela atividade petrolífera, as porfirinas podem ter origens complexas, como a degradação de organismos vivos que se misturam com o chorume (clorofila, protoporfirinas). A determinação de Ni-porfirinas em um extrato de sedimentos da Baía de Guanabara foi feita por HPLC-ICPMS, após extração Soxhlet com tolueno (Duyck et al., 2011). Os sedimentos foram obtidos em perfil de 16,5 cm numa área estuarina que recebe efluentes do rio Meriti. Esse primeiro resultado mostrou a eficiência da metodologia e despertou a necessidade de se estudar Ni, mas também outros metais que possam estar ligados à matéria orgânica. A escolha de solventes para extração de porfirinas pode resultar na extração de outros tetrapirrós como as clorofilas, com uma mistura de tolueno:metanol (3:1), por exemplo. No entanto, o uso do detector de diodos (HPLC) em 400 nm, específico das porfirinas e do ICP-MS para detecção e quantificação do elemento, permite a seletividade para metaloporfirinas. As porfirinas complexadas a outros metais como Cu, Zn, serão também investigadas.
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Emanuelli

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • micronização do bagaço de oliva fracionado granulometricamente: aumentando a solubilidade de compostos bioativos para potencializar seu uso na nutrição humana e no arraçoamento animal
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal de Santa Maria - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Helena Rech

Ciências da Saúde

Medicina
  • valor prognóstico do gap glicêmico em pacientes criticamente doentes
  • Alterações endocrinológicas têm mostrado associação com prognóstico de pacientes criticamente doentes (1). A hiperglicemia é uma resposta metabólica compensatória ao estresse agudo e sua presença reflete o desenvolvimento de resistência à ação da insulina, sendo um sinal de prognóstico desfavorável em pacientes críticos (2, 3). Muito tem se estudado sobre o manejo dos níveis glicêmicos de pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTI), porém estudos com resultados controversos impedem que haja um consenso sobre o controle glicêmico ideal (4-11). Nesse sentido, a pergunta que se impõe não é se o controle glicêmico deve ser feito, mas sim quais alvos glicêmicos devam ser buscados, para assegurar benefício com baixas taxas de efeitos adversos, como a hipoglicemia por exemplo (8). Um grupo particular de pacientes em UTI são os pacientes com diabetes melito (DM). Estudos sugerem que um controle glicêmico moderado (90-140 mg/dl), associa-se a um maior risco de morte em pacientes não diabéticos quando comparado ao controle glicêmico intensivo (80-110 mg/dl), mas a um menor risco de morte em pacientes com DM (12). A hiperglicemia crônica do paciente com DM parece gerar um acondicionamento celular protetor contra o dano mediado pela hiperglicemia aguda durante a doença crítica. Esse mecanismo de acondicionamento celular consistiria na redução da expressão do transportador de glicose-1 (GLUT-1) e do transportador de glicose-4 (GLUT-4) devido à exposição crônica à hiperglicemia, o que protegeria contra a toxicidade mediada pela sobrecarga celular de glicose (13). Assim, os níveis de glicemia seguros e desejáveis para alguns grupos de pacientes podem não ser os mesmos para pacientes com DM com controle metabólico inadequado expostos à hiperglicemia crônica. A hiperglicemia é sabidamente deletéria e está associada à fraqueza muscular adquirida na UTI, uma grave sequela da doença crítica, de forma independente e pouco estudada (14). A maneira como a glicose lesa os tecidos neuromusculares não é clara, mas a glicotoxicidade está associada à inflamação, extresse oxidativo, disfunção mitocondrial com redução da capacidade de síntese aeróbica de ATP, ativação de caspases e apoptose (15). A despeito disso, não há consenso sobre o controle glicêmico adequado em pacientes criticamente doentes. Evidências sugerem que a implementação de protocolos para controle glicêmico deva ser individualizada, principalmente levando-se em consideração se o paciente é previamente diabético ou não (16, 17). Desta forma, a medida da hemoglobina glicada (HbA1c) pode ter papel importante na admissão de pacientes na UTI, individualizando as metas glicêmicas e permitindo calcular o gap glicêmico, já sugerido como fator prognóstico em alguns cenários de doença não crítica (18, 19). Gap glicêmico é a diferença entre a glicemia na admissão na UTI e a glicemia média estimada a partir do valor de HbA1c. Sendo assim, o objetivo principal deste projeto é investigar o valor prognóstico do gap glicêmico como preditor de desfechos desfavoráveis em pacientes internados em UTI (como mortalidade, tempo de internação, tempo de ventilação mecânica e desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI) e a sua relação com a expressão de citocinas plasmáticas e com a expressão dos genes do receptor da insulina (INSR), GLUT-1 e GLUT-4, potencialmente envolvidos no desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI. Para tanto, serão feitas dosagens séricas de glicemia e HbA1c e dosagens plasmáticas das citocinas, como tumor fator de necrose tumoral (TNF), interleucina-1β (IL-1β), interleucina-6 (IL-6), interleucina-8 (IL-8), interleucina-10 (IL-10), interleucina-17 (IL-17) e interferon-γ (INF-γ) em todos os pacientes admitidos na UTI durante o período do estudo, além da dosagem da expressão dos genes INSR, GLUT-1 e GLUT-4, por meio de técnica de PCR em tempo real em material de biopsias de tecido muscular em 50 pacientes. Ainda, será realizada uma revisão sistemática com metanálise de estudos de gap glicêmico em paciente criticamente doentes para investigar sua associação com desfechos desfavoráveis. Além disso, serão empregadas técnicas inovadoras de análise de dados em Medicina, como o aprendizado de máquina (do inglês, machine learning) para a construção de algoritmos que possam predizer desfechos de pacientes criticamente doentes com maior precisão. Dentro da perspectiva da medicina de precisão e de análises de Data Science e aprendizado de máquina, a identificação de um valor de gap glicêmico que se associe com maior incidência de desfechos desfavoráveis poderia ser uma ferramenta para auxiliar na escolha de alvos de controle glicêmico personalizados para cada paciente, reduzindo assim o risco de potenciais eventos adversos iatrogênicos, principalmente episódios de hipoglicemia. Além disso, a relação entre hiperglicemia de estresse (medida pelo gap glicêmico), inflamação e a expressão de genes INSR, GLUT-1 e GLUT-4, potencialmente implicados no desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI, nunca foi estudada.
  • Hospital de Clínicas de Porto Alegre - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Martelli Mazzo

Outra

Divulgação Científica
  • vi semana de ciência e tecnologia de santos
  • Este projeto será inserido na 17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (XVI SNCT), uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), cujo tema é “Inteligência Artificial: A Nova Fronteira da Ciência Brasileira”. A VI Semana da Ciência e da Tecnologia de Santos, com alcance na região metropolitana da Baixada Santista (09 municípios), será realizada pela Prefeitura Municipal de Santos por meio da Secretaria de Governo (SEGOV) e da Fundação Parque Tecnológico de Santos (FPTS) em parceria com a Universidade Federal de São Paulo Campus Baixada Santista (UNIFESP). A proposta tem como finalidade promover eventos e ações de divulgação e popularização da ciência fomentando a transversalidade do tema nos quaro níveis educacionais (Fundamental, Médio, Técnico e Superior), na comunidade em geral, especialmente naquelas que vivem em regiões de vulnerabilidade social. O evento busca contribuir para a integração da comunidade com as escolas públicas, as universidades públicas e os institutos de pesquisa & desenvolvimento, promovendo a inclusão social por meio da popularização do conhecimento. Nesse sentido, este evento busca estimular a livre circulação e apropriação do conhecimento a todas as camadas da sociedade criando ambientes de formação colaborativa, fomentando o desenvolvimento e a ampliação da atividade empreendedora e de inovação tecnológica e a igualdade de gênero. Em decorrência das ações de distanciamento social, provocadas em razão do combate à infecção pelo novo coronavírus, serão promovidas atividades que privilegiam encontros virtuais. Entre estas ações destacam-se a 1) Universidade Portas Abertas: Feira de Profissões da UNIFESP Baixada Santista; 2) Maré de Ciência com a Escola: Desmistificando a Inteligência Artificial na minha escola; 3) Desafio Startup Cidadã: Desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial para solução de problemas de negócios, que será um concurso cultural virtual, com apoio de empresa do setor portuário; 4) Desafio de Empreendedorismo para estudantes do ensino médio de escolas públicas; 4) Seminários online sobre Inteligência Artificial; 5) Comunicação Científica em Rádio; 6) Mostra de vídeos; 7) Lives e webinários abordando diferentes temáticas como por exemplo, inteligência artificial, a importância da diversidade nas carreiras de ciência e tecnologia e ainda o papel da ciência na sociedade.
  • Universidade Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 20/10/2020-30/04/2021
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Tatiana Rodrigues de Moura

Ciências Biológicas

Imunologia
  • investigar o papel do trem na infecção por l. infantum
  • A leishmaniose visceral (LV) afeta de forma considerável a população mundial, constituindo um grande impacto na saúde pública. O Brasil concentra 96% dos casos de LV das Américas e, apesar dos esforços para o controle da doença, dos anos 2000 a 2016, a letalidade aumentou de 3,2% para 7,4%. Em Sergipe, em 2016 foi observado 20,4% de letalidade na LV (BRASIL, 2017). Para a redução da transmissão e da morbimortalidade no Brasil, o Programa de Vigilância e Controle da LV do Ministério da Saúde, recomenda o aperfeiçoamento dos procedimentos diagnósticos e a disponibilidade oportuna de medicamentos (BRASIL, 2014). A identificação precoce dos pacientes que poderão evoluir com gravidade é de fundamental para redução da letalidade. Os pacientes com LV apresentam imunossupressão e uma forte resposta inflamatória sistêmica com capacidade limitada de controle de replicação dos parasitas. Mecanismos relacionados à desregulação da resposta inflamatória e vias de morte de células de defesa imune podem estar envolvidos na patogênese e prognóstico da LV (QUINTELA-CARVALHO et al., 2017). O reconhecimento dos patógenos é o primeiro passo para o desenvolvimento de uma reposta imunológica. Neste sentido, células da imunidade inata expressam vários receptores de superfície celular e moléculas de sensoriamento intracelulares que permitem o reconhecimento autônomo de padrões moleculares associados à patógenos (PAMPs), que dão início à reposta pró-inflamatória contra antimicrobianos (WEBER et al., 2014). Receptores Toll-like (TLR) e Node-like (NLR), que reconhecem um grupo diverso de estruturas microbianas altamente conservadas, representam dois grandes exemplos de receptores da imunidade inata com funções de ativação (ABBAS, LITCHAMAN, PILAI, 2008). Contudo, no ano de 2000, Bouchon, Dietrich; Colonna identificaram um novo grupo de receptores da imunidade inata, conservado evolutivamente, sendo chamados de Triggering Receptor Expressed Myeloid Cells (TREM) (BOUCHON; DIETRICH; COLONNA, 2000). Desde então, este grupo de receptores vem sendo estudado e caracterizado. A ativação do TREM-1 tem se destacado em pesquisas recentes, e, resulta na produção de uma variedade de citocinas pró-inflamatórias que amplificam a resposta imune inata e adaptativa (BOUCHON, et al., 2000; WEBER et al., 2014). O TREM-1 promove a resposta inflamatória às bactérias e ao lipopolissacarídeo do ligante TLR4 (LPS), atua em sinergismo com TLR2 e TLR4. Em contraste, o TREM2 e o TREML1 suprimem os sinais induzidos por TLR e protegem contra a autoimunidade (GUERREIRO et al., 2013; JONSSON et al., 2013; WASHINGTON et al., 2009). Os ligantes para os receptores TREM permaneceram em grande parte desconhecidos; no entanto, vários relatórios sugerem que os receptores TREM podem se ligar a moléculas microbianas e hospedeiras. O TREML4 se liga a células apoptóticas e necróticas tardias , enquanto o TREM1 e o TREM2 reconhecem ligantes aniônicos de bactérias (HEMMI et al., 2009; N’DIAYE et al., 2009). O TREM-1 é um receptor de superfície celular constitutivamente expresso em neutrófilos e monócitos e desempenha um papel fundamental na resposta imune inata, sendo capaz de amplificar e regular a resposta inflamatória. Adicionalmente, o TREM-1 pode ser produzido na sua forma solúvel (sTREM-1), o qual pode ser utilizado como um biomarcador indireto de inflamação sistêmica, concentrações elevadas de sTREM-1 foram detectadas em pacientes com infecções, enquanto um declínio sérico de sTREM-1 indicou evolução clínica favorável do choque séptico, o que sugere que a forma solúvel regula negativamente a ativação do TREM-1 por competir com os ligantes do TREM-1 (GIBOT et al., 2004, 2007; JEDYNAK et al., 2017). Em dados recentes publicados pelo nosso grupo, níveis séricos elevados de sTREM-1 foram associados a gravidade em pacientes com LV, vimos, ainda, que neutrófilos infectados com L. infantum apresentam a liberação de sTREM-1 correlacionada com aumento da carga parasitária (BOMFIM et al., 2017). Em pacientes com LV foi observado a redução deste receptor na superficie de neutrofilos . Por outro lado, a inibição farmacológica da apoptose de neutrófilos induz a morte inflamatória durante a infecção por L. infantum, o que pode esta favorecendo a disseminaçao do parasita e a intensa inflamação (QUINTELA-CARVALHO et al., 2017. Recentemente, foi demonstrado que a sinalização da via TREM-1 em infeções por HIV, inibe a apotose da celula infectada, favorecendo a permanência do virus. Além disso a via do TREM-1 upregula o RNA de interferência mir-155, que é alvo do suppressor of cytokine signaling-1 (SOCS-1), diminuindo a ativaçõa de macrofagos (YUAN,et al.,2016). Nesta proposta, pretendemos avaliar se a via do TREM -1 é importante para o estabelecimento da leishmania em neutrófilos e macrófagos, modulando a resposta microbicida , e, se esta a modulação da via do TREM-1 pela Leishmania esta associada aos mecanismos de morte celular inflamatório. Os resultados obtidos poderão auxiliar na identificação de moléculas relacionadas a gravidade da LV, lançando uma nova luz na compreensão de como as respostas inflamatórias inatas são reguladas, abrindo perspectivas para novos alvos para desenvolvimento de procedimentos diagnósticos, novas abordagens imunoprofiláticas e imunoterapêuticos na LV ,que beneficiarão as populações de áreas endêmicas, no que diz respeito ao controle e tratamento da doença.
  • Universidade Federal de Sergipe - SE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Schor

Ciências Humanas

Geografia
  • da metrópole na selva a região metropolitana: diagnóstico do perfil urbano dos municípios da região metropolitana de manaus - amazonas.
  • A Região Metropolitana de Manaus, foco deste estudo, foi criado em 2007. Em um primeiro momento foi constituída com 7 municípios e atualmente é composta por 13 municípios limitrofes a capital Manaus. Ocupa um território de 127.170 km2, característica espacial que implica em distancias muitas vezes maiores que diversos países. Apesar de ter mais de 10 anos ainda tem-se poucos estudos sobre a articulação entre os municipios que compõem a RMM. Assim sendo esta proposta de pesquisa visa realizar um diagnóstico do perfil urbano dos municípios da RMM, elaborar uma tipologia e contribuir para a discussáo sobre este recorte espacial na academia e subsidiar políticas relativas a implantação da RMM. Para alcançar estes objetivos a proposta está dividida em Etapas que apresentam metas específicas e produtos a serem elaborados, sintetizados abaixo: Etapa 1 _ Coleta de Dados_Perfil Urbano. META 1: Construção de uma tipologia urbana da RMM. Produto 1: Relatório parcial de pesquisa contendo os resultados obtidos na Etapa 1. Etapa 2_ Produção de Material Técnico Científico. META 2: Produção de Material didático e de comunicação. Produto 2: Um Atlas do Perfil Urbano da Região Metropolitana de Manaus. Etapa 3_ Comunicação e Capacitação de Recursos Humanos. META 3: Capacitação de recursos humanos na esfera municipal e estadual. META 4: Capacitação de recursos humanos na UFAM, UEA, SIPAM e FVA. Produto 3: Material a ser utilizado nos Cursos de Formação de Observadores da RMM; Produto 3b: Relatório de Finalização dos Cursos de Formação de Observadores da RMM por município. Para que se realize estas etapas este projeto conta com a parceria de duas universidades, Universidade Federal do Amazonas e a Universidade do Estado do Amazonas, uma ONG Fundação Vitoria Amazônicae o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM. Espera-se contribuir com o conhecimento da Região Metropolitana de Manaus, capacitar pessoal técnico nos municípios e recursos humanos na UFAM e UEA, e subsidiar políticas adequadas para o desenvolvimento sustentável da região, em especial, na formulação do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de Manaus.
  • Universidade Federal do Amazonas - AM - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Tavares Carrijo

Ciências Biológicas

Botânica
  • redescobrindo espécies ameaçadas em ucs da floresta atlântica: bases para gestão, conservação e acesso à informação
  • Este projeto tem, como ponto focal, as espécies de plantas embriófitas (Briófitas, Licófitas, Samambaias, Gimnospermas e Angiospermas) ameaçadas (CR, EN, VU) e com dados deficientes (DD) ocorrentes em três Unidades de Conservação (UCs) inseridas no Domínio da Floresta Atlântica. Estas UCs porém, diferem quanto ao histórico de criação e desenvolvimento do conhecimento sobre sua flora. São elas: o Parque Nacional do Itatiaia (PNI), o Parque Nacional do Caparaó, e 3) a Floresta Nacional do Rio Preto (Flona RP). Essas diferenças se refletem, atualmente, na quantidade e qualidade de informação disponível para as espécies vegetais protegidas por essas UCs devido aos esforços de coleta diferenciados realizados para cada uma. A motivação de incluir as referidas UCs na presente proposta é oportunizada pela Chamada CNPq/ICMBio/FAPs nº18/2017. Ela tem como origem a percepção de que disponibilizar o conhecimento gerado em décadas de pesquisas conduzidas pelos integrantes e instituições incluídos nesta proposta é de grande importância. Tal conhecimento precisa se tornar prontamente acessível não somente para o público especializado tais como gestores, pesquisadores, educadores, alunos de graduação e de pós-graduação, técnicos; mas fundamentalmente para o público em geral, como as comunidades locais e os visitantes das UCs. Nosso objetivo é prover as UCs contempladas na proposta com uma lista atualizada de espécies, a partir da qual será possível quantificar a riqueza de táxons conhecidos protegidos por cada uma. Cada táxon categorizado sob algum status de ameaçada ou com dados deficientes segundo a Portaria do MMA 443/2014 terá um material testemunho associado, que poderá ser utilizado como referência para sua identificação. A partir da lista de espécies ameaçadas (e DD categorizadas), serão selecionadas as espécies que foram coletadas pela última vez há mais de 30 anos, que foram coletadas uma única vez. Essas espécies são conhecidas por um único registro de herbário, ou até foram coletadas mais de uma vez, porém sempre na mesma localidade da UC. Para essas espécies, serão realizadas expedições visando a localização, o georreferenciamento e a quantificação da abundância de suas populações a campo. Isso nos permitirá reavaliar o risco de ameaça destas espécies segundo os critérios da IUCN, e indicar possíveis vetores de pressão à essas espécies dentro das UCs. Uma a duas espécies, por UC, serão selecionada(s) para um estudo mais detalhado, incluindo aspectos de sua biologia reprodutiva, genética (marcadores moleculares) e citogenética (número de cromossomos e conteúdo de DNA nuclear), visando investigar a manutenção dos processos ecológicos de suas populações. Esta abordagem visa, sobretudo, criar bases e encorajar a comunidade científica a desenvolver estudos ecológicos semelhantes com as espécies nas demais ameaçadas protegidas por estas UCs. Para garantir amplo acesso do público especializado e geral, todo o conhecimento gerado será disponibilizado on line seguindo o modelo estruturado no Portal de Dados do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, permitindo a disponibilização e o uso imediato das informações pelo ICMBio via SISBIO e Portal da Biodiversidade, além do SiBBr e do CNCFlora.
  • Universidade Federal do Espírito Santo - ES - Brasil
  • 11/12/2017-31/12/2020
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Tatiane Alves da Paixão

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • desenvolvimento vacinal contra listeriose em modelo animal
  • Listeriose é doença infecciosa zoonótica transmitida por alimentos causada pela Listeria monocytogenes. Bovinos, ovinos e caprinos acometidos podem apresentar clinicamente a listeriose neurológica, doença fatal associada a sinais neurológicos graves decorrente de abscessos no tronco encefálico, ou listeriose materno-fetal caracterizada pela ocorrência de aborto no final da gestação. No homem, doença caracteriza-se por manifestações diversas sendo a forma neurológica, observada principalmente em imunossuprimidos e idosos; e forma materno-fetal, causando abortos, natimortos ou septicemia em recém-nascidos, as duas formas mais graves da doença. A vacinação é uma das estratégias de maior sucesso e custo-benefício quando se trata de controle de doenças infecciosas. Não existe nenhuma vacina comercial disponível contra a infecção por L. monocytogenes para ruminantes ou seres humanos. Considerando maior susceptibilidade de indivíduos e animais imunocomprometidos a listeriose, vacinas de subunidades ou vacinas inativadas são consideradas mais seguras por não conter o micro-organismo vivo, desde que induzam resposta imune celular protetora do tipo Th1. Para atingir a meta do projeto de desenvolvimento vacinal contra listeriose, este projeto propõe testar diferentes composições vacinais incluindo uma vacina inativada baseada em L. monocytogenes gamma-irradiada associada a diferentes adjuvantes como alginato e quitosano e uma vacina inédita constituída de uma proteína quimérica recombinante baseada em epitopos preditos para MHCI e MHCII de proteínas sabidamente imunogênicas de L. monocytogenes em modelo murino e modelo gerbil. Buscamos com as vacinas propostas a indução de uma resposta imune celular contra os antígenos vacinais após desafio com L. monocytogenes, e uma resposta protetora caracterizada pela redução da infecção e ausência da manifestação clínica da doença nos modelos experimentais. Este projeto possui clara relevância para desenvolvimento científico, tecnológico ou de inovação no campo de estudo. Com este projeto será possível ampliar o conhecimento controle de infecção por L. monocytogenes utilizando dois modelos animais. Por se tratar de uma vacina inovadora de proteína quimérica baseada em epitopos preditos de proteínas sabidamente imunogênicas, existe grande potencial de depósito de patente ou know how caso resultados sejam promissores. A longo prazo, a vacina poderá ser comercializada com intuito de reduzir a ocorrência de listeriose neurológica ou materno fetal em ruminantes. Além disso, os resultados fornecerão subsídios para uma publicação científica de artigo científico e divulgação dos resultados em evento científico, o que representam benefícios diretos para sociedade. Em paralelo, deste projeto possibilitará a formação, treinamento e desenvolvimento de censo crítico científico de alunos de pós-graduação e graduação envolvidos no projeto e ainda tem o potencial de gerar novos projetos futuros fortalecendo a linha de pesquisa e maior inserção da coordenadora na pós-graduação e consequentemente formação continuada de recursos humanos altamente qualificados.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiane Combi

Ciências Exatas e da Terra

Oceanografia
  • utilização de amostradores passivos para determinação de contaminantes emergentes e poluentes orgânicos persistentes na baía de todos os santos, ba
  • O uso de produtos químicos potencialmente perigosos para o ambiente (incluindo poluentes orgânicos persistentes (POPs), contaminantes emergentes, entre outros) em grandes quantidades e variedade ameaça as águas, os sedimentos e a biota. A presença de uma gama tão ampla de compostos no ambiente resulta em interferências durante a realização de análises químicas, prejudicando a avaliação da ocorrência e distribuição de contaminantes em matrizes ambientais. Desta maneira, o desenvolvimento e a otimização de métodos de amostragem e métodos analíticos capazes detectar diversas classes de compostos em níveis muito baixos está entre as questões mais complexas e atuais na área da química ambiental, especialmente em países menos desenvolvidos como o Brasil. O desenvolvimento dessas metodologias é essencial para a avaliação dos níveis de contaminação e risco ambiental em áreas costeiras e marinhas. Essa proposta pretende implementar um método de amostragem passiva para análise de contaminantes emergentes e poluentes orgânicos persistentes na Baía de Todos os Santos (BTS), BA - Brasil. A metodologia analítica para análise concomitante dos contaminantes selecionados também será otimizada e implementada. Adicionalmente, pretende-se avaliar a ocorrência, variações espaço-temporais e as fontes potenciais dos contaminantes em áreas de interesse na BTS, bem como contribuir com dados inéditos para os inventários regionais e globais.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiane de Andrade Maranhão

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • desenvolvimento de métodos para determinação de constituintes inorgânicos em amostras ambientais por técnicas espectrométricas: avaliação das legislações vigentes
  • O presente projeto tem como finalidade o desenvolvimento de métodos analíticos simples e rápidos, envolvendo extração e pré-concentração de constituintes inorgânicos (metais e não metais) em amostras de interesse ambiental (águas naturais, residuais e produzidas), assim como resíduos de processos industriais submetidos ao processo de classificação conforme ABNT NBR 14000:2004, e posterior quantificação empregando técnicas espectrométricas. Serão usados métodos de preparo de amostras que consideram a extração e pré-concentração baseado nos fenômenos de ponto nuvem (CPE), microextração líquido líquido dispersiva (DLLME) e microextração líquido líquido dispersiva de fase reversa (RP- DLLME) com a finalidade de melhorar limites de detecção, separação dos analitos da matriz e minimização de interferências comuns em análise química das amostras ambientais. As concentrações dos elementos encontrados serão avaliadas conforme parâmetros de valores máximos permitidos da Legislação Brasileira vigente para cada tipo de amostra. Serão aplicadas técnicas de planejamento experimento simultâneo de dois e três níveis, com o intuito de reduzir e otimizar os experimentos. Os resultados obtidos serão avaliados através de técnicas multivariadas de dados, tais como análise de componentes principais (PCA) e a análise de agrupamento hierárquica (HCA) para identificar tendências no conjunto de dados gerados.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
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Tatiane Maria Rodrigues

Ciências Biológicas

Botânica
  • influência do excesso de metais tóxicos em aspectos estruturais e bioquímicos de cuphea calophylla cham. & schltdl. (lythraceae) com ênfase no sistema secretor
  • Áreas rurais envolvidas com a atividade agropecuária se destacam por apresentar solos contaminados com excesso de metais tóxicos como Cobre (Cu) e Zinco (Zn). Em baixas concentrações Cu e Zn são micronutrientes essenciais para as plantas, porém, em excesso podem causar alterações na estrutura e funcionamento vegetal. Cuphea calophylla (Lythraceae) é facilmente encontrada em áreas ruderais e ambientes antropizados. É popularmente utilizada no tratamento de hipertensão e os óleos produzidos em seus tricomas glandulares são fontes de matéria-prima para produção de sabão. Nosso objetivo é analisar a influência do excesso de Cu e Zn em aspectos morfológicos e bioquímicos em folhas de C. calophylla com ênfase no desenvolvimento e funcionamento do sistema secretor. Serão amostrados indivíduos de populações ocorrentes em área preservada e área contaminada com excesso de Cu e Zn. Ainda, indivíduos serão submetidos a altas concentrações de Cu e Zn em condições hidropônicas. Para análise do efeito dos metais tóxicos na anatomia foliar, análises serão realizadas ao microscópio de luz. Amostras de limbo foliar serão analisadas em microscopia eletrônica de varredura (MEV) convencional para análise da densidade do sistema secretor e em MEV com espectroscopia de energia dispersiva para quantificação dos elementos metálicos nos tecidos vegetais. Alterações celulares no mesofilo e nos tricomas glandulares serão investigadas ao microscópio eletrônico de transmissão. A composição química dos óleos essenciais será analisada por hidrodestilação. O nível de estresse oxidativo será determinado por quantificação de H2O2 e através dos níveis de peroxidação lipídica. Considerando o aumento de solos contaminados por fertilizantes e pesticidas no Brasil, nossos resultados poderão fornecer informações para manejo de espécies e gerar subsídios para predições dos efeitos de ações antrópicas na estrutura dos vegetais.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatianne Ferreira de Oliveira

Ciências Agrárias

Agronomia
  • utilização de energia solar no tratamento de poluentes emergentes presentes em efluentes agrícolas e agroindustriais
  • Os efluentes aquosos originários de vários tipos de indústrias como a alimentícia, possuem substâncias que na maioria das vezes as Estações de Tratamento não foram projetadas para eliminá-los e sim reduzir em matéria orgânica e nutriente e não promovem a remoção e sua completa mineralização. Diversos estudos quantificaram estes compostos em rejeitos industriais, domésticos e até em água tratada (OLIVEIRA, 2011; ANDRADE, 2011). Entre estes compostos estão os micropoluentes emergentes ftalatos, que podem promover impactos adversos na saúde do homem por interferir no funcionamento normal do sistema endócrino (KIM, 2007; ABDELMELEK, 2011) por sua ação cancerígena, mutagênica, além de causar anormalidade no sistema reprodutivo. Poluentes orgânicos emergentes (POEs) referem-se a qualquer composto químico presente em produtos comerciais, como medicamentos, embalagens de alimentos, produtos de higiene, agrotóxicos, etc., que não são usualmente monitorados, ou ainda não possuem legislação regulatória correspondente em muitos países, mas apresentam risco potencial à saúde humana e ao meio ambiente (LA FARRE et al., 2008; KUSTER et al., 2008). A evidência dos efeitos tóxicos destas substâncias é causa de grande preocupação e a legislação nacional tem estabelecido algumas restrições. A Comunidade Europeia, como medida preventiva, classificou os ftalatos como substância perigosa prioritária e determinou a redução de 30% destes micropoluentes nos efluentes industriais aquosos, sendo que atualmente a concentração de ftalatos é de 1,3 μg L-1 nos corpos de água (OLIVEIRA, 2011). Nos últimos anos, contudo, têm sido aplicados estudos comparativos da eficiência de Processos Oxidativos Avançados (POAs) como uma forma de solucionar as falhas nos tradicionais tratamentos, posto que nestes haja mineralização da grande maioria dos contaminantes orgânicos (SILVA et al., 2009). Os POAs podem ser influenciados por alguns fatores importantes do ponto de vista cinético: pH, temperatura, concentração do catalisador e do efluente. Há uma promissora aplicação destes POAs combinados com utilização de luz solar como uma alternativa de tratamento do ponto de vista econômico, pelo fato de fornecer energia ao processo, dando sustentabilidade agroindustrial. Vale destacar, que o uso da luz solar implica em uma Produção Mais Limpa já que diminui o descarte de lâmpadas de mercúrio, aumentando a eficiência quanto ao uso de energia com benefícios econômicos e ambientais. Neste contetxo, a identificação de processos mais limpos para a remoção de contaminantes existentes em águas residuárias se constitui em sério problema em diversas indústrias. Os tratamentos podem ser divididos, em dois grupos: i) os físico-químicos, baseados na transferência de fase; e ii) os processos oxidativos, baseados na decomposição do poluente. Oliveira (2011) afirmam que nos métodos de transferência são obtidas duas fases: uma composta pela água limpa e outra pelo resíduo concentrado. Entre estes processos, podem ser citados: precipitação, coagulação/floculação, osmose reversa, destilação e evaporação, dentre outros. A vantagem dos processos oxidativos é a degradação do poluente levando à eliminação ou redução da toxicidade. Neste contexto, propõe-se neste projeto o Desenvolvimento e Implantação de um Piloto de Tratamento de Processo Oxidativo Avançado em efluentes agroindustriais/agrícolas utilizando a Energia Solar, visando a redução e mineralização de poluentes emergentes, principalmente os micropoluentes ftalatos.
  • Universidade Federal de Goiás - GO - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatianny Soares Alves

Engenharias

Engenharia de Materiais e Metalúrgica
  • plasticultura sustentável: desenvolvimento de filmes poliméricos biodegradáveis
  • O descarte indevido de resíduos poliméricos vem causando diversos problemas ambientais, uma vez que a maioria dos polímeros utilizados demoram centenas de anos para se decompor, tendo como consequência o acúmulo no meio ambiente e as respectivas problemáticas. Um dos setores que mais consome produtos a base de materiais plásticos, e que pode contribuir para o acúmulo desse tipo de resíduo, é o agrícola com uma média superior a 6 milhões de toneladas consumidas todos os anos na confecção de produtos como estufas, sacos para produção de mudas e na cobertura de solo. Como uma alternativa às dificuldades da utilização de coberturas plásticas convencionais, o uso de filmes plásticos biodegradáveis é apresentado como promissora, uma vez que estes podem ser incorporados no solo ao final do período de colheita e sofrem processo de biodegradação. Nesse contexto, este projeto de pesquisa propõe desenvolver mulch films a base de polímeros biodegradáveis (PBAT e Ecovio®), resíduo de cana-de-açúcar, cera de carnaúba. Os mulch films serão avaliados frente as demandas exigidas para a respectiva aplicação em solos quanto à resistência mecânica em tração, permeabilidade ao vapor de água, opacidade, gramatura, biodegradação e morfologia. A perspectiva do projeto é, além do desenvolvimento de um novo produto, contribuir para o crescimento da área de Engenharia de Materiais com o desenvolvimento de propostas com aplicações possíveis e que estejam aptas a atender os anseios da comunidade industrial e da sociedade como um todo.
  • Universidade Federal do Piauí - PI - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiany Patrícia Romão Pompílio de Melo

Ciências Biológicas

Genética
  • identificação de fatores moleculares determinantes para a infecção in vitro e in vivo de células de inseto pelo vírus zika
  • O vírus Zika (ZIKV) (Flaviviridae, Flavivírus) tem apresentado destaque mundial nos recentes anos após seu último surto no Brasil em 2014. Seu genoma consiste de RNA fita simples de polaridade positiva que codifica para uma poliproteína que é clivada em proteínas estruturais e não estruturais. As proteínas estruturais são: capsídeo (C), membrana (precursora de M) e envelope (E). A proteína do envelope (E) é um importante determinante antigênico dos Flavivírus e tem uma ampla variedade de atividades biológicas tais como a interação com receptores de superfície celular, fusão de membranas e internalização viral na célula. Já as proteínas não estruturais são em número de sete e estão envolvidas em outras etapas do ciclo de infecção viral. Os estudos voltados para entender a biologia da infecção causada pelo ZIKV em diferentes tecidos e espécies de organismos ainda são escassos. Para invadir a célula hospedeira e iniciar a sua replicação, o vírus precisa penetrar no compartimento intracelular. O processo consiste em uma série intrincada de eventos altamente dinâmicos, fortemente coordenados, incluindo, entre outros, a ligação do vírus às células, o tráfico intracelular e a entrega da informação genética do vírus. Alguns membros da família Flaviviridae infectam uma variedade de vertebrados e mosquitos como exemplo o vírus do Oeste do Nilo (WNV), outros têm hospedeiros e vetores limitados como exemplo o vírus da Febre Amarela (YFV). Acredita-se que a capacidade desses vírus de infectar um ou mais hospedeiros e/ou vetores depende diretamente do reconhecimento de receptores específicos na superfície das células alvo pelas proteínas do envelope (E). Estudos tem demonstrado que as partículas flavivirais tem um contato inicial com a célula alvo através de sua concentração na superfície celular mediada por ligação da glicoproteína E com glicosaminoglicanos, tais como o proteoglicano heparan sulfato. Os receptores de lectina tipo C pertencem à uma família protéica bem caracterizada quanto a sua interação com a proteína E do Flavivírus Dengue (DENV), do vírus da Encefalite japonesa (JEV) e do vírus do Oeste do Nilo (WNV) em células de mamíferos e de mosquito. Estudos de caracterização dos receptores do vírus Dengue (DENV) em células de mosquito baseados em ensaios de ligação, ensaios de inibição da infecção mediada por anticorpos e RNAi possibilitaram a identificação de algumas proteínas candidatas a receptor, tais como Prohibitina, Glicoproteínas e Enolases. Apesar das intensas investigações, até o momento, a identidade de um receptor celular que determina a entrada do Flavivírus na célula alvo ainda não está esclarecida. A busca de receptores celulares que mediam a entrada do ZIKV à célula do seu hospedeiro invertebrado é uma área ativa de investigação. A base molecular da interação da proteína do envelope (E) viral com potenciais receptores celulares no Aedes aegypti, principal vetor incriminado na transmissão do ZIKV e em Aedes albopictus e Culex quinquefasciatus, potenciais vetores do Zika e de outros Flavivírus filogeneticamente relacionados, ainda é uma lacuna científica no âmbito dos estudos de interação arbovírus-vetor. A falta de conhecimentos sobre os mecanismos associados à infecção do mosquito vetor pelo ZIKV, incentivaram a presente proposta que visa investigar de forma comparativa a presença de receptores celulares do ZIKV no epitélio intestinal e salivar de fêmeas de Aedes aegypti, Ae. albopictus, C. quinquefasciatus e em linhagens celulares de inseto C6/36 (linhagem celular de Ae. albopictus susceptível à infecção viral e utilizada para detecção, propagação e análise de arbovírus) e Sf9 (linhagem celular de Spodoptera frugiperda não susceptível à infecção). Para isso, pretende-se clonar e expressar o cDNA que codifica para a proteína E do envelope do ZIKV em sistema de expressão procarioto e em sistema de expressão eucarioto. A partir da proteína recombinante pretende-se em seguida produzir anticorpos policlonais dirigidos contra a proteína E do ZIKV de forma a facilitar a detecção da proteína nativa em ensaios de ligação. Extratos protéicos de membranas apicais do epitélio intestinal e de glândula salivar de Ae. aegypti, Ae. albopictus e C. quinquefasciatus e de linhagem celular de inseto C6/36 e Sf9 serão então produzidos e utilizados em ensaios de ligação in vitro do tipo pull-down com a proteína E recombinante do Zika. Com estes ensaios pretende-se caracterizar proteínas ligantes à proteína E passíveis de serem identificadas por espectrometria de massas e análise in silico. Também pretende-se fazer uma análise transcriptômica comparativa de linhagens celulares de inseto frente à infecção do Zika a fim de identificar a regulação diferencial de genes e vias moleculares que possam desempenhar papel determinante na infecção/replicação viral. Os resultados gerados neste projeto devem direcionar novos caminhos de investigação quanto à especificidade e afinidade de ligação deste vírus com macromoléculas presentes no seu vetor e assim auxiliar no direcionamento de medidas de prevenção do ciclo de transmissão viral. Todos os esforços voltados para dissecar as interações moleculares entre o ZIKV e o seu mosquito vetor são uma tentativa de entender as mudanças que ocorrem durante a infecção e que serão úteis na identificação de moléculas que podem potencialmente aumentar ou suprimir a habilidade do vetor de se infectar e ou transmitir o vírus. O presente projeto irá estabelecer no Departamento de Entomologia do IAM um novo enfoque molecular de estudo e contribuirá para a consolidação e desenvolvimento de uma nova linha de pesquisa envolvendo estudos de interação patógeno-vetor, de relevância no contexto da saúde pública atual. Os objetivos que serão concretizados neste projeto representam um avanço no campo da biologia molecular aplicada à entomologia e contribuirão na identificação de novos alvos moleculares que poderão ser utilizados para o bloqueio da transmissão vetorial.
  • Fundação Oswaldo Cruz - PE - Brasil
  • 15/05/2019-31/05/2022
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Tatjana Keesen de Souza Lima

Ciências Biológicas

Imunologia
  • avaliação de subpopulações de linfócitos t na febre chikungunya: correlação entre marcadores clínicos e perfil imunológico de pacientes na fase aguda e crônica
  • Recentemente, surtos epidêmicos de arboviroses no Brasil, tais como a dengue, zika e chikungunya promoveram alerta às autoridades de saúde em busca de soluções importantes no descobrimento de testes diagnósticos diferenciais eficazes. Os arbovírus são mais frequentes em regiões de clima tropical com fatores ideais de proliferação (Calvet, G, 2016), sendo transmitidos por dípteros (Monath, T. P, et al., 1986). O Nordeste do Brasil é uma região cujas condições socioeconômicas e ambientais favorecem a prevalência de um elevado número de casos das arboviroses (Freire, C. L. G., et al,2012). Nesse contexto, a Paraíba é um dos estados mais afetados, destacando o surto de febre Chikungunya (FC) ocorrido em 2016, com registros de casos graves associados ao acometimento articular na fase crônica da doença, bem como condições neurológicas importantes associadas à síndrome de Guillian Barré (Keesen, TSL, et al., 2017). A FC é uma doença infecciosa, transmitida aos seres humanos pela picada da fêmea dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus (KUMAR NP et al., 2011). É uma arbovirose causada por um Alphavirus da família Togaviridae e vem se propagando pela América Latina, incluindo o Brasil, de forma exponencial, gerando grande preocupação e vigilância em autoridades de saúde pública, devido à expansão acelerada do vírus, anteriormente limitada a países africanos e asiáticos (REF). As condições climáticas e ambientais, os habitats naturais e a grande distribuição do principal vetor no Brasil são aspectos que devem ser considerados no controle e combate à expansão da doença. A gravidade da doença articular causada pelo vírus da chikungunya (CHIKV), combinada à natureza explosiva bem como sua capacidade já demonstrada, de se espalhar rapidamente em novas regiões levou ao interesse no desenvolvimento de estratégias para a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença induzida pelo CHIKV. A persistência das queixas musculoesqueléticas representa a principal causa de morbidade da FC (JAVELLE E et al., 2015; RODRIGUEZ-MORALES AJ et al., 2016).. Além disso, os fatores que se associam a uma maior gravidade da doença articular e pior prognóstico carecem de mais informação, uma vez que há lacunas com respeito ao desenvolvimento de doenças reumáticas crônicas após infecção pelo CHIKV. Alguns estudos sugerem que a infecção por CHIKV pode induzir autoimunidade em indivíduos susceptíveis, demonstrando que alguns pacientes durante a fase crônica preencheram critérios para artrite reumatoide (AR) e espondiloartrites (EpA) (WIN MK et al., 2010). Estudos em pacientes com FC na Índia demonstraram evidências de um perfil de mediadores imunes dominado por citocinas pró-inflamatórias, associado às artralgias, as quais incluem IFN-alfa, IFN-gama, IL-2, IL-2R, IL-6, IL-7, IL-12, IL-15, IL-17 e IL-18, associado às artralgias (REF.). Nosso grupo recentemente demonstrou a importância do papel das células T CD8 na doença aguda (Dias, et al., 2018). Contudo, a produção científica sobre o controle da doença ainda é um tema recente e pouco explorado, particularmente no que diz respeito ao conhecimento dos mecanismos moleculares e patogênicos que a FC provoca no sistema imunológico dos pacientes. Dado o exposto, a hipótese que norteou esse projeto versa sobre a premissa de que os fatores moleculares, imunológicos e celulares associados à FC podem ser utilizados como marcadores de susceptibilidade ou morbidade na doença, considerando que subpopulações de linfócitos T estejam envolvidas na dinâmica dos mecanismos de regulação ou exacerbação da infecção pelo CHIKV, pelos quais podem interferir no estabelecimento de respostas protetoras ou até mesmo patogênicas na doença. Nesse sentido, esse projeto tem como objetivo central a busca da correlação dos sintomas clínicos associados aos biomarcadores em células T CD4, CD8 e reguladoras (Treg) com a morbidade e a resistência na infecção pelo CHIKV nas fases aguda e crônica da doença. Como complemento, o projeto buscará avaliar o acometimento articular dos pacientes CHIKV crônicos comparando a pacientes portadores de AR, investigando possíveis correlações imunológicas entre as duas doenças. A possibilidade de se obter marcadores precoces de susceptibilidade ao desenvolvimento da infecção pelo CHIKV é um ponto de extrema importância e poderá nortear condutas clínicas e administração precoce de terapêuticas específicas e eficazes, não só à infecção, mas também aos possíveis efeitos associados. A proposta apresentada empregará estratégias experimentais importantes como as análises citométricas de parâmetros múltiplos, além de utilizar a tecnologia da PCR no diagnóstico de pacientes agudos, complementados pela avaliação sorológica para confirmação da doença crônica. De mãos desses resultados, propomos convergir os achados imunológicos e moleculares aos achados clínicos. Nossa expectativa é que as informações adquiridas pela realização deste trabalho ampliem nossos conhecimentos na área da febre chikungunya humana e seus mecanismos imunológicos, permitindo a elaboração de novos protocolos, visando beneficiar diretamente a população de indivíduos infectados pelo CHIKV.
  • Universidade Federal da Paraíba - PB - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatyana Mabel Nobre Barbosa

Ciências Humanas

Educação
  • edição biográfica: políticas e práticas editoriais para publicação de textos memorialísticos
  • Para Chartier, um livro só se configura como tal após sua publicação. O que, em certa medida, é uma visão partilhada por Nuno Medeiros, quando, a partir de uma perspectiva da sociologia da edição, concebe essa como um conjunto de ações deliberadas e intencionais de intervenção. Tem-se, portanto, o processo editorial como mediador de ações partilhadas entre o autor e diversos outros sujeitos e esferas: editor, diagramador, ilustrador, revisor, mercado editorial e público-leitor. Tomadas essas considerações iniciais, perguntamos: a partir de quais parâmetros ocorre o processo editorial de uma obra? Quais são as práticas editoriais efetivamente empregadas no processo de edição das obras e como elas traduzem a política editorial? Essas questões são centrais em nossa pesquisa e servem para orientar nossa investigação, tomando a especificidade da edição de obras biográficas, particularmente, àquelas que constituem o corpus deste projeto: 1. um livro de assentos (1924-1968; 70 páginas); 2. o copião de um livro de memórias (1990-2010; 342 páginas), produzidos, respectivamente, por pai e filho, como projeto de transmissão intergeracional da escrita e inventário familiar da vida pública e privada de uma cidade do sertão nordestino; e 3. o diário do editor (2016-; 70 páginas), produzido por nós enquanto editora dos textos supracitados, em razão do registro e acompanhamento da edição para publicação. Partimos das questões iniciais e, em função da especificidade discursiva do gênero biográfico, adotamos a seguinte questão de pesquisa: quais parâmetros devem singularizar as práticas editoriais do gênero biográfico? Para isso, apoiamos nossa pesquisa nos estudos sobre edição e na pesquisa autobiográfica, que nos permitirá conhecer nas especificidades do gênero, a fim de elaborar orientações editoriais em sua consonância. Para a identificação dos parâmetros editoriais, analisaremos o diário do editor, a partir do qual poderemos elaborar categorias empíricas relativas às políticas e práticas editoriais para textos memorialísticos. Nesse sentido, estimamos que esta pesquisa aprofunde os estudos sobre as políticas e práticas editoriais de textos biográficos, identificando e criando, assim, uma série de parâmetros orientadores para sua edição. Esses resultados são fundamentais para a história e cultura locais, tendo em vistas o papel da edição como mediadora da memória da cidade objeto dos textos biográficos constitutivos do nosso corpus.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022