Projetos de Pesquisa

 

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Stela Maris Aguiar Lemos

Ciências da Saúde

Fonoaudiologia
  • habilidades auditivas temporais, qualidade de vida, letramento em saúde e funcionalidade em escolares: um estudo caso controle
  • As habilidades auditivas de resolução e ordenação temporal constituem um pré-requisito para aquisição das habilidades linguísticas. Dessa forma, alterações nos aspectos temporais de ordenação e resolução poderão ocasionar prejuízos no desenvolvimento da fala, no processo de aprendizagem, alterações de consciência fonológica e sociabilização das crianças. A audição exerce significativa influência na qualidade de vida, uma vez que as dificuldades causadas podem gerar afastamento do meio familiar e social independentemente da faixa etária ou gênero. O presente estudo tem como objetivo investigar a associação entre habilidades auditivas temporais, qualidade de vida, letramento em saúde, funcionalidade, aspectos assistenciais e aspectos sociodemográficos em escolares. Trata-se de estudo caso controle realizado com crianças na faixa etária de nove anos a 12 anos e em atendimento no Ambulatório de Fonoaudiologia da UFMG. Serão aplicados os seguintes instrumentos: Scale of Auditory Behaviors (SAB), Critério de Classificação Econômica Brasil, Escala de letramento em Saúde para crianças, Teste Token - versão reduzida, Pediatric Quality of Life Inventory - PedsQLTM, Autoquestionnaire Qualité de Vie Enfant Imagé (AUQEI) , Classificação Internacional de Funcionalidade, Escala para avaliação da motivação escolar infanto-juvenil (EAME-IJ), Protocolo de Avaliação Fonológica Infantil (PAFI), Instrumento de Avaliação da Consciência Fonoarticulatória (CONFIART), Teste de memória para sons verbais em sequência, Teste de memória de sons não verbais em sequência, Teste de Padrão Frequência e de Duração (estímulo flauta), Randon Gap Detection Test (RGDT) e Gaps-in-noise (GIN). As variáveis resposta do estudo serão a qualidade de vida (PedsQL e AUQEI) e os aspectos temporais (resultados da avaliação do processamento auditivo). As variáveis explicativas serão: idade, gênero, escolaridade, classificação econômica, motivação escolar e Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Será realizada análise estatística descritiva e regressão logística múltipla com entrada hierarquizada dos dados.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Stenio Perdigão Fragoso

Ciências Biológicas

Bioquímica
  • avaliação do transcritoma do trypanosoma cruzi durante o processo de infecção
  • A doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é uma doença incapacitante e debilitante que produz perdas sociais importantes nas áreas endêmicas (Américas do Norte, Central e do Sul), em termos de morbimortalidade, absenteísmo, incapacidade laboral e custos médicos-sociais. Estima-se que 8 milhões de pessoas estejam infectadas com T. cruzi e 25 milhões de estejam expostas ao risco de infecção. São reportadas mais de 10.000 mortes a cada ano em decorrência desta moléstia. Ainda não existem vacinas e a quimioterapia é bastante limitada. A doença pode ser dividida em fases aguda e crônica, na qual o dano tissular pode ser direta ou indiretamente induzido pelo parasita. As principais manifestações da fase aguda associam-se a meningoencefalite e miocardite aguda e acontecem em menos de 5% dos infectados; na fase crônica, que é sintomática em cerca de 30% dos pacientes, os principais distúrbios identificados são progressivos e irreversíveis acometendo órgãos como o coração, esôfago e intestinos, causando respectivamente cardiopatia chagásica, megaesôfago e megacólon. O protozoário T. cruzi pode ser transmitido de forma natural ao hospedeiro mamífero através da forma tripomastigota metacíclica presente nas excretas do inseto vetor infectado e posterior contato com mucosas e soluções de descontinuidade da pele. Além da forma natural de infecção, outras formas também têm contribuído para a infecção pelo T. cruzi, como a transfusão de sangue, transplante de órgãos e ingestão de alimentos contaminados com o parasita, este último sendo, hoje, um dos modos mais frequentes de transmissão em algumas regiões do Brasil. O processo de interação deste protozoário com a célula de mamífero compreende desde o contato físico inicial entre as formas infectivas do parasita e a célula hospedeira, passando pela adesão seguida de invasão celular, até os eventos posteriores de diferenciação do parasita para a forma replicativa intracelular, a amastigota, e novamente de transformação em tripomastigota, a forma que será liberada pela lise da célula hospedeira. Esta interação envolve uma série de alterações na expressão gênica tanto da célula hospedeira quanto do T. cruzi, levando a alterações na fisiologia e estrutura tanto da célula alvo como do parasita. Os primeiros estudos em larga escala, baseados na tecnologia de microarranjos, centrados nas alterações dos níveis transcricionais da célula hospedeira frente à infecção por T. cruzi, foram realizados por alguns grupos, inclusive o nosso (modelo T. cruzi Dm28c-cardiomiócito), que detectaram modulação na expressão de genes relacionados à resposta imune, ao citoesqueleto e ao ciclo celular, entre outros. Desde a última década, os estudos para avaliar o transcritoma celular vêm sendo realizados através da tecnologia de RNA-seq, que tem uma sensibilidade bem maior que a dos microarranjos, além de ser altamente quantitativa, permitindo, teoricamente, a identificação de todos os transcritos de um sistema celular, incluindo aqueles pouco representados, como os de um parasita contido dentro de uma célula de mamífero. Para expandir o conhecimento acerca do processo de infecção celular pelo T. cruzi, iniciamos o estudo da interação entre dois clones de T. cruzi – Dm28c e CL Brener (ambos com extensa literatura associada a sua utilização por diversos grupos de pesquisa em experimentos de diferenciação, infecção, interação parasita-hospedeiro, etc.) – e duas linhagens celulares, células HeLa e H9c2 – câncer cervical humano e mioblasto cardíaco de rato, respectivamente, visando avaliar o perfil de expressão gênica tanto da célula hospedeira quanto do parasita através da tecnologia de sequenciamento em larga escala. As infecções foram realizadas e o RNA total foi extraído e sequenciado através de RNA-seq. Estamos agora processando as informações relativas ao transcriptoma das células hospedeiras. Entretanto, embora tenham sido detectadas leituras correspondentes aos RNAs do T. cruzi, a cobertura foi insuficiente para a análise do transcriptoma do parasita durante o processo de infecção. O objetivo da presente proposta é dar continuidade à avaliação do transcriptoma do T. cruzi, agora usando um protocolo descrito recentemente pelo nosso grupo, onde o RNA do parasita é amplificado in vitro a partir do RNA total extraído das células infectadas como uma etapa prévia ao RNA-seq, permitindo obter leituras mais consistentes. O estudo da infecção por T. cruzi utilizando vários tipos celulares, como também várias cepas do parasita, permitirá a identificação de processos comuns e idiossincráticos de cada interação.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 05/12/2019-31/12/2021