Projetos de Pesquisa

 

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Sandra Raquew dos Santos Azevêdo

Ciências Sociais Aplicadas

Comunicação
  • interface comunicão-saúde no combate à pandemia do covid-19: gestão de conteúdo nas mídias sociais, combate à fake news e agendamento midiático
  • Esse projeto visa promover uma análise das estratégias adotadas por instituições como a Fundação Oswaldo Cruz e Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba, no intuito de enfrentar a disseminação de informações falsas, no contexto da pandemia do COVID-19. Estudaremos ainda as estratégias de relacionamento com a imprensa, por meio das mídias sociais como Instagram e Whatsapp, observando a gestão de conteúdo nesses ambientes virtuais, com vistas o gerenciamento da crise causada pela pandemia e a consolidação de estratégias de prevenção, tendo por base uma política de informação segura no campo da saúde. É nosso objetivo ainda observar a presença destas instituições enquanto fontes especializadas e a presença de seu discurso no agendamento midiático enquanto fontes primárias de informação sobre a pandemia do Coronavírus.
  • Universidade Federal da Paraíba - PB - Brasil
  • 16/07/2020-15/08/2022
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Sandra Regina Martini

Ciências Sociais Aplicadas

Direito
  • a atenção básica em saúde nas zonas de fronteira do mercosul
  • O direito à saúde nas zonas de fronteira apresenta maior complexidade na medida em que os limites do Estado Nação, não raras vezes, dificultam a efetivação do direito à saúde como um bem da própria comunidade. A atenção básica ou atenção primária em saúde representa uma importante estratégia para a efetivação dos direitos sociais através dos determinantes sociais. O direito à atenção primária implica ver os direitos implementados, ou seja, “vivos”. No que se refere aos países integrantes do MERCOSUL, embora sejam fortemente incentivados pelas Agências Multilaterais, na realidade cotidiana, os limites se apresentam maior do que as possibilidades. Deste modo, a pesquisa está identificando quais as estratégias adotadas tanto pelos operadores do direito quanto pelos da saúde para garantir, nas zonas de fronteira do Brasil com os demais países do MERCOSUL, a atenção básica em saúde como um direito humano naquelas comunidades. Especificamente, a pesquisa estuda tratados e legislações disponíveis para a efetivação da atenção básica em saúde como um direito nas zonas transfronteiriças; busca os principais atores sociais e jurídicos que atuam na defesa da saúde, bem como as situações nas quais os pressupostos do direito vivo e da fraternidade criaram espaços de efetivação de direitos. Partimos do pressuposto de que o direito à atenção básica em saúde, além de direito de todos, é também um bem da própria comunidade. As fronteiras em questão possuem características peculiares que até os dias atuais foram pouco estudadas e dimensionadas; por isso, este estudo não analisa somente o marco referencial jurídico, mas também utiliza a ferramenta da transdisciplinaridade, já que esta permite buscar em outras áreas os fundamentos para reforçar o próprio direito à saúde. Para tal, estamos realizando pesquisa empírica nas zonas de fronteira, embasada em estudos bibliográficos, tendo como método de abordagem os pressupostos da Teoria Geral dos Sistemas Sociais (Luhmann), da Metateoria do Direito Fraterno e do Direito Vivente (Eligio Resta). Luhmann adota a complexidade da sociedade moderna e o processo evolutivo como pontos de partida de sua reflexão. Ele estudou vários sistemas sociais, porém não trabalhou o sistema da saúde, e sim o sistema da medicina. Para Luhmann, a sociedade é muito mais do que um conjunto de indivíduos que agem e interagem, mas é a diferença entre sistema e ambiente. Esta diferença não distancia os indivíduos da sociedade, mas os coloca no ambiente; por isso, trata-se de uma diferença constitutiva. Observamos que o sistema da saúde apresenta claramente autorreferência e autopoiese e, assim, diferencia-se do seu ambiente. Este é o foco da nossa reflexão, a qual sabemos que é mais pautada pelas limitações do que pelas possibilidades e, exatamente por isso, é desafiadora ou produtora de desassossegos. Ainda, relacionamos, durante toda nossa reflexão, os pressupostos do Direito Fraterno com o sistema da saúde e com a aposta que fazemos na construção de uma sociedade em que o direito efetivamente possa contribuir para a ruptura de fronteiras que impedem uma cidadania cosmopolita. A fraternidade apresenta-se como um caminho para consolidação dos direitos humanos, pois o resgate deste pressuposto iluminista, ao mesmo tempo em que traz novos desafios, recupera a velha ideia de ver o outro como um outro “EU”; mais do que isso, a fraternidade está fundada na lei da amizade, no compartilhar, no pactuar. Talvez por isso ela tenha ficado escondida nas masmorras da Revolução Francesa, mas é preciso resgatá-la, e o direito humano à saúde é, sem dúvida, um bom lugar para desvelar este pressuposto. Entender a complexidade do tema da saúde e do direito à atenção básica em saúde nas fronteiras passa também necessariamente pelo conhecimento dos instrumentos jurídico-normativos que temos. Embora exista uma grande distância entre a criação de uma lei e a sua efetivação, esta é fundamental para que se possa concretizar o direito ao direito à saúde. Para o “direito vivo”, o direito não se encontra nas proposições jurídicas (genéricas abstratas e sucintas), mas sim na complexidade, na dinâmica, na abrangência e nas particularidades das relações apresentadas na sociedade, tendo em vista que o direito vivo é o que “domina a vida”. Nota-se, assim, que os códigos, no contexto do direito vivo, nascem velhos e tornam-se defasados a cada dia. Segundo Eligio Resta, o direito vivo não se localiza no Estado, mas sim na realidade social, ele é fruto da própria sociedade, das organizações sociais e assim torna-se a base da ordem jurídica da sociedade. Além do Direito Positivado, cada sociedade tem seu direito vivente onde a formação, deste direito, é constituída não através do poder do Estado, mas através das relações comunitárias. Por isso, a saúde é ponte para a cidadania, podendo ser construída com pactos, acordos, mediação. Vemos que através do direito à saúde, é possível reduzir as barreiras geopolíticas com ações fraternas, nas quais se encontra como locus privilegiado a Atenção Básica em Saúde.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sandra Regina Masetto Antunes

Engenharias

Engenharia de Energia
  • desenvolvimento de filtros para h2s gerado em biodigestores
  • As mudanças climáticas causadas pela queima de combustíveis fósseis, o eventual esgotamento das reservas, a oscilação do preço do petróleo e a dependência de importações são determinantes no crescimento econômico de qualquer nação. A pesquisa e o incentivo às energias renováveis apresentam perspectivas frente a esses problemas, pois na sua grande maioria se originam de fontes naturais, mitigam impactos ambientais, consideram aspectos regionais, sendo mais sustentáveis. Neste contexto, a energia originada da biomassa se destaca em regiões agropecuárias, com por exemplo na região dos Campos Gerais no Paraná, onde temos integração entre lavoura e pecuária. Lavouras de alta tecnologia e sistemas de criação de animais dos mais avançados são comuns na região. Porém, esta concentração, principalmente, no caso de dejeto animal, pode e tem causado problemas ambientais. Uma das alternativas para o controle da poluição e geração de energia é o uso dos dejetos animais na alimentação de biodiegestores. Existem dois entraves principais para a utilização deste potencial energético em larga escala, o transporte deste gás e a presença de impurezas como o H2S no gás produzido. Neste caso o ácido sulfídrico, mesmo muitas vezes presente como traços, assume importância pelo poder de degradação de componentes metálicos, diminuindo a vida útil de queimadores, compressores, motores, entre outro. A presença deste poluente faz com que a instalação e o uso dos biodigestores, em propriedades agrícolas, seja pouco atraente do ponto de vista ambiental e econômico. Portanto, a remoção do H2S se faz necessária para contornar o problema ambiental e de corrosão ocasionado pelo mesmo. Pelo exposto, o incremento de novas tecnologias, para a geração de biometano, que diminuam os impactos ambientais, são estratégias necessárias para o incentivo do uso de energias alternativas e à solução de alguns problemas causados ao meio ambiente pelo acúmulo de dejetos animais. Assim sendo, neste projeto serão produzidos filtros à base de espumas vítreas a partir de rejeitos de vidro e/ou de resíduos provenientes da biomassa residual, da produção de biodiesel, com características necessárias para a utilização como filtro de ácido sulfídrico em biodigestores.Os filtros desenvolvidos serão testados em campo em um biodigestor do tipo Canadense na fazenda Vale do Jotuva em Carambeí, Paraná Neste contexto a Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná (UEPG), mais especificamente o grupo de pesquisa deste projeto, vem atuando expressivamente na região dos Campos Gerais tanto na geração do conhecimento técnico-científico (através dos Programas de Pós-Graduação e parcerias público-privadas de grupos de pesquisa da instituição) quanto na transferência de tecnologia aos agricultores (através de projetos de extensão), contribuindo com o crescimento regional. Entretanto, a participação desta instituição na geração de conhecimentos técnico-científicos na área de Bioenergia necessita ser substancialmente incrementada.
  • Universidade Estadual de Ponta Grossa - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022